Secret.

36 Eu não aguento mais isso.


Notas iniciais
Obrigado aos reviews. Não sei quando voltarei, minha cachorra está muito doente, acho até que ela não vai resisti, então estou sem cabeça para escrever. Se eu demorar eu peço desculpas antecipadamente Bejus, espero que gostem do cap.

Tony acordou com o impulso do pesadelo, o corpo tremeu e ele abriu os olhos com força, o pesadelo que tivera não era nada bom. Respirou fundo se sentindo sufocado, passou a mão na testa. Olhou para o lado e viu a morena se remexendo.

–Oque foi Tony?-ela perguntou ainda com os olhos fechados e logo ficando calada, fazendo o mesmo pensar que ela havia adormecido novamente.-Tony, oque aconteceu?-Perguntou abrindo os olhos o olhando, ela se sentou na cama e esfregou os olhos com um bico, ele riu, e se sentiu tranquilo e feliz, por ser só um pesadelo.-Oque aconteceu em?-perguntou em tom baixo e manhoso agora o olhando.

–Nada, foi apenas um pesadelo.- falou e ela fez careta mas logo deitou em cima dele lhe beijando o pescoço.

–Oque era Tonyzinho?-perguntou fazendo o mesmo rir.

–Jarvis que horas são?

"-02:49 da madrugada Senhor."

–Tony.-agora falou em tom serio, e o encarou, ela conseguia ver preocupação, que era quase explicita nos olhos dele.-Me fala.

–Tive um pesadelo com você.-falou encarando a mesma que apenas deu um sorriso torto, cheio de malicia.

–Nossa um pesadelo? E já começamos a sonhar um com o outro?- perguntou sentando nas pernas dele o fazendo dar um pequeno sorriso, o fazendo pensar aonde eles estariam no fim dessa conversa, que era totalmente despidos e com respirações aceleradas, depois do sexo.

–Eu sonho com você desde a primeira vez que te vi. E sonho mais ainda depois do dia que você havia dormido aqui em casa. Sabe que naquela noite, eu te observei dormi por quase a madrugada toda?

–Nossa. Isso é muito romântico e... Doentio Anthony, acho que eu deveria começar a ter medo de dormi ao seu lado.-Deu um pequeno sorriso assim que o viu revirar os olhos.

–É serio Andressa. Você morria no meu sonho, e eu não podia fazer nada, eu não conseguia, era como se eu fosse inútil como se eu não existisse na sua vida. Até mesmo como se seu não fizesse mais parte dela.-falou confuso, passando mais uma vez a mão na testa de modo nervoso.

–Tony...-sussurrou.

–Eu não quero te perde, eu não quero isso, você... Eu...- levantou ficando sentado de frente a ela.-Eu...- tomou os lábios dela de forma desesperada, ela retribuiu o beijo na mesma intensidade.

–Você.-falou ainda sem folego.-acha mesmo... que eu... Vou sumir assim tão fácil .. da sua vida? Não mesmo Tony, ainda vai ter que me aguentar bastante.-Disse sorrindo e voltando a beija-lo, ele tirou a blusa dela e logo inverteu as posições ficando com o corpo sobre ela, sentindo a pele quente e macia dela, o mesmo se levantou rapidamente e tirou a calça que vestia ficando nu, quando voltou até a cama tirou a unica peça que restava no corpo dela, a tomou de uma vez só, a fazendo arquear as costas na cama, mas logo começou com os movimentos, lentos e excitantes, ela arranhava as costas dele de leve, o fazendo dar pequenos gemidos assim como ela. Agora ele ia mais rápido e fundo, encarando os olhos verdes dela que estavam vidrados nos dele, com um expressão de pura paixão e desejo. Entrelaçou uma das mãos na dela e tomou os lábios da mesma de forma intensa, os dois já estavam ofegantes, os corpos começavam a suar, ela sentia o delicioso roçar dos corpos a deixar mais próxima do orgasmo. Ele foi agora mais rápido entrando e saindo dela, a fazendo gemer alto e arranha-lo, ela sentiu o corpo ficar tenso, sabia que estava próxima ao orgasmos não conseguindo mais aguentar, ela se deixou levar pelo delicioso orgasmo, gemeu entre o ouvido do mesmo que agora estava com o rosto enterrado no dela chegando ao ápice também.

