Secret.
53 Missão, enjoos e noite de amor.
Notas iniciais
Bem, o Jason que aparece é esse aqui
http://shechive.files.wordpress.com/2009/11/eye-candy-jason-statham-14.jpg?w=499&h=657
Tava assistindo a um filme com ele e, bam, pensei, tenho que colocar este homem na fic, mas ele só aparece um pouco nesta, na segunda que ele irá aparecer mais.
E não sei quando voltarei com o prox cap. pois estou com dificuldades para escrevrer (falta de imaginação, irmã pegando o notebook e ficando horas usando ele porque o pc de casa quebrou e não concertaram, livros que estou lendo, entre outras coisas.
Bejussss e Sobre a Andressa está grávida... :(
Mansão Stark. 11:30
–Tony, Tony.-Chamou impaciente pelo moreno que não apareceu.-Jarvis, aonde ele está?
"-O senhor Stark se encontra no laboratório senhorita."
–É claro ele só vive naquela droga.-disse mal humorada enquanto descia a escada.-Oque foi aquilo?
–Querida.
–Querida uma ova.-disse andando na direção dele que ficou assustado.-Qual é Tony? Você tinha que ir? Fala sério tá bom. Será que você pode me explicar oque aconteceu?
–Eu tive um ataque de ansiedade.-disse ainda com estranheza e ao mesmo tempo não acreditando. Ele nunca ficava ansioso, nunca esperava demais de ninguém.
–Porque?-perguntou enquanto sentava na cadeira do moreno.
–Uma criança perguntou como... Como. Droga, não gosto de falar disso.
–Oque, você está bem?- levantou e caminhou até ele que respirava fundo.
–Não, não gosto de falar disso, sobre os vingadores, sobre o buraco de minhoca.-quase caiu, mas foi segurado pela morena.-Desculpe te deixar lá sozinha, mas...
–Tudo bem, okay? Só respira fundo.-passou a mão no rosto dele, e olhou nos olhos.-Melhor?-ele assentiu com a cabeça e andou até a cadeira se sentando.
–Desculpa, eu só fico assim, você sabe, quando falam.
–Não sabia, mas agora sei, é só se manter calmo okay? Vai ficar bem?
–Sim, mas porque a pergunta?-levantou novamente caminhando até ao pé da escada aonde a morena estava encostada com os braços cruzados.
–Tenho que ir, missão sabe? Assim que você veio embora, Clint me ligou.
–Tem que ir mesmo?
–Tenho, sabe que preciso não é? É meu serviço.- o abraçou enterrando o rosto no pescoço dele e o apertando contra o corpo.
–Oque foi?
–Nada, só que eu não queria ir. Me diz que vai ficar bem.
–Eu vou ficar bem, mas oque é isso, porque está tão preocupada?
–Não sei.
–Você que deveria tomar cuidado, para onde irá desta vez?
–Não sei, Clint não me informou, estão me esperando, então tenho que ir logo, só passei para falar com você, vê se estava bem e oque havia acontecido para você sair daquela forma, ligue para Rhodes okay? Com certeza ele ficou preocupado. Agora tenho que ir.- beijou o moreno rapidamente.-Te amo.
–Também te amo.- e observou a morena subir as escadas até desaparecer quando chegou na sala.
...
NY. BASE DA S.H.I.E.L.D ( Uma da tarde )
–Posso saber porque eu estou aqui?-Andressa perguntou andando junto a Clint pelos corredores.
–Não sei direito, Fury me contatou também a algumas horas atrás e disse que precisava de mim, de você e da Jenny.
–Ele vai mandar nós trés para uma missão? Desculpa, mas, porque ele não colocou a Naty para ir com nós dois?
–Natasha está em uma missão com Steve na Russia. E, tudo bem, já desisti a tempo de tentar entender você com a Jenny.- ele riu junto a ela.
Clint realmente não intendia o porque de Andressa não gosta de Jenny, e ja havia tempo o bastante que ele havia desistido de intender, mas a verdade era que ele também as vezes sentia a loira estranha demais.
–Ei, Clint?-Andressa o chamou balançando as mãos na frente do rosto dele, ela andava de costas e sorria para ele.-ta viajando?
–É, desculpa, mas oque estava falando?
–Nada demais, a não ser que estamos próximos a sala de Fury, mas agora estava na porta dela.-disse antes de encerrar o papo e virou de frente entrando na sala do moreno, o mesmo já estava lá.
