Secret.

41 Nos vemos em breve.


-Tony.-ela chamava o mesmo que parecia que não ia acorda.-Tony.-chamou ele em tom mais alto. Ele se remexeu na cama mas logo abriu os olhos. deu um pequeno sorriso para a mesma que apenas deu um pequeno sorriso, passou a mão no rosto dele e ele juntou a mão na dela.-Tenho que sair em uma missão. Não sei quando volto.

-Missão? Aonde?- perguntou ainda sonolento, levantando ficando sentado na cama.

-Iraque.-ela disse acariciando o peito dele.

-Iraque?-repetiu as palavras da mesma que apenas afirmou com a cabeça.-Andressa, o Iraque é...

-Muito perigoso?- ela completou a frase dando um pequeno sorriso.

-É você sabe que sim. Não vá. Porque tem que correr tantos riscos?- Tony perguntou ficando nervoso, não estava gostando da ideia da morena ter que ir para o Iraque, pois ele sábia que ela não ficaria num lugar "tranquilo", ele sabia que ela iria para uma zona de perigo, se não fosse isso, oque mais ela poderia fazer lá?

Entretanto não era a missão em si que o estava deixando preocupado, eram sonhos, ou melhor, pesadelos que vinha tendo com a morena.

-É meu emprego Tony, correr riscos faz parte, é normal sabe. Já estou acostumada com isso.

-Ainda não me acostumei a ver você praticamente se matando.-falou segurando o rosto dela.-E acho que nem vou me acostumar, afinal, o suicida aqui sou eu.

-Com certeza. Mas lembra, eu sou auto suficiente.-disse e o mesmo riu para ela.

-Isso me preocupa.

-É oque me preocupa também em você. Mas agora tenho que ir.-deu um selinho nele e saiu do quarto.

Pegou a pequena mala e partiu em direção a base, quando chegou na mesma deu de cara com Natasha, Clint e Jenny. Eles estavam na sala do Fury, Jenny e Clint conversavam, e Natasha estava sentada numa cadeira olhando para o nada, todos ali pareciam está tensos.

-Bom dia.- a morena falou e caminhou até a Natasha. Sentou em outra cadeira e ficou em silêncio assim como a ruiva.

-Dia difícil?- Natasha perguntou fazendo a morena rir.

-Acho que a pior parte ainda não aconteceu.- falou e alguns minutos depois Fury adentrou a sala. Explicou a missão e os mesmo partiram para o Iraque.

-Soldados americanos estão em perigo, e desde quando nós agentes secretos temos que nos meter nisso?-Natasha perguntou mal humorada.

-Também não intendi ao certo, mas que seja não é mesmo?- a morena perguntou.

-São patriotas mas acho que quem deveria está aqui não está que é o Steven.-Clint disse fazendo a irmã sorrir e a Natasha bufa.-Jenny, você está bem?-Perguntou a mesma que estava pensativa.

-Am? Estou sim.-deu um sorriso para o arqueiro.

-Você está pensativa desde ontem.

-Não é nada amor, fica tranquilo.

-Não é nada amor.-Andressa repetiu ao pé do ouvido de Natasha fazendo a mesma rir.

-Andressa.-Clint chamou a irmã.-Será que dá para você dá um desconto? A Jenny está nervosa.

-Tudo bem.

-Simples assim?

-Oque você quer que eu faça?

-Eu só não acho que você vai parar com isso.

-Por hoje sim, pois também não estou bem, mas depois posso voltar com a implicância oque acha?

-Acho que você tem que crescer.-Disse mal humorado apenas recebendo um sorriso da morena.-Porque você não está bem.

-Quem está vivo nunca está bem maninho. Mas nada que não possa ser resolvido.-pelo menos era oque ela achava.

-Tem certeza?

-Tenho, mas agora vai lá ficar com a sua loira sem graça.-falou e riu assim que viu Clint revirar os olhos.

-Você não tem jeito não é mesmo?

-É. Mas eu sei que você me ama.- disse divertida e jogou o cabelo para as costas. Clint riu fez negativo com a cabeça e logo andou novamente até Jenny.

