Notas iniciais
Por favor, leiam as notas finais.

2 ANOS DEPOIS...

AEROPORTO INTERNACIONAL DE PARIS

Acho que estava olhando o relógio em meu pulso a cada segundo, pois eu estava perigosamente atrasado e aquela altura já estava impaciente porque a) eu odeio esperar em filas e b) quem demora tanto pra escolher um café?

– Qual é? É só café, não é a escolha de Sophia. Apenas escolha seu café e saia da fila. – eu disse em alto e bom som para uma idosa que estava empacando a fila de pedidos na Starbucks.

Alguns olhares de censura de voltaram para mim, que por já estar muito acostumado ignorei olhando novamente o relógio em meu pulso.

Levou um longo tempo até que a velhota se decidisse por um simples café expresso até que finalmente pude ser atendido. Saí correndo com o meu café em uma mão e minha passagem na outra até o portão de embarque do meu voo.

– Onde diabos você estava, Sebastian? – meu pai perguntou.

Eu, porém, me limitou a apenas levantar o dedo indicador verticalmente, pedindo um minuto. Levantei meu copo de café até minha boca preguiçosamente e dei a maior golada que pude no café.

– Hmm... – disse olhando para o copo. Então, muito calmamente, olhei para meu pai e falei: “Uma velha empacou na fila.”.

– E você não poderia ter deixado pra lá? Eles oferecem café no avião. – ele quase berrou. Está na cara do meu pai que a minha atitude o irritava, na verdade, grande parte das coisas que faço o irrita há algum tempo. Mas acredite em mim quando digo que eu trabalho duro para que as coisas sejam assim.

– A) Eu não funciono antes de tomar café e B) Comida de avião é um lixo. – falei indo em direção ao portão de embarque. – Nós não estávamos atrasados? Que tal se mexer e entrar naquele avião?

Por mais que eu possa parecer apático com a situação, eu estou, na verdade, muito feliz em voltar para a América. Mesmo que nós não vamos voltar para a minha cidade natal – o que era uma coisa boa, assim eu não terei que me lembrar de que um dia já tive uma família e era feliz com ela – mas dessa vez iremos para um novo lugar, uma cidadezinha chamada Lima no Estado de Ohio.

Eu gostaria de te contar que todo o tempo no voo foi um tempo útil e adorável em que pai e filho puderem se aproximar mais. Mas não foi. Pra ser sincero eu fiz questão de que minha poltrona fosse o mais distante possível da poltrona do meu pai. A relação entre nós é a mais fria possível. Sabe, eu não o trato como pai desde a Ação de Graças de 2009. Acredito que você saiba o motivo.

Após longas horas de voo, pude ver pela primeira vez o novo lugar que eu chamaria de lar, ou pelo menos tentaria. Particularmente eu nunca ouvi falar sobre a cidade de Lima até o dia em que meu pai disse que tinham oferecido um novo emprego para ele como promotor público em Ohio. Confesso que para mim a cidade parece exatamente com o que ela realmente é: Pacata. E isso me entedia.

Talvez você esteja familiarizado/a com o processo de uma mudança, mas caso não esteja há certos rituais que são feitos quando se muda para uma nova cidade. Você pesquisa e estuda suas melhores opções dentro das suas possibilidades, como em qual mercado fazer suas compras, qual é o ponto de ônibus mais próximo, onde fica a biblioteca municipal, melhores restaurantes e – no meu caso – os melhores points gay da cidade.

– Sei que o dia foi bem cansativo hoje então amanhã você não terá que ir a escola, tire o dia de folga. – meu pai apareceu na porta do meu novo quarto. A tentativa dele de ser legal comigo era lamentável. Quando ele anunciou que iríamos voltar para a América na verdade não foi tipo “Hey, sua opinião é importante para mim, o que você acha?” foi mais pra “Arrume suas malas, não há tempo para pegar o gato, é tarde demais para ele. Estamos partindo.”. Nós não temos um gato a propósito.

– Amanhã é sábado – disse sem tirar os olhos da tela de meu leptop.

