Secrets Weapons
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov. Rebecca
Começamos uma rajada de tiros e flechas desajeitadas para todos os lados, tinha que admitir, éramos péssimas nisso.
Eles tentaram se defender com os poucos móveis que ainda tinham, enquanto desesperadas tentávamos acertar algo... Quando estava finalmente pegando o jeito... Sinto um som diferente nas minhas pistolas... Elas não estavam mais disparando. Olhei confusa.
Acabaram as balas, olhei ao lado, e Melanie disparava a última flecha de seu cesto. Ela leva a mão em procura de mais e não acha.... Me olha desesperada.... Meu corpo gela e eu senti meus músculos travarem. E sentia que meus batimentos poderiam ser ouvidos a distância. Fez se um minuto de silêncio e na minha cabeça repassavam todos aqueles filmes clichês do bandido malvado que captura a mocinha.
Aproveitando a nossa distração ouvimos um grito de guerra.
– Agora!
Sacamos nossas armas mas foi tarde demais, eles já estavam muito perto, e com uma rapidez que eu desconhecia me senti pega de repente, eu tentei sair e comecei a me debater no chão.
olhei para minha irmã por um segundo e pude ver mel com olhos arregalados. Poderia dar o meu braço direito para apostar que ela esta pensando o mesmo que eu. já era.
– Ei ei calma!!! — A voz ainda tentava falar, mas agora, mais alta, por conta da proximidade.
–Arg.... Peguei! — e pude sentir que ele acertou algum movimento que me fazia parar de me debater. Eu estava presa pelo seu corpo agora. Totalmente parada.
Quando a confusão e todo o barulho acabou tínhamos um saldo mais ou menos assim : Eu acertei alguns tiros !!! Sim! Mas não digo que foi muito útil, diria que se eu conseguisse ver teria acertado de raspão na perna, ou braço.... A noticia ruim: eu não conseguia ver por que havia um corpo muito maior sobre mim. Me prendendo o chão, me fazendo segurar a arma em cima da cabeça.
Olhei para o lado, e percebi que Mel estava com uma situação muito parecida a minha, só que a diferença, era que o braço de quem a segurava sangrava, e suas armas haviam sido jogadas para algum canto da sala.
– Me solta! — Gritei olhando para ele.... Azul, o azul me invadiu, aqueles olhos e aquela nova pele, aquele novo corpo perto do meu me desnorteou um pouco... Pela primeira vez eu estava realmente olhando ele. Essa nova pessoa... Um novo cheiro, novas cores, novas texturas... Era tudo muito novo. Nada havia nem de perto acontecido na nossa vida.
Me tirando dos meus desvandeios ouço uma voz mais divertida vindo mais perto da porta.
– Ufa! Olha! Pensei que não sairíamos vivos de mais essa em! — A voz se aproximava e pude ver que era de uma aberração meio humana. — Isso ai! Bom trabalho vocês dois!
Com isso ele deu uma batidinha um pouco mais bruto do que precisava nas costas dos dois rapazes que nos prendiam. Mas quando ele fez isso, um gemido de dor saiu da boca dos garotos.
Olhei para baixo, entre nossos corpos, sangue. Minha camisa estava coberta de sangue. Muito sangue escorrendo diretamente da barriga do mesmo.
– Becca... — Eu olho para lado e vejo que pensou a mesma coisa do que eu. Precisamos socorre-los
– Nos deixem sair ! — Eu disse — Vamos! Vai logo! Vocês precisam cuidar disso ! — Disse sinalizando com a cabeça para o ferimento.
Senti as mão nos meus pulsos mais fortes.
–Nem pensar, para vocês atirarem em nós de novo? Eu não vou cair nos seus truques!
E por mais que ele falasse isso, podia ver a dor em seu rosto. Estava doendo muito.
–Eu juro! Ok? Eu juro! Nos deixe ajuda-los! — sim, nos tínhamos feito isso, poderíamos ter acertado eles. Mas era puro desespero. Nunca tínhamos feito mal a um passarinho, quem dirá em humanos.
O arrependimento batia cada vez mais forte em nossa cabeça. Podia sentir que Mel estava tão arrependida quanto eu... Ela balançava a cabeça com veemência para tentar demonstrar a nossa sinceridade.
– Por favor.... — Sussurrei mais uma vez... Mais baixo dessa vez.... Minha voz suplicava por ajuda-los enquanto sentia cada vez mais sangue escorrendo da sua blusa para a minha.
Sua mão fraquejou. Ele já estava sentindo fraqueza, tinha que ser logo.
– Tudo bem... — Sua voz era fraca e rouca, porém tão perto que eu podia sentir o ar tocando minha face.
