Secret.

6 Obrigado, foi um prazer te dá essa surra.


Depois do terrível pesadelo que teve, se levantou e foi para o banheiro, lavou o rosto, e os flachs do pesadelo iam e voltava em sua cabeça.

-Não, não. Isso não aconteceu, foi só um sonho.-Sussurrava consigo mesma, olhando o reflexo no espelho tentando se convencer.-Você não vai mais me assombrar, não vai mais me fazer sentir culpada... Eu era apenas uma criança... Eu não tive culpa de nada.- Se sentou no chão do banheiro, chorando as lembranças, que não paravam de atormenta-la. Depois de se recuperar do choro se levantou e lavou o rosto novamente, saiu do banheiro, e encontrou Christian sentadona cadeira que havia no quarto, quando ele abriu a boca para falar algo, escultaram batidas na porta, ela olhou para ele rapidamente e fez sinal de silêncio para ele que fez que sim com a cabeça, e permaneceu aonde estava. Ela foi rapidamente mas tomando cuidado para não fazer barulhos até a bolsa, pegou a arma, e andou em direção a porta.-Quem é?

-Abre a porta.- a voz do outro lado soou familiar, mas ao mesmo tempo irritada.

-Eu perguntei que é.- falou seca , já com a mão na fechadura e a outra com a pistola.

-Clint, sou eu Clint.- ele falou rapidamente.

-Clint?- ela abriu a porta dando de cara com o irmão.- Oque... Oque você está fazendo aqui?- ela perguntou confusa.

-Rastreamos um sinal dele.- ele falou olhando para Christian.

-Oque, mas como? Não vai me dizer que você está com um...-Olhou para Christian.

-Me desculpe.- Christian falou a olhando e vendo o tom de decepção no rosto da morena.-Eu pensei que você fosse me matar.

-Eu não vou te matar... ou pelo menos não ia.- falou apontando a pistola para ele.- Você tem noção da merda que você fez?- falou abaixando a pistola, o olhando, mas logo depois pegando a bolsa e olhando Clint.-Tem gente aqui... Pessoas que trabalhavam comigo. Tira esse imbecil daqui. Vou tentar despista-los.- falou saindo pela porta, mas sendo impedida, pelas mãos de Clint.

-Andressa toma cuidado.

-Eu sempre tomo.- falou divertida, tentando divertir Clint, já que o mesmo estava com a expressão preocupada.

-Me desculpa.- Christian falou se sentindo culpado.

-Eu quero que você pegue as suas desculpas e enfie. Você é patético, estou imaginando aqui se aquela sua historinha de de infância sofrida era verdade mesmo.

-Eu não menti sobre aquilo. E eu não menti para você, você não falou nada sobre não trazer...

-Cala a boca, já cansei da sua voz. Sabe estou extremamente arrependida de não ter te matado.-falou o olhando com desprezo.-E quanto a mim, não se preocupe, logo logo vou atrás de você.-lançou um sorriso a Clint e saiu do quarto. Não se preocupou com a roupa, pois ainda estava com a mesma, quando saiu do apartamento de Clint, foi olhando em volta, andou até o elevado foi para o estacionamento, chegou no mesmo, pegou o celular e fingiu está falando no mesmo, sabia que estava sendo seguida, segundos depois sentiu alguém a agarrar por trás, e colocar um pano em seu rosto com alguma coisa que a fez desmaia.

HORAS DEPOIS.

Acordou horas depois, sentindo um forte dor de cabeça, abriu os olhos, mas os fechou novamente por causa da claridade.

-Mas que droga.-Falou consigo mesma, piscando os olhos para se acostumar com a claridade. Tentou usar as mãos, mas as mesmas estavam presas, para trás, na cadeira que ele estava sentada.

-Finalmente você acordou.-Escultou a voz ficando cada vez mais perto.

-Kevin.- falou com um pequeno sorriso, olhando o namorado.-Me tira daqui.

-É claro.- falou andando até a morena que estava presa, dando um pequeno beijo nela e depois ficou a encarando sorrindo.-Que não.-O sorriso que estava no rosto da morena sumiu, dando lugar a uma cara de tédio.-Aonde ele está?

-Ué, ele estava no hotel. Você não o encontrou? Hum amadores.-falou sorrindo mas logo parando assim que sentiu a mão de Kevin atingir-lhe o rosto.

