Secret.

55 Big Girls Don't Cry


Notas iniciais
Bem vou deixar aqui uma musicas caso vocês queiram ouvir enquanto leem o cap.

End Of Time-Lacuna Coil
Final Destination- Within Temptation
My Imortal- Evanescence
On Legendary- Further Seems Forever
So Far Away- Avenged Sevenfold
Gunslinguer-Avenged Sevenfold
Dear God- Avenged Sevenfold
Emergency-Paramore
Life Must Go On- Alter Bridge
Just Give Me A Reason- Pink
The Conflagration- Stone Sour
The Gost Of You- My Chemical Romance
Bem acho que chega não é mesmo? Bem agora leiam.
Nos falamos lá em baixo

A cabeça girava, e doía como nunca antes, o efeito do sedativo ou calmante, seja lá oque fosse que tivessem injetado nela, começava a passar. Ela estava preocupada, com tudo a volta dela, com Tony que havia confrontado um terrorista e com o irmão. Clint, não havia atendido ao telefone, isso a preocupava, mas, ela estava mais preocupada com a criança que agora carregava em seu ventre, seu bebê.



Abriu os olhos, mas estava tudo negro, mexeu a cabeça a jogando para trás, mas nada adiantou a dor não cessou, muito menos diminuiu, ficou mais forte e mais maçante, tentou mover as mãos, mas, elas estavam presas para trás. Antes de poder pensar em mais alguma coisa, caiu mais uma vez num sono profundo.



...



ELA escutou um zumbido enquanto abria os olhos, tudo estava negro novamente, a cabeça não doía mais como antes, agora era apenas uma dor maçante atrás dos olhos, tentou se mover, mas percebeu que além das mãos, os pés também estavam amarrados, sabia que estava sentada em uma cadeira.



O zumbido era uma musica baixa que tocava, uma musica que ela conhecia bem, dos tempos da infância e da adolescência perturbada que tivera.



Engoliu em seco, as palavras diziam para não ter medo, mas era a única coisa que ela conseguia sentir no momento. De repente a musica parou, ela escutou passos se aproximarem, saltos batiam contra o chão sem pisos, o barulho era oco e não ecoava pelo ambiente.


–Bom dia.-a voz era alegre e perturbada, sem mesmo vê ela sabia que a pessoa sorria e também conhecia a voz. Já que havia sido a ultima que havia escutado antes de está ali.

Quando tudo ficou claro ela fechou os olhos pela claridade que machucava os olhos. Quando voltou a abri-los piscou varias vez para se acostumar, ela sentia como se tivesse uma ressaca, a minima luz a irritava por completo. Já mantendo os olhos abertos firmes, ela reconheceu de imediato o local.

O galpão, aonde havia vivido alguns anos com Kevin.

Aonde havia o matado.

–Vejo que já reconheceu o local.-a voz era irritantemente alegre, quando a morena levantou o rosto para ver quem era, foi como um baque. Havia visto a figura a meses atrás, quando havia sido espancada e deixada em um galpão a própria sorte.-Não é mesmo? Lembra, quando eu te espanquei com esse saco na cabeça?

–Impossível esquecer.-Andressa tinha a voz rouca, a garganta estava seca. E ela se perguntou por quanto tempo havia dormido.-Quem é você?

Um gemido vindo do lado dela a fez olhar para o lado esquerdo, ela viu um pessoa, assim como ela estava amarrada e tinha um saco preto na cabeça.

–Só estava esperando por ele.- a mulher andou até a pessoa amarrada e lhe tirou o saco da cabeça. Andressa sentiu como se o sangue congelasse.

–Clint.-disse olhando o irmão, a voz não soou nada mais que um sussurro, mas mesmo assim o arqueiro ouviu e olhou para ela.

–Andressa. Você está bem?-ele perguntou a olhando.

–Olha que lindo, é tão emocionante, vê os irmãos nessa emoção, acho que vou chorar.-a mulher disse colocando a mão no rosto, por cima do saco preto que lhe cobria o rosto.

–Rachel?-Andressa questionou e apenas escutou uma risada.-Rachel, por que está fazendo isso?

–Por quê? Por quê? Tantos porquês. Mas, como se já não soubesse.-a mulher começou a andar de um lado para o outro.-Eu lhe avisei a alguns meses atrás. Se lembra?-não esperou pela resposta de Andressa.-Espero que já tenha escolhido a roupa dele, como havia dito, foi chato e inconveniente escolher a roupa do meu irmão de ultima hora, tirando o fato de que o caixão teve que ser fechado porque você deu um tiro na testa dele.-a voz soou tranquila.

As lágrimas escorriam dos olhos da morena sem ela querer.

–Não adianta chorar, Andressa. Ele já está morto, você o matou.

–Rachel, por favor, Rachel. Não faça nada ao meu irmão.-implorou, as lágrimas ardiam nos olhos e escorriam pelo rosto que estava pálido.

–Como não? Andressa, assim não seria justo não acha? Temos que fazer tudo conforme o planejado e como ficaríamos quites se não o matasse? Você matou o meu irmão e eu matarei o seu, viu como é simples?

–Não vai encosta um dedo sequer nele.-a voz soou com ódio, mas se calou assim que sentiu a mão dela lhe atingir o rosto. O estalo foi alto e dessa vez ecoou pelo galpão.

–Quem irá me impedir? Você?-debochou.

–Exatamente.-ela podia sentir o rosto formigar pelo tapa.

–Poupe-me, Andressa. Já ouve um tempo em que você era mais realista, verdadeira. Oque aconteceu? Não consegue mais vê a verdade que está estampada na sua cara?

–Vejo que eu irei te matar se fizer qualquer mal ao meu irmão.

–Isso pode até ser verdade, mas sabe também que isso só irá acontecer depois que eu mata-lo. Na sua frente. Eu queria mesmo poder lhe machucar um pouco, mas. A deixa pra lá, vamos as apresentações. Meu nome é Rachel Duk, irmã de Kevin Duk, que foi assassinado por Andressa Barton, irmã de Clint Barton, que será o... Meu tributo, vamos dizer assim.-ela caminhava de um lado para o outro, as roupas eram pretas igualmente ao saco que tinha tampando o rosto.-Durante anos, eu brinquei, uma das melhores brincadeiras, fingi ser uma outra pessoa, isso foi muito bom, sério, foi um aprendizado. Deviam tentar um dia desses.

–Rachel.

–Shiii, Andressa, segue o roteiro por favor. Estou terminando minha apresentação. Não a estrague okay?-quando a morena ia falar novamente a mulher a interrompeu.-Se falar, vou ser obrigada a lhe tampar a boca. Então espero que pare de ser rebelde.-deu uma gargalhada, beirando a loucura. Andressa se calou. Olhando rapidamente para Clint que permanecia calado, parecendo saber oque de fato viria a seguir.-Então como eu dizia, vocês deveriam tentar um dia sabe, ser outra pessoa.

–Porque você fez isso? Porque mentiu?-O arqueiro questionou olhando a figura que estava entre ele e a irmã, Andressa, olhou para ele assustada, como se dissesse em silêncio para ele permanecer calado.

–A Clint, por tantos motivos, mas você tem que intender que...

–Você apenas me usou.

–Nossa que sentimentalismo. Mas nada pessoal. Vamos lá, já que vocês não calam essas malditas bocas.-quando a mulher tirou o saco preto do rosto, não foi surpresa nenhuma para Clint, menos ainda para Andressa.

–Sempre desconfiei de você.-Andressa deixou um sorriso aparecer, mas era de dor, de pesar.

–Sempre soube disso, percebi que você não gostava muito de mim no primeiro dia em que apareceu no apartamento do Clint. Também pensei que, você descobriria, sabe? Mas, olha só, depois de quatro anos e meio? É acho que é isso mesmo, depois deste tempo todo, você nunca realmente chegou a descobrir que era eu. Que a mulher que dormia com seu irmão, era a sua amiga de infância.

–Você não era, como não é a minha amiga.-Andressa disse com fúria.

–Me poupe okay? Pare com isso Andressa, já está grandinha demais não acha? E antes que eu me esqueça. Uma coisa muito desagradável aconteceu com o Tony.

–Oque você fez com ele?-Gritou tentando se soltar da cadeira. Clint olhou a loira a sua frente, tinha os olhos arregalados se perguntando oque Jenny, ou melhor, Rachel. Oque Rachel poderia ter feito a Tony.-Oque você fez?

–Andressa, porque tanto nervosismo? Em? Tony não ama você. Quer dizer, amar ama, mas você sabe bem que ele ainda sente algo por Pepper. Quer dizer, você sabe não é? Que eles ainda se encontravam, mesmo vocês estando juntos.

–Mentirosa.-gritou mais uma vez olhando a loira que andava de um lado para outro.

–Tudo bem, vamos fazer de conta que você poderia confiar em mim. Você desconfiaria da sua amiga, a que sempre esteve ao seu lado, a que te ajudou?

