Notas iniciais
Oi! Não se esqueçam de ler o "Disclaimer", é importante, ok? ;) Estou mega entusiasmada com esta história *O* E não tenho mais nada para dizer '-' Comentem, sim? :3

No silêncio da noite tudo pode acontecer.

Underword era uma pequena cidade no interior da Inglaterra. Tinha poucos jovens e a maior parte deles nasceu e cresceu ali, naquele local silencioso e pacato. Os visitantes eram escassos, o que tornava Underword um pouco abandonada. Durante os rigorosos invernos nevava imenso, tanto que nunca dava para sair ou entrar na cidade.

Estava escuro e frio, uma leve brisa passava — talvez até leve demais para uma noite de Outubro — e o único barulho em toda a cidade era o som do grande relógio que ficava na torre mais alta da igreja, o maior edifício do local. Isso era uma noite normal em Underword. Mas um estranho som ecoava pela casa dos Jones, agora apenas ocupada por Tom e Susan, dois irmãos e os únicos sobreviventes do maior acidente rodoviário que já tinha-se visto e Underword.

Paul Jones era o presidente da cidade, não havia quem não conhecesse-o. Mas alguns anos atrás faleceu e levou junto consigo a sua esposa, Margaret. Muitos diziam que foram sabotados, outros diziam que Paul — que estava a conduzir — vinha embriagado mas obviamente os únicos que poderiam saber o que aconteceu nessa triste noite eram as crianças. Pois mesmo após um perigoso despiste em direção a um lago Tom e Susie milagrosamente sobreviveram. A menina, na altura, tinha onze anos e Tom dezasseis. Nenhum dos dois se lembravam do que tinha acontecido nessa noite.

Anjos, dizia a menina uns meses depois. Só podiam ser os anjos das histórias que a sua mãe lhe contava. Aquelas criaturas místicas e bondosas, com longas asas de penas brancas nas costas, conhecidos pelos seus atos de bondade. Aquela luz que ambos os jovens diziam que viram quando entraram no lago não podia ser o luar. Eram anjos que os salvaram. E a menina acreditava fielmente nisso.

Ambos os irmãos foram separados em orfanatos da região, na altura. Mas após alguns anos, Tom conseguiu a guarda da irmã e agora, com vinte anos, estudava medicina e tinha a sua vida, qualquer um que o visse jamais o poderia ligar aos Jones.

Os seus cabelos loiros estavam sempre despenteados, tinha o seu casaco negro de cabedal, a rala barba por fazer, jeans surrados, ténis velhos e um típico cigarro na mão. Os Jones jamais andariam assim.

Tom deixou o passado para trás, parou de remoer-se na ideia de ser o pobre órfão com a irmã para criar. De ser um pobre coitado, aquele que as vizinhas visitavam só para perguntar se estava tudo bem, se ele necessitava de algo. Que os professores chamavam para conversar no fim das aulas, que as pessoas olhavam com cara de pena, que os supostos amigos abandonavam. Tom Jones nunca foi o mesmo.

– Tommy... — ecoou por toda a casa uma voz doce, com um pequeno tom eufórico — Acorda Tommy! — agora o rapaz era abanado por duas mãos ágeis.

– O que foi Susie? — a voz de Tom era sonolenta e arrastada.

– Eu vi a mãe!

– Tu... Susie, de raio estás praí a falar? A mão morreu, todos sabem disso, e tu também!

Pode parecer um pouco brusco o seu modo de falar, mas Tom já fora muitas outras vezes acordado pela irmã, sempre com o mesmo tipo de conversa...

– Mas eu sei disso! E via-a! Ela estava com o pai, e estava tudo muito claro e fresco, e nuvens, estava tudo cheio de nuvens. Elas são tão leves e suaves, como algodão, mas mais leve e frágil! E música muito baixinha e calma tocava... Foi fantástico! A mãe e o pai estavam a sorrir, eles disseram que todos ali sentiam a nossa falta! A mãe ia chamar a Tracy mas depois eu acordei e...

