Second Chance Of Love
2 Capítulo 2; Doce voz.
Notas iniciais
Era segunda-feira à tarde, Finn acabara de terminar seu expediente na Oficina do Burt e já estava quase na hora de sua primeira aula no Glee Clube. Finn estava ansioso, porque seria a sua primeira aula como professor. Apressando-se trocou o seu macacão de mecânico por um suéter, colete e calças sociais, pegou a chave do carro, fechou a oficina e saiu em direção ao Mckinley.
Finn perambulou pelos corredores vazios em direção à sala do Glee. No caminho havia um bebedouro, ele se inclinou diante do bebedouro em frente ao auditório. Um pedaço de chiclete cor-de-rosa flutuava no ralo, mas ele o ignorou. Estava com sede, pois saiu as pressas da oficina e sua ansiedade deixava a garganta seca. Assim que o esguicho de água gelada tocou seus lábios, alguém começou a cantar. E a voz era linda. Ele se esqueceu de manter a boca aberta e a água espirrou no seu rosto.
Finn se levantou e secou o rosto, então andou em direção à porta aberta do auditório. Uma garota cantava uma música antiga, que soava incrivelmente bonita. Quem estava cantando daquele jeito? Parecia uma gravação. A voz era tão suave e harmoniosa. Finn se dirigiu à porta, silenciosamente, e entrou no auditório sem ser percebido.
No centro do palco, sozinha, estava uma garota cujo Finn nunca a tinha visto antes. Sua voz era mesmo bonita, Finn estava completamente enfeitiçado, observando os movimentos dela no palco, cantava como se estivesse pondo todos os seu sentimentos para fora, cantava com vontade e garra, como se estivesse desabafando, seus gritos, por mais altos que fossem, não desafinavam. Finn passou rápidos os olhos pelo auditório para ver se ela realmente cantava para alguém, mas ele estava vazio. Finn nunca sentira algo parecido desde a primeira vez que viu Rachel cantar. A garota desconhecida estava realmente bonita, e Finn não demorou a perceber isso. Normalmente seus pensamentos estavam voltados em chama-la para participar do Glee, mas naquele momento Finn só pensava em olha-la.
– She wants to go home, but nobody's home
That’s where she lies, broken inside
With no place to go, no place to go
To dry her eyes broken inside
— cantava a garota, estendendo sua mão. Parte de Finn queria alcançá-la e segurá-la. A garota cantava com tanta intensidade os versos daquela musica, que mais parecia um pedido de ajuda. Finn tremia por dentro enquanto a ouvia cantar; como se ele estivesse, absurdamente, se apaixonando com a sua voz.
A garota parou de cantar, mas a música pairava no ar como um eco.
Ela abriu os olhos. Imediatamente viu Finn, perto das escadas laterais que levavam ao palco, olhando para ela. Seu rosto estava suado, Finn ainda vidrado com a garota, não percebeu que a ela parara de cantar. A garota que até então não reconheceu quem estava a observando, só conseguia se pergunta por quanto tempo ele a olhava?
A garota olhou para Finn e notou que ele estava ali, com um olhar estranho no seu rosto como se... Achasse que ela era especial. A garota se assustou, desceu rapidamente os degraus do palco, e saiu correndo em direção a porta do auditório, ao passa por Finn a garota tropeçou em um dos degraus que levava a saída do local, Finn rapidamente segurou ela, mas por ter sido muito rápido, a garota acabou caindo por cima dele. Os dois ficaram se olhando sem nenhuma reação. Agora mais proximo dela, Finn pode perceber o quanto ela era bonita. Até que derrepente surge uma voz fria e rígida.
-Mas o que está acontecendo aki?
Os dois ainda um por cima do outro olham em direção a entrada do auditório. Logo se dão conta de que quem falara akilo tinha sido Sue.
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