Notas iniciais
Narrado por: Alice DiLaurentis

— Olá, detetive Baizen.

— Srta. DiLaurentis, fico feliz que tenha voltado.

Sentei-me na cadeira. — Também fico. Quando aconteceu tudo eu não pude fazer meu depoimento, mas eu agora eu posso e tenho bastante coisa pra contar.

Ele deu um sorriso animador e inclinou seu corpo para frente. — Então pode começar a me falar. O que aconteceu com sua irmã?

— Adoraria ter resposta sobre isso, mas não tenho. Eu e minha irmã brigamos na festa e depois ela desapareceu.

— Ficou com raiva da sua irmã e por isso decidiu dar um sumiço nela?

— Você só pode estar de brincadeira, ela era a minha irmã e irmãos brigam, isso é normal.

— Não quando tem o desaparecimento depois da discussão. Com quem você estava quando sua irmã desapareceu?

Pensei por um instante e disse por fim. — Com o Larry…

— E o que ele queria com você?

— Estávamos juntos.

— Mas ele não namorava a Ária?

— Sim, mas a gente se gostava…

— Não consigo entender.

[FLASHBACK ON]

Eu tinha acabado de discutir com a Alison, ela se achava a dona de tudo, como se a Lady Gaga fosse ela, quando olhei para trás vi minha irmã conversando com um cara alto de cabelos pretos e olhos azuis, ele aparentava ser mais velho do que ela, mas dei de ombros, era a Ali, ela se jogava pra cima de qualquer um que pudesse oferecer algo que ela quisesse. Quando olhei para a pista de dança pude ver o Larry e a Ária juntos, isso me causou um pouco de ciúmes, seus olhos encontram os meus e então Larry sussurrou algo no ouvido de sua quase namorada, andei até o fundo da casa, eu sabia que ele viria até a mim e não demorou muito e lá estava ele.

— Lice? — Disse enquanto tocava em meu ombro, virei-me para ele e o abracei.

— Não podemos continuar com isso, Larry.

Ele me afastou e levou suas mãos até o meu rosto. — Podemos sim. Eu gosto de você.

— Então fala pra ela que gosta de mim.

— Mas eu também gosto dela.

Aquelas palavas me magoaram, mas eu o amava e queria estar com ele independente da situação e então nós nos beijamos, um beijo quente e romântico ao mesmo tempo, mas fomos interrompidos, o pai da Ária estava ali, olhando para gente aos beijos, meus olhos se estreitaram ao do Larry e quando viramos para olhar o Byron, ele já havia saído.

— Desculpa, Lice, eu tenho que ir. — Ele me deu um beijo e saiu na direção do pai da Ária.

[FLASHBACK OFF]

— Não conhecia o cara que estava com a Alison?

— Não tenho nem ideia de quem ele era.

— O pai da Ária estava naquela festa? — Perguntou enquanto me olhava, eu apenas balancei a cabeça de maneira afirmativa e então ele puxou o celular do bolso e colocou um vídeo. — Tem ideia de quem é esse cara batendo no Larry?

Sorri de maneira sarcástica. — Esse não é o Larry.

— E quem é?

— Andy Archibald.

[FLASHBACK ON]

O Larry me deixou ali sozinha, senti as lágrimas querendo descer dos meus olhos, mas respirei fundo, sequei meu rosto e fui procurar a Ali, ela sabia sobre o meu caso com o Larry e só ela poderia me ajudar e me dizer o que fazer, rodei a festa toda e perguntei para todo mundo, menos para as meninas, até que me esbarrei com uma garota de cabelos pretos e olhos verdes, ela usava uma calça jeans azul e um moletom preto.

— Desculpa! — Disse ela.

— Está tudo bem!

E então ela saiu, e eu voltei a procurar a Alison, mas senti alguém tocar em meu ombro e me virei para ver quem era.

— Você conhece um homem chamado Andy Archibald? — Perguntou a garota com quem eu tinha me esbarrado minutos atrás.

— Não conheço, desculpa. — Respondi.

Ela me mostrou uma foto seu celular de um cara alto, cabelos e olhos claros, deveria ter seus 20 anos. — Se ver ele me avisa, por favor.

— Claro! Como é seu nome?

— Jenna, Jenna Marshall. — Respondeu e se retirou.

Estava saindo da festa quando entrou um rapaz com sangue em sua camisa, reconheci o seu rosto, era o tal Andy Archibald, segurei em seu ombro.

— Andy?

— Sim? — Respondeu com a mão em seu nariz.

— O que aconteceu?

— Um homem que eu nunca vi na minha vida me agarrou por trás e me bateu. Você pode me ajudar, Ali? — Ele me chamou de Ali, então conhecia a minha irmã.

— Jenna Marshall está te procurando.

— Me ajuda, ela não pode me ver machucado desse jeito.