– Susie...

– Não, Tom! Não era um sonho, eu sei disso! Eu sei que eu estive lá. Tommy, eu estive no céu! — o sorriso da menina aumentou.

– Chega Susie! Tu tens quinze anos, porque não esqueces isso?! Tu sonhaste, como sempre foi!

– Não sonhei não! Tu só estás assim porque eu falei da Tracy!

– Cala-te! — ele berrou — A Tracy morreu à seis anos! E os pais à três! Tu sonhas-te, simples! Para de inventar coisas onde elas não existem, tu já tens mais que idade suficiente para cresceres.

– A mãe acreditava em mim...

– Ela fingia, tu não percebes? Nunca ninguém acreditou nisso, são só sonhos. Vai dormir Susan...

A jovem sentou-se na cama ao lado dele, enquanto os seus longos cabelos loiros caiam sobre os seus olhos claros, azuis como o mar.

– Eu sei que tu gostavas da Tracy.

– Susie...

– Não Tom. — a menina interrompeu-o — Tu gostavas dela. Por isso é que tu andas sempre com a Joanne. A mãe disse-me isso...

– A Joanne é a minha melhor amiga, devias saber disso. Agora sai do meu quarto e vai dormir.

– Claro que é, elas eram gémeas, eu ainda me lembro disso. — ela fez uma pausa – A mãe disse alguma coisa sobre o quarto de costura, por isso logo podias dar-me a chave e eu...

– Não! Ninguém vai entrar no quarto de costura da mãe! — o jovem levantou-se bruscamente da cama — Eu jurei isso quando ela morreu, aquilo era o lugar dela, mais ninguém! Nem o pai podia lá entrar, não vais ser tu com ideias loucas, depois de sonhos estúpidos, quem vai quebrar esta promessa!

“Só o pai não podia lá entrar.”

– Mas foi a mãe que...

– Para Susie! A mãe está morta!

– Isso não significa que ela esteja fora das nossas vidas. — e dizendo isto Susan Jones saiu a correr do quarto, batendo com a porta com força.

– Merda de vida... — murmurou ele, sentando-se na cama fria.

Vasculhou no bolso do casaco e achou uma pequena chave, com a qual abriu uma pequena gaveta do móvel, onde achou uma fotografia antiga. Nela estavam, imóveis, três crianças. Um menino baixo e loiro, com a pele muito clara, e duas meninas idênticas, as gémeas Scott. Ambas com cabelos longos e ruivos, que faziam um forte contraste com a sua pele igualmente clara e olhos castanhos. Mas uma delas tinha algo diferente. O seu olho esquerdo possuía manchas verdes muito claras, era Joanne. Tracy, por seu lado, tinha o mesmo detalhe mas no olho direito. Era como se cada metade das gémeas criasse uma só pessoa, totalmente igual em ambos os lados.

Os três pareciam felizes, com grandes sorrisos nos rostos e um leve brilho no olhar. Todos imóveis, sem vida... Tom passou os deus dedos gelados de leve na cara de Tracy, parecia tão animada, como se nada a afetasse, como se soubesse que aqueles seriam os seus últimos momentos e só os queria aproveitar.

– Se ela soubesse... — murmurou.

Aquela fotografia foi tirada um dia antes da maior desgraça da vida dos Scott. Tracy foi raptada no dia seguinte e esteve desaparecida durante dois meses. Após as buscas intensas foram encontradas roupas da menina a boiarem no mesmo lago onde morreram anos depois os Jones. Dada como morta pela policia nacional.

Desde então Tom passou a ser muito amigo da ultima gémea, Joanne. Talvez porque visse nela a Tracy. Talvez, certo? Afinal eles nunca se deram muito bem, mas algo em volta da morte da menina fê-los aproximarem-se. A dor que compartilhavam, talvez? Sim, a incerteza era algo que vivia sempre com o rapaz.

