Sede de Sangue de um Shinigami e um amor obsessivo
7 Não chore.
Notas iniciais
Quando sua alma tinha saído completamente de seu corpo peguei o garoto nos braços, ajeitei-o com cuidado em quanto me levantava,deixei a menina no mesmo lugar, ela acordaria por algumas horas, daria tempo para fazer o que eu queria. Corri entre os becos da cidade, até chegar à loja do Undertaker. O sino fez em leve barulho quando eu passei pela porta, chamando a atenção do funerário. Ele lavava suas mãos em uma pequena pia, do lado do balcão.
– Alice, que bom que esta de volta – disse Undertaker em quanto enxugava seus dedos – Pela sua cara vejo que foi difícil, pegar uma alma ao jovem. – olhei o corpo do jovem mestre, depois voltei a olhar o Undertaker, precisava pedir a ele.
– Under..
– Não precisa dizer nada, já sei o que vai pedir – disse sem olhar para mim e indo para os fundos da loja – Traga o garoto, por sorte eu tenho um que deve servir. Mas vou descontar isso do seu salário.
Em pouco tempo o corpo do jovem mestre estava cuidadosamente preparado dentro de um caixão, com a ajuda do Undertaker levamos até um cemitério, por ser um garotinho sem batismo, o levamos para o cemitério dos indigentes, que ficava fora da cidade. Eu mesmo cavei a sua cova, depois coloquei o seu caixão lá, não chorei um segundo sequer, eu não podia, foi o garoto que escolheu esse destino, eu só estava sendo um pouco melhor enterrando o seu corpo.
Fiz uma pequena lapide para o garoto,quando acabei o trabalho o Undertaker me encarava,mas não conseguia ver seus olhos, já que estavam tampados por sua longa franja.
– Você é muito inocente para um demônio Alice, tome cuidado – alertou o shinigami.
Despedi-me do shinigami e voltei para aquele beco, atrás da menina que deixei para trás, levaria a jovem até um convento. Peguei o seu frágil corpo e levei para perto do convento, deixando deitada em um banco da pequena praça. Procurei por uma conhecida dentro do convento, me ocultando pelas sombras e evitando os humanos daquele lugar, em uma pequena sala encontrei que eu queria. Ela estava ajoelhada perante uma pequena estatua de cera, deveria ser de algum santo. Fiquei alguns metros de distancia e esperei que termina-se de rezar.
Em alguns minutos ela se levantou, deu uma pequena ajeitada em suas vestes, e se virou para mim, ela não parecia surpresa por me ver.
– Ainda me surpreendo de como consegue invadir o convento sem que ninguém repare – comentou Helena dando um pequeno sorriso.
– Ficaria surpresa com o que eu consigo fazer – disse para a freira. – Preciso de um favor seu – disse direta.
Quando voltei onde deixei a menina, ela já tinha acordado e olhava para sua volta,quando ela se levantou,cheguei por trás dela e coloquei minha mão em seu ombro. Ela se assustou com o meu gesto, dei de ombros, minha delicadeza tinha se esgotado.
– Quem é você? – perguntou a menina, assustada. Ela me analisava de cima abaixo, em colheu os ombros quando reparou que meu status social era maior que o dela. Talvez temesse por ser repreendida.
– Sou Lady Michaelis – respondi
– Onde eu estou? – perguntou um pouco temerosa.
– Esta perto de um convento em Londres – respondi
– Onde esta meu irmão? O que fez com ele? – perguntou desesperada
– Quieta menina! – a repreendi – A levarei até o seu irmão – peguei em meus braços e a levei até onde eu tinha acabado de enterrar seu irmão.
Pov – Anne
A mulher me pegou no colo e me levou até fora da cidade, me assustei com sua habilidade de conseguir pular nos telhados, humanos não faziam isso, o que ela era?
Paramos em um cemitério, ela me guiou até um canto escuro, paramos em frente a uma cova recém cavada. Caí de joelhos com olhos cheios de lagrimas.
– Miguel o que você fez? – comecei a chorar
– Seu irmão fez o que podia para salvar sua vida – respondeu a mulher do meu lado
Chorei por mais alguns minutos, a moça tinha esperado eu me acalmar. Ajoelhou-se perto de mim.
