Sebastian Smythe
26 Epílogo
Notas iniciais

Um ano depois...
Blaine e Sebastian desembarcam no aeroporto de Lima, onde de lá seguem para a Academia Dalton. Sebastian mostra para Blaine o que havia pedido que fosse feito na sala de coral e o nome que a sala levara. Blaine fica encantado com a surpresa.
– Isso significa renovação. – Sebastian diz. – Você tem mais história nessa academia do que eu gosta de admitir e visse-versa.
Blaine ri envergonhado. Sebastian o guia para entrada da sala.
– É interessante como a vida acontece. Anos atrás eu estava aqui, – Sebastian senta no braço do sofá mais distante da sala. – cuidando da minha vida. Planejando como ser o líder dos Warblers e então esse cara euro-asiático surge por essa porta e pronto. Eu estava rendido. Se eu pudesse voltar ao tempo, eu faria apenas uma coisa diferente.
– O que você faria de diferente? – Blaine assiste Sebastian com atenção.
– Bom, mas para isso eu precisaria voltar no tempo. Se não eu só pareceria um idiota nostálgico. Eu não posso voltar ao tempo, amor. – Sebastian o olha entristecido. – Mas eu posso recriá-lo.
Pelas portas adjacentes, a sala começa a se encher com os antigos membros dos Warblers, os mesmo presentes no dia que ambos se conheceram. Blaine se surpreende, a felicidade em ver seus antigos parceiros de coral é imensurável. Sebastian pega um blazer da Dalton sobre o sofá e o veste.
– Eu andaria até você enquanto os rapazes cantam. – Sebastian anda até Blaine enquanto os Warblers cantam Uptown Girl.
– Ao invés de parar na sua frente e pega-lo pelo braço para arrastá-lo para cantar conosco, dessa vez eu simplesmente me ajoelharia na sua frente. – ele diz se ajoelhando sobre um joelho. – Seguraria sua mão...
Sebastian segura sua mão, mas Blaine começa a lacrimejar mesmo tentando se segurar.
– Para o pedir em casamento. – Sebastian o olha fixamente e Blaine sustenta seu olhar. Dentro do blazer retiro uma caixa de anel. – Blaine Anderson, talvez tenha sido melhor que não tenhamos feito isso quando nos conhecemos, por que você me acharia louco. Mas agora que me conhece, sabe que o único tipo de loucura em mim é o “ser louco por você”. Você de várias maneiras foi um presente em minha vida, que não costumava ser muito incrível antes de estar com você. Eu te amo, Blaine Anderson. Você me daria a honra de se casar comigo?
– SIM! – Blaine exclama puxando Blaine pelos ombros o obrigando a se levantar. – Eu aceito, meu amor. Eu aceito!
A sala explode em palmas, Blaine e Sebastian demoram alguns longos minutos até que parem de se beijar e coloquem suas novas alianças.
Seis meses depois...
Seis meses depois, Blaine e Sebastian se casam em uma cerimônia apenas para amigos e familiares de Blaine. O relacionamento de Sebastian e seu pai com a nova família dele não é muito boa. Sebastian sabe que tem uma nova irmã, mas nunca a viu por causa das diferenças que tem com o pai, que não reagiu muito bem com o seu noivado com Blaine.
Blaine insiste que a lua de mel seja em Paris, contra sua vontade, Sebastian sede. Não é fácil para Sebastian voltar lá, mas Blaine se deleita com toda e cada vez que seu marido fala em francês. Nada deixa Sebastian mais feliz do que fazer Blaine feliz.
Três anos depois...
Sebastian e Blaine se mudam para a Califórnia, onde a carreira de Sebastian, como ator desponta. Blaine está em uma turnê pela Europa para divulgar seu novo álbum.
– Amor, eu estou meu nervoso. – Blaine diz encarando a tela de seu celular.
– Não precisa ficar, você fez isso umas mil vezes. – Sebastian diz sentado em frente do computador da casa. – Você vai destruir. No bom sentido.
– Queria que você estivesse aqui. – Blaine diz aflito.