Os primeiros raios de sol invadiram o quarto e Tom guardou a fotografia à pressa e trancou a gaveta. Quanto tempo ele ficou afinal a olhar para a fotografia? Horas certamente.

– É melhor dormir... — ele pensou e atirou-se na cama aproveitando as ultimas horas de sono. Era um novo dia, novos desafios, um novo sol cada manhã. No fundo era só mais um de muitos dias, desde que passasse rápido era menos tempo para a morte, pelo menos era assim que ele pensava.

***

A meio da noite, os corredores — normalmente vazios – do 3º andar na mansão Jones tinham uma nova ocupante. Os seus pés brancos e receosos avançavam devagar pelo soalho velho e empoeirado, que rangia. Pela camada grossa de pó viam-se pegadas da jovem, que facilmente a denunciariam. Mas Tom não andava por ali. Nunca andava. Era o andar dos pais. Desde pequena que ela o aprendera. O quarto dos senhores Jones. O escritório. O quarto de costura. E claro, todas aquelas divisões trancadas a sete chaves. Não era um lugar para as crianças. Pelo menos fora assim que Granzie, a antiga empregada, a ensinara.

Granzie Boulard.

A empregada, como Tom simplesmente dizia. Nisso ele era muito parecido ao pai. Nisso ele era, verdadeiramente, um Jones. Superior. Como se ele e o seu pai pudessem decidir que agora existia um muro entre eles e quem trabalhava para eles. “São inferiores”, só isso. Claro que a Senhora Jones tinha uma visão diferente disso… Afinal Granzie não era muito diferente dela. Não de aspeto, claro. A empregada tinha cabelos longos e encaracolados, muito escuros, quase pretos. E olhos escuros também. Era baixa, um pouco velha também. E tratava de Susie como se fosse sua própria filha. E Tom também, embora ele fingi-se que não se apercebia do modo maternal e carinhoso como ela o tratava.

E quanto à sua relação com Margaret Jones? Confidentes. Era bastante comum as crianças verem a senhora Jones trancar-se numa divisão qualquer com a empregada e ficarem lá, durante horas. Não sabiam do que tanto falavam. Nunca saberiam, afinal, fosse o que fosse de tão importante que elas falavam, diziam-no tão mas tão baixinho que nem com os ouvidos encostados À porta dava para ouvir. Apenas o silencio.

Ou talvez um ronronar longo e preguiçoso do Boris, o gato da mãe. Com um pelo enorme, branco como as nuvens, extremamente fofo. Também já velho, sim. Andava bastante por aqueles corredores, a ronronar, passando muito distraidamente por eles. Como se ninguém ali existisse...

Era como se, dentro daquela divisão trancada – a maior parte das vezes o quarto de costura, lembrava-se Susie – as duas senhoras desaparecessem no tempo. Bem, pelo menos fosse o que fosse que elas falavam jamais fora ouvido.

E o que aconteceu a Granzie Boulard? E ao gato, Boris?

Desapareceram. Está bem, não sumiram do nada. Mas a empregada nunca mais foi vista desde o acidente. Susie conseguira captar de algumas das conversas alheias e abelhudas das vizinhas – quando, após duas semanas, ela e Tom vieram buscar as suas coisas a casa, antes de serem separados — que ela fora despedida. Claro que foi. Os patrões faleceram. Esperavam o quê? Mas eis o estranho da história: disseram que ela estivera na casa mais uma semana. Susie e Tom nunca o puderam confirmar.

Aquelas vizinhas mais fofoqueiras, que se inclinavam sobre as janelas só para contarem às vizinhas do lado e da frente aquilo que ouviam – e distorciam antes de recontar -, diziam que ela estivera a roubar. O facto foi que ninguém deu pela falta de nada na casa. E quem verdadeiramente conhecia a empregada sabia que ela não era capaz de roubar. Mas que desapareceu, foi. Nunca mais ninguém soube dela. Para onde foi? Estará na vila? Pouco provável. Será que saiu do país? Talvez tenha voltado para as ruas francesas de que tanto ela dizia ter saudade, nos dias de maior melancolia.