–Diretor.
–Agentes. Aonde está a agente...-Mas Fury se calou assim que Jenny entrou na sala dele. Andressa nem se deu ao trabalho de olha-la, permaneceu a olhar para Fury, que permanecia sentado em sua mesa, e que agora olhava um relatório que tinha em mãos.-Bem, estão todos aqui como podemos ver. Terão uma missão no Afeganistão.
O ambiente da sala de Fury ficou tenso, o ar abafado, todos sabiam que o local era perigoso, perigoso até demais, haviam perigos eminentes, homens bombas, bombas escondidas em carros entre outros lugares inusitados.
–Afeganistão?-Andressa perguntou, se sentindo nervosa, passou a mão na nuca dando um suspiro abafado.
–Tudo bem?-Clint perguntou com um sussurro a morena que apenas afirmou e voltou a postura.
–Sim, algum problema agente Andressa?
–De forma alguma, Fury.-Andressa respondeu ao moreno que assentiu.
–Esses são os relatórios. Leiam e irão ficar a par do que está acontecendo. Podem se retirar.-a voz soou com rispidez, Clint pegou os relatórios sobre a mesa e se retirou da sala em silêncio.
...
JÁ NO AVIÃO, Clint, Jenny e Andressa liam em silêncio os relatórios. Andressa não conseguia compreender o porque daquela missão aparentemente, já que o exercito estava a par da situação. Ela levantou e começou a caminhar pelo avião de carga, se sentia nervosa, inquieta, Clint notou e andou até ela.
–Oque foi, estou percebendo você tão... Tensa?
–Não é nada.-apertou os olhos com a palma da mão, depois deixou que as mesmas caíssem para o lado.-Clint, desde quando a Shield, envia agentes secretos para o Afeganistão, para cuidar aparentemente de um terrorista que exercito não está conseguindo?-questionou em voz baixa, não queria que Jenny escutasse.
–Olha...
–Não faz sentido. Ou talvez eu possa está imaginando coisa.-ela não conseguia negar a preocupação com Tony, sentia o corpo tenso. A cabeça começava a latejar com a vinda da dor, as costas doía, os seios doíam, ela definitivamente não queria está ali, e não deixava de demonstrar.
–Quer volta?
–Não. Quero, quer saber? Já estou aqui, então vamos adiante com isso, oque é por a vida em risco tentado desarma algumas bombas feita por um louco? Creio que é a coisa mais fácil que se possa fazer.-Clint não pode deixar de rir.-E o fato de ele ser um terrorista só facilita as coisa, não podia ter algo mais fácil para fazermos.
Debochou novamente, Clint nada respondeu, apenas voltou ao lugar ao lado de Jenny que parecia reler o relatório, Andressa observou a loira, sentia um ar de felicidade nela, a morena podia jurar que ela ria, e aquilo a deixava enjoada.
Decidiu não pensar, caminhou mais pelo avião, tentando fazer com que a dor nas costas e na cabeça passasse, se serviu de água e olhou pela janela, eles já estavam próximos ao Afeganistão, o céu já estava claro, demostrando o começo de um novo dia, olhou para o irmão e Jenny, os dois dormiam tranquilos e ela se perguntou durante quantas horas ficou zonzando de um lado para o outro, bebeu mais água, sentia a boca seca e sentou prendendo o cinto de segurança, nem mesmo percebeu quando caiu no sono.
Acordou horas depois com Clint a chamando, ainda sentia o mesmo cansaço, se perguntou oque diabos poderia está acontecendo a ela, para que aquele mal está não passasse.
–Andressa, chegamos.-Clint a chamou, ela abriu os olhos, sentia a cabeça girar, permaneceu sentada durante longos segundos.
–Sim, percebi.-soltou o cinto de segurança ficando de pé.
–Está bem?
–Só com sono.
–Sono?
–Eu não dormi bem, e nem sei se direito.
–Desde quando eu acordei você está dormindo a três horas, pode não ter sido tempo o bastante, mas acho que deu para dá uma pequena descansada.
–Diga isso por você, parece que eu fechei os olhos durante três segundos e os abri.-Eles já caminhavam pelo aeroporto, Andressa pôs os óculos escuros, já podia sentir o ar seco, a sensação de morte assim como no Iraque.-O filha da mãe do Fury quer mata a gente, quer aposta quanto?
