Notas iniciais
E aí povo, como foi o Carnaval docês hein? O meu foi ótemooo... [ficar longe do trabalho é uma maravilha! =]
Tô precisando escrever mais fic... meus caps tão cabandu... =/

O dia amanheceu e acordei com Angela parada ao meu lado na cama. Ela me olhava sorrindo, com os olhinhos apertados como se prestasse muita atenção em alguma coisa.

- hey... bom dia, princesa.

- bom dia papai!

- o que está olhando?

- você.

- e o que eu tenho de interessante, senhorita Way?

- você parece bobo, papai.

- Bobo?? – fiz cara feia. – Não chame o papai de bobo, okay?

- quero dizer que seu rosto está diferente. Está mais alegre, papai. – eu não tive como ignorar o sorriso. Puxei seu corpinho frágil para cima da cama e comecei a sessão cócegas.

- bobo, hein? E o que acha disso agora, senhorita? – seus risos faziam bem ao meu ouvido. Eu amava aquela menina.

- papai! Papai! Eu preciso... ir... pra escola! – ela tentava dizer entre os risos.

De repente me lembrei. Opa!

- okay, vá se arrumar. Depressa!

Eu não podia me atrasar. Quero dizer, Angela não podia chegar atrasada na escola, não é mesmo?

Em menos de meia hora chegamos na porta da escola. As crianças ainda não haviam chegado e as únicas pessoas paradas em frente ao portão da escola éramos nós dois.

- papai?

- sim, minha anjinha.

- acho que chegamos muito cedo.

- é, parece que sim. – eu ri sem graça.

Alguns minutos se passaram e aos poucos as outras crianças iam chegando com seus pais. A coordenadora da escola apareceu e as crianças foram entrando. Percebi que eu ainda segurava a mão de Angela com força, como se a pobrezinha fosse fugir.

- papai, preciso ir pra sala.

- oh, okay filha. Dê um beijo no papai.

Ajoelhei para que ela ficasse à minha altura e ela me deu um beijinho no rosto.

- tchau papai! – ela saiu correndo antes mesmo que eu respondesse. Ah, essa menina!

Fiquei parado ali mais algum tempo, na esperança de encontrá-la pelo caminho como da outra vez, mas ela não apareceu.

A curiosidade (e a preocupação) apareceu e eu não pude deixar de saber quando vi a coordenadora fechando o portão. Eu precisava perguntar.

- bom dia, senhora Lovato.

- bom dia, senhor...

- Way. Gerard Way.

- o senhor é pai da Angela, certo?

- sim, senhora. – respondi com um sorriso torto.

- ela é um amor de menina. Muito esperta. – eu já sabia disso. – Mas o que o senhor deseja? Posso ajudá-lo em alguma coisa?

- eh... eu marquei uma reunião com a professora Lauren hoje de manhã, mas não consegui encontrá-la...

- ah, a senhorita Carter ligou comunicando que não viria à escola hoje.

- aconteceu alguma coisa com ela?? – pela minha cara de preocupação, era de se imaginar que havia algo mais do que uma simples conversa... – Digo, ela está bem?

- ela vai melhorar. Pelo jeito foi alguma intoxicação alimentar. – Meu queixo caiu.

- oh... a senhora... poderia me dar o endereço dela?

Vocês já podem imaginar qual foi a minha reação à essa notícia, certo? A pior possível, claro. E se ela estivesse mesmo doente?? Por minha culpa??

Eu precisava vê-la. Precisava pedir desculpas.

É claro que a senhora Lovato não acreditou na história da reunião, depois de tudo. Acho que meu rosto denunciou meu real interesse desde o primeiro momento, mas isso eu resolveria depois. Agora eu precisava ir até lá. Eu precisava, de verdade.