–Você, e nem o Kevin me ajudaram em porra nenhuma.

–Ingratidão,é isso que recebemos depois de ajudar as pessoas que amamos.-Jenny abaixou a cabeça olhando o chão com o rosto triste.-Mas, quanto ao Tony, um, eu não tive nada a ver com oque aconteceu a ele.-voltou a andar pelo galpão, dando a volta e parando atrás de Clint, acariciando o cabelo do arqueiro que tentava ao máximo se desvencilhar das mãos dela.-Clint, querido, oque é isso? Oque está acontecendo? Até dois dias atrás você adorava quando eu te tocava.-parou e se abaixou em frente a ele.

–Oque aconteceu com Tony?

–Shiii Andressa, não vê que estou conversando com o seu irmão. Estamos discutindo a nossa relação, será que dá para ficar quieta?.-olhava a para a morena quando deixou um sorriso transparecer.-Então, responda Clint, oque aconteceu que não gosta mais do meu toque?-perguntou em um sussurro passando as mãos pelas pernas de Clint, que já havia desistido de tentar se soltar, e que agora tinha os olhos fechados e o rosto virado não olhando a mulher a sua frente.

Mulher que confiou durante anos de sua vida, mulher qual fazia amor e fazia plano de um futuro melhor.

–Olhe para mim, Clint, por favor?

–Deixe ele em paz.-Andressa pediu sentindo as lágrimas nos olhos.

–Você está falando demais. Já mandei calar a boca.-Jenny gritou enquanto caminhava para trás da morena, logo voltando e passando uma fita adesiva resistente na boca da morena cessando os pedidos dela.-Bem melhor, agora acho que posso conversar com Clint melhor.-andou novamente até Clint, ficando de frente a ele na mesma posição que estava. -Desculpe pela interrupção, agora podemos voltar de onde paramos. Clint, olhe para mim meu amor.-Colocou a mão no rosto dele e o virou para ela, Clint a olhou nos olhos e se manteve em silêncio.-Sei que você deve está se perguntando porque eu fiz isso.

–Exatamente.

–Ele falou, parabéns, quem sabe podemos brincar um pouquinho antes de te matar. Mas bem, estou fazendo isso por meu irmão. Como já sabe ele foi morto pela nossa querida Andressa. Eu também estou lhe explicando isso porque acho que devo um pouco pelo menos de satisfação sobre o porque disso tudo. Não é nada pessoal, Clint, passar esses anos com você foi ótimo,o sexo com você também é ótimo, mas temos que vingar a família.

–Vai me matar?

–Vou. Como disse, não é nada com você.

–Vá em frente. Acaba com isso logo. Mas, em nenhum momento eu signifiquei nada para você?-perguntou ainda olhando nos olhos da loira que tinha o rosto colado no dele e que apenas deixou um sorriso transparecer.-É claro que não, não é mesmo? Tudo bem, me mata logo.

Clint podia ouvir quando Andressa se debateu sentada na cadeira, podia ouvir os pedidos dela abafado pela fita ma boca, fechou os olhos esperando Jenny disparar contra ele.

–Ainda não, Clint. E aonde vai ficar a graça disso tudo? Sabe que não foi fácil tirar vocês dois de dentro do prédio desacordados? Tive que montar um plano muito difícil. Mentira, coloquei vocês em malas e pronto. Foi mais fácil que eu pensava.

–Oque fez com Tony?-Clint perguntou.Ele sentia o suor escorrer pelo rosto, não por está calor, pois estava frio, mas sim por nervosismo.

–Nada como disse.-Andou até Andressa, lhe tirando a fita da boca com um puxão.-Tá na hora de vocês comerem um pouquinho, que tal? Estão com fome? Esperem um minutinho, vou pega o lanchinho de vocês.-Sumiu do ponto de vista deles.

–Clint.-a irmã o chamou com a voz chorosa

–Andressa, você está bem?

–Me desculpa, me desculpa.-pediu não contendo as lágrimas.-Eu devia saber, eu sabia que ela ia vir atrás de você.

–Shiii, vai ficar tudo bem. Temos que sair daqui, você não pode ficar tensa, irá fazer mal para o bebê.

–Você pediu para ela te matar, como quer que eu fique calma?

–Sabia que ela não ia fazer, não agora, ela quer ver nosso desespero. Temos que dar um jeito de nos soltar.

–Oque acha que ela fez a Tony?

–Nada, ela não estava mentindo quando disse aquilo, não foi ela.-eles ficaram em silêncio.-Andressa, como, como não reconheceu Jenny?

–Meu nome é Rachel. E ela não me reconheceu porque fiz algumas plásticas. Sabe, aquelas bem radicais para mudar o rosto.-Parou na frente dos dois com dois hamburguês.-E quanto ao cabelo que você deve está se perguntando.-olhou para Andressa.-Eu sempre pintei, não gosto de loiro, mas acho que até me cai bem.-riu andando até a morena colocando o hambúrguer na frente dela.-Morde.-Andressa se recusou virando o rosto.-Sei que está com fome, e não pode deixar de se alimentar, está grávida Andressa, o bebê está com fome. Pode confiar, não envenenei o hambúrguer, e nem dopei ele.-Mas Andressa, não comeu da mesma forma.-Quer a prova. Eu mesma vou dar uma mordida.-Jenny comeu um pedaço e voltou a estender em frente ao rosto da morena.

–Resta duvidas?

–Sim.

–Acha mesmo que eu iria me envenenar?

–Não duvido nada.

–Não sou suicida. Anda, come logo.

–Coma, você tem que se alimentar Andressa.-Clint disse olhando a irmã. Mas mesmo assim ela não comeu.

–Como você descobriu? Sobre...

–Sua gravidez? Quem não sabe Andressa? Você está comendo a metade do mundo, seu corpo já está diferente, seus seios estão maiores, várias outras coisas. Respondido? Agora come okay, não vou ficar aqui o dia todo tentando alimenta-la.-Jenny colocou o lanche na frente da morena novamente que negou com a cabeça;

–E Tony, oque aconteceu com ele? Oque houve?-perguntou olhando Jenny que apenas deu um pequeno sorriso de lado.

–Vamos fazer um acordo? Você come, e eu te conto, oque acha?-Andressa assentiu depois de minutos olhando a loira.-Viu só, nem é tão difícil assim, você fica bem melhor quando obedeceu, fica linda. E além do mais, quero que o meu sobrinho fique bem, que fique forte e bonito.

–Ele não é seu sobrinho, nunca vai chegar perto do meu bebê.-Andressa disse assim que acabou de comer.-Agora me diz oque aconteceu com Tony.

–Faltou o Clint, tenho que alimentar meu amorzinho, não acha? Quero que estejam bem conscientes quando eu matar ele.-andou até o arqueiro que comeu sem falar nada, ele sentia as cordas ficarem frouxas.-Tudo bem agora que estão alimentados, e satisfeitos. Posso finalmente contar oque aconteceu. Então, lembram que Tony ameaçou um terrorista porque aquele empregado dele estava no local aonde uma bomba explodiu? Então, como posso dizer? Bem, o Mandarim apareceu e bombardeou a mansão. É foi exatamente assim.

–Oque?-Andressa murmurou sem ar, ela sentiu o coração acelerar, sabia que algo ruim iria acontecer, e agora sabia oque.

Pensou em Tony, a ultima vez em que o viu em Malibu, ele perguntando o porque ela estava preocupada, ela não sabia responder, até segundos atrás.

–Isso é mentira. Rachel... Rachel. Diz que isso é mentira.-Andressa pediu chorando, o desespero de pensar que Tony havia morrido a tomou, era como uma onda devastadora.

–Andressa, Tony não morreu.- e a morena sentiu sentiu o coração pulsar mais forte por um segundo.- Bem, ele não conseguiu sair da mansão, os jornais estão dando ele como morto, mas acho que não. Sinceramente.-Minutos se passaram e a morena continuou a chorar, Clint estava preocupado com a irmã, preocupado com o bebê que ela carregava junto de si, e em Tony, que provavelmente estava morto, enterrado por escombros da mansão que ele tanto se orgulhava.

–Não, não. Não, Tony, nosso bebê.-murmurou com as lágrimas caindo dos olhos, o cabelo lhe cobria o rosto a medida em que ela se inclinava para frente.

–Andressa. Andressa.-Clint a chamou mas ela não olhou.-Andressa.-chamou com com firmeza na voz, ela não olhou mais se calou.-Vai ficar tudo bem, eu prometo, vamos cuidar dele juntos.

–Olha se isso serve de consolo, falta dois dias para o natal. Olha que lindo, vamos passar todos em família.-Jenny disse com ânimo sorrindo enquanto batia palmas de forma descontrolada.

–Cala a boca.-Andressa murmurou de cabeça baixa.-Cala a boca.-repetiu, desta vez gritou.-Você não é da família, você é uma maldita filha da puta.