4 HORAS DEPOIS:

-Qual é o relatório?- A morena perguntou enquanto eles estavam a caminho.

-Nossa área está cercada de terroristas.-Disse um soldado que levava os agentes.

-Terroristas?

-É as pessoas do Iraque podem ser chamadas assim, é claro que é na parte em que nós estamos, que é uma área mais de guerra, que há bastante tiroteio, mortes sem motivo, homens bombas.

-É e o idiota do Fury nos manda para cá. Infeliz, arrisca a vida dele ele não arrisca não é mesmo?-a morena falou estressada.-Bem, mas oque temos que fazer?

-Basicamente matar. Estamos rodeados como disse e temos que nos livrar deles.

-Eles não irão matar os soldados. Ninguém quer comprar briga com a América.

-Tem certeza. Estamos falando das pessoas do Iraque, dos homens que se vestem com bombas, eu não confiaria a minha vida a isso.- O soldado falou sorrindo.

-É, nisso eu tenho que concorda.-a morena falou e ficou calada durante alguns segundos pensando.-Como faremos para entrar lá.

-Não precisaremos. Quer dizer. Vamos entrar na área vermelha, que é assim que estamos chamando, mas vamos ficar em um lugar mal visto por eles e de ótimas condições por nós.

-Ótimo.

-Teremos que ir por uma saída secreta. É meio apertado, mas é a unica que podemos ir. Lá temos bastantes coisas, comunicadores, armas, comidas, medicamentos. Tudo que podemos precisar.-ele disse estacionando o carro.

-Espero que só precisemos usar as armas e a comidas.-Natasha falou descendo do carro junto ao soldados e aos outros.

-Me sigam por favor.-ele falou e os mesmo os seguiram, entraram em um beco sem saída Subiram uma escada de emergência de um prédio, desceram os andares até chegar no subterrâneo Adentraram o esgoto do mesmo e foram caminhando, tinha ratos baratas e outros bichos e tinha um cheiro muito forte. Andaram por meia hora até que chegaram em um lugar que só podia andar de lado, era uma parede muito estreita. Mas logo depois da parede havia um largo túnel e no meio do túnel havia uma escada com um bueiro, o soldado andou até lá, tirou a tampa e chamou os agentes. Os mesmos subiram e já saíram dentro de um prédio.

-Aonde estamos?-Clint perguntou assim que terminou de subir. Eles estavam em um lugar fechado escuro e que fedia a mofo. Era mal iluminado e parecia uma casa abandonada.

-É de onde iremos...

-Matar.-Jenny completou chamando atenção de todos no local. Ela não havia dito nada durante a viajem, parecia presa nos próprios pensamentos, porém agora ela parecia que estava com um objetivo na cabeça e isso deixou Andressa um tanto assustada, ela conseguia ver o olhar de ódio misturado com algo a mais, seria vingança? A morena apenas se desfez dos próprios pensamentos e virou a atenção para o soldado, ele era moreno, tinha os olhos castanhos, o cabelo preto, parecia jovem, não tinha mais que 27 anos, era forte, mas parecia, inofensivo demais. Andressa pensou dando um pequeno sorriso de lado.

-Isso mesmo, de onde iremos matar os inimigos.

-Agora sim estamos no clima.-Natasha falou fingindo empolgação oque apenas fez Clint cruzar os braços e a encarar, já se fazia dias que a ruiva não se comportava como antes, estava irônica e sarcástica demais, seria a convivência em excesso com Stark? Talvez, pensou dando de ombros e seguindo novamente o soldado que os conduzia para o andar de cima do prédio.

-Aqui era um hotel. Ele foi desabitado por causa das guerras que aconteciam por aqui.

-Soldado, qual é o seu nome?-Clint perguntou novamente.

-Robert senhor.-o mesmo respondeu sem exitar.

-Entrou a quanto tempo para as forças armadas?-A morena perguntou ainda seguindo o soldado.

-3 anos e meio senhorita.

