Second Love

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Heyyyyy tudo bem moçada?? Sorry, eu demorei pra postar neh? Maldade, deixar vocês na curiosidade assim! Mas consegui terminar o cap e tô postando aqui procês!
Finalmente vocês irão descobrir quem é Jason e o que Lauren fez... hihihihihi
Let's go baby!

Eu entrei ainda muito confuso com tudo aquilo. Então ele queria conversar?? Iria dizer que eu a havia perdido pra ele e que era tarde? Que eu não tinha mais nada a ver com ela e...

- sente-se. – ele cortou meus pensamentos. – você ama muito a Lauren, não ama?

Fiquei mudo. Eu ainda não sabia como decifrar a confusão dos meus sentimentos...

- eu preciso saber se você a ama de verdade, é sério. Eu preciso te contar algo muito importante, mas antes preciso saber o quão grande é o seu amor por ela.

- eu a amo sim, a amo mais que tudo no mundo. E o que você tem a ver com isso??

- Gerard... – ele deixou escapar um sorriso torto e antes mesmo que ele dissesse, eu já tinha percebido tudo. – Lauren é minha irmã.

Depois do choque e de ficar estático por um tempo indeterminado, voltei a Terra e Jason olhava sério pra mim.

- então... o que você pensou que eu...

- me desculpe, eu imaginei tantas coisas, eu... – eu estava era visivelmente constrangido. E feliz, muito feliz por descobrir a verdade.

- tudo bem, isso não importa agora.

- onde está Lauren? Eu preciso vê-la. – me levantei do sofá e ele pôs a mão em meu ombro, me fazendo sentar novamente.

- sente-se, Gerard. Eu disse que precisamos conversar. – de repente ele ficou sério de novo.

- então diga. Ela está bem??

O silêncio que durou um minuto por pouco não me deixou roxo de preocupação.

- ela... não está nada bem.

- o que houve??? Onde ela está??

- se acalme, ela não está aqui.

- onde...

- ela está no hospital. Ela teve uma crise.

- crise??

- Gerard, minha irmã tem leucemia.

- mas, o que...

- pelo jeito, ela escondeu isso de você também, não foi? Ela sempre detestou fazer quem ela ama sofrer. Ela me contou há pouco tempo e quase nunca me contava quando piorava. Quando nossos pais morreram, ela teve outra crise e...

- ela me disse que eles moravam em Los Angeles...

Ele abaixou a cabeça, constrangido.

- até hoje nós não conseguimos encontrar um doador, pois o tipo da doença que ela tem é muito raro. Ela estava bem, estava feliz com você. Ela me ligou mês passado e disse que tinha encontrado o homem perfeito, que a completava. Eu fiquei muito feliz por ela, depois dela ter sofrido tanto quando perdeu... – ele ficou em silêncio, perdido em lembranças.

- o quê...

- ela perdeu um bebê há alguns anos. – ele fez uma pausa e meu queixo caiu. — Ela estava grávida de um ex-namorado que a largou. Quando ele soube que ela estava grávida, ele fugiu sem deixar pistas. Mas por causa da doença, ela passava mal muitas vezes e... – ele se calou, abalado.

- eu sinto muito, eu... não sabia. Não sabia. – eu estava chocado. Chocado, essa era a palavra certa.

- ela não tocava nesse assunto com ninguém, nem comigo. Mas desde que ela se mudou pra New Jersey, ela resolveu seguir sua vida e construir um novo futuro. Ela virou professora e conheceu você.

- meu Deus... eu a amo tanto. – apoiei minha cabeça entre minhas mãos, tentando fugir do pesadelo real.

- você quer vê-la? Eu te levo ao hospital. Ela ficará feliz em ver você. Ela tentou falar com você e como não conseguiu, me pediu que ficasse aqui até você aparecer.

- claro... claro que quero. – me levantei do sofá, nervoso e ansioso. Jason levantou também e caminhou até a porta.

- vamos. O hospital não fica muito longe.

Entramos no carro de Jason e passamos a metade do caminho em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos.

Quando consegui me concentrar, resolvi fazer uma pergunta que me preocupava.

- Jason... – ele sinalizou com a cabeça para que eu continuasse. – você, como irmão dela, não pode ser doador?

- na verdade, Gerard, nós somos irmãos apenas por parte de pai. Minha mãe morreu quando eu ainda era bem pequeno e logo depois meu pai conheceu a mãe da Lauren e se casou. A Lauren nasceu pouco tempo depois, por isso nós somos tão unidos, já que fomos criados juntos e eu sempre considerei a mãe dela como minha mãe também. Infelizmente nós dois não temos nem o mesmo tipo sanguíneo, o que poderia ser uma chance, além de que o tipo sanguíneo dela é muito raro.

- então não pode ser de mais nenhum outro tipo?

- segundo os médicos, até pode. – eu senti minha pouca esperança escapar pelos meus dedos quando ouvi o porém. Sempre havia um porém... — mas é arriscado demais e se por acaso o outro tipo sanguíneo causar alguma rejeição...

Ele não precisou terminar a frase para que eu entendesse o que ele queria dizer com aquilo.

Chegamos no hospital e Jason me levou até o quarto onde Lauren estava adormecida. Ele nos deixou a sós e eu deixei uma lágrima cair ao me deparar com a mulher que amo, pálida e doente deitada naquela cama de hospital. Ela não parecia nada com aquela Lauren de alguns dias atrás, forte, sadia...

Segurei sua mão com delicadeza, fazendo o máximo para que ela não acordasse, mas foi em vão. Era como se ela tivesse sentido minha presença antes mesmo de tocá-la.

- Gerard... – ela pronunciou ao abrir os olhos com lentidão.

- oi meu amor. – eu sorri, com uma dor enorme no peito. – eu estou aqui.

- eu sabia que você viria.

- eu nunca irei te deixar sozinha. Nunca. – dizer aquilo era como uma promessa pessoal. Eu nunca mais duvidaria dela, disso eu tinha certeza.

- que bom que veio. – ela beijou minha mão com os lábios frios.

- por que você não me contou tudo? Por que me escondeu algo tão importante, Lauren? – eu tentava dizer sem engasgar.

- eu não queria te ver assim, como está agora. Eu não queria vê-lo sofrer por minha causa.

- e você achou que eu nunca iria descobrir? Estando ao seu lado para sempre? – meus olhos se encheram de lágrimas mais uma vez. A dor era muito forte...

- eu... me desculpe. Por favor, me desculpe.

Eu a abracei o mais forte que pude. Senti-la em meus braços novamente era a melhor sensação do mundo depois de tanto tempo sofrendo com a solidão e a amargura. Suas lágrimas quentes escorriam em seu rosto frio e secavam em minha camisa, misturando-se às minhas. Perdi a conta de quantas vezes beijei seu rosto, sua boca, tentando guardar comigo aquele gosto, aquele perfume, mais uma vez.

Conversamos mais um pouco até que eu resolvi deixá-la descansar. Ela estava fraca demais e acabou dormindo em meus braços, de um jeito bem diferente das últimas vezes...