Como ele havia pensado, lá estavam eles, com respirações aceleradas, batimentos descompassados e completamente saciados. Tony deitou ao lado da mesma que continuou deitada de lado na cama, ele a abraçou ficando os dois de conchinha ela riu preguiçosamente e adormeceu, mas ele não, ficou pensando, pensando em como seria eles dois. Ele sentiu o coração palpitar, respirou fundo e levantou da cama, vestiu a box e a calça, e desceu até a cozinha encheu um copo com aguá e se sentou no sofá, estava se sentindo melancólico triste e ainda tinha a preocupação com a morena. Havia sido apenas um pesadelo, mas aquilo não saia da cabeça dele, respirou fundo passando a mão no rosto, levantou e andou até a sacada. Ficou apenas sentindo o vento frio, e olhando o céu, que ainda estava escuro e com algumas estrelas.

–Tony.-a voz dela soou sonolenta, ele olhou para trás e a viu encostada vestida com a blusa dele, na porta de entrada para a sacada.-Vem dormi.

–Já estou indo.-falou dando um pequeno sorriso para a mesma.

–Não, eu sei que não vai vim. Então venha agora?-pediu mais uma vez andando até ele, que fez que sim e logo subiram para o quarto.

3 MESES DEPOIS.

–A droga.-escultou a mesma resmungar ao lado dele na cama, se virou e a viu sentada, com o celular em mãos.

–Oque foi?-Perguntou sentando e ficando a observa-la.

–Estranhamente. Fury que conversa comigo e com o Clint juntos.- falou olhando os cantos do quarto como se aquilo fosse o fim do mundo.

–Mas qual o problema nisso?

–O Fury não gosta de mim.-disse simples.

–Mas ele também não gosta de mim.

–Mas você é um mal necessário a Shield, já eu não. Ele pode se livrar de mim quando quiser, quando der na telha dele. Simples, rápido e fácil.

–Nossa. Mas não é que ele não gosta de você, é que ele tema que um dia você de alguma forma, é, como posso dizer... Que algum dia você acabe com a shield.

–A sim, eu, apenas eu. Acabar com a Shield. Com toda certeza eu tenho potencial para isso.-disse irônica encarando Tony que apenas ria.-Se bem que eu conheço bastante pessoas que odeiam a shield, e poderia destruí la mesmo, mas se bem que eu eu acho que seria fácil demais.-falou cruzando os braços parecendo estudar a ideia.

–Olha, você me assusta as vezes.-falou serio encarando a morena.

–Ué porque?-perguntou fazendo cara de desentendida.

–Fácil, acabar com a Shield? Acho que você não tem noção do tamanho do "legado" dela.

–Não tenho medo.

–Não é oque está parecendo, sei que está nervosa com a ideia dele ter te chamado lá, para conversa com você e o Clint. Mas não intendo porque.

–Não há oque intender.-falou seca se levantando, e caminhando para o banheiro.

–Um dia você vai ter que falar Andressa.

–Mas não vai ser agora, nem hoje.-falou assim que saiu do banheiro, já arrumada com o uniforme da shield.

–Estamos brigando?-ele perguntou fazendo cara de confuso.

–E acho que sim.

–Como devíamos agir agora?

–Não sei, acho que... Você deveria ficar chateado comigo eu com você e ficarmos sem nos falar até a noite.

–É, acho que e isso mesmo.-falou ainda confuso.-Acho que isso deixou de ser uma discussão.

–É eu também. Não fazemos mesmo o estilo casal normal.

–Não mesmo.-falou a olhando sumir no corredor.-Você deveria falar.-tocou novamente no assunto, a viu parar no meio do caminho e virar para encara-lo.

–Não agora, não hoje.-falou seria o encarando. Ele não disse nada, apenas enfiou as mãos no bolso da calça e abaixou a cabeça. Pensou com ele mesmo que agora sim eles haviam brigado e não estava feliz com isso. Escultou os passos dela sumir em meio ao corredor a logo o barulho do elevador. Engoliu em seco e deitou na cama novamente. Como ele havia sido idiota, pensou passando as mãos no cabelo. Ele não podia tentar obriga-la a falar. Pois mesmo não sabendo do que se tratava ele sabia que aquilo a machucava e a atormentava profundamente.

Base da Shield NY ( 09:12 da manhã )

–Só quero ver oque o tapa olho está aprontando,-falou consigo mesma andando pelos corredores da base. Adentrou a sala do mesmo encontrando Clint.-Maninho.-falou com um sorriso de lado e sentou em uma cadeira que ficava na frente da mesa do diretor, Clint fez o mesmo, sentou na outra cadeira livre e ficou olhando a morena que tinha os pensamentos longe.