Sim, Granzie tinha nascido em Paris, a capital do seu amado país. Mas quando tinha 18 anos foi mandada pelos pais para estudar, trabalhar, ter uma melhor vida. Uma história detalhada e triste, que a empregada não se cansava de repetir. Mas só nos dias de maior melancolia e tristeza. O resto do tempo ela era uma pessoa alegre. Cantarolava canções pela casa, fossem em inglês, francês, ou só assobiando uma melodia alegre e feliz.

Mas e o gato? Esse desapareceu na mesma noite do acidente. Tom até ficou feliz com a ida do gato. Isso só os lembraria dos pais. E de qualquer maneira ele nunca gostara muito do gato. Susie também não gostava, mas não negava que gostava de ter alguma lembrança viva da sua mãe. Talvez ele agora fosse mais um dos gatos moribundos que ela e o irmão encontravam pelos becos mais sujos da vila. Talvez já estivesse morto, algures. Ou quem sabe, tornasse-se um gato selvagem, pelos intermináveis bosques da zona. Bem, o que realmente se sabe e tem a certeza é de que, tal e qual como a empregada, ele desaparecera, e nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima.

Susie abanou a cabeça, voltando à realidade. Perdera-se em memórias.

Cada passo que a menina dava, o chão mais rangia e as paredes – com o seu papel de parede velho e desgastado a cair, enrolando-se delicadamente sobre si próprio, e uma grossa camada de pó que também a cobria – pareciam querer engoli-la. Os estores estavam totalmente caídos e partidos, deixando as poucas janelas pelas quais algum luar poderia entrar e iluminar-lhe o caminho totalmente fechadas. Mas isso não os impedia de abanar a cada rajada de vento mais forte.

Crac!

Susan deu um salto ao ouvir aquele pequeno som. E não, o seu primeiro pensamento não foi Tom. Sim, ela estava a ser irracional e medrosa, mas quem não o seria naquela situação?

“Foram só os teus passos naquela tábua solta, sua tola!” – disse-lhe uma vozinha na cabeça, sabem?, aquela vozinha que nos diz algo um pouco óbvio ou nos massacra quando fazemos algo errado. A consciência. Não é como nos filmes e nos livros, em que ela ajuda a tomar decisões. Não é o Grilo do Pinóquio. É a verdadeira consciência. E essa é tudo menos prestável.

Claro que quando o seu “falso Grilo interior da vida real” lhe disse isso, ela já estava olhar para a tábua, ligeiramente mais solta que o resto do corredor. Já passara por algumas dessas um pouco por toda a casa. Então ergueu a cabeça e seguiu o seu sinuoso caminho pelo corredor. Sim, ele parece não ter fim, certo? Mas se pusermos um caracol a andar ao lado de Susie, ele andaria mil vezes mais rápido que ela.

A porta está entreaberta. A porta do quarto de costura – aquele que deveria estar trancado pelo Tom – estava meio aberta.

“Certamente ele esteve por aqui depois da nossa discussão”, foi o que ela pensou. Não lhe passara pela cabeça a ideia de ele estar lá naquele momento, porque já fora ao quarto dele antes. E Tommy estava a segurar uma fotografia, com um olhar vidrado e uma cara melancólica. Como a da Granzie a contar a sua tão famosa história. Susie já sabia-a praticamente toda de cor, com as exatas frases da francesa.

Ela decidira não o incomodar e então seguira o seu caminho para aquele corredor sinistro. Colocou cuidadosamente a mão pálida – que tremia, embora ela não se apercebe-se de tal – e abriu totalmente a porta do quarto de costura.

Estava igualzinho!