– Thomas ! Olha o que elas fizeram conosco! Quer libera-las agora? — O rapaz em cima da minha irmã olhava incrédulo para o tal Thomas em cima de mim, que respondeu mais impaciente.
– Não estamos em condições de recusar ajuda médica, mesmo que seja das nossas agressoras. mas Jupert vai com ela. E enquanto eles vão eu fico com isso. Ela também vai ficar conosco, para garantir que você volte — Disse isso puxando as armas para si. Para se proteger e soltando os meus braços saindo de cima de mim quase caindo para o lado.
Não perdi tempo, sai correndo para a sala de armas, direto a enfermaria, sem querer saber se alguém estava de fato me seguindo ou não, procurei o primeiro kit de primeiros socorros que vi, e voltei desesperadamente para sala, me joguei no chão onde eles estavam e percebi que a minha irmã não havia mudado de posição, tirei todas as ataduras e os remédios de dentro da caixa, e olhei para Thomas pedindo permissão. Ele assentiu, deitou no chão e levantou a blusa até onde estava o machucado.
Ví de canto de olho, minha irmã e o cara se ajeitando, sentando perto da caixa para minha irmã cuidar dos ferimentos dele também.
Éramos experientes nisso. Afinal, éramos descuidadas as vezes e só tinha, os a nós mesmo para cuidar. A maioria das nossas feridas vieram da sala de armas, razão pela qual a deixávamos fechada ultimamente.
Aparentemente o corte na barriga era superficial, tinha passado do lado do seu corpo, se fosse um pouco mais para o lado poderia ter acertado algum órgão vital. E apesar de ainda ser um corte feio, não deveria ter problemas em curar-se.
Sussurrei bem baixinho — Ainda bem...- Sentindo alívio por não ter pego em nenhum órgão vital.
– O que você disse? — Ele levantou a cabeça para me olhar, mas logo viu que não deveria ter feito tal movimento. Puder perceber uma onda de dor que percorreu seu corpo nesse instante.
– Nada, não disse nada. Agora se deite e fique quieto para eu terminar de cuidar do ferimento.
Terminei de enfaicha-lo e minha irmã também estava nos últimos reparos.
– Está tudo muito bom mas qual das duas enfermeiras vai cuidar do Jupert primeiro.- Disse o tal Jupert referindo se a si mesmo. Olhei e eu queria passar longe, todo aquele pelo ,misturado com sangue e sujeira me deixavam enjoada.
Eu e minha irmã nos entreolhamos pensando a mesma coisa. Eu não! Aquelas pernas estavam passando mals bocados sem se depilar. Eu nao ia chegar tão perto de todo aquele pelo cheio de sangue que escorria de seu braço.
Olhei para ele de novo. Ele não estava gravemente ferido, acho que devido a desde o início ter ficado escondido atrás da mesa de centro sem se aproximar. Seu rosto também estava arranhado, mas tanto esse, quanto o ferimento do braço não passavam de arranhões, duvido que tenha sido feito com uma bala ou flecha. Deveria ter machucado com os destroços da casa em si
Melanie foi mais rápida, e antes de eu ver, ela já tinha pegado os matérias e começado a curar a ferida do rosto.
Droga Mel...
Desgostosa segui para com o braço, mais peludo que o normal, do mesmo. Tentando não olhar muito terminei de limpar o machucado.
–Aí Jupert, se deu bem! — Disse o de cabelo um pouco mais claro.
Tentei controlar minha raiva, não queria ter que enfaixar mais ninguém.
No final tínhamos três caras enfaixados no meio da sala nos encarando enquanto nos duas sentávamos no meio da mesma, apreensiva, pensando o que eles fariam conosco agora. Silêncio... Silêncio esse que foi quebrado por Jupert com uma exclamação que não fazia muito sentido.
–E então... São elas?... — Não gostei como ele falou, de algum jeito parecia que estavam esperando mais de nós... Mas isso não era possível, eles mal nos conheciam. Eu não sabia o que isso poderia significar e não estava gostando do rumo da conversa.
Sentia os olhares nos analisando, quase que tentando encontrar mais algo do que éramos.
– O que você quer dizer com isso?? — Eu já estava mais calma, e minha voz já voltava a me obedecer, mas ainda sentia um pouco de medo.
– Não acredito que sejam, elas não sabiam nem ao menos segurar uma arma. Quem dirá participar de uma guerra — Disse claramente apático, ignorando totalmente o que eu havia dito — Bem... Um... Acho que começamos de um jeito errado.... — disse se aproximando da minha irmã e estendendo a mão — Prazer, meu nome é Ethan.
FIM DO CAPÍTULO 3
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