Secret.
30 Vou fazer valer a pena.
-Olha, esse filme deve ser uma porcaria.-Tony resmungou assim que os dois estavam sentados em seus devidos lugares no cinema, e a esse momento já passava alguns trailers.
-É também acho, geralmente filmes de terror são patéticos demais.-ela falou dando de ombros e relaxando o corpo na poltrona do cinema.
-Então porque escolheu?-questionou comendo pipoca com manteiga que eles haviam comprado, ou melhor, que ele havia comprado.
-Porque os outros eram mais patéticos ainda. Romance, o casal se apaixona, fogem, brigam, se separam e depois voltam e constroem uma família perfeita. Isso não existe Anthony.-falou enfiando a mão no saco de pipocas e colocando-as na boca.-E o pior de tudo, é que um dia a gente se ilude pensando que isso poderia acontecer de verdade, sabe? Pensando que o amor verdadeiro realmente vai bater a sua porta e pedir açúcar ou então que seus livros vão cair no corredor da escola e que quando você abaixar para pegar outra pessoa vai se juntar a você encostando em suas mãos, e naquele momento vai rolar aquela cena tipica de filmes idiotas.-falou mal humorada, fazendo o mesmo rir.-Sabe Tony, encontrar o amor da sua vida na escola quando ele te ajuda a pegar os livros no chão acontece todo dia.-falou irônica fazendo o mesmo quase engasgar com o refrigerante que tomava.- Isso sempre acontece.-completou dando um risinho, mas logo depois de calando pois o filme a esse momento começava.
-Nossa, isso é nojento.-ele falou com cara de nojo olhando a tela que a esse momentos um homem torturava duas jovens, ele as cortavam com um bisturi pouco a pouco enquanto elas davam gritos desesperados. Tony se remexeu na poltrona se sentindo completamente enojado assim que o homem no filme enfiou o bisturi na boca de uma das jovens e cortou a língua dela.-Que droga.-reclamou de novo olhando a morena que apenas estava com a cara de tédio junto a um bico de lado.
-Isso é tão patético e sem noção.- ela falou sem desviar a atenção da tela.-Olha, ele queria que ela falasse, então não faz sentido ele corta a língua dela. na maioria das vezes, a tortura é usada para arrancar algo das pessoas.
-Você já torturou alguém?
-Diversas vezes.-falou simples, olhando rapidamente para ele.-Mas eu não curto muito, é chato.
-Chato? Você descrever tortura como chato?
-É, sabe, eu não sou tão ruim ao ponto de gostar de ver o sofrimento das pessoas.
-Acho que se você gostasse disso, você seria chamada de serial Killer.-debochou arrancando mais risadas dela.-Mas acho que ele usa isso literalmente.
-Isso oque?
-Tortura, como você disse "a tortura é usada para arrancar algo das pessoas". E ele cortou a linga dela, então devo concluir que ele está usando a tortura para arrancar algo dela.
-É, acho que faz sentindo.-concluiu junto a ele dando algumas risadas, recebendo o olhar de desaprovação de algumas pessoas que estavam na sala e que queriam que eles ficassem em silêncio.-Tony.-sussurrou.- não podemos ficar falando, se não seremos expulsos. Então seja um bom menino.-completou ainda rindo.
O filme finalmente acabou, Tony deu graças, ele não estava mais aguentando tanto sangue e pedaços de corpos desmembrados, quando ele saiu da sala junto a morena, estava até pálido, eles caminharam mais pelo shopping, tomaram sorvete e correram no shopping apostando corrida para ver quem chegava primeiro no estacionamento, é claro que a morena ganhou, ele se sentiu decepcionado e prometeu para si mesmo que iria malhar mais.
-Tony, vamos a pé?- perguntou abraçada a ele que segurava um guarda-chuva por causa da chuva que não havia cessado, mas que estava bem mais fracas do que a algumas horas atrás.
-A pé?- ele perguntou fazendo um careta.
-É, vamos?
-Happy vamos a pé, pode levar o carro para a torre.-Tony falou olhando o motorista que pareceu ficar nervoso.
-Senhor, e sua segurança?-Happy perguntou.
-Tá tudo bem Feliz.- a morena riu falando com o motorista a palavra em português.-Lembre-se eu sou uma agente, caso alguém tente alguma coisa com o senhor homem de ferro aqui, eu dou um jeito. Cuido dele.
-Odeio quando falam de mim como se eu fosse uma criança.-Tony falou com um bico revoltado.
-Ainda tenho minhas duvidas Tony.-falou com o mesmo, riu para Happy que também riu e depois sumiu no estacionamento dirigindo.-Vamos?
-Claro.- falou e começaram a caminhar lentamente enquanto conversavam. Passaram em algumas lojas enquanto viam coisas idiotas.-Olha está chovendo demais.-Tony falou assim que olhou para fora da loja que eles estavam, a morena olhava um urso enorme e o apertava enquanto falava com o mesmo.