–Deu para reclamar agora do trabalho é maninha? Se não viu nada até agora.-Clint disse sorrindo olhando a mesma que fez um bico de má vontade.
Eles entraram num tanque do exercito que estava a espera deles.
...
ENQUANTO os soldados falavam a morena olhava para o lado de fora, o lugar parecia tão... Morto, mesmo com as pessoas, era seco, com poeira, o sol sempre forte, tinha um cheiro insuportável por causa das mercadorias, como carne que eram vendidas na rua, os mercados abertos á céu livre estavam lotados, as mulheres eram vestidas da cabeça aos pés, apenas com os olhos aparecendo.
–Já esteve aqui?-questionou à Clint.
–Já, diversas vezes. Na maioria delas para desarma algumas bombas, outras quando ainda era do exercito. Mas também algumas para fugir um pouco da realidade.
–Realidade? Se chama esse lugar de fugir da realidade? Eu chamo de realidade nua e crua, olha isso Clint, olhe em volta, tudo é da forma que sempre soubemos mas fingimos não vê, porque no final das contas não interessa para nós que não vivemos aqui.
–Acho que é bem por ai.-eles se entre olharam e sorriram um para o outro, menos de 10 minutos no lugar e já estavam começando a pirar.
–Preciso que prestem atenção.- um soldado falou com os irmãos que o olhou com cara feia, mas a morena logo sorriu.
–Presta atenção? Qual é o seu nome, soldado?
–Sargento Ben.
–Ben, soldado Ben.-tirou os óculos para encarar bem o mesmo que estava a sua frente.-Não te conheço, não quero e não me peça para presta atenção a esse plano ridículo que vocês programaram, pois se ele realmente fosse funcionar, não seriamos chamados aqui, como fomos, então deixa que o trabalho duro a gente faz.-um sorriso sem vontade logo se abriu nos lábios da morena, Clint riu também, já Ben,engoliu em seco e apenas se manteve em silêncio até chegarem a base do exercito.
Quando chegaram na base, desceram do tanque e andaram até uma pequena sala, aonde havia um homem sentado atrás de uma cadeira, parecia distraído pelos papeis que haviam em cima da mesa os lia enquanto fazia anotações.
–Senhor, eles estão aqui.-Ben avisou ao homem que apenas levantou o rosto nem se dando ao trabalho de levantar.
–Agentes da Shield, hora hora.-a voz do mesmo soou com deboche, Andressa revirou os olhos e cruzou os braços.-Já estão a par da situação? Ben lhes informou tudo como devia ser?
–Na minha opinião senhor.-a morena começou a falar.
–Sou o capitão, e quem é você?- Phillips perguntou ríspido olhando Andressa de cima a baixo, que jurou que se tivesse um pouco de sanidade mental a menos, daria um soco no homem a sua frente.
–Agente Andressa Barton.-ela viu quando ele assentiu com a cabeça.-O plano...
–Foi eu quem montei, deveram cumpri-lo e logo poderão voltar para a casinha de vocês.
–Nos trouxe aqui para executar seu plano ridículo? O plano de invadir a casa durante o dia pela porta da frente e capturar um terrorista? devo dizer que é um plano muito inteligente, acho que não estou com o treinamento tão em dia para cumprir essas ordens tão distintas e difíceis.-Debochou do capitão que se levantou com ódio.
–Quem é você para falar assim com um capitão desta operação? Oque acha que é?
–Sou uma agente secreta, e sou aquela que foi chamada para fazer o trabalho que você não cumpri desde duas semanas que acharam o paradeiro desse terrorista.
Houve silêncio e tensão, Andressa não recuou, se manteve firme no que havia dito, Clint se manteve firme ao lado da irmã, já Jenny parecia que iria vacilar e pedi perdão a qualquer momento.
–Você é inconsequente, não acha que poderia morrer aqui? Não acha que eu poderia mata-la.-ela viu quando o homem pegou uma pistola que estava no uniforme e apontou em direção a cabeça dela.
–Vai atirar? Faça isso, não estou perdendo nada.-caminhou em direção o mesmo e parou assim que o rosto estava quase colado a arma.-Atira.-ela se sentia enjoada, o coração estava acelerado, pensou que por um momento ia cair, não pelo tiro, mas sim pela tontura que começava a lhe afetar, estava sufocada com o ar quente.