-Ri agora vadia.- falou fitando os olhos verdes dela.-Vadia, é isso que você é, vadia, uma putinha, não passa de uma putinha.

-VAI PRO INFERNO.-gritou contra ele tentando se solta da cadeira, mas foi em vão.

-Você adorava não adorava?

-Não ouse falar disso Kevin, não ouse..- falou o olhando, ele não podia falar disso, estava jogando sujo, pois ele sempre soube-rá que aquele era o ponto fraco da morena, sempre soubera oque havia acontecido com ela na infância.

-Você adorava, eu sei, eu vejo nos seus olhos. Você é uma puta.- falou puxando os cabelos dela para trás, fazendo ela o encarar.- Aquilo tudo foi por sua culpa, você causou aquilo e eu sei que você adorava.

-Não, eu não tive culpa.- ela estava chorando olhando para ele, ela estava ficando ofegante, lembrando do passado.

-Teve sim, você adorava que eu sei. Adorava sentir as mãos em você.- falava com um sorriso perturbado olhando a morena que estava chorando.

-Não, NÃO.- gritou com ele que apenas gargalhou dela.-EU VOU TE MATAR SEU CRETINO.- falou parando de chorar, o encarando com um olhar assassino.

-Estou esperando por isso.- falou ficando de frente a ela.

-Você é um idiota mesmo.-Falou sorrindo e logo recebendo outro tapa no rosto, mas voltou a sorrir assim que percebeu a cara dele de confusão. As pernas estavam soltas, mas ela já estava quase livrando as mãos. Quando conseguiu, abaixou a cabeça e riu mais alto dele.

-Do que você está rindo?- ele perguntou andando até ela encarando o rosto da mesma que estava abaixado, antes mesmo dele perceber ela enrolou as cordas que antes prendia as mãos dela, no pescoço dele, a apertando com força, o estrangulando.

-AN...DRESSA.- falou com dificuldade, se debatendo e vendo o sorriso perverso dela.

-Qual é Kevin, eu sábia que você era um amador, mas não sabia o quanto. Nossa foi tão fácil Já estou até com tédio de te matar.- ela falou soltando a corda e andando na direção da saída.

-Você não vai em lugar algum.- ele falou se levantando e indo atrás dela, a puxando pelo ombro e preparando um soco. Quando a mesma virou segurou a mão dele e deu um soco nele, que caiu sentado, mas levantou e partiu pra cima dela de novo, mas recebeu um soco na barriga o deixando caído novamente no chão se contorcendo.

-Obrigado, foi um prazer te dá essa surra.- falou sorrindo abaixando até ele e pegando a pistola que estava presa no cinto do mesmo.-Obrigado também por devolver a minha pistola. Sabe? Acho que ela não iria se acostumar com você.- ela falou levantando e apontando a arma para ele destravando a mesma.

-Não Andressa. Não faz isso comigo, você não pode fazer isso comigo.- ele falou ainda caído no chão vendo a mesma sorrir.-Eu que te ajudei. Eu que te ajudei a superar a sua infância, você só é assim por mim. Não pode me matar.

-Você me ajudou superar? Qual é kevin, eu superei isso sozinha, eu superei essa merda toda sozinha. E é eu sou quem sou hoje por sua culpa? Então hoje você vai morrer pelas mão de sua crianção.-Falou sorrindo para ele.

-Andressa, eu te amo. Sou seu namorado.- ele falou em tom de súplica, tentando fazer com que a morena desistisse de mata-lo.

-Eu também Kevin, também me amo.- Falou ainda sorrindo.

-Sua vadia. Eu te odeio.

-Nossa vejamos do amor ao ódio. Que lindo.- ele correu na direção da mesma, mas logo parou, o corpo caiu como um peso no chão já sem vida, os olhos estavam abertos, com o terror do momento. Seu coração já não batia mais.- Ex-namorado. Foi bom enquanto durou.- falou guardando a arma, que havia usado a segundos atrás para matar o namorado, agora ex, na cintura, abaixou até o corpo do mesmo, e vasculhou o bolso dele atrás da chave de algum carro, encontrou a mesma, e saiu sem olhar para trás sem se importa de deixar o corpo dele ali.