– Seu irmão se sacrificou por você, agradeça a ele e a mim por estar viva. Eu a levarei até um convento, lá você terá um teto descente para ficar e terá comida. Quero que aproveite essa segunda chance, que seu irmão te deu.
– Obrigada moça – agradeci
– Não deveria – disse a Lady,me deixando confusa.
Fomos andando calmamente até o convento, uma freira nos esperava, ela sorriu quando me viu.
– Seja bem vinda – disse a freira – Aqui será seu novo lar.
– Obrigada Helena – agradeceu a Lady em quanto ia embora.
Pov – Off
Três dias depois..
A Michaelis acabava de vestir um corpo de uma criança, era filha de uma Condessa influente, suas mãos arrumavam a gravata de seda no pescoço do cadáver. Do seu lado Undertaker colocava produtos químicos no rosto do defunto, para dar uma cor ao corpo.
– Já faz três dias que você retornou e não disse nada até agora, como foi mata o menino? — perguntou o shinigami.
– Só me alimentei da alma do garoto, não é nada demais Undertaker. — respondeu
– Me diz, quero saber como você o matou ,tenho que admitir, você fez um bom trabalho não havia nenhuma marcar no corpo, como fez isso? — O grisalho começa a ficar eufórico a cada vez que falava — Sempre quis saber como é que os demônios matam suas vítimas e..
– NÃO QUERO FALA SOBRE ISSO!
Alice saiu perto de Undertaker tremendo e chorando, a mulher foi até o sótão e se trancou no cômodo e pós a chorar sem parar. A memória daquele dia ainda estava viva, sua parte humana a torturava, com as lembranças do pequeno ruivo morrendo e seus braços.
– Por que sou tão fraca, por quê?
''Chorar não irá resolver seus problemas'' Sou a voz de seu mestre.
Flash black on
A lembrança do dia que Sebastian veio busca no hospital surgiu em sua mente, era um dia um tanto frio, o sol se escondia atrás das nuvens negras de chuva e o vento soprava violentamente contra as grandes árvores. Alicie se encontrava em sua cama chorando de costume e se recusando a se alimentar, preferia morrer a servi aquele homem.
– Chorar não irá resolver seus problemas.
A voz conhecida por aquela jovem, fez que ela levanta-se os olhos para ver o belo homem causador de seu tormento na sua frente sorrindo tranquilamente, seus olhos azuis ficaram vermelhos ao ver aquele desgraçado depois de vinte anos.
– Você?
– Olá Alicie, sentiu saudades? — Perguntou cínico — Vejo que os anos fizeram bem a você nesse hospital, está ainda mais bela.
– O que faz aqui seu filho de uma puta, você me deixa presa aqui por vinte anos nesse hospital de merda, mofando e agora volta como se nada tivesse acontecido, me poupe Alphonse. Prefiro o inferno a você.
– Minha cara serva, preciso dos serviços e do seu sobrenome.
A Michaelis olhou curiosa para o demônio a sua frente, percebeu que o mesmo vestia veste de mordomo e o novo corte de cabelo que realçou ainda mais a sua beleza. Viu também que o mesmo trazia com sigo uma mala grande.
– Morra Alphonse e queime no fogo do inferno. — Esbravejou a Lady.
– Por favor, me chame de Sebastian e contenha essa raiva desnecessária.
– Sebastian, que raio de nome esse?
– Foi o nome que o mestre me deu, mas isso é assunto para outra, agora preciso que você me ensine como cozinhar para uma criança de oito anos...
Flash black on
–Quem diria que você ficaria a mercê daquele garoto. — Sorriu.
– Falando Sozinha?
A voz do funerário fez a assistente pula de susto, ela não havia percebido que o Shinigami estava ao seu lado a olhando para ela com aqueles belos olhos.
– Desculpe pergunta sobre a morte do moleque, tinha esquecido que você é sensível demais com esse assunto.
– Que assunto?
– Morte. — Disse o shinigami ao olhar para o quarto empoeirado. — Para mim é algo tão natural.....Não tenho mais nada para se apegar nesse mundo.Quer saber de uma curiosa sobre os shinigamis?