–Gostei de você.-o homem disse abaixando a pistola do rosto da morena, mas ela não escutou, estava se concentrando para não cair.-Sou o capitão Phillips. Deveria dizer que é um prazer em conhece-los, mas não queria que estivessem aqui.
–Nem nós queríamos está aqui.-dessa vem foi Clint quem disse.
–Não duvido do que diz. A verdade é; quem quer está aqui? Esse ar sufocante, essa sensação que você pode morrer se pisar no lugar errado. Isso tudo é loucura demais. Mas foi isso que escolhi, e o governo acha que é só mandar gente igual a vocês aqui para fazer o nosso trabalho que irá tudo ficar bem. Mas não é assim que funciona.
–Então como é? Quer nos ver indo embora? Por minha estaria perfeito.-Andressa disse passando a mão na testa, sentindo a tontura ir embora aos poucos, a mesma coisa o enjoou.
–Sim, mas estou aqui pelo meu país, sou um capitão, mas simplesmente não posso ir contra oque é mandando a mim, poderia prejudicar muitos.
–Vamos ser rápidos capitão. Não me leve a mal, mas o plano não é tão bom, talvez até seja, porque de dia eles realmente não estejam esperando o ataque, justamente por ser dia, mas a noite, temos uma certa vantagem.
–E qual seria?-o capitão questionou sentando novamente a mesa, mas ficou a encarar os agentes.
–Medo.
–Medo? Você acha mesmo que os caras aqui tem medo, os caras que andam com bombas no próprio corpo e se explodem?
–Já ouviu falar em tortura capitão? Realmente medo de morrer por uma bomba eles não tem, mas morrer por um tiro, sim. Eles ficam sangrando e agonizando isso não é legal e temos a vantagem de está preparados, eles não estarão, sempre vai ser um susto, como numa perseguição. Já foi perseguido capitão?
–Não.
–Eu já, não é legal, você fica nervoso, não consegue agir com clareza, começa a suar imaginando oque irão fazer com você se conseguirem lhe pega. E você torce por uma morte rápida, como um tiro na cabeça, para não sentir e não sofrer.
Phillips se viu confuso, ver aquela mulher que havia acabo de chega toma as rédeas da situação assim, de forma decidida era novo, mesmo no tempo em que viviam, até mesmo para ele.
–Precisamos do mapa do local, pelo menos 100 metros da área, vamos cobrir com soldados, vamos ficar de vigia, até anoitecer.
–Irão avançar como? Eles vão está atentos.-Ben questionou, ele ainda estava na sala, havia escultado a conversa toda.
–Já ouviu falar em, helicóptero? Vamos usar um, com certeza aqui tem um não é mesmo?-Andressa questionou, mas nãos precisou olhar para o soldado para saber que ele assentia com a cabeça.-Bem, o resto do plano vai ser rotina, sabe? Descer pela corda, chegar atirando, matar todos que ver pela frente, até chegar ao alvo realmente.
–Tem certeza do plano?
–Podemos executar o seu se quiser, mas saiba que não participarei. Não quero tomar culpa por algo que não fiz.
–E se o seu der errado?-Ben perguntou atrás dela.
Andressa respirou fundo.
–Não irá.
–E se der?
–Se der, a culpa irá ser minha. Algo a mais que precisamos conversa capitão?-virou para o mesmo que fumava um charuto e a olhava, ela se sentiu desconfortável, os olhos do homem estava cheios de malicia, ela sabia exatamente oque ele estava pensando.
–Nada mais.-um sorriso apareceu nos lábios dele, Andressa sentiu um frio percorrer a coluna. Desfez o contato visual e se retirou da sala.
–Você é louca.-resmungou Clint andando atrás dela.
–Sim sou.
–Eu não perguntei. Eu afirmei Andressa, pensei que ele iria te matar lá dentro.
Ela virou-se rindo encarando o irmão.
–Ele precisa de nós, acha mesmo que irá nos matar? É claro que não Clint.
–Eu não disse nos matar, mas sim matar você.-deixou um riso escapar.-Tem certeza do plano?-Agora estava sério.- Tudo oque disse é verdade, porém, à noite eles estarão mais preparados, mais armados.