– Bom então parece que você terá dois dias para descansar. – Sério, nós realmente estávamos tendo essa conversa?

– É. É o que parece... O domingo vem logo depois de sábado...

– Escute, Sebastian... – meu pai disse dando alguns passos para dentro do meu quarto que não parecia nada com um quarto e sim um depósito de caixas de papelão. Então ele continuou – Sei que essa coisa de mudança é difícil e que ter que fazer desse lugar o nosso lar pode levar algum tempo, mas nós vamos fazer isso juntos, como uma fam...

– Não se atreva a terminar essa frase – o interrompi agora olhando em seu rosto. – Você é a última pessoa desse mundo que pode dizer essa palavra. Eu no seu lugar teria medo de terminar essa palavra, é provável que você entre em combustão instantânea da mesma forma que um vampiro se queimaria ao tocar água benta.

Meu pai me encarou por alguns segundos antes de voltar a falar.

– Você é um homem diferente, Sebastian. – ele não desistia – Me enfrentando, defendendo o que acredita. Está mais confiante e audacioso, não ache que não percebo o quanto você está crescendo e amadurecendo. Eu estou orgulhoso.

Certo, agora ele está orgulhoso de mim.

– Orgulho, sério? – disse dando uma risadinha em tom sarcástico.

– Sim. E tenho certeza de que a Academia Dalton para garotos irá ajuda-lo a alcançar mais.

Okay. Se há alguma coisa que estou com grandes expectativas é essa tal de Academia Dalton. Porque a) é só para garotos e b) o mesmo motivo da letra A. Dei uma olhada no programa da escola e realmente parece ótimo, pode me garantir uma passagem de primeira classe para as melhores faculdades dos Estados Unidos.

– Então você veio até aqui pra falar o quanto eu sou homem e você estar orgulho por isso? – perguntei a ele.

– Na verdade vim te chamar porque a pizza chegou. – ele pareceu envergonhado com a minha pergunta.

– Não estou com fome agora, eu desço depois. – meu pai me olhou um pouco decepcionado e saiu.

Marquei em um papel uma lista de afazeres para o dia seguinte, realmente havia muito a ser feito em meu quarto. Levou cerca de uma hora para que meu pai caísse no sono o que aproveitei sabiamente para surrupiar a caixa de pizza morna sob a bancada da cozinha e uma lata de coca-cola. E foi assim que passei a primeira noite em Lima: enchendo a boca com pizza e coca assistindo a CW deitado no meu coxão de ar improvisado no chão. Sem qualquer glamour.

Acordei quando percebi certo movimento em meu quarto logo pela manhã.

– Mas que porra é essa? – acordei com três pessoas arrumando meu quarto.

Talvez eu tenha me esquecido de mencionado que nós nos mudamos pra uma pequena mansão e que aparentemente incluía uma porção de empregados trabalhando nela.

– Senhor Smythe, precisa levantar! Os rapazes já vão trazer o resto da mobília. – A mulher era baixinha e com certeza mexicana, o sotaque a denunciava.

– Quem são vocês? E o que diabos estão fazendo aqui? – Certo, eu não processo as coisas muito bem de manhã.

– Trabalhamos aqui, arrumamos a sua casa. Agora anda, anda, anda!

– Então agora tipo, vocês moram aqui também? – perguntei me levantando do cochão de ar.

– Não. Viremos das sete as três de segunda a sábado. – ela tava me levando pra a porta do meu quarto.

– Por que vocês não fizeram isso antes da gente chegar? – consegui pegar um suéter antes que ela me expulsasse.

– Por que nós chegaram um dia antecipados. – Quem me respondeu não foi a mulher, mas meu pai que estava do lado de fora do quarto. – Vamos tomar café?

Esfreguei minha cara com tanta informação logo de manhã.

– Não. Eu faço isso melhor sozinho. – coloquei meu suéter e segui em direção da saída.

– Nós precisamos conversar. – continuei andando sem dar ouvidos a ele. – Como é que você pretende chegar até uma cafeteria sendo que nem conhece a cidade?

