Sede de Sangue de um Shinigami e um amor obsessivo
1 Capítulo 1- Recém chegada
Notas iniciais
Era meia-noite quando alguém bateu na porta da funerária de UnderTaker, o shinigami abriu a porta achando que era Ciel e Sebastian querendo sua ajuda para algum caso, mas para sua surpresa era uma garota aparentemente com dezoito anos de idade, seus cabelos negros estavam presos por uma presilha enfeitada com algumas pedrinhas, usava um vestido armado branco em suas mãos uma pequena mala.
— O que é a senhorita deseja? — Perguntou o shinigami encarando a moça.
—Eu sou, Alicie su-a nova assistente. — Respondeu a morena nervosa.
— A sim o Conde me falou sobre você, mas pensei que seria um rapaz. — O grisalho encostou na parede soltando um suspiro de cansaço, e fez mais uma pergunta para a mulher. — Você tem algum tipo de experiência em prepara um corpo para um funeral, ou ao menos sabe abrir um corpo?
—Sim Sr., eu era melhor da min-ha região. — Respondeu a moça envergonhada.
—Isso veremos amanhã... Entre não é bom uma moça fica nessas horas nas ruas.
UnderTaker abriu passagem para moça, logo em seguida sentou em uns dos caixões percebeu que a sua assistente estava perdida no local.
— Pode dormir em um desses caixões , se quiser pode fechar se sentir mais confortável.
A moça olhou assustada para aquele homem, quem sã consciência dormiria em.caixão fechado? Ela tentou voltar com a expressão a neutra.
— Obrigada... Qual é seu nome senhor? — Perguntou a moça curiosa.
—UnderTaker ...Mas pode me chamar de Under, por favor não me chame de senhor. Não tenho idade para ser chamado de senhor.
Ela analisou aquele homem de cima baixo, certamente ele não era tão velho — apesar da cabeleira grisalha que exibia —, ela daria no máximo vinte anos à ele.
— Como queira, Undertaker. Tem algum banheiro para que possa me banhar?
—Se você for naquele canto verá um pequeno banheiro, pode usá-lo
Undertaker apontou para uma pequena porta ao lado da sala onde preparava os corpos para os funerais.
— Obrigada.
A bela mulher pegou a sua pequena bagagem e se dirigiu para o local indicado pelo shinigami, ela sentia os olhos verdes a seguindo por todo trajeto.
Na manhã seguinte.
UnderTaker estava deitado sobre sua mesa brincando com alguns fracos, quando ver Ciel e seu mordomo irritante adentrarem em seu local de trabalho, um sorriso brotou em seus lábios pálidos. Ele sabia que o conde queria saber sobre alguma morte do submundo, quem melhor do que um shinigami para instruí-lo.
— UnderTaker, quero que você me diga se conhece Edward Mcdade? — Perguntou o Conde irritado.
— Será que o conheço? Preciso de algo para me lembrar. — A típica risada do funerário ecoou pela sala irritando ainda o conde. — Você Sabe como conseguir as informações, Conde.— Sebastian! — Chamou Ciel — Faça o de sempre.
— Yes, My Lord .
Sebastian começou conta uma piada para o UnderTaker, ele por sua vez prestava em cada palavra e gesto que o Akuma fazia, 10 minutos depois a risada rouca de UnderTaker poderia ser ouvida. A risada foi tão alta que acordou a sua nova assistente, que dormia no caixão ao lado.
— AAAAAAAAAAAAAAAH!!!! — Gritou a mulher assustada.
— Quem é ela? — Questionou o Conde ao ver a mulher sentada no caixão.
— Ela é pessoa que você pediu para ajudar o UnderTaker, Bocchan.— Respondeu Sebastian com seu típico sorriso. — Pelo horário já deveria está de pé trabalhando.
O olhar reprovador lançado pelo mordomo fez a mulher se encolher no caixão constrangida, tal acontecimento não escapou dos olhos atentos do funerário.