-Está com medo?-Andressa perguntou encarando o menino que por alguns segundos não conseguiu respirar, mas que depois de alguns segundos chegou ao local aonde os mesmos iria ficar,

-Eu esperava algo mais... Limpo, Claro e...-Jenny não terminou pois Natasha a interrompeu.

-Acho que para você está ótimo.-Natasha falou e Andressa e Clint revirarão os olhos, eles adentraram o local que era um quarto de um hotel, mas as coisas estavam sujas, não havia cama, só mesas em todas as janelas com rifles em cima das mesmas, e cadeiras.

-Oque quer dizer com que está ótimo para você?-Jenny peguntou dando um passo a frente encarando a ruiva com ódio.

-Estou dizendo que é repugnante e que esse lugar escuro e sujo é bem a sua cara.- Antes que a ruiva pudesse pensar Jenny lançou a mão em direção ao rosto da mesma, mas Andressa foi mais rápida e segurou a mão da mesma.

-Não.-foi a unica coisa que a morena disse, Jenny puxou a mão bruscamente e respirou fundo.-E você, se comporte.-Falou com Natasha que apenas riu pela forma infantil que as palavras de Andressa tinham soado.

-Sério que está falando assim comigo, dessa forma infantil, não tenho mais 12 anos.-a ruiva falou ainda rindo enquanto Clint a encarava.

-Não tenho mais certeza disso, está agindo como uma, e pior que não é uma de doze anos, mas sim uma de 7, 6 anos que são mais imaturas.-Andressa disse dura com a ruiva que apenas cruzou os braços.-Eu sei que não sou ninguém para...

-Você é a minha amiga.-Natasha disse contra a vontade, mas essa era a verdade.

-É bom saber que me considera assim, pôs é a mesma forma como te considero e sei que entende que estou... Não precisamos de mais problemas certo?- perguntou e a ruiva afirmou com a cabeça.-Só precisamos agora fazer oque tem que ser feito.

Um dia havia se passado e nada, não haviam matado ninguém, afinal, a ordem era para atirar se eles atirassem, os mesmos já não aguentavam mais ficar sentados em frente as duas janelas que havia no quarto com seus rifles apontados e carregados. Eles estavam com fome, e cansados e com calor. Andressa se remexeu não escondendo o quanto estava desconfortável. Ela queria ir embora, todos queriam ir embora. Nada acontecia, ninguém aparecia. O ar era abafado e sufocante, completamente seco. Quando de repente um homem passou armado, correndo e se escondendo entra paredes e muros, ele se preparou e apontou para aonde os soldados estavam "presos", estava com um rifle como o de Andressa, mas antes mesmo que ele pudesse por o dedo sobre o gatilho a morena disparou e acertou-lhe o peito em cheio, o homem caiu no chão já sem vida, o tiro havia sido certeiro, atingiu o coração. A morena apenas recarregou a arma enquanto Clint a olhava calado.

-Oque foi?-Ela perguntou sem mesmo se dar ao trabalho de olhar para o arqueiro.

-Ele não atirou.

-Você queria que eu esperasse ele matar meia duzia e depois atirar?

-Essas não são as ordem.

-E quais são as ordens. Esperar as pessoas morrer para depois reagir? Olha eu to cansada disso, desse trabalho idiota, eu trabalhei a minha vida inteira matando pessoas, eu sei como fazer isso, eu sei as ordens, e quer saber de uma coisa? As vezes você tem que não segui as regras, tem que quebra-las Clint. Pois se não você mata as pessoas sem mata-las.

-Você está bem?-Clint perguntou assustado, a irmã parecia fora de si.