O sofá de estofo branco e macio estava exatamente no mesmo local, com as mesma almofadas creme. Por debaixo da janela – com os estores também partidos, essa fora a única mudança, mas Susie não a achou importante. Afinal, estavam assim praticamente todos os estores da casa – com as cortinas leves e brancas, como quase tudo no quarto. Os armários sem fim continuavam ali, todos trancados. A mãe guardava lá de tudo: desde agulhas e tecidos – coisas comuns para o seu passatempo, a costura – até álbuns de fotografias antigos e biscoitos de mel para petiscar naquelas tardes chuvosas e aborrecidas. Os cabides com vestidos lindos que a Senhora Jones fazia ainda se encontravam pendurados no lado oposto da divisão. A mesinha de madeira clara, com a toalha pequena, de motivos florais, bordada pela própria Granzie, e as jarras de flores muito perfumadas e bonitas – sempre em cima da mesa – e muitos outros detalhes que demorariam mil anos para serem descritos, todos se mantinham iguais. Até a maquina de costura antiga, que Margaret já não usava, continuava no mesmo local – sobre as caixas de verga, carregadas de revistas de moda e bordado, e jornais antigos que a mãe insistia em manter ali. Apenas aquela camada muito fininha de pó cobria tudo. Não era como o pó do resto dos corredores e divisões abandonados da casa, não! Era aquela camada leve de pó que se acumulava quando a empregada estava doente. Aí era comum ouvir-se a Sra. Jones dizer que ela própria limparia a casa. E mesmo sobre os protestos do marido era isso que ela fazia.

E lentamente, sem se dar conta, Susie já tinha percorrido toda a divisão, tocando em todos os objetos, e estava agora a examinar mais atentamente um dos vestidos feitos pela mãe, novamente perdida em pesadelos.

“LEMBRATE DO QUE ESTÁS AQUI A FAZER!”, pensou ela para si mesma – não pensem que a consciência está metida nisto.

Sim, a missão que a mãe lhe confiara no seu ”sonho”. Na sua viagem, isso sim! Viagem seria uma boa maneira de tentar definir aquilo que nem mesmo a jovem Susan conseguia definir. Mas sonhos não! Aquilo jamais seriam sonhos. Ou ilusões. Fosse o que fosse que lhe chamassem, porque sempre se referiam às suas viagens como algo que não aconteceu, a palavra em si não importa nada.

Ela tinha que achar uma chave dourada. Muito vago, certo? Pois, mas as únicas coisas que a menina sabia era que essa chave dourada encontrava-se dentro daquela divisão, mais concretamente “num local onde tu sempre poderás encontrar a luz“.

– Será que todos os mortos falam em enigmas? – pensava ela, lembrando-se dos filmes, onde os fantasmas, daqueles filmes não tão assustadores, falavam sempre assim, nessas frases enigmáticas e difíceis de desvendar – Porque eles não dizem as coisas, simplesmente?! – a jovem já começava a ficar frustrada, após vasculhar imensas coisas. Estava tão entorpecida pelos seus pensamentos e concentrada na frase-chave da mãe, que não ouviu os passos altos no corredor. Não ouviu o ranger do soalho, o som da porta a trancar-se por trás dela, nada. Apenas se apercebeu de que se passava algo de estranho ali quando se voltou para trás.

“Já não estás sozinha aqui” – disse descontraidamente a sua consciência, como sempre tarde demais. Ela até a imaginava a limar as unhas, nem desviando o seu olhar, enquanto lhe dizia o que ela já via, despreocupada.

“Muito obrigadinha pelo óbvio, sua estúpida!”

Sim, cara consciência. Já era tarde demais.

– Finalmente nos encontramos, Susie.

Notas finais
Esta conversa toda da Granzie vai parecer desnecessária mas acreditem, ela vai ser uma personagem importante u.u
Acham que está pequenino? :
Então, gostaram do final? Espero que sim. *-*
Não se esqueçam de comentar! *O*