–Acho que está nervosa demais, que tal dormi um pouquinho?-a loira pegou de dentro da calça uma seringa e logo caminhou até a morena, que continuava a gritar insultos contra ela.-Boa noite minha pequena.-injetou na morena o liquido, que logo caiu no sono.-E você também querido, já ficou acordado demais, quero você descansado para a sua morte.-riu para Clint que apenas ficou calado, não protestou, nãos fez nada, apenas sentiu a pequena picada no pescoço e caiu em sono profundo.

...

–Alguma noticia dela e de Clint, agente?-Natasha perguntou andando ao lado de Jason, assassino e agente secreto da Shield.

–Me trata como um ninguém aqui dentro Romanoff, porque?-perguntou parando em frente a ruiva lhe impedindo de passar.

–Quer que eu o trate como?

–Com um pouco mais de... Sei lá, consideração quem sabe? Ou até mesmo carinho.-Colocou a mão direita sobre o queixo da ruiva que o olhou com ódio.

–Se não quiser ficar sem mão, Jason, tire-a daí.-mesmo com a ameaça, o agente não tirou a mão do queixo da ruiva, ele riu e aproximou um passo dela.-Oque quer? Carinho, acha que merece carinho.-ironizou a palavra tirando a mão dele do queixo com força.-Porque transamos uma vez.

–Mas você adorou não adorou?-questionou, e apenas recebeu a risada debochada da ruiva.

Jason, ele era o homem que Natasha havia ficado antes de Steve. Foi apenas um momento, ela estava sozinha a bastante tempo e ele estava disponível, ela considerou apenas como uma "troca de favores". Ela não se arrependia, era uma mulher livre, e independente, e o momento já havia passado. Entretanto, Jason não parecia intender.

–Não, e você não é tão bom assim.-retrucou, empurrando o mesmo de lado, e voltou a andar pelo corredor apressada.

Estavam a procura de Clint e Andressa, que haviam sumido a dois dias, ela estava preocupada com os amigos, não tinha tempo a perde com um caso de anos atrás.

–Não foi oque pareceu.-respondeu andando atrás da ruiva.

–Vá ao inferno Jason.

–Tudo bem, mas, sobre Andressa.

–Oque quer, está tentando ir para cama com ela também?

–Quem sabe?

–Você é deprimente.

–Não ligo para a sua opinião.-disse seco.-Mas parece que não sabe oque está acontecendo com Andressa.

–Oque quer dizer com isso?-Parou na frente do mesmo que parou junto a ela.

–Que ela e Clint estão em risco com certeza, mas, Andressa está... Grávida. Bem é oque parece.-deu de ombros e pegou o maço de cigarros de dentro da jaqueta, tirando um, acendeu e o colocou na boca, dando uma forte tragada e depois soltando a fumaça, lentamente observando a expressão da ruiva.

–Ela lhe disse?

–Não.-enrugou a testa e logo deu mais um trago no cigarro.-Bem, ela tem comido bastante.

–Isso não é motivo.

–Bem, tem também o corpo, a barriga, está quase imperceptível mas, eu sou um ótimo observador.-explicou rindo.

–Está pirando.

–Azul marinho de renda.

–Oque é isso?

–A cor do seu sutiã, quando... Você sabe.

–A que ótimo, você lembra o meu sutiã. Quer uma medalha ou um osso?-zombou do agente e o deixou no corredor rindo. Jason sabia como desestabilizar qualquer um, mas ela já estava acostumada com isso.

Mas o fato era, Andressa estava grávida ou não?

...

2 Dias Depois.


–Acordem crianças.-a voz soou baixa e abafada, Andressa levantou o rosto mas não abriu os olhos.-Véspera de Natal. Algum pedido especial?



–Que você cale a maldita da sua boca.-A morena retrucou abrindo os olhos, olhando diretamente para Rachel que estava a frente dela.-Séria o melhor presente.



–Nossa que mal humor, deixei você dormi até tarde e é assim que me trata?



–Vá para o inferno.



–Quem sabe um dia? Bem, como disse, não pera, não disse, mas digo agora. Hoje é dia de matar Clint.-bateu as mão de forma animada.



–Não. Rachel. Não faça isso.-Andressa pediu olhando a loira que apenas ria e dava voltas e mais voltas pelo galpão.


Clint não dizia nada, se manteve quieto, estava apenas tentando soltar as mãos, que já estavam bem frouxas, fazendo com que ele tivesse que prender a corda frouxa na mão. Andressa também já estava com as cordas frouxas, e mesmo falando com Jenny tentava incessantemente solta-las, para enfim, sair daquele maldito galpão que a trazia péssimas lembranças.

–Me desculpe, mas, não posso.

–Você não quer fazer isso, Rachel, não quer.

–Não, não quero. Mas tem que ser feito.

–Não não tem, você não tem que fazer isso, Rachel, por favor.-Implorou chorando. Rachel a abraçou.-Você sabe oque Kevin fazia, sabe que ele me estuprava, sabe que ele me espancava.

–Sim, Andressa querida, sei de tudo isso.-a loira ainda tinha o rosto colado nos cabelos da morena. Mas acha mesmo que era a úncia? Acha mesmo que...

–Não.-Andressa murmurou assustada, olhando os olhos azuis de Jenny que a fitavam com intensidade.-Ele... Ele te estuprava?

Houve silêncio, o tempo pareceu parar, Andressa e Clint, olhavam Jenny assustados.

–Exatamente.-o sorriso sombrio se abriu nos lábios de Jenny, fazendo com que Andressa se arrepiasse.

Clint não conseguia dizer nada, apenas olhava mulher com os olhos arregalados e estranheza.

–Ai meu Deus.-a morena sussurrou, respirando fundo. Sentiu a ânsia de vomito lhe tomando, Kevin era mais repugnante do que ela já pode imaginar, e se um dia ela havia se arrependido de mata-lo, o arrependimento já havia se dissipado, dando lugar a mais ódio.

–Não, Andressa. Olhe para mim.-Rachel agarrou o rosto da morena a forçando a olha-la.-Não. Ao contrário de você, eu gostava.-disse num fio de voz, quase não sendo possível escutar.

–Você, gostava? Gostava de ser estuprada? Por seu irmão?

–Era gostoso. Mas ao fato do irmão. Eu e kevin somos adotados. Bem eramos, pois ele morreu, aqui, lembra?-Andressa sentiu as mãos de Rachel passar sobre as coxas dela, de forma lenta e sensual, que logo subiram acariciando a barriga dela, mas que subiram até os seios os contornando.-Eu gostava.-falou rente ao ouvido de Andressa que fechou os olhos, sentindo um arrepio na espinha.-Bem.-levantou sem deixar de olhar a morena sorrindo.

–Você é um monstro... Você é pior do que ele.-a morena murmurou. Ela lembrava das vezes que era abusada, e não conseguia intender como Rachel podia gostar de tal atrocidade.

–A unica coisa que me deixava frustrada era quando ele chamava seu nome. Sabe, era Andressa, grita. Andressa, fala isso. Acho que no fim das contas ele me imaginava como se fosse você, até finalmente conseguir fazer o mesmo com você.

–Você é um monstro.-gritou contra a loira que apenas riu, numa gargalha sinistra.

–Eu sou o monstro da história, Andressa.-encarou a morena que piscou algumas vezes, agora ela tinha medo, medo do que Rachel podia dizer mais adiante.-Tem certeza que eu sou o monstro? Você que é, você que é a menina manipulada por todos, a meninas que matava as pessoas sem pena, a que tortura porque estava com vontade, a que mata o namorado que lhe ajudou durante anos, e a que...

–Rachel. Não.-implorou mais foi em vão.

–A que mata o pai do irmão.

As palavras de Rachel soaram altas e claras, Clint olhou para Andressa que respirava fundo de olhos fechados, parecia completamente aterrorizada. Então ele havia percebido que não era apenas os estupros que a assombravam.

–Tem certeza que eu que sou o monstro?

–Ele me machucava, você sabe, você sabe.-repetiu as palavras, ela gritava enquanto a loira apenas ria dela. Não tinha coragem de olhar para Clint, as imagens do pai de Clint morto lhe vinha a mente, ela ainda podia sentir o cheiro do sangue dele inundando o ar, ainda podia ver a própria imagem refletida no espelho, as roupas repletas de sangue e a faca, que havia usado para esfaquear o homem.

–Você fez uma cena horrível, Andressa. Foram quantas facadas mesmo? 21? Nossa. Seu pai estava completamente retalhado Clint. Posso dizer que... Bem, é melhor não comentar a cena, estava completamente horrível. Mas se isso te faz sentir melhor, os homens que matou, enquanto estava comigo e com Kevim eram todos culpados. Bem, talvez isso te deixe dormi em paz um pouco.

–Clint, por favor, me desculpa. Eu... Eu...-as palavras doíam na garganta. Ela ainda lembrava de tudo, exatamente tudo, de como o sangue era grosso, da imagem aterrorizante das tripas para fora, dela vomitando compulsivamente depois de ter assassinado o pai de Clint.-Eu não consegui parar. Eu não consegui

Clint não conseguia dizer nada, ainda estava pensando. Mas não culpava a irmã, ele tinha certeza de que se ela não tivesse o feito, talvez houvesse sido ele.