-Não muito. É que esse ambiente me sufoca, esse ar quente, esse calor, esse clima de morte a todo minuto. Isso tudo está me deixando completamente louca.-disse e levantou, caminhou pelo quarto durante alguns segundos bebeu água e voltou a se sentar ao lado do irmão.-Finalmente eles começaram a dar o ar de graça.-Ela falou ajeitando mais uma vez o rifle, fazendo o calculo mental, afinal o veto estava forte e vertical ela ia ter que atirar a alguns centímetros para um lado e o vento se encarregaria de levar a bala até o alvo. E não foi diferente do que estava pensando disparou e depois de alguns segundos oque ela havia pensado havia acontecido perfeitamente. Logo em seguida quem disparou foi Clint, muitos homens estavam aparecendo, alguns começavam a atirar aonde os soldados estavam, a morena fez contato com os mesmos e falou para que eles ficarem abaixados. E continuaram a atirar, não ia adiantar, os homens não iam para de aparecer, eles tinham que tirar os soldados de qualquer forma. Então ela ligou mais uma vez para os soldados.

-Você tem que sair dai.-ela disse olhando pela janela do lugar que estava a casa que os mesmo estavam.

-Não há como. Não há saída.- o soldado disse, a voz dele tremia, e o mesmo parecia enta em panico.

-Qual o seu nome?- ela perguntou tranquila, ela não podia entrar em panico, se não não conseguiria orientar os mesmos.

-Kevin senhorita kevin.-ele respondeu, e no momento a morena pensou em encerrar a ligação. O nome kevin não lhe trazia boas lembranças, ao contrário, só trazia coisas ruins que a deixavam atormentada, coisas que ela estava aprendendo a esquecer. Mas mesmo com isso respirou fundo e se concentrou mais uma vez.

-O esgoto. Saiam pelo esgoto.

-Não há como, eles estão nele, estamos cercados.

-Tudo bem. Deixe-me ver. Se eu fosse um desses homens. Se eu fosse... Isso.-comemorou pela ideia que acabara de de ter, não havia sido uma muito inteligente, nem mesmo muito segura, a verdade era que ela não era nem um pouco segura. entretanto seria a unica que poderia tira-los de lá.-Kevin presta bem atenção.

-Sim senhorita.

-Saiam dai.

-Como?

-Saiam da casa, prédio, seja lá oque for o lugar aonde vocês estão.

-Mas como iremos sair, por onde?

-Pela porta da frente.

-A senhorita está querendo nos matar.

-Roupas disfarçadas, panos no rosto. Vocês terão que fazer isso, se não morreram ai, é a unica ideia que podemos executar agora. Vocês tem que fazer isso.

-Não podemos.

-É claro que podem.-Houve uma grande pausa, Andressa não estava certa do plano, se iria funcionar, se conseguiria salvar os soldados, afinal, ela não salvava as pessoas, ela as matava. Respirou fundo olhando para Clint, Natasha e Jenny que estavam no local. Mas alguns minutos se passaram até que Kevin voltou a falar ao telefone.

-Estamos prontos.-A morena sentiu o coração gelar, era uma grande responsabilidade, mas era isso ou eles iriam morrer a qualquer minuto.

-Vocês tem que ser rápidos. Peguem as armas. E espero do fundo do meu coração que estejam disfarçados bem.

-Fizemos o nosso melhor senhorita.

-Não, vocês ainda vão fazer. Vão sair vivos dai. To confiando em vocês rapazes.-ela disse forçando um pequeno sorriso, ela sabia que eles não podiam ver, mas ela estava fazendo aquilo para ela mesma.

Mais minutos se passaram desde que a morena havia encerrado o contato com os soldados, e até agora eles ainda não haviam saído do local. Os agentes observaram assim que alguns iraquianos invadiram o prédio dos soldados, segundos depois escutaram disparos. Ela fechou os olhos, não sabia mais oque esperar, mas quando havia perdido as esperanças, o comunicador sou com a voz do soldado.

-Kevin.-ela falou um pouco sem ar.-Oque aconteceu? Alguém morreu?

-Não senhorita. Matamos eles, agora vamos sair, como se fosse eles, vestimos nossas roupas neles e vamos sair.

-Isso é muito bom de se ouvir.-Ela disse dando um grande sorriso, ela estava aliviada.- Terão que nos encontrar a 10 km de onde estão.- ela falou logo voltando a postura, informou aos mesmos o endereço, o local aonde estariam e esperou pelos mesmo. Nada foi diferente do que o soldado falou, eles saíram disfarçados pegaram um carro e foram aonde os agentes os esperavam.