– Fiz minha lição de casa. – peguei minhas chaves e saí.

– Seria mais prático se fosse com o seu carro. – ele estava me seguindo.

– Eu não tenho carro e nem idade para dirigir, então vou usar minhas pernas. Não parei para olha-lo

– Como disse, precisamos conversar. – Isso me fez parar e olhar para ele.

Sério? Ele vai tentar me comprar com um carro? Mas, você sabe, ou deveria saber que eu não sou idiota. Então acabamos indo no carro dele até uma cafeteria no centro da cidade.

– Esse café tá uma droga! – disse ao dar uma golada em meu café.

– Não é tão ruim assim. – ele disse colocando a sua xícara de lado. – Bom, o que eu queria dizer é que, você sabe meu filho, eu não sou um pai muito presente então farei o que posso. Dar esse carro a você quer dizer que confio no seu senso de realidade e que...

Eu vou te poupar desse monólogo chato e perturbador.

– Você está se esquecendo de que eu não tenho 16 anos ainda? Não posso ter uma carteira antes disso.

– Sebastian, nós agora não fazemos mais parte da orla de seres humanos comuns. – sim, ele disse isso. Calma aí que ainda tem mais. – Você agora é filho de um promotor público, eu trabalho para o estado agora e temos privilégios, garoto. – Ah aí estava ele, o homem prepotente que sempre conheci. Meu pai.

– Então você está dizendo que alguém te devia um favor e agora você conseguiu uma licença especial para eu dirigir?

– Um juiz na verdade. Só eles tem poder para conceder essas coisas. Como disse, não poderei ser muito presente de agora em diante... – existe um erro nessa sentença. Ele nunca foi presente. – ...e por isso quero que consiga ser independente nesse aspecto.

– Tá isso é legal. Mas, sério! Qual é daquela quantidade absurda de funcionários naquela casa?

– Como disse, somos outra coisa agora Sebastian, teremos vida de reis de agora em diante.

Ele estava falando como um vilão cafona dos anos 20. Mas quem se importa? Eu tenho um carro agora.

Aproveitei o resto do dia pra conhecer um pouco melhor a cidade que não era nada impressionante, para ser sincero.

Vi pela rua um grupo de cinco cheerleaders que me fizeram pensar o que levava garotas andarem com esses uniformes mesmo quando não precisavam torcer por seu time. Será que por usarem essas roupas por tempo demais agora é parte do corpo delas, tipo um sistema complexo vivo? Ou será que por usarem demais as roupas, a pele que deveria existir debaixo não existe mais, e agora o que segura os órgãos daquela parte em seus corpos é o uniforme?
O que será delas no dia em que a escola simplesmente acabar? Será que a taxa de suicídio de cheerleaders é grande após o termino da escola?

Apaguei esse assunto da minha cabeça e continuei andando a procura de alguns dos bares que havia encontrado na internet. Entrei em pelo menos três bares e eram todos bem caidinhos, o último não era grande coisa, mas ainda assim era um pouco melhor do que os anteriores. O nome é Scandals que pelo nome seria a mesma coisa que ter uma placa gigante em neon piscando “BAR GAY”, nada discreto e óbvio.

O bar tinha acabado de abrir por isso parecia meio deserto. Me sentei em um banco em frente ao bar, pedi uma dose de vodka.

– Carne nova! – um cara de pelo menos 23 anos sentou ao meu lado. – Posso me sentar aqui?

– Já sentou. – disse levando o copo de vodka a boca.

Ele riu.

– Isso é. – ele deu uma pausa antes de falar novamente. – Eu ia te oferecer uma bebida, mas to vendo que já está bebendo.

Olhei para ele. O cara tinha 1,80 mais ou menos, olhos azuis e cabelos ruivos, ele era bem malhado, mas não exageradamente. Tá o cara era gostoso.

– Me pagar uma bebida era um pretexto para puxar assunto, certo? – perguntei a ele.