–Me desculpa, Andressa, mas eu precisei contar, simplesmente não aguentei o fato de ouvir você me chamando de monstro, sendo que o monstro da história é você. Uma assassina cruel e sem coração.

–Eu vou te matar.-a voz soou séria, e como promessa. Ela encarou Rachel que apenas riu, mas viu que a morena não brincava, viu que nos olhos dela havia apenas verdade.

–Faça isso. -mandou um beijo para a morena ainda rindo.-Mas agora preciso buscar algumas coisinhas, mas já volto. Me esperem.-disse irônica dando uma gargalhada, logo em seguida sumindo atrás deles.

–Consegui.-a morena disse assim que teve certeza de que não podiam ser ouvidos.-Consegui soltar as mãos.

–Estou quase lá.

–Vou tentar soltar os pés.

–Não, não, se ela voltar, e ver você se soltando...

–Ela não irá fazer nada, pois ela não vai ver.-Andressa já soltava os pés, assim que o irmão finalmente conseguiu livrar as mãos.

Agora o arqueiro tentava soltar as pernas que estavam presas na cadeira assim como as de Andressa, que agora soltava a ultima perna. Mas ele parou, assim que sentiu o tiro lhe atingir o braço, depois disso ele não viu mais nada.

Andressa parou assim que ouviu o baque oco do corpo do irmão assim que atingiu o chão. Ela olhou assustada, Clint tinha os olhos fechados, e seu braço sangrava.

–Clint.-Gritou pelo mesmo que continuou inconsciente no chão, frio, quase sem vida. Ela sentiu o coração bater mais forte assim que sentiu o cano da arma de Rachel contra a cabeça.-Você, você matou ele.

–Ainda não, mas vou matar.-agora a loira estava na frente de Andressa, que havia parado de soltar a ultima perna. Pensando oque fazer.

–Não se eu te matar primeiro.-antes de Rachel poder pensar nas palavras da morena. Andressa, agarrou as mãos da loira com firmeza, levantando da cadeira e dando um chute na barriga da loira com toda força que conseguiu, a loira caiu no chão largando a arma, Andressa não perdeu tempo e soltou a perna, quando viu que Jenny rastejada em busca da pistola que estava próxima a ela, não pensou por mais tempo, apenas se lançou em cima da loira, logo lhe dando um soco. Rachel empurrou a agente de cima dela, tentando levantar, mas sendo impedida por Andressa que lhe puxou a perna, e se pois em cima dela, sentando e prendendo as mãos da loira no joelho, que se debatia de forma descontrolada tentando se livrar.-Não devia ter feito isso.

–Devia ter te matado desde que te conheci.

–Devia mesmo.

–Mas vou fazer isso.

–Não vai não.-Andressa deu um soco no rosto de Jenny, logo outro, ela pode ouvir o estalo do osso do nariz da loira ser quebrado, mas não parou, continuou com todas as forças que tinha, parou assim que as mãos estava ensaguentadas e inchadas. Saiu de cima da mesma caindo no chão chorando, a mão doía, mas ela não parou ali, vasculhou a calça da loira e pegou um celular, pegou também a pistola que estava ao lado dela e andou até Clint, que continuava inconsciente no chão.-Clint. Clint. Fala comigo.-chamou sentado no chão, puxando o irmão para o colo.-por favor não faz isso comigo. Não me deixa sozinha.-sacudiu o rosto do mesmo, mas ele continuou inconsciente. Discou o numero do celular de Natasha que não atendeu só dava desligado, a mesma coisa o de Steve, tentou o de Bruce que mais uma vez foi em vão.-THOR. THOR.-gritou sem parar, até o ar faltar nos pulmões, mas ele não apareceu.

Foi então que pensou nele. Discou o número, e esperou, o telefone chamava, várias vezes, mas nada dele atender.

–Por favor, atende.

Alô.

–Jason. Jason, é você?

Andressa?

–Jason, por favor, por favor, me ajuda, Clint levou um tiro, está inconsciente, preciso de você aqui.

Aonde você está?

Ela parou para pensar, tentando lembrar o endereço, e acabou se lembrando que a base não ficava longe do galpão, esse era um dos motivos para ela saber da existência da shield, principalmente depois do ataque em NY, tido havia ficado mais fácil.

–30 km da base da Shield. Por favor, venham rápido, por favor.

Você está bem?

–Não importa, oque importa agora é Clint, ele está sangrando demais, venham rápido, tragam os médicos.-ela estava desesperada, não queria perde Clint, ele era a única família que lhe restava.

Tudo bem.–a ligação foi encerrada pela morena.

Olhando para trás em busca do corpo de Rachel, viu que ela não estava mais lá, ela havia sumido, havia pingos de sangue no chão, mas ela não se deu ao trabalho de averiguar, continuou ao lado de Clint, tirou a blusa que vestia a rasgando e amarrando um pedaço no braço do arqueiro, fazendo um torniquete, na tentativa de estancar o sangue, até os agentes chegarem. Haveria bastante tempo para acerta as contas com Rachel.

–Clint, acorda, por favor.-implorava enquanto tinha o irmão nos braços, os lábios dele estavam ficando roxos pela perda do sangue em excesso. Ela tinha os as mãos e os braços sujos pelo sangue dele.

–Andressa.-ele a chamou ainda de olhos fechados, a voz estava fraca, mas ela viu um pequeno sorriso se abrir nos lábios dele.-Você acabou com ela?

–Um pouco, mas não pense nisso agora.

–Estou bem, só foi um tiro.

–Não está, está perdendo muito sangue.-acariciou o rosto do mesmo que abriu os olhos ainda sorrindo.-Não morre por favor Clint. Por favor. Você é a minha única família.-ela agora chorava, não conseguia conter as lágrimas.

–Não vou morrer, só foi um tiro. — repetiu torcendo os lábios em um bico com desdém. Andressa deu um pequeno sorriso.-Não pode ficar nervosa, isso não faz bem para o bebê.

–Ele está bem.-riu assim que sentiu uma das mãos do arqueiro se juntando a dela.-Você disse que vai me ajudar a cuidar dele.

–Claro que vou, e irei mima-lo ou mima-la muito. Ela vai ser uma arqueirinha ou arqueirinho.-Os dois riram.

–Eles estão vindo.-sussurrou olhando pelo galpão assim que escutou barulho de carros e até mesmo de uma sirena ficando cada vez mais próxima.-Agora você vai ficar bem, você não vai morrer.-naquele momento Clint pode vê o comportamento infantil dela, ali ela era apenas uma criança com medo de perde alguém que amava, com medo de ficar mais uma vez sozinha, por conta própria.

Andressa.-ela conhecia a voz, era a de Natasha. sentiu uma onda de alivio a tomando.

–Aqui. Aqui em cima Naty.-gritou para que a ruiva pudesse escultar

Quando Natasha chegou aonde os dois estavam sorriu, se sentiu emocionada, e teve que se conter para não chorar.

–Tragam os médicos aqui.-Pediu assim que viu outros agentes se aproximarem.-Ei, Clint. Só foi um tiro, você vai ficar bem galã.-disse animada, assim que levavam o arqueiro para a ambulância. Viu Andressa de longe, ela abraçava o corpo, pelo frio, era véspera de natal e já começava a nevar aos poucos, a morena estava apenas de sutiã, quando Natasha se deu conta, estava olhando a barriga da morena, como estava diferente, e até mesmo um pouco oval, quase não se dava para notar.

Ela viu quando Jason se aproximou e estendeu o casaco para ela, pegou sem exitar, estava com frio, as pernas doíam, ainda estavam bambas pelos acontecimentos, a mão pulsava e estava inchada. Mas ela não ligou para a dor, apenas agradeceu o casaco a Jason e entrou na ambulância junto a Clint, que partiu em alta velocidade de volta para a shield.

...

ELE irá ficar bem, só perdeu muito sangue, mas tínhamos o sangue do mesmo tipo que o dele aqui na base. Agora só precisa descansar. Logo estará bem, fara fisioterapia, e logo voltará ao trabalho.

–Obrigado.-ela agradeceu ao médio, ele era um senhor, tinha os cabelos brancos, assim como a barba rala dele, os olhos eram azuis e bondosos.

–Tudo bem, mas agora precisamos cuidar desta mão não é mesmo? Pelo oque posso ver, seu pulso está aberto.-Pegou na mão da morena que deu um pequeno gemido.-É está aberto mesmo, venha comigo, te darei um remédio e colocarei uma tala.

...

A ruiva viu assim que ela saiu da sala do doutor, tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo desgrenhado, e a mão estava com uma tala. Caminhou até a morena que caminhava em passos largos para chegar até Clint novamente.

–Andressa.-chamou pela morena que a olhou de imediato.