–É apenas oque eu acho Clint, se não quiser fazer dessa forma tudo bem. Só me de motivos racionais para executarmos esse plano de dia.-O encarou colocando as mãos no ombro do irmão.
–Despreparação, eles não irão está esperando o ataque.
–Pensa comigo. Esses caras estão no mesmo lugar, sabe Deus a quanto tempo. Eles.-apontou rapidamente para, Ben, que conversava, parecendo amostra lugares num mapa a Jenny.-Descobriram isso a duas semanas, acha que eles não sabem disso? Não sabem que estão sendo vigiados? E também de manhã, tem pessoas na rua, há crianças que brinca na rua, Clint. Não podemos matar pessoas inocentes.
Ele sorriu e assentiu em silêncio,
–Tem certeza.
–É claro que tenho mano. Vem cá, não tem nenhum lugar que podemos cair um pouco não?-Gritou Ben que andando até ela.
–Venham comigo.
....
HORAS se passaram desde que os mesmos já estavam no Afeganistão, já haviam passado diversa vezes o plano junto ao soldados. Agora Andressa estava junto a Clint numa cabana, enquanto Jenny e alguns soldados dormiam. Os irmão não conseguiram, alguns soldados já haviam sidos encaminhados de vigia ao local, já que eles iriam no helicóptero.
–Isso é loucura demais.
–Somos especialistas nisso, Clint, em loucuras. E devo dizer que de certa forma isso me completa.
Juntou as mãos na de Clint.
–Somos mesmo, já são tantos anos nisso, mas a verdade é que...
–Cada missão é diferente, sempre existe medo de algo errado acontecer?
–Isso mesmo.-eles riram. -Você está ótima, está linda mana. Pegou sol em Malibu?
–Algumas vezes, não tantas, já que Tony preferiu ficar em casa cuidando de algumas coisas, tipo armaduras.
–Sempre não é mesmo?-ela assentiu mas logo ficou quieta com a cabeça baixa, os olhos estavam fechados com força.-Está bem?-perguntou passando a mão no cabelo dela que mesmo assim se manteve em silêncio durante alguns segundos.
–De novo.
–Oque.
–Um enjoou sabe.
–A quantos tempos vem tendo eles?
Ela ficou calada olhando Clint, mas estava pensando, contando mentalmente, tentando relembrar quando tivera o primeiro enjoou.
–Não me lembro, talvez a um mês e meio atrás, quando, depois que contei oque aconteceu, quando estava no seu apartamento sabe, assim que eu acordei, mas era por causa da dor de cabeça que estava forte.
–Não acho que seja, como não acho que é.
–Não é oque está pensando maninho. Não mesmo tudo bem?-respirou fundo olhando Clint.-Pare de viajar, chegamos aqui apenas à algumas horas.
–Tudo bem.
Levantou ainda pensando no que a irmã havia dito, estava calor dentro da barraca, mas ele iria se manter ali, estava preocupado com Andressa, pelo olhar que o capitão havia lançado a ela mais cedo, ele havia percebido que o mesmo tinha intenções a mais com a irmã, então se manteve na barraca durante longos minutos até finalmente eles irem até o helicóptero que os esperavam para enfim cumprirem a missão.
...
NY- Cinema ( 21:15 da noite )
–Filmes de terror já foram melhores.-Catherine disse, andando ao lado de Bruce pelo estacionamento do cinema, eles caminhavam em direção ao carro que ele havia pegado de Tony emprestado.
–Não foi oque pareceu, assim que começou a passar as cenas de perseguição da mocinha, você quase arrancou a pele do meu braço.
–Foi a mulher que estava ao seu lado.
–Eu estava sentado ao lado do corredor.
–Deve ter sido um fantasma então.-eles riram juntos.
–Tudo bem, vou fingir que acredito.-ele abriu a porta do carro para ela, que escorregou para dentro do mesmo rapidamente.
Ele rapidamente deu a volta e entrou no carro, lá dentro Catherine esfregava as mãos uma na outra, tentando esquenta-las.
–O que acha de irmos a um lugar?-Bruce perguntou a mesma que sorriu, mas que exitou por alguns minutos.- Podemos tomar um drink.
–Não posso, Annabely, lembra? Deixei ela com uma amiga, disse que não demoraria.
–Tudo bem.
Eles ficaram em silêncio, Bruce manobrou o carro e saiu da vaga que ocupava e foi para a estrada.