–Você está bem?-ele perguntou e ela o olhou rapidamente, balançando a cabeça em positivo.-Não parece.

–Mas estou.-deu um pequeno sorriso, tentando esconder o desconforto que estava sentindo. A discussão de uma hora atrás com Tony havia a deixado mal, mas ela não queria pensar nisso agora, ela queria saber oque Fury estava aprontando.

–Agentes.-a voz de Fury soou na sala fazendo os dois de levantarem.

–Sentem-se — falou sentando na cadeira dele ficando a observa-los, eles assentiram em positivo e sentaram.-Bom dia agentes. Eu os chamei aqui para tratar de uma coisa.

–Por favor, não querendo ser mal educada diretor, mas será que poderia ir direto ao ponto?-perguntou sem rodeios algum.

–Tudo bem agente Andressa. Vocês sabem que são filhos de pais diferentes.-falou e viu a feição do arqueiro e da morena mudar para numa expressão de duvida.

–Sim diretor sabemos. Mas ainda não conseguir entender aonde você quer chega com isso. Você achou que Clint não sabia disso, e que eu estava escondendo isso dele? Aonde está querendo ir com isso?-perguntou começando a ficar nervosa. Sabia que Fury estava a investigando, mas que o normal, mas que uma simples pesquisa, para saber um pouco da vida de um agente. Ele queria tudo, ele queria todos os segredos dela, mas ela não ia falar tão fácil assim.

–Olha agente Andressa...-tentou argumentar mas ela não o deixou terminar.

–Olha nada, desde de que eu cheguei aqui, você não para de me pesquisar e me perseguir. Mas que grande merda.-falou alto encarando o mesmo a sua frente.

–Andressa.-Clint exclamou o nome dela, ela estava nervosa demais, até mesmo Fury parecia assustado com o modo que ela estava agindo.

–Não Clint. Mas que droga, que grande merda. Ele está tentando foder comigo.- falou levantando da cadeira encarando o irmão.

–Sera que você não ver que ele só quer que você conte oque aconteceu? Como nossos pais morreram e se você lembra de como era o rosto do desgraçado que fez isso com eles.-Ele falou na tentativa de aclama la, já que parecia que a mesma havia entrado em pânico.

–Não, não é isso. Será que você não ver Clint? Ele quer me por contra você.- falou olhando rapidamente Fury, que estava sentado em sua mesma, com os cotovelos em cima da mesmo com a cabeça baixa e com as mãos uma na outra.

–Porque ele iria querer isso?-perguntou em tom alto com a mesma que se assustou.-Porque não conta oque aconteceu, porque? Realmente parece que você esconde alguma algo.

–Oque? Am? Oque você está falando?

–Porque você não fala?-Gritou com ela.

–Tudo bem, você quer que eu fale? Eu vou falar.-disse e limpou uma lagrima que escorria dos olhos, sentou novamente na cadeira, e ficou alguns minutos calada, até que começou a falar.-Eu estava na casa da vizinha, com a Rachel. Nós estávamos estudando, pois no dia seguinte, teríamos uma prova de física. Eu tinha 16 anos.-falou e Fury levantou de frente do ponto de vista dela e começou a caminhar pela sala, sorrateiramente, Clint voltou a sentar ao lado da mesma e ficou a olha-la.-Depois do estudo fiquei mais um tempo na casa da Rachel conversando, ai vi que estava ficando tarde. Eram 21:30 e nada da mamãe me chamar. Porque ela sempre brigava quando eu ficava até tarde na casa da Rachel.-riu com a lembrança da mãe.-Então eu decidi ir para casa, para ela não brigar feio comigo e porque eu estava preocupada com ela. Ela nunca demorava a me chamar. Dei boa noite para Rachel e para os pais dela, os senhores Duk. E cumprimentei Kevin, o irmão dela que havia acabado de de chegar do trabalho. Ele me cumprimentou com um beijo na bochecha. Ele era o menino mais lindo que eu já tinha visto na minha vida. Eu era completamente apaixonada por ele.-Sorriu lembrando de Kevin mais novo, ele parecia um príncipe os olhos azuis brilhavam com alegria, tinha os cabelos negros e um perfeito sorriso sedutor. Ele tinha 23 anos na época, e eu sempre achei que ele fosse apaixonado por mim.-fez negativo com a cabeça dando um sorriso bobo.