Um sorriso macabro surgiu no rosto de Undertaker que fez suas cicatrizes ficasse ainda mais marcadas. Suas unhas longas começou a brincar com os botões de sua roupa, provocando pequenos ruídos.
The moonlit SKY
The pale light unveils the secret path
Gates covered in roses
Hide a silent place
– Shinigamis são humanos que cometeram um crime muito grave enquanto vivos, e como punição kami-sama nós transformou em ceifadores. Somos obrigados a ver pessoas se matarem, cometer atrocidades inimagináveis e o pior de tudo eu... Amo ver aqueles mortais se autodestruírem na minha frente. Undertaker não percebia as lágrimas escorrerem em seu rosto pálido — Nem mesmo quando o meu melhor amigo, a pessoa que mais amei morreu eu conseguir sentir algo, ainda posso ouvir os seus gritos de agonia toda noite. . . São tão belos.
I hear you breathe
Signs in the wind are leading me
Into paradise
I come for you, I will forever return
– Por que esta me dizendo isso? — Perguntou a mulher assustada.
– Só quero que você entenda, mesmo que você tente fugir dos seus pesadelos eles sempre voltam mais cedo ou mais tarde para atormenta o seu sono. Então não fique se remoendo por algo já feito, abrace a escuridão e se entregue, criança ingênua.
Aos pouco Undertaker foi se aproximando de Alicie, a que seus lábios tocaram os dela provocando um arrepio intenso em ambos. Alicie não sabia como corresponder aquele ato vindo daquele tipo de pessoa, enquanto se perdia em seus pensamentos, Undertaker apertou a cintura fina da mulher fazendo a mesma abrir a boca e gemer, mas o ceifador aproveitou a oportunidade para aprofunda o ósculo.
Talke to me
Make all may sorrows disappear
In my dark hours
I come to you , I wiil forever return
As mãos hábeis do experiente do funerário deslizavam pelo corpo quente e macio daquela mulher doce, era tão delicioso ouvir os gemidos manhosos vindo daquele ser que deveria odiar,vê-la submissa o fez querer amarrá-la em uma cama e torturá-la de várias formas doentias que conhecia . Seria magnífico ter-la dessa maneira sublime.
– É melhor paramos...... — Pronunciou o ceifador ofegante.
– Por quê? — Sussurrou a mulher ainda de olhos fechados.
– Eu e você queremos um ao outro de formas diferentes, não quero machucá-la..... Por enquanto. Gargalhou insanamente — Volte ao trabalho, precisamos terminar os arranjos de flores.
Depois desse dia turbulento, a akuma estava deitada em um dos caixões pensando como você estaria seu mestre em uma cidade repleta por shinigamis, porém algo não para de perturbar era sensação de algo ruim aconteceu com Sebastian, sua marca doía desde que começou sentir essa sensação estranha.
– Que não seja nada demais, vá dormi Alicie você tem muito que fazer amanhã. — Disse consigo mesma.
Na manhã seguinte Undertaker havia pedido a sua assistente que busca-se o pagamento do velório de um ente querido de uma condessa muito respeitada, a akuma já estava com sua mala em mãos só faltava o endereço para que pudesse ir ao encontro da Lady Thatcher.
A Michaelis vestia um vestido preto de linho que realçava a palidez de sua pele, seus lábios exibem um vermelho intenso quase sangue que dava contraste com o vestido e seus inconfundíveis olhos azuis brilhavam com jóias. Ainda preocupada com sua aparência, devido que em poucas horas estaria enfrente a uma nobre da alta classe de uma família importante para corte real, assim como a Phantomhive.
–Desculpe a demora Alice, ta uma bagunça lá trás. — Disse o shinigami entregando um papel velho.
– Obrigada. — Agradeceu a mulher.
– Ah, Alice tome cuidado com a condessa Thatcher, ela é uma pirralha perigosa. Avisou o shinigami. — Não quero ir a mansão dela para recolher os pedaços do seu corpo, tsc, você minha presa e só eu posso cortá-la em pedaços.
– Não se preocupe tomarei cuidado coma pirralha, e voltarei para você.
–Já disse meus interesses em você não são esses, criança tola.
– Você não deve brincar com sentimentos de uma mulher Undertaker-san — sorriu cinicamente.
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