–Que tipo de bebida, tem Whisky escocês?
–Tem.-deixou um sorriso transparecer, ele lembrava do encontro anterior com Catherine, eles haviam se beijado, quer dizer, ela havia beijado ele. Bruce ainda podia sentir os lábios dela colados aos dele, de como a boca dela era quente e faminta de desejo.
–Acho que posso pedi para ela colocar Annabely na cama e dormi lá. Mas que lugar seria esse?
–Minha casa.
...
–BEM vinda ao meu lar.- Bruce falou assim que as portas do elevador se abriram no andar que Tony havia deixado para ele.
Catherine observou o local, o apartamento de Bruce, era arrumado, bem espaçoso, havia um sofá com três lugares com algumas almofadas. Havia também uma mesa de centro aonde tinha alguns livros, provavelmente que ele já lera, um divã de couro estava a menos de dois metros do sofá, a doutoa sentiu vontade de deita-se nele e relaxar. Havia alguns quadros abstratos, com cores neutras como bege e azul bebê, havia flores num pote de sorvete florescendo ela não conseguiu saber quais eram. E uma parede que estava lotada por livros. Encantada, ela caminhou até a parede e de lá tirou Hamlet de Willian Shakespeare, Bruce levou a mão ao ombro dela, que abriu o livro no primeiro capitulo.
–Ótimo livro.-deu um sorriso bobo.-Shakespeare é maravilhoso.
–Concordo.
–Recite algo para mim.
Ele riu e se pôs atrás dela encanto enganchava as mãos nos fios castanhos dela, que sentiu um arrepio correr pelo corpo.
–De que servem cabelo e manto impecáveis, ó tolo? Tudo dentro de ti está confuso e, no entanto, penteias a superfície.- inspirou o cheiro dela juntando a mão a dela que estava no livro.-Duvida da luz dos atros, de que o sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor.-falou ao pé do ouvido dela fechando o livro, voltou a por o livro na estante e olhou a mesma.
–Bem, pelo visto conhece mesmo o livro.
–Havia duvidas?
–Algumas, mas já foram resolvidas.
Ele deixou um sorriso de lado escapar e foi até a cozinha.
Ela sentia o corpo quente, a aproximação de Bruce havia sido tão intensa que ela não conseguia pensar direito a não ser nas costas dela colada no peito no mesmo e a mão presa ao cabelo dela e a mão quente dele junto a dela.
Tirou o casaco e pôs em cima do sofá, andou mais alguns segundos pela sala e se sentou no divã, era macio, ela deixou a mão escorregar pelo couro e mordeu os lábios assim que viu Bruce voltar com os copos com bebidas para eles.
–Gostou do divã?-perguntou entregando o copo para ela.
–É maravilhoso e combina com o ambiente.
–Devo concorda, posso?-Bruce se sentou ao lado dela no divã e tomou um gole da bebida que havia no copo.
Ele se sentia tranquilo ao lado dela, sentia que ela não o julgava e que mesmo não demonstrasse, tentava o intender. Assim como ele também tentava a intender.
–Oque lhe aconteceu?
–Como?-dirigiu o olhar até ele.
–Me conte mais sobre você Catherine.
–Não há muito oque saber, Bruce.-levantou do divã e deu alguns passos pelo apartamento, parou a alguns centímetros de uma porta que estava entreaberta, ela sabia que ali era o quarto de Bruce e não negou a si mesma que desejava entrar ali.-Sabe que sou psiquiatra, mas na Shield sou apenas uma psicologa, tudo para não assusta os agentes, sabe que as pessoas não gostam da ideia de se consulta com um psicologo, quem dirá com um psiquiatra. Trabalho as vezes em Clinicas para pessoas com dependências, de graça, agora tenho uma filha, pretendo cuidar dela para que ela não fique traumatizada demais, e apesar do pouco tempo já posso dizer que amo Annabely.
–Isso eu já sei doutora. Quero outras coisas, pequenos detalhes.
–Como oque? Porque não me conta de você?
–Creio que já saiba tudo sobre mim, mesmo aquilo que não lhe foi contado, você já me estudou demais, posso dizer que também sou um bom observador. Mas, você...-levantou deixando o copo em cima da mesa e caminhou de frente a ela.
–Eu.