–Sim Naty.-Ela respondeu não parando de andar.

–Você está bem.

–To.

–Precisa se limpar, ainda está suja de sangue.

–Preciso ver o Clint.-explicou não parando.

–Ele está bem, acabei de vim do quarto dele, está dormindo. Acho que ira ter alta hoje mesmo. Não há porque se preocupa. Sei que está preocupada, mas não precisa, Clint está bem. Agora venha comigo, por favor.-Segurou o braço da morena que parou a olhando.-Vamos, precisa se limpar.

–Tudo bem.-ela foram até o dormitório de Andressa que tinha na base, Natasha esperou a morena tomar banho e sair do quarto, ela tinha os olhos inchados pelo choro.

–Está com fome? Podemo ir até a cantina comer algo.

–Não, não estou com fome.-e não estava mesmo, ela não disse nada, mas só pensava em Tony, pensando se ele estava morto ou não, não sabia se podia confiar nas palavras de Rachel, por mais que dentro dela diziam que era verdade, que o moreno não havia morrido.

–Preciso lhe perguntar uma coisa.-Natasha começou, falou baixo e com cautela.

–Diga.-olhou para a ruiva e não precisou que ela falasse para ela saber oque ela queria perguntar.

–Você... Você está grávida?-perguntou por fim, Andressa se manteve em silêncio com o olhar distante, a ruiva viu quando as mãos dela foram em direção a barriga a acariciando.

–Sim.-disse apenas olhando a barriga, se Tony realmente estivesse morto, ali havia uma parte dele, dentro dela, e ela iria ama-lo, assim como amava Tony.

–Isso é... Nossa. -Natasha juntou as mão com a da morena.-Quando descobriu?

–Na noite em que eu e Clint voltamos de missão no Afeganistão. Nem tive tempo de contar a Tony. Vocês tem certeza de que... de que ele morreu?

–Não, Tony não morreu. Apenas está desaparecido, tentando encontrar o "vilão" da história por conta própria, Fury não quis interferi. Ele acha que Tony tem de fazer isso sozinho, não é uma ameça em potencial esse Mandarim sabe?

–Oque? Tony pode morrer, aquele cara é um louco sádico, que quer apenas tentar, impor as regras dele na América. Matou centenas de pessoas, e Fury não acha que ele é uma ameça em potencial? Tony está lá, se ele morrer. Ele é o pai do meu filho.-Andressa levantou exaltada andando de um lado para o outro dentro do minusculo dormitório.

–Não pode ficar nervosa.

–Que se dane o nervosismo Natasha. Eu preciso encontrar Tony. Ele pode morrer nas mãos desse cara. Preciso falar com Fury.-Saiu da sala praticamente correndo, Natasha foi atrás, não queria desacatar Fury, mas oque Andressa dizia fazia realmente sentido.

...

Fury.–ela entrou na sala como um furacão.

–Agente Andressa, porque não pediu licença para entrar?-Fury não negou a irritação, ele não gostava quando os agentes faziam oque bem intendiam, queria mate-los em rédea curta, mas ele via que os esforços por mais duros que fossem, Andressa não entraria na linha, não iria ser mais uma manipulada.

–Você tem que mandar agora um jato com agentes para aonde Tony está.

–O Stark esta bem, como ele sempre vive dizendo, não precisa da ajuda da Shield para nada, que na verdade aqui o caso é contrário, que nós que precisamos dele, pois ele quem patrocina as pesquisar aqui. Então porque tenho que fazer isso?-questionou juntando as mão uma na outra, demostrando indiferença.

–Ele pode morrer, você sabe que esse Mandarim é capaz de tudo, ele pode matar Tony, e ele não pode morrer. É o seu dever proteger quando estão em perigo.

–Já foi o meu dever, hoje em dia não é mais.

–É, e hoje em dia a única coisa que você faz é ficar com esse seu traseiro colado nesta cadeira atrás dessa porra de mesa, mandando agentes em missões absurdas, que você sabe que eles podem não voltar, que você pode destruir a vida deles e as de quem os ama. Mas você não liga, porque, afinal, você não tem uma família, e vive sozinho nessa porra de base, se sentindo foda por ser assim. Se sentindo foda, por matar as pessoas.-ela explodiu, Natasha andou até ela, a segurando pelo braço, mas a morena se desvencilhou das mãos da ruiva e continuou em frente ao moreno o encarando, vendo ele pensar nas palavras dela.

–Talvez as suas palavras sejam verdade. Eu realmente me sinto bem com o cargo que conquistei em torno de minha carreira como agente secreto.

–Não seja hipócrita, está mentindo.-viu o moreno se levantar da cadeira, mas se manteve firme, não estava com medo, sabia que dizia a verdade, mesmo que ela fosse forte demais, mesmo que magoasse Fury, mesmo que ela perdesse o emprego.-Nem mesmo o salário miserável que ganhava valeu a pena, pois no fim das contas você acabou machucado, fisicamente e emocionalmente, se tornando um homem frio que finge não sentir, que finge não se importar. Sei que se importa com Tony, então não faça isso, não o deixe morrer, pois agora ele tem uma família.-dessa vez a voz estava calma e baixa, ela colocou a mão com a tala sobre a barriga e viu o olhar de surpresa de Fury. Ele pegou o rádio que tinha em cima da mesa.

–Hills, preciso que prepare um jato, e rastreiem o paredeiro do Stark, coloque os melhorem agentes a bordo e mandem atrás deste imbecil auto-suficiente.

–Sim senhor.-a voz de Hills soou no rádio, era forte e decidida, como sempre.

–Obrigado.-Andressa agradeceu a Fury que não disse nada, apenas fitou ela e Natasha se retiram de sala. Quando ela finalmente desapareceram e ele ouviu a porta bater, sentou na cadeira, estava cansado, e sabia que tudo que a agente havia dito era verdade.

...

–Clint.–ela viu que o irmão estava acordado assim que entrou no quarto dele.

–Maninha, você está bem?

–To, mas preciso sair, vamos atrás de Tony, ele está vivo.

–Não pode Andressa. É muito perigoso enquanto ele estiver nas mãos daquele cara.

–Não vai me acontecer nada, fica tranquilo. Agora só descanse.

–Nada que eu diga irá te fazer mudar de ideia não é mesmo?

–Exato. Sou uma boba teimosa.-riu pequeno para ele e logo lhe beijou a testa, demoradamente.-Se mantenha vivo irmãozinho.-disse por fim saindo do quarto.

...

Era noite, a viagem duraria no máximo a 2 horas, já que o tempo não ajudava, nevava, pouco mais nevava, e isso atrapalhava o voo. Andressa estava sentada ao lado de Natasha, com as mão junto a da ruiva que a olhava com cumplicidade, sabia que a morena estava nervosa, devido as mãos fria dela.

–Ele está bem.

–Espero mesmo.

...

O jato não aterrissou, os agentes tiveram que descer por cordas. Mas assim que viram a imagem do local, da destruição se assustaram, havia fogo, muito fogo, por todos os lados e várias armaduras destruídas, em alguns cantos só pedaços, incendiados.

–Tony.-ela gritou em busca do moreno.-Tony.- não podia conter o desespero que se alastrava dentro dela de forma alarmante. Ela sentia o coro tremer pelo nervosismo, sentia o vento gélido no rosto, e os pequeno flocos de neve que caiam do céu a todo instante.-Tony.

...

Ele escultou a voz dela, era distante e cheia de medo, ele sabia que era a voz de Andressa, mas se perguntava a todo momento oque ela estava fazendo lá.

Desfez o abraço de Pepper, e a olhou nos olhos, a loira chorava e ainda estava distante com oque havia feito, ela havia matado o Mandarim, por Tony.

–Obrigado.-ele disse ainda a olhando.

–Obrigado você.

–Por ter te colocado nessa droga toda? Tudo bem, de nada.

–É não devia pedir obrigado, já que me deixou cair.

–Olha, isso é passado vamos esquecer okay.-Ele se calou assim que ouviu mais uma vez a voz da morena, estava mais próxima, ele olhou para trás e viu de longe a figura dela, que agora andava em passos largos em direção e ele.

Ele também andou até ela, ela sorria e chorava ao mesmo tempo, ele concluiu que eram lágrimas de felicidade por vê-lo, mas também, por ele está bem.

–Tony.-ela disse o abraçando com força, ele sentiu o baque dos corpos, teve que manter o equilíbrio para os dois não irem ao chão. Mas logo a abraçou com força também, como estava com saudades dela, do calor do corpo dela, do cheiro dela doce.-Você é um idiota.

–Eu sei. Mas eu te amo.

–Eu também te amo.-ainda abraçada a ele ela chorou, sentiu alivio por ve-lo bem, por ver que ele estava vivo.-Por favor, nunca mais me assuste dessa forma.

–Não posso garantir isso.-ainda ria quando viu os olhos dela, estavam com lágrimas, que escorriam pelo rosto.-Vai ficar tudo bem agora, acabou.