-Calma Tony, é só chuva.-falou se pondo ao lado dele.-Ai meu Deus.
-Oque foi?
-Você vai enferrujar.-falou recebendo o olhar de desaprovação dele.
-Nossa, essa piada foi tão boa que eu estou até com dor na barriga de tanto rir.-falou sem rastro de sorriso no rosto, mas ela não ligou e continuou a rir dele.
-Vamos esperar mais alguns minutos para ver se a chuva passa um pouco.- falou e voltou a olhar os ursos.
-Você gosta de ursos?
-É são lindos, você não gosta?
-Não é uma coisa que eu curta muito. Nem que faça o meu estilo.
-E oque faz seu estilo Tony?
-Você.-falou a fazendo rir.
-Acho que a chuva não vai passar Tony. Droga você vai ficar com ferrugem.
-Nossa.-Foi a unica coisa que ele conseguiu falar.
Eles saíram na chuva mesmo, o guarda chuva não estava adiantando nem um pouco, pois eles já estavam completamente molhador, já estavam próximos a torre quando Tony resolveu fechar o guarda-chuva. Eles correram e adentraram a torre completamente encharcados, pingando água. Adentraram o elevador, e Tony pois a senha que permitia o acesso aos quartos.
-Caramba, vou comprar um caminhão de óleo para você.-debochou mais do mesmo que não aguentou e se rendeu as piadas dela.-vai ficar todo enferrujado.
-Você simplesmente sismou com isso. Tenho a leve impressão de que você adora me provocar.
-A leve impressão? Ué a duas semanas atrás você falou que achava que eu só sabia fazer isso.
-É mas isso era antes.-falou pressionando uma das mão na parede do elevador colocando uma na cintura dela, a olhando intensamente.- Agora sei que você faz muitas coisas melhores do que me provocar.
-Tipo?-perguntou aproximando o rosto do dele de forma lenta dando um pequeno sorriso malicioso. Ela já sabia aonde isso iria acabar e estava adorando.
-Me satisfazer.-falou baixo com a voz rouca, a agarrou a beijando com desespero, logo o elevador chegou ao andar escolhido por ele, eles saíram ainda se beijando tropeçando nos móveis que haviam no corredor, eles riram, e ele logo tirou a blusa dela a largando ali mesmo, ela fez o mesmo com ele, tirou-lhe a blusa e largou no meio do corredor. Adentraram o quarto dele ofegantes, ele a conduziu de forma atrapalhada para a cama, a jogou na mesma e começou a tirar a calça dela de forma desesperada ela riu e logo tirou a calça e a box dele da mesma forma desesperada que ele.
Sentiu ele duro contra ela, ele tirou a calcinha dela enquanto a mesma se livrava do sutiã, deu um longo gemido assim que sentiu os lábios e a língua quente dele nos seios dela, passou as mãos nos cabelos dele , os puxando para cima, deixando o rosto deles colados novamente, tomando os lábios dele novamente. Ela não estava mais aguentando aquela expectativa, ela queria ele ali agora, dentro dela, naquele deslizar lento que ela tanto desejava, gemeu rente a boca dele, movendo o corpo em direção ao mesmo, ele intendeu oque ela queria, se posicionou no meio da pernas dela e a tomou de uma vez só, com força, a fazendo dar um gemido abafado.Ela sentiu a cabeça girar, a vista embaçar com o delicioso roçar dos corpos. Ela sentia o calor que saia de dentro dela a tomando de forma devastadora, enquanto ele continuava no ritmo, hora rápido, hora lento, a fazendo querer mais ele. Ela apertou os braços dele cravando as unhas médias no mesmo, sentindo o orgasmo a invadir o corpo. Ela se sentiu completamente mole, os braços caíram como um peso na cama, logo depois ele chegou ao ponto dele, dando um forte apertão na cintura dela. Completamente ofegante, se jogou em cima dela devagar, enquanto escultava seu coração acelerado.
Eles não falaram nada durante minutos, já era tarde. Ela estava abraçada e ele, com a cabeça em cima do peito do mesmo, enquanto acariciava o peito e o braço dele, enquanto ele acariciava a cabeça e os braço dela.
-Naquele dia, no dia do seu aniversário.-ela falou quebrando o silêncio, apoiando as mãos no peito dele e ficando a olha-lho.-Lembra que eu fiz um pedido para aquela estrela cadente?
-Lembro.-falou dando um pequeno sorriso, lembrar dela naquela noite era simplesmente adorável, o cabelo voando com o vento, o bico e o sorriso tímido dela.
-Ele se realizou.-ela falou passando a mão sobre o peito dele novamente e logo depois segurando o cordão que ela havia dado a ele na mesma noite que havia feito o pedido, deu um pequeno sorriso ao ler o apelido carinhoso.
-E oque era?-Perguntou curioso sentando na cama ficando de frente a ela que ainda segurava o cordão junto ao pingente sem olhar para ele.
-Você.-falou largando o pingente o olhando, ele riu e logo a beijou.
-Vou fazer valer a pena.
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