Bruce gostava do cheiro dela, nada de excessos. Sentiu ela se aproximar com um passo, e assim que o corpo dela encontrou no dele ele pode sentir que ela não usava nada por debaixo da blusa preta de mangas cumpridas. E não pode deixar de imagina-la sem o tecido fino.
–Não sai da minha cabeça.
–Bruce.-ela sussurrou assim.
–Como posso fazer para me livrar de você? Sessões privadas?-Como havia desejado a noite toda deslizou uma das mãos para dentro da blusa dela deixando que a pele dela aquece-se.-A primeira seção pode ser hoje a noite?
–Não acho que
Mas ela se calou assim que Bruce a beijou, um beijo demorado, o calor tomou os corpos, a medida que o beijo ia se aprofundando e ficando mais intenso, que fez o coração dos dois disparar. Ele sentiu medo, medo de machuca-la e recuou um passo.
–Me desculpe, Catherine. Não poss...
–Pode, sei que está com medo, também estou.-deu um passo a frente enroscando a mão no cabelo dele.-Sinto meu coração acelerado, a muito tempo que, você sabe.-pegou a mão dele e colocou sobre o coração.-Pode sentir?-ele afirmou.
–Tenho medo de me... Tenho medo do outro cara, Catherine, não suporto a ideia de poder lhe machuca. Não suporto a ideia de que posso lhe matar.
–Sei que pode controlar, sei que ele só aparece quando está com raiva.
Deixou as mãos descerem até o suéter que ele usava.
–Fique comigo, Bruce.
–Catherine.-sentiu as mãos pequenas e delicadas dela sobre os braços dele.-Tem certeza?
–Não tenho medo de você Bruce. Faça amor comigo.-pediu juntando o rosto ao dele, os lábios de chocaram, ela deu apenas uma mordida, ameaçando intensificar o beijo. Ele a levou para o quarto, iluminado apenas pela luz da lua, que invadia o quarto sem pudor algum.
Quando ele lhe tirou a blusa preta, olhava firme nos olhos dela, os cabelos cairam de forma volumosa sobre ombros despidos.
Ela levou as mãos até a baia do suéter que ele vestia e exitou em tira-lo, mas logo o fez. Passou as mãos sobre as mão dele e sem dizer nada colou os lábios no ombro dele.
–Seu cheiro é maravilhoso.-ele disse levando as mãos até o botão da calça dela o desprendendo.-Viciante.-puxou-a para cama, a colocando por baixo. Os cabelos brilharam com a luz da lua, sobre a colcha preta. Beijou o pescoço dela e voltou a olha-la que tinha os olhos semi-cerrados e a boca entre-aberta.-Te desejei aqui inúmeras vezes.
Ela levantou o braço e tocou o rosto dele com as pontas do dedo, sentindo a pele macia, e o maxilar firme com o começo da barba.
–Me mostre como, como me desejou Bruce.
Bruce riu, e ela percebeu que estava tranquila e queria-o sedentamente.
Já nus, rolaram na cama aos beijos quentes, a colcha se enroscou neles que riram, Bruce a tirou e puxou Catherine sobre ele, viu o corpo dela iluminado pela luz fraca, levou as mãos até os seios as fechando em forma de concha. Ouviu um pequeno gemido escapar dos lábios dela, quando sentiu as unhas dela passar sobre o peito nu dele, e logo a boca dela quente e febril lhe beijando com vontade.
Ali Catherine não era aquela doutora distante e fria que ele já não conhecia, mas sim uma mulher maravilhosa com a pele macia e escorregadia de desejo, ele passou a lígua por ela, querendo-a.
Oque acontecia lá fora era remoto e distante, oque importava era eles, o agora e o resto do mundo podia esperar.
...
Afeganistão. (01:00 da manhã)
Os irmãos já estava de volta ao avião, Andressa tentava dormi no chão e Clint dormia abraçado com Jenny. A missão havia acontecido perfeitamente, nenhum soldado morto e o terrorista enfim havia sido preso.
Quando ela levantou com um sobre salto sentiu fome, vasculhou a bolsa em busca de algo, mas não encontrou nada mais que barras de cereais de frutas vermelhas, teve que se contentar com aquilo mesmo. Comeu enquanto olhava pela janela, e pensou na pequena conversa que tivera com Clint antes da missão.
–Com certeza, não. Pare de surta Andressa.-repreendeu a si mesma enquanto se levantava, abriu mais uma barra e começou a come-la.