–Pensei que você tivesse morrido Tony.

–Não morri, acha mesmo que eu ia morrer e ia te deixar aqui sozinha? Não mesmo Andressa.-os rostos estavam próximos, as testas grudadas, quando ele grudou os lábios dos dois sentiu uma onda de calor tomar o corpo dele. Mas não parou o beijo, fez ao contrário, a beijou com mais vontade.

...

5 Dias Depois. NY-Torre Stark. 20:00 da noite (31 de Dezembro)


Eles estavam deitados na cama, haviam dormido o dia todo, Tony se manteve ao lado da morena, até porque sentia essa necessidade, principalmente depois de descobrir oque havia acontecido a ela, quando ele não estava.



Ela estava pensativa, ainda não havia contado a Tony sobre a gravidez, estava com medo da reação dele, mas ela havia decido que daquela noite não passava, afinal, era fim de ano, e eles iriam ter um motivo maior a comemorar. Sabia que o bebê estava bem, pois havia ido ao médico com Clint, eles riram assim que escultaram o coraçãozinho.



Tony levantou a deixando na cama, ela sentou respirando fundo se preparando para quando que ele voltasse falar.



Quando ele voltou viu ela em frente a janela, totalmente alheia. Estava apenas vestida com um casaco que batia no meio da coxas, e caiam de um lado do ombro, braco, os cabelos estavam soltos, como uma cascata escura ondulada. As mãos dela tocavam o vidro frio, lá fora chovia, um chuva fina e gélida. Sentiu a mão de Tony lhe tocar o ombro, virou lentamente o olhando.



–Você está bastante pensativa ultimamente.-ele falou estendendo uma taça de vinho para ela, que a pegou mais não tomou.-Não vai tomar?


–Não posso beber.


–Porque?

–É.-ela andou de um lado para o outro deixando a taça em cima do pequeno criado mudo que havia do lado da cama.-Bem.-ela respirou fundo, Tony se aproximou lentamente até ela, a encarando.

–Fale.

–Eu estou...

"Senhor Stark, desculpe interromper, mas o senhor tem visitas."

–Diga que não estou Jarvis, hoje é véspera de ano novo, será que não podem me dizer em paz nem na véspera, nem por um dia sequer?-disse frustrado, Andressa apenas riu por ver a irritação do mesmo.-Quem é?

"Me desculpe pela interrupção senhor, mas é a senhorita Potts, ela pediu para lhe avisar que precisa muito falar com o senhor. Que é um assunto urgente."

–Vá.-ela murmurou passando as mãos nos fios escuros dele e lhe beijando a boca que estava com o sabor saboroso do vinho.-Irei te esperar.

–Me conte oque quer falar.

–Não, vá resolver oque tem de ser feito. Teremos bastante tempo para eu lhe contar.

–Tudo bem, subo no máximo daqui a 10 minutos.-deu um selinho nela e caminhou até a porta ainda de mãos dadas a ela.-Eu te amo.

–Também te amo.-deu um pequeno sorriso soltando a mão dele que sumiu rapidamente no corredor entrando no elevador.

...

MEIA hora já havia se passado e Tony ainda não tinha voltado, Andressa achou estranho, mas resolveu esperar mais alguns minutos.

–Jarvis.

"Sim senhorita Andressa."

–Aonde Tony está? Está na torre ainda?-ela levantou indo até o elevador.

"Sim senhorita, o senhor Stark se encontra na sacada."

Ela achou estranho, Já que chovia, mas se lembrou que a sacada da torre não era totalmente descoberta.

–Pepper ainda está?-perguntou confusa, entrando na sala, assim que as portas do elevador se abriram.

"Sim senhorita."

–Obrigado Jarvis.

"Disponha senhorita."

Tudo estava em silêncio, ela viu Pepper, ela estava em pé com os braços cruzados, estava com um casaco vermelho grande e olhava para o chão, tinha a ponta do nariz vermelho, Andressa não soube distinguir se era pelo frio, ou porque talvez a loira houvesse chorado.

Ela andou mais um pouco e viu Tony, ele estava de costas, tinha uma mão na testa e a outra na cintura. Talvez as coisas fossem mais sérias do que ela estava pensando.

Continuou a se aproximar, em passos lentos, agarrou o corpo assim que sentiu o vento frio do lado de fora lhe atingir o corpo.

–Você tem certeza disso Pepper? Você tem certeza que isso não pode ser um engano.-ouviu a voz de Tony, ela não estava compreendendo a situação. Tony parecia nervoso demais.

–Tenho Tony, você viu o exame.

–Não pode ser, você não pode está grávida, Pepper.

–Grávida?-Andressa perguntou da porta da sacada, os dois a olharam assustados, talvez tivessem perdido a noção do tempo em que estavam naquela sacada.

–Andressa.-O moreno falou andando até ela.

–Ela está grávida? De um filho seu?

–Andressa, vamos conversa lá dentro.-ele a segurou pelos braços, na tentativa de leva-la de volta para dentro da torre. Tentativa que foi em vão.

–Ela está grávida de um filho seu?-repetiu a pergunta, se desvincilhando as mãos dele.-Me responde Tony.-Gritou com ele, que tampou o rosto com as mãos de forma nervosa.-Me conta.

–Sim.-fechou os olhos não conseguindo encarar a morena. Ela engoliu em seco, ficando em silêncio enquanto olhava Tony e Pepper.

–A quanto tempo?-deu um passo na direção de Pepper que a olhou com estranheza.-A quanto tempo está gravida?

–É, 2 meses e duas semanas.-respondeu olhando a morena rapidamente.

–Ai meu Deus.-tampou a boca com as mão. Ela tinha dois meses e três semanas de gestação.-Você ficou com ela, você me traiu depois de eu dizer que te amava?

–Andressa.-andou até ela.

–Não toque em mim, NÃO TOQUE EM MIM.–berrou empurrando as mãos de Tony para o lado.-Meu Deus, meu Deus.-falou sem parar passando as mãos no cabelo, andando de um lado para o outro.

–Andressa, aonde você vai?-Tony perguntou assim que viu ela entrar no elevador, ela não respondeu, ele correu mas as já era tarde, a postas já haviam se fechado. Viu que ela estava subindo.-Fique aqui.-disse para Pepper e subiu as escadas correndo.

...

–Eu vou cuidar de você, eu e seu tio Clint.-Ela falava com a barriga enquanto arrumava um pequena mala com as primeiras roupas que via pela frente, ela vestiu o jeans o mais rápido que pode e calçou o tênis rapidamente, escultou as batidas de Tony na porta mas não a abriu. Quando ela abriu a porta deu de cara com ele que a abraçou com força, enquanto ela tentava se livrar dele.

–Me perdoa, me perdoa. Eu te amo Andressa.

–ME AMA? TRANSANDO COM OUTRA MULHER, UMA MULHER QUE TE LARGOU QUANDO VOCÊ MAIS PRECISAVA? EU TENHO NOJO DE VOCÊS DOIS, E PRINCIPALMENTE NOJO DE VOCÊ, COMO EU PUDE DEIXAR VOCÊ ME TOCAR UM DIA, TENHO MAIS NOJO AINDA DE MIM, POR TER CAÍDO NESSE PAPO RIDÍCULO, COMO EU PUDE ACHAR QUE VOCÊ REALMENTE QUERIA FICAR COMIGO, COMO EU PUDE DEIXAR ME ENGANAR TÃO FÁCIL?-O empurrou contra a porta.

–Andressa.

–EU FUI COMPLETAMENTE HONESTA COM VOCÊ E VOCÊ ME FERROU TONY. VOCÊ ACABOU COMIGO, VOCÊ ACABOU COM A MINHA VIDA.

–Andressa.

–Eu te amo Tony.-murmurou se segurando nas paredes, as pernas tremiam.-Eu te amo.

–Eu também te amo. Você tem que confiar em mim.-segurou o rosto dela que chorava compulsivamente.

–VOCÊ ME FERROU, TONY, ME FERROU.

Ele não teve tempo de esquivar, o punho de Andressa o acertou em cheio, o levando ao chão. Ela não olhou para trás, pegou a mala e foi para o elevador.

...

Ele ainda estava em choque pelo soco que havia levado da morena, quando se deu conta que ela entrou no elevador e as portas se fecharam, ele levantou do chão correndo, o elevador descia, com certeza ela estava indo para o estacionamento. Ele desceu pelas escadas correndo, mas quando chegou no estacionamento ela já dirigia a B.M.W preta em alta velocidade, cantando pneus.

Entrou no Audi dele e se pôs a dirigir atrás dela, em alta velocidade.

...

–Ela iria contar hoje para Tony. Mas, me diz, porque não está com Steve?-Clint perguntou a ruiva, já que a mesma estava no apartamento dele em véspera de ano novo.

–Não tivemos uma briga. Steve não aceita quem eu sou, vive querendo me mudar, ele até chegou a mencionar sobre eu larga o emprego na Shield.- a ruiva disse revoltada, eles estavam na sala, bebiam vinho enquanto conversavam.

