Secret.
2 Capítulo Um.
15 de Janeiro de 1992
POV. Natasha
Aquela tarde quinta-feira estava fria demais, por isso Natasha Therion havia colocado um casaco um gorro. Estava saindo para encontrar Nyssa e Alexis na praça da cidade, que, na verdade, nem era realmente uma praça. Estava mais para um pequeno jardim com um parquinho para crianças. Não havia àrvores, bancos, sorveteiros, etc. Era uma diversão apenas para crianças menores de nove anos ou pessoas baixas, pois o parquinho era realmente pequeno.
A Neve caia pouco, por hora. Logo começaria a cair mais e mais neve por toda a cidade, ou, pelo azar que Natasha consegue atraír, somente no parque e nas proximidades. Em, no mínimo, quinze minutos, já estava no "parque". Nyssa e Alexis já estavam esperando-a.
– Finalmente! — Reclamou Nyssa, parecendo impâciente.
– Calma, Nyssa. — Alexis suspirou. Ela conseguia ser muito calma, na maioria das vezes.
Nyssa respirou fundo e pareceu ter se acalmado. Ela abriu os olhos e falou calmamente:
– Tá. Tá. Mas, enfim, por quê chamou a gente aqui?
Natasha olhou confusa para Nyssa.
– Achei que Alexis tinha nos chamado.
– Não, Nyssa havia nos chamado — ela parecia confusa e pensativa. Alexis era muito boa e rápida para pensar.
– Ah, que droga, não é engraçado! — Nyssa gritou ouvindo as risadas de alguns meninos de longe.
...
17 de Abril de 1998.
POV. Alexis
Seria legal acordar, seis anos depois, e perceber que aquilo havia sido apenas um sonho.
Mas não era.
Era a mais pura realidade. Nyssa estava morta, a culpada era Alexis.
– Fred? — ela procurou o ursinho pela cama, sem conseguir encontra-lo. — Ai meu Deus!
Ela levantou rápido demais, ficando tonta por um tempo, até as coisas voltarem a fazer sentido. Saiu procurando o ursinho pelo quarto. Sem acha-lo, começou a procura-lo pelo resto da casa — Banheiro, quarto de visitas, etc — Foi quando encontrou no pé da escada.
Ele estava rasgado e a espuma dele estava tingida de vermelho para similar sangue. Alexis soltou um grito agudo e pegou o ursinho, correndo para o quarto do irmão. Quando chegou lá, ele e seus amigos estavam rindo dela.
– ISSO NÃO TEVE GRAÇA, JAKE! — ela gritou, furiosa, o que só gerou mais risadas.
– Você já tem Dezoito anos, Lexis, sério que ainda dorme com um bichinho de pelúcia?
– Idiota — Ela bateu a porta com força e correu para o quarto, ainda seguida pelas risadas que ecoava.
Jogou o ursinho na cama e foi procurar agulha e linha para tentar costura-lo, mas acabou se furando.
– Ah, que merda. — ela suspirou e foi lavar o dedo. A água da pia estava quente, isso fez o espelho ficar coberto de vapor quente.
Ela usou a manga do pijama para limpar o espelho, quando viu um vulto, e soluçou baixo, se virando. Não era nada. Ainda.
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