Secrets do not last
3 Declaraçoẽs
Notas iniciais
–El... eu nem sei por onde começar,mas eu te amo. — Ela dizia num tom baixo. — Elliot, sempre te amei, assim que pus meus olhos em você soube que te amava, mas você era um homem proibido para mim, era casado, têm seus filhos, e eu? — Olivia apontou para si mesma. — Eu sou apenas uma amiga, mas depois de tudo isso que você me disse, acho que posso dizer o mesmo, eu te amo, Elliot, eu te amo como nunca amei ninguém. — Uma lágrima já ia surgindo. — Sempre tive um auto-controle para não dizer nada, também tem aquela regra de que parceiros não podem ter um relacionamento, mas sei que agora as regras não importam, nem a Kathy, nem ninguém, apenas nós dois.
Elliot sorriu com o que acabara de ouvir, aproximou-se ainda mais da parceira e capturou seus lábios num beijo calmo, cheio de amor, desejo, carinho, o beijo foi se aprofundando. Elliot tinha sua mão envolvida na cintura de Olivia, essa já estava desabotoando a camisa dele, que logo a puxou para seu colo.
Enquanto isso, no Hotel, Christinne estava se preparando para dormir, quando alguém bateu à sua porta.
– Não é possível que uma hora dessas alguém venha te incomodar. -
A menina sussurrou, resmungando. Christinne foi até a porta, mas sem olhar no olho mágico, quando a abriu sequer teve tempo de reagir, foi acertada por um soco que a fez cair. Christinne, tentando levantar-se, pôde ouvir uma voz desconhecida dizendo:
–Você é igual a vadia da sua mãe. — Disse. -Sabe, estou de olho em você a muito tempo e quer saber? Mal posso esperar para começarmos a brincar.
Christinne não estava entendendo nada, só que precisava desesperadamente de ajuda, então, sem ao menos pensar, levantou-se num pulo e foi em direção ao telefone, mas foi surpreendida quando alguém puxou seu cabelo, fazendo-a parar, então o ouviu novamente.
–Acho que não, querida. — Disse o homem, malvado. -Seremos apenas eu e você.
Christinne, sentindo seus olhos marejarem, disse:
–Por que você está fazendo isso? — Perguntou, com a voz trêmula. -Por favor, deixe-me em paz!
–Você quer saber? Então, eu vou te contar, mas vamos andando.
No caminho para o esconderijo, Christinne estava amarrada à porta do carro, com uma fita tapando sua boca, então seu sequestrador começou a dizer:
–Sabe, querida, tudo isso é culpa da sua mãe. — Declarou. — Bom, muito tempo atrás, nós trabalhamos juntos e, quando vim para Nova Iorque, queria encontrá-la, mas, então, a vi saindo com aquele imbecil do Stabler. — Esbravejou. — Sempre no caminho, sempre, então eu resolvi fazer com que ela venha até mim, e precisava de um motivo pra isso. — O homem parecia descontrolado. -Fiz umas pesquisas e fui para Inglaterra, vigiei você por 2 meses, porém foi demais quando olhei para você e a vi sempre linda. Mas, agora que você já sabe da história, o que me diz de contarmos para a mamãe, hein?
***
Elliot e Olivia estavam deitados,apenas aproveitando aquele momento, até que Elliot começou a olhar para o rosto de Olivia. Ele amava aqueles olhos castanhos.
–O que foi? — Perguntou, surpreendida. — Por que está me olhando?
–Eu gosto de olhar para você, é fascinante. Olivia sorriu com o comentário do homem .
–Por que demoramos tanto, El? Por que demoramos tanto para dizer a verdade um ao outro?
–Bom, eu sempre tive medo de que você não sentisse o mesmo por mim, e de perder a sua amizade e parceria, caso você não gostasse de mim. — Ele sorriu. -Mas olha só, você gosta. Elliot aproximou-se da mulher e depositou um beijo em seus lábios,Olivia sorriu em meio ao beijo e logo disse:
–Eu também sempre achei que você não sentisse nada por mim, quero dizer, você era casado e... Elliot não a deixou terminar e interrompeu com um beijo, que foi se aprofundando cada vez mais, até que o celular dele começou a tocar .
– Ah, El, você tem que atender.
–Não, Liv, não tenho.
–Vai, El, atende, pode ser um caso novo. Elliot pegou o celular e estranhou por ser um número desconhecido.
– Stabler.
–Olá, detetive, como vai?
–Quem é?
–Não importa. O que importa é com quem estou. Ao fundo, Elliot pôde ouvir alguém gritar, mas não sabia quem era, porém, tinha um mal pressentimento. Então, ele ouviu:
–Elliot, socorro, por favor, sou eu, Christinne. — E então, ouviu um tapa no rosto de alguém, Elliot não podia acreditar .
–Bom, acho que você já sabe quem é, não?
–O que você quer? — Perguntou. — Não ouse encostar um dedo nela, senão...
–Senão o quê, detetive? — Desafiou. — O que você vai fazer? Seja um bom garoto e não tente rastrear a ligação, pois não vai conseguir, mas aguarde, mandarei notícias mas, enquanto isso, eu e essa belezinha aqui, iremos nos divertir. — E desligou, dando uma risada no final.
–O que foi, El? — Perguntou, preocupada. — Você está pálido.
–Eu... Eu não sei quem é, mas ele está com ela. — Olivia já tinha um certo pânico no olhar, temia que algo grave tivesse acontecido, mas ,mesmo assim, perguntou:
–Quem? — Elliot olhou para seu rosto antes de dizer
– Christinne.
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