–Mas se você estiver disposta qual o problema nisso?

–Esse, eu não estou disposta, eu amo o meu emprego, pode não ser o melhor, nem sei se pode ser considerado realmente um emprego, mas eu não abriria mão dele. Sempre vivi assim, ele simplesmente tem de aceitar quem eu sou.

–Intendo. De uns dias para cá as coisas tem estado um loucura mesmo, mas...-deixou as palavras de lado assim que o celular tocou, ele viu que era Andressa, atendeu o aparelho enquanto andava em direção a pequena sacada do apartamento.-Então, o Stark reagiu bem a noticia?-perguntou animado.

"Clint."

–Andressa, oque aconteceu?-ele agarrou as grades da sacada com força, Natasha estava na sala, mas levantou assim que escultou o tom nervoso na voz do amigo.-Andressa, me diz oque aconteceu, por favor, porque está chorando?

"O Tony, Clint, O Tony, vai ter um filho com a Pepper."

–Oque?

"Ele me traiu. Me traiu."-a voz soava abafada pelo choro, ela mal podia ver a estrada, os olhos estavam embaçado pelas lágrimas que os ardia.

–Aonde você está?-ele tentou se manter calmo, mas ele sabia que a irmã estava mal.-tenta se manter calma, respira fundo.

"No carro."

–Dirija até o meu apartamento, irei te esperar na portaria. Se mantenha calma agora.

"Tudo bem."-Ela desligou a chamada e Clint saiu correndo do apartamento para chegar na portaria o mais rápido que conseguisse. Natasha correu junto dele, não sabia oque havia acontecido mas percebeu o tom nervoso na voz dele.

Clint esperou por minutos, olhava de um lado para o outro aflito, tentando vê a irmã, mas nada dela, viu no fim da rua a B.MW preta que ela sempre usava se aproximando, por um momento ele sentiu alivio, mas que não durou por muito tempo.

...

Ele tentava vezes e mais vezes ligar para a morena, mas o telefone apenas chamava, ele seguia ela desde a torre, em alta velocidade, estava nervoso, ela dirigia sem controle.

...

Pela velocidade que estava ela não pode vê quando o sinal fechou, o carro estava em alta velocidade que chegava a queimar o chão deixando para trás as marcas dos pneus, quando olhou para frente viu um carro parado na frente, desviou do mesmo rapidamente, avançando o sinal fechado.

O carro veio tão rápido em sua direção que ela não pode ver nada, apenas sentiu o baque forte e logo tudo ficou negro.

...

Clint viu quando o sinal, fechou, ele andou um pouco mais a frente, viu que Andressa não havia parado nem diminuído a velocidade. Viu quando ela desviou por pouco para não bater em um carro, assim avançando por causa da velocidade.

Ele escutou o som do freio que foram pisados até o fim, na tentativa de não acerta o carro a sua frente, mas foi em vão, o carro da irmã, foi acertado por outro em alta velocidade.

Ele pode ver o corpo dela ser arremessado de dentro do carro, para a rua molhada.

ANDRESSA.-gritou correndo até ela.

...

Tudo foi rápido demais, apenas o baque, o barulho irritante e o copo jogado no chão, Tony estacionou o Audi no meio da rua não se importando com nada, e correu em direção a morena jogada no chão.

O sangue dos ferimentos lhe cobriam o casaco branco que ela usava e ia se derramando em torno da rua. Abaixou até ela, que estava inconsciente.

–Andressa, Andressa, acorda por favor, Andressa. Por favor, não faz isso comigo.-pedia em desespero olhando a morena no chão.

–Andressa.-Clint ajoelhou ao lado dela. Verificou os batimentos dela, estavam fracos demais.-UMA AMBULÂNCIA, ALGUÉM CHAME UMA AMBULÂNCIA, POR FAVOR.-Tocou o rosto da irmã que estava frio, os lábios estavam ficando roxos. Viu quando ela abriu os olhos, estavam sem foco, olhando sem direção, imersos na dor.-Andressa. Vai ficar tudo bem.- ela deu um pequeno sorriso e tremeu, não conseguia sentir as mãos nem as pernas. Logo os olhos voltaram a fechar.-Não, Andressa, olha para mim, por favor, olha para mim, não feche os olhos.

–Eu te amo.-sussurrou e logo os olhos se fecharam.

–Não, não, não. Andressa, acorda, você não pode dormi, abre os olhos, Andressa.

–Ela morreu?-Tony perguntou num fio de voz, caindo sentado ao lado do corpo da morena. Clint não conseguiu responder, não conseguia tocar nela.

–ONDE ESTÁ A AMBULÂNCIA?-Clint gritou nervoso. Na rua um grupo de curiosos se amontoavam olhando toda a cena em baixo de tendas de lojas que ainda estavam abertas.

–Já está há caminho.-a ruiva respondeu.

–Ela morreu?-Tony voltou a perguntar.

–Não, está viva, o batimento está fraco demais, se a ambulância demorar muito não sei se será capaz de aguentar.-Natasha falou medindo o pulso da morena, estava fraco, ela quase não conseguia sentir mais.

A chuva continuava a cair, agora estava um pouco mais forte, a ambulância chegou, fizeram os primeiros socorros nela ali mesmo, no chão, logo a colocaram na maca e a levaram para dentro da ambulância e a levaram para o hospital, Natasha levou Clint para o mesmo, Tony também seguiu o carro deles e a ambulância.

Ela deu entrada na emergência, e foi direto para a sala de cirurgia.

...

Horas Depois.


O hospital estava vazio, deserto, mas o ar de morte continuava ali, os assombrando, os fazendo pensar no pior que poderia acontecer.



Natasha estava ao lado de Clint, que tinha os nervos a flor da pele, e só conseguia olhar para o chão. Steve, Catherine e Bruce estavam no local, a ruiva havia ligado para eles. Ela tentava se manter calma, mas, os pensamentos não a abandonavam, os pensamentos de que talvez Andressa não sobrevivesse. Os pensamentos de que talvez nunca mais pudesse a ver viva.



Tony estava sentado com as mãos cruzadas uma na outra, ele orava em silêncio, não sabia se fazia certo, mas pedia com todas as forças, que tinha. O capitão estava em silêncio ao lado de Natasha, com uma mão nas costas dela, a acariciando. Ela estava molhada assim como Clint e Tony, mas eles não se importavam. Bruce estava em pé ao lado de Catherine que estava chorando em silêncio. O ar era tenso, um dos piores, nada até agora havia sido informado a eles, Clint se sentia num campo escuro sem saber para onde, ir, sem saber a quem recorrer.



No fim do corredor, a porta da sala de cirurgia foi aberta, de lá saiu um médico com um uniforme verde, suado e com sangue, ele tirou a touca que usava com ódio, Clint sentia o coração bater mais forte mais forte a cada passo que o médico dava.



–Como ela está? Ela sobreviveu, não sobreviveu?-de pé ele perguntou sem rodeios, o médico ficou em silêncio durante alguns segundos.



–Nós fizemos o possível, ela está viva. Em estado grave. O acidente... Temo dizer que talvez ela não sobreviva.


–Meu Deus.-Catherine murmurou abraçando Bruce que respirava fundo.

–E o bebê? Como ele está?

Tony piscou algumas vezes, se perguntando que bebê.

–Bebê?-ele perguntou confuso.

–Sinto muito, mas, não conseguimos salva-lo.

–Meu Deus.-Clint passou as duas mãos sobre a cabeça.

–Sinto muito.-o médico voltou a repetir.

–Que bebê?-Tony perguntou novamente, levantando da cadeira que estava sentado.

–Ela estava grávida.-Natasha disse distante, ela lembrava do que a morena havia feito a dias atrás, de como ela enfrentou Fury para que ele mandassem agentes em busca de Tony, de como ela estava feliz com a gravidez mesmo com medo.

–Grávida? Ela não me contou.

–VOCÊ É UM MALDITO.-Clint disse acertando o rosto de Tony, que caiu por cima das cadeira, causando um grande tumulto no hospital.-EU LHE AVISEI PARA FICAR LONGE DELA, QUE VOCÊ IA FAZER MAL A ELA.-Puxou o moreno pela blusa lhe dando mais alguns socos. Tony não reagiu, perecia aceitar de bom grado, a verdade era que os socos que recebia, não chegavam nem perto na dor que ele estava sentindo em saber que Andressa estava grávida.

–Clint, já chega.-Steve segurou o arqueiro, que continuou a gritar insultos para Tony.

–SE ELA MORRER, EU JURO QUE TE MATO.-verbalizou, olhando Tony caído no chão com o rosto sangrando pelos socos, enquanto Steve o segurava para ele não bater mais em Tony.

Bruce foi até o moreno no chão e o ajudou a levantar, não sabia ainda oque havia acontecido em si, mas mesmo assim não gostava de ver o moreno daquela forma.