Até que não era de todo mal, pensou sorrindo e dando mais uma mordida na barra.
...
–TO com fome. Tem barras ai?
–Fome?-Clint perguntou assustado.
–É Clint, fome. Tem ou não as barras?
Parou de frente a ele, estavam na base, prontos para fazerem o relatório da missão.
–Não tenho, você comeu as minhas todas.
–Mas que droga, oque está acontecendo com a comida deste mundo?
–Acho que você está comendo ela toda.-disse sorrindo para ela que parou de vasculhar a bolsa a procura de algo e o olhou de cara feia.-Porque não vamos a cantina comer algo? Assim você pode matar a fome.
Passou o braço sombre os ombros dela sorrindo.
–Barrinhas de cereal não enche a barriga. Parece que tem algo dentro da minha barriga que não para de comer.-cruzou o braço andando junto a Clint para a cantina.
–Parece?
–Qual é a sua, já disse que não é oque você está pensando tá, então para de me infernizar com isso.
–Tudo bem, não está mais aqui quem falou.
Quando chegaram a cantina, viram poucos agentes, Andressa revirou os olhos assim que viu Jason, um assassino italiano se aproximar.
–Oque quer Jason?-não fez questão de não deixar o mal humor transparecer. Não parou, continuou em frente, pegou uma bandeja com um prato e começou a se servi.
–Lhe dá os parabéns, soube que foi muito bem em missão.-Ele era branco, careca, o rosto oval combinava com os olhos regulares o nariz fino e curto, a boca pequena estava levemente rosada e a barba por fazer dava um toque mais sedutor nele, mas Andressa sabia que ele não passava de um galinha.
–Só isso? Obrigada.-terminou de se servi e caminhou até a mesa aonde Clint estava. Jason foi junto a ela. Enquanto ela e Clint comia, o homem ficou os observando sorrindo.-Oque quer Jason, será que poderia dizer, não é educado olhar para as pessoas enquanto elas comem.
–Nada, apenas queria parabeniza-los. A Shield deveria ter cuidado ao mandar agentes assim para missões.-ele tirou um cigarro do bolso do casaco que vestia, o colocou na boca e logo o acendeu.
–Assim como?
Soltando a fumaça ele deixou os dois na mesa ainda pensando. Andressa viu o sorriso do mesmo e na mesma hora soube oque ele falava, que era a mesma coisa que Clint havia a atormentado durante a viajem de volta.
...
–SÓ preciso comprar algumas coisas, me espera no carro?-Clint perguntou, eles já haviam saído da base, haviam feito o relatório e Fury havia os liberado. Andressa passaria a noite no apartamento de Clint, e no dia seguinte iria para Malibu. Havia recebido uma ligação de Tony, falando que ocorreu um acidente com Happy, ela se ofereceu para ir na mesma hora, mas Tony pediu para ela ficar, e ir no outro dia, pois queria que ela descanse.
–Espero.-disse observando o estacionamento, viu um carro vermelho estacionado, nele tinha um arranhado enorme, e se deu conta que o dono quando visse não iria ficar muito feliz.
–Quer algo para comer?
–Não estou com fome.-ela falava a verdade, saber que Tony não estava bem e ela não estava lá para ajuda-lo, lhe tirava o apetite.-Mas, pode me trazer uma água?
–Tudo bem, só isso mesmo?-ela assentiu. Delicadamente Clint lhe deu um beijo na testa e saiu do carro. Abraçou o corpo assim que sentiu o vento gélido lhe atingir o rosto. Não demorou no mercado, quando voltou ao carro com algumas sacolas, não encontrou a irmã. Olhou em volta e viu a mesma debruçada sobre matos, vomitando tudo que havia comido a poucas horas atrás.
Caminhou até lá, ela passou a mão sobre a testa suada e se recostou na parede do mercado, fechando os olhos com força.
–Sua água.-estendeu a garrafa para a irmã que a pegou.-Você precisa ir ao medico Andressa, olha como está.-Passou a mão sobre o rosto que estava pálido.
Ela negou com a cabeça sem dizer nada.
–Tudo bem, vamos para o carro.-passou a mão sobre a cintura dela que parecia tonta.
Clint não disse nada, apenas manobrou o carro saindo do estacionamento e dirigiu de volta para casa.
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