Secrets Exposed
11 Depoimentos - Parte 1
Notas iniciais
O depoimento sobre o caso Alison DiLaurentis, Larry Pratt e Andy Archibald foi adiado por três dias, segundo o Detetive Baizen era o suficiente para a recuperação da Ária, ele queria fazer o depoimento de todos no mesmo dia. Ainda não tinha sido encontrado o agressor da Ária, mas o detetive local estava a cuidar de tal assunto.
Oficialmente faltavam poucas horas para o depoimento e Emily, Spencer e Hanna foram visitar a Ária. Quando elas chegaram na porta de sua casa pôde ouvir a discussão entre seus pais, Byron e Ella.
Spencer aproximou-se da porta para conseguir ouvir com mais clareza o que era dito pelos pais de sua amiga quando a Hanna fechou a mão em forma de punho e levou a mesma em direção a porta.
— Hanna! Não! — Sussurrou Spencer para que Hanna não batesse na porta, mas já era tarde, sua mão já tinha encostado na porta.
Ella abriu a porta e se deparou com as três amigas paradas em frente a mesma, sorriu para elas. — Bom dia, meninas.
— Bom dia, Sra. Montgomery. — Respondeu Spencer e Emily ao mesmo tempo.
— Bom dia, tia. — Respondeu Hanna que logo recebeu o olhar de Emily e Spencer, ela olhou um pouco confusa. — O quê?
Ella riu com a reação das garotas. — Ária está no quarto. Podem subir. — Deu licença para que as meninas pudessem passar e assim elas fizeram.
Ao chegarem no quarto da Ária se depararam com a mesma sentada na cadeira em frente ao espelho penteando levemente seus cabelos pretos.
— Olá, dodói. — Disse Hanna logo depois de entrar em seu quarto.
— Não tivemos tempo de conversar… o que houve? — Perguntou Spencer.
Ária virou-se para elas e mostrou a mensagem em seu celular. — Quem é A?
— Nós também não sabemos e recebemos uma mensagem dela enquanto você estava no hospital. — Explicou Emily e logo virou a tela do celular para a sua amiga.
— O que você sabe? — Perguntou Spencer.
— Eu e meu pai discutimos naquele dia e eu ia contar tudo o que aconteceu na noite de Halloween, mas ai eu recebi essa mensagem e junto com ela uma pancada na cabeça. — Ela colocou a ponta do seu dedo indicador no machucado em seu testa. — Vocês tem que me prometer, não podem falar nada sobre aquele dia, sobre meu pai.
— Eu não falei da primeira vez, Ária. Por que eu falaria agora?
[…]
Nate estava sentado olhando as notícias que tinha saído sobre Andy Archibald quando Serena sentou-se ao seu lado.
— Está tudo bem?
— O que você acha?
Blair olhou para as horas que marcavam em seu celular. — Eu não entendo porque eu fui intimada a depor.
— Nós conhecemos a Alison. — Respondeu Chuck.
— E o Carter sabe muito bem disso, por isso ele nos intimou. — Explicou Serena.
O celular dos quatro tocaram ao mesmo tempo, era uma mensagem.
Blair
“Sugiro que você mostre esse vídeo ao detetive Baizen se você não quiser que o Nate saiba sobre seu caso com o melhor amigo dele.”
— A
Os olhos de Blair se estreitaram ao de Chuck que logo ao ver sua feição olhou para o seu telefone.
Chuck
“Mostre esse vídeo para o detetive Baizen ou o seu melhor amigo vai descobrir sobre a sua traição.”
— A
Chuck guardou o celular em seu bolso e ajeitou sua gravata.
Serena
“Mostre esse vídeo ao detetive Baizen ou eu mostrarei o seu segredo para a polícia de Nova York.”
— A
Serena respirou fundo, guardou o celular em sua bolsa.
— Não vai ver o que tem no seu celular, Nate? — Perguntou Serena.
— Deve ser a minha mãe.
— Nate, olha…
— O que foi? — Perguntou Blair desconfiada.
— Nada! — Respondeu Serena.