Assenti e levei ele até o quarto do Larry e tratei dos seus ferimentos.

— Eu não sou a Alison, sou a irmã gêmea dela, me chamo Alice.

Ele ficou surpreso e sorriu. — Vocês são muito parecidas.

— Você parece com o cara que eu gosto. E o mais engraçado é que estão com a mesma camisa.

Ele deu risada, mas parou ao sentir dor no estômago. — Ele é um cara de bom gosto.

— Na verdade a camisa não é dele. — Ri um pouco leve e coloquei uma cerveja gelada em sua barriga.

— Estou falando do gosto para mulheres.

Fiquei um pouco feliz com o comentário, mas mudei de assunto. — Quem fez isso com você?

— Não faço ideia.

Coloquei a mão dele para segurar a cerveja em sua barriga, fui até a janela e olhei para a varanda onde tinha muita gente, mas de longe pude ver o pai de Ária sentado no chão. Virei-me para o Andy.

— Você fica aqui? Vou procurar a Jenna pra cuidar de você e preciso achar a minha irmã.

— Antes desse cara maluco me bater eu vi sua irmã indo para a floresta.

— Me ajudou bastante. Obrigada.

— Só mais uma coisa… Sua peruca está fora do lugar e seu rosto está todo sujo de batom. — Ele riu e eu não pude me conter e ri também.

— Esses homens sempre bagunçando nós mulheres. — Disse por fim, Andy deu risada, mas dessa vez eu já tinha saído atrás da Alison.

Quando desci as escadas procurei minha irmã a casa toda, em todos os cômodos, minutos depois eu ouvi um barulho de vidro sendo quebrado, todo mundo correu para fora da casa e eu fui atrás, quando cheguei perto vi um corpo deitado no chão, Noel Kahn estava agachado ao lado dele.

— CHAMEM A AMBULÂNCIA. — Gritou ele.

Olhei para cima e vi que o vidro da janela do quarto do Larry estava espedaçado. Quem era aquele no chão? O Andy se jogou? Não é possível.

— Quem é esse, Noel? — Perguntei com medo da resposta.

— É o Larry, Alice. — Respondeu enquanto me olhava, suas mãos estavam sujas de sangue. — Ele está morto.

Aquela resposta me matou por dentro, mas tive que me segurar, mesmo sem entender como era possível já que era o Andy que estava lá em cima. De longe eu pude ver as meninas do outro da rua, corri até elas.

— O que está acontecendo? – Perguntou Emily.

— Vocês viram a Alison? – Perguntei enquanto me aproximava das meninas. – Larry está morto. — Disse de maneira que não fizesse entregar a minha dor.

As meninas se entreolharam.

— Como? — Perguntou Emily.

— Não sei dizer, parece que ele se jogou da janela do seu quarto ou… jogaram ele?! – Olhei em volta.

— Vamos procurá-la. – Disse Emily.

Então fomos procurá-la na floresta, foi quando achamos sua peruca, junto ao dedo do Larry.

[FLASHBACK OFF]

— Então foi só isso? Nesse vídeo não é Larry? Quem você acha que é?

— Eu não acho, eu tenho certeza. É o Byron Montgomery, pai da Ária.

— A Ária sabe disso?

— Todas as meninas sabem!

— Então temos um suspeito?

— Acredito que sim!

— Está liberada!

Um policial me guiou até a sala, quando cheguei, encontrei Hanna sentada no sofá ao lado de um garoto, aquele garoto me lembrava o Andy, ao lado dele estava uma garota loira e alta junto com uma menina de cabelos castanhos, no outro sofá estava Ária e Emily ao lado do meu irmão, Jason, Spencer estava em pé tomando café e conversando com um homem de gravata borboleta. Logo todos eles olharam para mim espantados, menos Spencer e Jason.

— Alice? — Falou Emily, Ária e Hanna ao mesmo tempo.

— Scarlet? — Disse o garoto de gravata borboleta e o outro sentado ao lado de Hanna.

— Alison? — Falou a garota loira junto com a menina de cabelos castanhos.

Todos falaram ao mesmo tempo fazendo uma confusão do meu cérebro.

— Essa é a irmã gêmea da Alison. — Disse Spencer em um tom frio.

— Vocês são muito parecidas. — Disse o garoto de gravata borboleta.

— Elas são gêmeas, né? — Disse Hanna.

— Sabiam que omitir histórias para proteger alguém é crime? — Disse o detetive Baizen ao entrar na sala.

— Do que você está falando? — Perguntou Spencer.

— Desculpe, Ária. — Disse enquanto olhava para ela.

O celular de todos daquela sala tocou, menos o dos policiais, do Carter e do Jason.

Olhei em meu celular e era uma mensagem.

“A investigação está só começando.”

— A

Notas finais
Olá, meus leitores FANTASMA. Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.