Depois que os mesmos chegaram no prédio aonde Clint, Andressa, Natasha e Jenny estavam eles fugiram pelo esgoto por onde haviam chegado.

-Você não foi contra a minha decisão louca de tirar os soldados de la disfarçados. Porque?-Andressa perguntou a Clint. Eles estavam dentro de um avião de volta para a base da shield em NY. E o fato de Clint não falar, não interferir em nada que a morena fez para salva os soldados a estava deixando... Sufocada. Já que o irmão sempre ia contra as decisões dela.

-Sabia que você estava fazendo o certo.

-Como?

-Quando você me disse que as vezes nós temos que quebrar as regras, e salvar as pessoas, eu soube que você estava fazendo isso, mesmo sendo o pior plano de todo o mundo.

-Não foi o pior plano do mundo.-Ela disse sorrindo.

-Não foi? Andressa, você mandou soldados americanos se disfarçarem e sair pela porta da frente com muitos homens querendo mata-los. E diz que não foi o pior plano?

-Tá foi um pouco ruim mas...

-Mas foi oque salvou eles. To orgulhoso maninha.-ele falou e abraçou a mesma que riu e o abraçou de volta.

Base NY (Sala de Nick Fury)

-De quem foi a Brilhante ideia de mandar os soldados saírem do prédio?-Fury perguntou olhando os agentes. A voz dele estava irônica.

-Eu.-Andressa deu um passo a frente.-Eu quem tive a ideia senhor.

-Não acha que foi um plano muito arriscado, agente Andressa?- perguntou mais uma vez a morena.

-Sim, acho que foi um plano arriscado diretor.

-E mesmo assim executou ele?

-Sim.

-Porque?

-Porque se não fizesse os soldados agora podiam está mortos. Fiz o meu dever, que era de salva-los.-ela disse seria encarando o mesmo que logo deu um pequeno sorriso de lado.

-Executou muito bem a missão agente Andressa. É claro que correu muitos riscos. Mas foi muito bem.-Fury disse sorrindo, a mesma apenas assentiu com a cabeça e esperou que o mesmo a liberasse.-Agentes. Estão liberados.- falou e os mesmos saíram da sala do moreno. Andressa e Natasha foram juntas para o dormitório. Depois que acabou de se vestir Andressa foi para o estacionamento. Oque ela mais queria agora era ir para a torre e reencontrar Tony, tomar um banho frio e dormi ao lado dele se possível.

Se despediu rapidamente de Clint, Natasha e Jenny, que estavam no mesmo, entrou na B.M.W e começou a dirigir em direção a torre. Colocou uma musica para tocar e deixou os vidros da janela aberta. Estava feliz, salvar os soldados havia sido uma missão e tanto. Não exigiu muito do físico mas bastante da mente. Ligou para Tony e avisou de que estava chegando.

Sentiu o vento frio lhe atingir o rosto e sentiu uma estranha sensação de que estava sendo seguida. Olhou pelo retrovisor e nada viu, ficou observando o mesmo por alguns minutos até que viu um camaro azul a seguindo. Ela acelerou, pensava que era apenas imaginação, mas sentiu o coração bater mais forte assim que viu o carro acelerar mais e continuar a seguir. Ela tentou ver quem era, mas os vidros do carro eram escuros demais. Então continuou a acelerar. Já estava a 200 por hora e nada do carro parar de segui-la.

-Quem é você seu filho da mãe?-Se perguntou assim que acelerou mais e virou em uma esquina, freando o carro bruscamente cantando pneus. Olhou para trás e não encontrou o camaro, continuou a dirigir, mas segundos depois o camaro já estava no seu ponto de visão e só fazia aumentar a velocidade ficando mais perto. Ela acelerou mais, pisou fundo no freio. Estava ao máximo tentando não fazer curvas, até porque poderia capotar, e não era isso que ela queria.-Te peguei malandrinho.-Disse dando um pequeno sorriso.