– Bom, na verdade sim. – ele disse sorrindo passando a mão na própria nuca.

– Então... já estamos conversando. – dei um sorriso de canto de boca. Caramba esse homem vai ser meu!

– E qual é o seu nome?

– Sebastian Smythe – disse estendendo minha mão

– Oi, Sebastian Smythe. Eu sou Sadly Wilson. – disse apertando minha mão estendida.

– Então, como sabe que sou carne nova? – bebi mais um pouco da minha vodka.

– Eu sempre venho aqui e sei quem é frequenta o lugar. – isso pareceu envergonhá-lo um pouco

Ele estava certo de ficar com vergonha, porque isso era um pouco deprimente, mas ainda assim o cara é um tesão.

– Certo Sadly... – eu disse colocando minha mão na parte interna da coxa dele – O que um cara como você faz pra se divertir nessa cidade.

Ele nem sequer olhou para a minha mão. Continuamos com aquele joguinho por apenas dois ou três minutos até que ele me levou para o depósito do bar. O cara não estava brincando quando disse que sempre frequentava o lugar.

O beijo beirava ao frenético, nossas mãos deslizavam pelo corpo um do outro de forma firme sem deixar escapar nada como se nossas vidas dependessem daquilo. Conforme nos mexíamos a coxa dele criava pressão sobre meu pau que a essa altura já tava latejando e o mesmo acontecia com o pau dele na minha coxa.

Se houvesse um juiz do guinness book lá naquela hora com certeza Sadly e eu teríamos entrado para o livro dos recordes por tirar uma camisa no menor tempo já registrado na história da humanidade. Mas seriamos claramente desclassificados porque Sadly rasgou a minha.

– Tira esse caralho pra fora – ele disse entre os beijos. Como o ordenado tirei meu pau pra fora e ele seguiu meu gesto.

Duas coias que você possa querer saber: 1. Ruivos naturais tem os pelos pubianos ruivos também e 2. Aquela rola ia me causar grandes danos.

– Você vai me arregaçar desse jeito. – ele não parecia se importar.

– Então eu deixo você me foder primeiro. – ele disse descendo a calça e cueca até a metade das coxas. Sadly se reclinou de frente para a parede e apoiando seus braços nela deixando aquele rabo gostoso a minha disposição.

Cuspi no meu pau e no cu dele, passei a cabeça do meu pau a abertura e soquei pra dentro com pressão. Sadly era um pouco escandaloso demais ele gemia muito auto.

Soquei meu pau até gozar gostoso dentro do cu dele. Então era a minha vez.

Me encostei com a cara de frente para a parede com um braço entre minha testa e a parede. Sadly colocou uma mão em meu pescoço e a outra na minha cintura. A princípio a rola dele não conseguia entrar de jeito nenhuma, então ele deixou a gentileza de lado e forçou o quanto podia até entrar, o que me fez soltar um urro de dor. Ele mete gostoso, eu não vou negar, mas ainda tava dolorido.

Ele socava freneticamente no meu rabo, teve ter gozado umas duas vezes pelo menos quando alguém bateu na porta do depósito.

– Tem alguém aí? – alguém berrou do outro lado. – Parem com o quer que seja que estejam fazendo aí, estão espantando meus clientes. Saiam logo daí ou chamo a polícia!

Sadly levantou as calças e eu fiz o mesmo. Minha blusa estava arruinada então vesti meu suéter. Sadly segurou minha mão e sorriu para mim. Nos beijamos mais alguns segundos então ele disse:

– A gente se vê depois?

– Eu não contaria com isso. – ele ficou me encarando sem entender a informação que acabara de receber enquanto eu saia pelas portas do fundo do depósito.

Notas finais
Olá, você! Obrigado por ter chegado até aqui. Para um autor é muito importante saber a opinião de seus leitores, a fic vem tendo um grande acesso, porém ninguém deixou comentários. Se você, assim como eu, é um autor de fics, sabe como a interação é fundamental para dar fôlego. Agradeço a todos por estarem lendo.