Clint estava com medo, querendo saber como o fim dessa historia seria, queria pedir a ela que ela contasse logo oque havia acontecido com os pais, mas sabia que ela devia ficar tranquila e contar do modo dela, então apenas ficou calado escultando oque ela contava.

–Depois que deixei a casa dos Duk, Kevin veio atrás de mim, e me puxou pelo braço, e me encarou, falando que era apaixonado por mim. Eu apenas ri, havia ficado sem palavras, mas ele me beijou.-disse mordendo os lábios e sorrindo.-Foi o meu primeiro beijo. Ele foi tão carinhoso e perfeito.-ainda sorria lembrando a cena, do modo que e de como ele a agarrou com firmeza e ao mesmo tempo com carinho.-Ele me pediu em namoro naquela noite, eu aceitei. Ficamos conversando por mais alguns minutos, ele disse que era louco por mim e que estava apaixonado. Eu também disse que gostava dele, até que disse que precisava ir, ele me deu mais um beijo e voltou para casa. Eu voltei para casa.-Falou ainda sorrindo, olhando Clint que a olhava com atenção.-Sabe? Eu voltei para casa saltitante. Quando cheguei em frente a nossa casa estava tudo escuro e deserto, a porta estava aberta.-Agora ela falou séria enquanto olhava para as mãos.-Eu entrei em silêncio, no começo eu não pude ouvir nada, mas assim que eu estava perto de entrar na cozinha, eu consegui, ouvir gemidos e um barulho estranho. Era esquisito e eu não conseguia saber, eu estava com medo Clint, muito medo, mas mesmo assim continuei até a cozinha. Cada passo que eu dava parecia que um pedaço de mim era cortado. Eu já estava chorando sem mesmo saber o porque. Mas quando eu cheguei na porta da cozinha, eu gritei, não pude conter o horror da cena me fez entrar em pânico. Ela estava caída perto do fogão, estava respirando com dificuldade os olhos estavam arregalados. O sangue, meu Deus Clint, era tanto sangue.-Falou com desespero passando as mãos pelo cabelo.-Muito, muito, muito. As paredes estavam todas respingadas, como em um filme de terror, ela estava tão ferida, tão machucada, eu conseguia sentir a dor dela. Ela chorrava em silêncio. Eu acordei dos meus pensamentos quando escutei o barulho da porta da cozinha sendo aberta. Quando olhei ele estava lá, era o assassino. Ele saiu, começou a correr, e eu fui atrás dele, sem pensar, eu queria mata-lo, queria enforca-lo, arrancar a cabeça dele e pendurar num poste se possível Clint, eu queria tortura-lo das piores formas que existe no planeta, no mundo. Eu queria...-deixou as palavras no ar abraçando o corpo enquanto olhava para o nada.-Mas eu não consegui, ele era mais forte, e mais rápido do que eu. Eu não aguentei, estava cansada demais, eu tentei correr mais, eu juro que tentei Clint, mas eu não consegui. Eu o vi sumir na estrada mas, eu não conseguia. Voltei para casa o mais rápido que consegui, que não tinha mas folego mas mesmo assim eu corri. Pensei que ela ainda estava viva, mas quando eu cheguei era tarde demais. Ela não respirava mais, abaixei até ela, o corpo estava caído no chão na imensa possa de sangue, os olhos dela estavam arregalados... Como, como alguém que pede socorro eternamente. Passei a mão no rosto dela, ela estava fria, fria demais, gritei por ela, puxei ela junto a mim, a abracei. Eu não sabia mais oque fazer Clint, ela estava morta, nos meus braços e eu não podia fazer nada para salva-la.-O arqueiro a abraçou enquanto ela chorava nos braços dele. Fury assistia tudo calado, pensando se isso era verdade ou não.

–Shi ta tudo bem.-O arqueiro falou na tentativa de acalma-la, mas foi em vão.

–Nada vai ficar bem Clint. NADA.-falou desfazendo o abraço entre eles e saindo da sala.

–Andressa, Andressa espera.-a puxou pelo braço a fazendo para e encara-lo ainda chorando.-Me desculpa.

–Me desculpa. Isso é a unica coisa que você pode fazer? Olha oque você está fazendo comigo Clint, olha só, está me fazendo lembrar desse pesadelo todo. Eu não aguento mais isso. Você não vai me fazer relembrar desse pesadelo todo, você não tem esse direito, você não estava lá. Você me deixou.-Falou se livrando das mãos dele, e se pôs a andar novamente o deixando no meio do corredor da base.