–NUNCA MAIS CHEGUE PERTO DELA.-Clint gritou enquanto Tony caminhava apoiado em Bruce para outro lugar.

...

2 DIAS DEPOIS.


Ela estava acordada assim que Clint entrou no quarto. O arqueiro tinha os olhos inchados, e parecia devastado.



–Clint.-o chamou fraco.



Os olhares se cruzaram, Clint chorou, andando até a irmã a abraçando. Ela o agarrou com força, ainda lembrava da ultima vez que viu o rosto dele antes de tudo ficar negro e ela acorda no hospital.



–Você, você está bem.-ele gaguejou beijando a testa dela, sentia o corpo tremer.-Eu pensei que fosse te perde para sempre Andressa.



–Meu bebê, meu bebê Clint.-mas o arqueiro se manteve em silêncio, ele simplesmente não conseguia dizer oque havia acontecido. Mas ela não precisou ouvir as palavras da boca dele para saber oque aconteceu, apenas sentiu ele a abraçar com mais força, e chorou nos braços dele.


...


3 MESES DEPOIS.


Três Meses havia se passado desde o acidente de Andressa. Assim que ela saiu do hospital ele conversou com ela sobre um clinica de repouso, ela concordou, não disse e nem fez nada que pudesse mudar a decisão dele.



Ela em momento algum, perguntou sobre Tony, não sabia nada sobre ele, até um dia que recebeu uma carta dele. Já que Clint pediu que não deixassem de forma alguma que ele entrasse na Clinica. Mas a carta, ela não abriu, rasgou em diversos pedaços e jogou na privada dando descarga, quando ela voltou ao quarto havia um pedaço com a palavra desculpa, ela jogou fora e voltou a arrumar as coisas, aquele seria o dia em que iria para o apartamento de Clint.



Não estava feliz, não tinha motivos, tudo que ela queria era o bebê que havia perdido.



Mas se manteve firme de dia, enquanto chorava toda noite antes de dormi.



Uma vez Clint entrou no quarto e a viu chorando.



–Eu não suporto mais isso, Clint.-ela disse chorando, abraçada ao irmão.


–Eu não sei mais oque posso fazer Andressa, me diga oque fazer.

–Me deixe ir embora, por favor, eu não posso mais ficar aqui.

–Não por favor, Andressa, você tem de ficar.

Mas uma vez ela não disse nada, apenas se calou e chorou mais uma vez nos braços do irmão até adormecer.

No dia seguinte, Clint chegou com um presente para a morena.

–Feche os olhos Andressa.-ele disse sorrindo, ela riu junto.

–Fale Clint.-disse um pouco animada.-Fale logo oque é, está me deixando curiosa.

–Pode entrar Natasha.-o arqueiro disse sorrindo ainda tampando os olhos da morena.- Se prepara, 1, 2, 3 e já.-ele disse destampando o rosto dela.

–Ai meu Deus, um cachorro.-ela disse pegando o labrador filhote que tinha um laço azul no pescoço, do colo de Natasha.-Que lindo, é pra mim?

–Sim, Claro. Sabe, me lembro de você quando era pequena, sempre quis ter um cachorro.

–Ai meu Deus, ele é lindo.-disse sorrindo enquanto o cachorro lhe lambia o rosto.

–Como vai chama-lo?-Natasha perguntou sentando no sofá, olhando a morena sentada no chão brincado com o filhote.

–Não sei, me ajudem.-pediu olhando a ruiva e Clint.

–Bem, que tal Michael?-Natasha sugeriu.

–Não, ele é um labrador, tem que ter um nome mais... Michael não combina com ele.-deu um sorriso olhando o cachorro que tentava se livrar do laço no pescoço.

–Que tal, um... Bart?-Clint sugeriu e fez uma cara feia.-Esquece, não combina com ele.

–Oque acham de Bob?-a morena perguntou enquanto tirava o laço do pescoço do filhote que tentava lhe morde o dedo em busca de brincadeira.

–É, Bob combina. Ele tem cara de Bob.

–Então está feito. Pequenininho.-pegou o cachorro nos braços.-Te batizo de Bob Barton.-ela riu junto a Clint e Natasha assim que o novo membro da família lhe lambeu o nariz.

...

1 MÊS DEPOIS.


Clint chegou no apartamento junto a Natasha, eles levavam pizza e sorvete para a morena, eles nos últimos meses ficavam juntos, a verdade era que todos eles ainda estavam superando os acontecimentos de meses, e sabiam que mais do que nunca, que Andressa precisava de amigos por perto.



–Andressa.-ele chamou assim que viu as luzes do apartamento apagadas. Ligou a luz da sala e caminhou até a cozinha, em busca da morena.-Andressa.-Chamou novamente, mas não obteve resposta.-Bob.-chamou o labrador, mas o cachorro também não apareceu. Ele deixou a pizza em cima da bancada e ficou pensando.



–Clint.-Natasha o chamou. Ele andou lentamente até a sala, quando viu a ruiva ela tinha um papel nas mãos.-Uma carta dela.-Entregou o papel ao mesmo, que deu um pequeno sorriso, ele sabia do que a carta se tratava.



Abriu o papel e começou a ler, para que Natasha pudesse ouvir.



"CLINT.



TENHO ESCRITO ESSA CARTA A DIAS, JÁ À MODIFIQUEI DIVERSAS VEZES, NA PRIMEIRA TENTATIVA, EU AINDA NÃO TINHA O BOB.

VOCÊ DEVE TER DADO FALTA DELE, É TROUXE ELE COMIGO, EU SIMPLESMENTE NÃO PUDE DEIXA-LO PARA TRÁS.

ME DESCULPE POR NÃO TER CORAGEM PARA ESTÁ AI, MAS EU SIMPLESMENTE NÃO IRIA AGUENTAR VER VOCÊ E TER DE PARTI.

ESPERO QUE ME INTENDA, EU AINDA NÃO ESTOU TÃO FORTE, PRECISO DE UM TEMPO, DE ESPAÇO PARA MIM.


NÃO AGUENTO MAIS ESTÁ AQUI E LEMBRAR DE TUDO OQUE ME ACONTECEU DURANTE ESSES ÚLTIMOS MESES. VÊ AS NOITES QUE VOCÊ PASSA SEM DORMI, POR ESTÁ PREOCUPADO COMIGO.


SÓ LHE PEÇO UMA COISA, POR FAVOR, NÃO VENHA ATRÁS DE MIM, SEI QUE IRÁ TENTAR ME ENCONTRAR, MAS NÃO FAÇA, POR FAVOR.

AGRADEÇA A TODOS, POR ESTAREM ESSE TEMPO TODO AO MEU LADO, ME AGUENTANDO, SEI QUE NÃO FOI FÁCIL, PRINCIPALMENTE QUANDO CHEGUEI. AGRADEÇA A NATY POR TUDO QUE TEM FEITO.

VOCÊ DEVE ESTÁ SE PERGUNTANDO SE UM DIA EU IREI VOLTAR... IREI, SÓ NÃO SEI QUANDO, ESPERO QUE INTENDA DO TEMPO QUE PRECISO.

FICA BEM, POR FAVOR. E NÃO CHORE, POIS NÃO ESTOU CHORANDO, LEMBRA QUE ME DISSE A ALGUNS DIAS ATRÁS? QUE GRANDES GAROTAS NÃO CHORAM?!

TE AMO MUITO MANINHO. "

Clint terminou a carta com um sorriso nos lábios, olhou Natasha que também ria.


–Ela precisava ir.-disse passando a mão no ombro de Clint que assentiu.



–Eu sei, só não quero que nada de ruim aconteça a ela.



–Não irá, ela vai ficar melhor longe.

–Tenho certeza que vai.


...


Dentro do táxi, ela observava a cidade antes de parti, o dia estava ensolarado, mas estranhamente dessa vez ela estava feliz, feliz por parti.

Bob, olhava pela janela, a cidade, com a língua para fora, ela ria acariciando o filhote, que a cada dia que passava crescia mais e mais.

Vamos recomeçar Bob.–ela disse sorrindo enquanto o táxi acelerava em direção ao aeroporto.

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Notas finais
Desculpem os erros, é que eu acabei de escrever o cap e vim posta.
Bem gente, está ai o ultimo cap de Secret.
Podem mandar as ameaças de morte, pois sei que querem matar.
Sei que também demorei a postar esse cap já que disse que iria posta-lo em meio a semana, mas não consegui terminar ele, porque estou muito ocupada, já que as aulas voltaram e eu tenho que estudar para o vestibular.
E sobre a continuação, não sei também quando vou posta-la, pois ainda tenho que criar a capa, já que eu mudei o nome dela de ultima hora e ainda tenho que escrever o cap, mas, só responderei os Reviews deixados nesse cap, assim que eu já tiver postado a outra, intendidas. (Bem, quem quiser ainda acompanhar é claro)
Bejuss e obrigado a todas que comentaram e recomendaram a fic.
Link da continuação: http://fanfiction.com.br/historia/404141/So_Far_Away
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