Freou o carro e entrou em um galpão abandonado, ela não queria mais ficar correndo, sem mesmo saber de quem. Estacionou do carro e esperou nele, o camaro azul logo adentrou o galpão e estacionou na frente da B.M.W preta da morena. Logo uma mulher saiu da mesma, Andressa deduziu pois a mesma estava com o rosto tampado por uma mascara.

-Boa noite, Andressa.-A voz soou rouca e sexy, Andressa jurou a si mesma que conhecia, que aquela voz não lhe era estranha.-Não vai sair do carro? Nossa isso é uma falta de educação, porque não sai e me dá um abraço. Afinal, já faz anos que você não me vê.

-Quem é você?-A morena perguntou de dentro do carro, ela sentia que se saísse do carro algo ruim iria acontecer. Mas mesmo com todos seus sentidos lhe dizendo para parar, ela continuou, sai do carro e parou olhando a mesma.

--Se você chegar mais perto prometo que deixo você me ver. Vamos, venha aqui, minha melhor amiga.-a voz soou doce, fazendo Andressa ficar enjoada, só uma pessoa a chamava assim, e essa pessoa era Rachel.

-Rachel? è você?

-Só irei revelar quem sou quando você chegar próxima a mim.

Andressa respirou fundo e andou, o primeiro passo fosse como se alguém lhe implorasse para não seguir em frente, mas ela ignorou isso tudo e continuou.

Ela não conseguiu saber de onde veio, ela só conseguia sentir a dor. Uma forte dor na coluna lhe atingiu e ela caiu no chão, se contorceu, e logo recebeu um chute na barriga. Ela não sabia de onde os golpes estavam vindo, ela não conseguia mais abrir os olhos, era muita dor. Ela sabia que quem a estava espancando, sabia exatamente os pontos fracos do corpo, pontos que só agentes secretos sabiam, pontos que derrubavam qualquer um, até mesmo ela. A mesma tentou abrir os olhos, ver oque se passava ao redor, mas ela não conseguia ver nada mais que um borrão. Segundos depois os socos e chutes pararam, ela sentiu quando a levantaram, tentou levantar o rosto para ver quem estava a sua frente, mas não tinha força.

-Me desculpe pela minha desonestidade, mas você não saberá quem eu sou hoje.- Logo ela sentiu o rosto sendo levantado. Abriu os olhos e viu nada mais que borrões pretos.-Perderia a graça rápido demais, não acha?- A mulher perguntou, e mesmo não conseguindo ver direito, a morena soube que ela ria, pelo tom de voz dela.

-Eu vou te encontrar.- ela não falou simplesmente, ela fez uma promessa a si mesma.

-É claro que vai, afinal, vou mata-la, mas primeiro vou matar seu irmão e depois você. Oque acha? Eu já fiz todo um programa de tortura para ele e você vai esta na primeira fila assistindo a tudo, sem perde nenhum detalhe.

-Vou te matar.- a morena disse séria. Ninguém ameaçava a família dela. Ninguém mesmo, ela agora iria até o fim do mundo para descobrir quem era essa pessoa.

-Eu acho que vai ser ao contrário.-a mulher disse com a voz baixa e sex ao pé do ouvido da morena. Mas antes que Andressa pudesse dizer mais alguma coisa, ela sentiu o rosto ser atingido por um soco novamente e logo um na barriga e depois um chute, ela cuspiu sangue e escutou uma risada, ela sentia que ia desmaia, estava se concentrando para que isso não acontece-se mas não estava conseguindo. Levou mais socos, e por ultimo alguém lhe quebrou o braço, ela deu um grito agudo e lhe largaram no chão, sentiu um ultimo chute na barriga e logo depois três pessoas adentraram o camaro, ela viu a placa, tentou gravar os números assim que a visão havia desembaçado um pouco, repetiu os números mentalmente tentando não ligar para a dor, que parecia que ia a matar.

E a ultima coisa que ouviu antes de perde a consciência foi "Nos vemos em breve", e tudo ficou negro.