[…]
Spencer, Hanna, Ária e Emily estavam na sala de espera da delegacia, esperando por Nate.
— Bom dia, meninas. — Disse Baizen.
— Bom dia! — Responderam em coro.
— Faltam só os outros intimados e já começaremos, cada um de vocês irão para salas separadas.
Serena, Blair, Nate e Chuck entraram na sala.
— Oi, Han — Disse Nate e ela apenas acenou de volta.
— O que elas estão fazendo aqui? — Perguntou Spencer. — E o Chuck?
— Eles…
Serena interrompeu o detetive. — Nós conhecemos a Alison. Ela ficou quase um ano morando na minha casa.
— Nate? — Disse Hanna ao olhar para o seu namorado.
— Eu a conheci como Scarlet. — Explicou Nate.
— Sim, ela deu nome falso. Só eu sabia seu verdadeiro nome.
— Cheguei! — Disse Jason ao entrar na sala.
— Ótimo! Estão todos aqui. — Baizen olhou em volta. — Um policial guiará cada um de vocês para uma sala onde ficaram isolados. Vamos começar!
[…]
Narrado por Spencer.
Estava olhando para o meu reflexo no espelho da sala, pensando nas coisas que aconteceram há dois anos até agora, eu me lembrava do meu depoimento antigo e estava decidida a repeti-lo está manhã.
— Spencer Hastings. — Chamou o policial que estava parado na porta me olhando.
— Eu sou a primeira? — Soltei uma risadinha sarcástica e segui o policial para sala na qual o detetive Baizen estava me aguardando. Ao chegar lá, sentei-me na cadeira de frente para ele.
— Vamos começar pela Alison.
— Sobre o desaparecimento dela? Eu já disse… Ela e a Alice se desentenderam e depois de algumas horas não encontramos mais a Ali.
— Você se lembra de ter visto alguém ou algo estranho naquela noite?
— Não! Todos que estavam naquela festa eu conhecia. — Pensei por um instante e lembrei de uma garota de cabelos negros na festa, uma garota que eu nunca tinha visto antes, mas eu não falei sobre ela no meu depoimento passado, não posso mudar minhas palavras. — Não havia ninguém! — Confirmei por fim.
— E sobre o Larry?
— Lembro que ele e a Ária se beijaram. Ele sempre foi afim da Alice, mas com a Ária era história antiga e então é só o que lembro dele. E depois... O corpo dele na maca com um saco preto por cima.
— Andy Archibald.
— Nunca ouvi falar desse sobrenome até o Nate aparecer.
— Andy? Nunca ouviu falar?
— Não!
— Engraçado Spencer é que seu depoimento está igualzinho ao de 2016.
— O que significa que o que eu falei é verdade.
— Está dispensada.
[…]
Narrado por Emily
— Então Srta. Fields… — Começou o Detetive Baizen enquanto me olhava fixamente e esfregava a palma das mãos uma na outra. — Estou vendo aqui que você não prestou depoimento quando o fato ocorreu. Por que?
— Meus pais não deixaram.
— O sumiço da Alison mexeu com você?
— Sim!
— Hum… Então do que se lembra?
— Não lembro de muita coisa. Estávamos nos divertindo e então a Alice chegou com a mesma fantasia da Ali e elas discutiram, mas depois a Ali voltou para dançar com a gente e ai sumiu, do nada, lembro que a Alice sumiu junto com ela e a … — Lembrei da Hanna, que também havia sumido naquela noite, mas ela estava com o pai da Ária e se eu falasse que ela sumiu teria que dar um motivo e eu prometi não falar sobre a briga.
— E a quem?
— E a Hanna, Spencer, Ária e eu fomos procurá-la. Achamos a peruca dela na floresta.
— Por que foram olhar na floresta?
— Porque tínhamos procurado a casa toda, menos na floresta.
— O que tinha junto com a peruca?
— Um dedo.
— Do Larry?
— Acredito que sim. Eu não sei. Eu não vi o Larry muitas vezes naquela noite, lembro da Ária procurar por ele.