— Desculpe-me, eu dormir demais. Não era minha intenção, Undertaker.
Sebastian olhou abismado para mulher.
— Um servo sempre se refere ao seu mestre no título de senhor, Alicie.
— Perdoe-me por tal deslize, eu… eu…
Undertaker rolou os olhos impaciente, ele destetava esse tipo de formalidade que os ingleses exigiam.
— Ângela, prepare um chá para o conde e traga alguns biscoitos também. — Ordenou o Shinigami.
— Meu nome é Alicie e não Ângela, Senhor UnderTaker. — Corrigiu a moça levantando do caixão.
— Que seja. — Disse o albino.
Alicie como pedido pelo seu novo chefe trouxe o chá para os convidados, que não ficaram por muito tempo, a funerária estava calma, nenhum cliente tinha chegado. Alicie arrumava o lugar para se distrair um pouco, UnderTaker lia alguns documentos enquanto ouvia a mulher cantar, a sua voz era doce parecia ser de um anjo, se fosse um mortal acharia que estivesse morto e um anjo veio cantar no seu ouvido para afastar o seu sofrimento.
— Por que você escolheu esse trabalho? — Perguntou o homem se virando para a mulher.
— Acho interessante.
A morena se virou para pegar algumas flores brancas quando viu par de olhos verdes de UnderTaker olharem para ela.
— Algum problema, Sr. UnderTaker?
— Uma mulher não escolheria uma profissão por acha interessante, me diga Ângela, o que acha de tão interessante prepara um corpo para colocar em tumba por toda eternidade ? O que te atraí para cuida dos mortos?
— Meu nome é Alicie, A-L-I-C-I-E. — Corrigiu a mulher mais uma vez o seu chefe. — Cuidar dos mortos sempre foi meu fascínio, podemos aprender muito graças ao estudo em cadáveres. Da Vinci usou esse artifício para os seus estudos sobre anatomia humana.
— Concordo com o que disse, mas uma mulher nunca se interessaria por cuidar de cadáveres. Sua família naturalmente a influenciaria a seguir carreiras mais… Femininas.
As palavras do gótico incomodou Alicie, ela odiava ouvir esse discurso. Por que ela não seguia uma carreira mais feminina? Pelo simples fato que, as carreiras “disponíveis” para mulheres eram maçantes. Ela não conseguia se ver como tutora, ou vendedora de cosméticos e joias. O seu interior dizia que ela nasceu para ser mais do que isso.
— Eu agradeço imensamente por não ter seguido as carreiras naturais que uma mulher deve seguir.
UnderTaker sorriu ao escutar aquelas palavras, ele adorava mulheres revolucionárias. Lutavam contra o padrão social, essas mulheres possuíam um “quê” a mais, que nenhuma outra tem.
— És uma mulher revolucionária, Ângela?
Ele ouviu um suspiro irritado vindo da sua assistente, ela parou de fazer o arranjo floral para olhá-lo nos olhos e responder a sua perguntar.
— Quanto as vezes vou ter que dizer que não me chamo Ângela!
A mulher parecia visivelmente irritada com UnderTaker. Ela bufou de raiva ao ouvir a risada finado seu chefe, os belos olhos azuis se fecharam com força. Alicie respirou o mais fundo possível antes de continuar a falar.
— E respondendo a sua pergunta, eu não sou uma revolucionária. Eu admiro a luta delas, mas não faço parte.
A assistente percebeu o desapontamento na face do seu novo chefe, mas ignorou. Ela não tinha tempo para isso, precisava limpar aquele louca urgentemente.
— Não quero parecer rude, mas eu preciso limpar esse local. Como consegue trabalhar com tanta sujeira e bagunça?
Undertaker deu de ombro e voltou atenção, para os documentos em suas mãos, ele sabia que suas tardes de tédio iriam embora, graças a sua mais nova assistente.
Fale com o autor