— Ele sumiu? Srta. Fields, havia uma garota desconhecida na festa?
Eu estava muito nervosa, sabia que não estava mentindo, mas sabia que estava omitindo, respirei fundo. — Não sei. Na festa todo mundo se perde de todo mundo. Não reparei.
— E Andy Archibald?
— Não conhecia nenhum Andy.
[…]
Narrado por Hanna
— Srta. Marin. Me conte um pouco sobre aquela noite.
— Foram tantas noites.
Baizen revirou os olhos. — Sem gracinhas, Srta. Marin.
— Me chama de Hanna, eu ainda sou adolescente.
— Me fale sobre a Alison, Hanna.
— Ela era uma pessoa legal qu…
Ele me interrompeu. — Hanna!
— Tá certo! Estava tudo bem naquela noite, não teve nada de anormal. A Alison e a Alice brigaram, mas elas brigavam sempre. — Dei de ombros. — Depois a Alison sumiu, fomos até a floresta e lá estava a peruca da Lady Gaga dela, e tinha um dedo enrolado, o dedo ainda sangrava.
— Chegamos até o Larry. Viu algo estranho nele?
— Hello! O garoto já era estranho por vida. Que a alma dele não me ouça. A Ária sempre foi caidinha por ele, não sei porque, ele nem era bonito.
— Tinha algo contra o Larry, Hanna?
— Não! Não posso achar que minha amiga merece coisa melhor? Enfim… depois recebemos a notícia de que ele morreu.
— Sabe que ele não se matou, não é? O laudo confirmou que ele foi empurrado. Acha que alguém o empurrou? Achou que o Andy fosse o Larry e o empurrou?
— Não sei. Achei que fosse suicídio mesmo.
— O que achou que tinha acontecido com a Alison?
— Achamos que ela tinha fugido, ela fez isso uma vez, quando tinha 15 anos.
— Andy Archibald, irmão do seu namorado, o que sabe sobre ele?
— Nem sabia que o Nate tinha um irmão, conheci um Andy em Nova York, mas ele tinha 10 anos.
[…]
Narrado por Ária.
— Sente-se Srta. Montgomery. — Disse Baizen e eu o obedeci.— Como era sua relação com a Ária e suas amigas?
— Boa! A Ali sempre queria estar no topo e mandar em tudo, mas nunca nos importamos com isso, às vezes ela era meio presunçosa, mas todas as amigas têm defeitos, a Ali tinha os dela.
— Acha que ela machucaria alguém?
Pensei por um instante. — Não acho isso.
— Notou algo estranho nela naquela noite?
— Ela estava ótima, como sempre.
— E no Larry?
Lembrei da briga dele com meu pai, mas respirei fundo. — Eu e o Larry ficamos juntos uma parte da noite, mas ele disse que precisava falar com a Alice e sumiu e eu fui procurar as meninas. Momentos depois… — Lembrei da Hanna que correu para nos contar sobre a briga. — A Alice apareceu procurando pela Ali e decidimos procurar por ela.
— E acharam a peruca e o dedo?
— Isso!
— A história de todas vocês batem. Viu alguém estranho naquela noite? Alguém desconhecido?
— Não! Eram todas as pessoas de sempre.
— Andy Archibald? Você o viu naquela festa? Porque já foi confirmado a presença dele.
— Eu não sei quem é ele. — Baizen me mostrou a foto do Andy, um garoto de cabelos e olhos claros, com um rosto mais velho, aparentava ter mais de 20 anos. — Eu não vi esse homem lá na festa.
— Está dispensada, Ária!
Um policial veio me tirar da sala e me levar até a sala de espera, olhei para trás e pude ver a garota de cabelos castanhos amiga do Chuck e do Nate entrar na sala, quando cheguei a sala de espera, Spencer, Hanna e Emily estavam sentadas no sofá.
— Ainda não liberaram vocês? — Perguntei.
— Só vamos sair daqui depois de todos os depoimentos. — Respondeu Spencer.
— Tudo certo? — Perguntei em relação ao meu pai.
— Sim! — Todas responderam em coro.
Fale com o autor