– Você sabe, o por que não posso estar aí com você. – Sebastian diz tentando manter o controle e trazer o bom senso de volta a Blaine.
– Eu sei. – Blaine tenta se acalmar.
– E por que? – Sebastian insiste, sabe que Blaine vai voltar a si.
– Por que somos pais agora. – Blaine respira fundo.
– Exatamente. – Sebastian diz calmamente. – Por que somos pais agora, e a nossa Anne precisa de um de nós dois com ela em um lugar tranquilo. Certo?
– Certo. – Blaine volta a si.
– Eu te amo! – Sebastian confessa.
– Eu te amo! – Blaine sorri.
Dez anos depois...
– Amor, onde está abridor de garrafa? – Sebastian pergunta tentando se desvencilhar das crianças que correm ao seu redor sem que derrube a garrafa de vinho em suas mãos.
– Está aqui. – Blaine surge com o saca-rolhas em sua mão entregando a seu marido.
– Alex, Amber parem de correr! Vocês vão derrubar o seu padrinho. – o homem loiro sentado ao sofá na companhia de seu marido, Trevor, alerta seus filhos.
– Ta tudo bem, Andrew. – Sebastian diz conseguindo se desvencilhar de seus afilhados.
As crianças se dispersam ao serem distraídas por Thor, o cão golden retriever. Blaine e Sebastian se entreolham em um olhar de cumplicidade.
– Ainda bem que os nossos não são umas pestes – Sebastian sussurra para apenas Blaine o ouvir.
Blaine ri tentando disfarçar.
– A propósito, cadê os nossos? – Blaine olha a volta à procura de seus filhos.
– Arthur deve estar na cozinha roubando biscoitos, por que o vi se esgueirando para lá faz uns cinco minutos achando que ninguém estava o vendo. – Sebastian conta a Blaine rindo.
– E por que você não o impediu? Aqueles biscoitos são para todos. – Blaine olha em direção da cozinha.
– Amor, deixa o garoto. – Sebastian diz finalmente abrindo a garrafa de vinho e servindo algumas taças. – Essa é a aventura de Natal dele. Um dia, quando ele crescer, vai se lembrar do Natal em que ele conseguiu comer todos os biscoitos e ninguém o pegou.
Arthur, um garotinho de seis anos, de cabelos castanhos claros e olhos verdes claros sai da cozinha com o rosto sujo com cobertura verde e vermelha com farelos de biscoitos por toda a parte de sua roupa natalina. Ele passa pelos pais sem fazer barulho ou sequer piscar. Sebastian o observa em silêncio. A barriguinha do garoto está estufada de tanto que havia comido. Blaine ri em silêncio, mas sabe que não deveria fazer isso.
– Oi garotão. – Sebastian o cumprimenta.
– Oi. – o menino sorri para o pai.
– Está se divertindo?
O menino o responde balançando a cabeça positivamente e continua andando.
– Se ele tiver pesadelo a noite, é você que vai colocá-lo para dormir de novo. – Blaine diz a Sebastian.
– É justo. – Sebastian entrega uma taça de vinho para Blaine que a pega de bom grado.
– E a Anne? – Blaine pergunta dando uma grande golada em seu vinho.
– Ela ta brincando lá fora na neve. – Sebastian diz sabendo que Blaine brigaria.
– Busca ela, antes que ela fique doente. – Blaine não precisa pedir duas vezes para que Sebastian o obedeça.
A neve cai continuamente do lado de fora, o que outrora era rua, calçada e árvores, agora são apenas uma imensidão branca. Anne havia feito um lindo boneco de neve, mas não tem sua atenção voltada a ele e sim a um homem que conversa com ela. Sebastian não pode ver direito com tanta neve caindo.
– An!!! – Sebastian diz energético. – Se afaste da minha filha.
A figura olha para Sebastian, mas não se move. Sebastian se aproxima o mais rápido que a neve no chão o permite.
– Hey! Eu falei pra você se... – Sebastian se cala ao ver o rosto da pessoa. Um homem.
– Papai, ele disse que queria falar com você – Anne fala para o pai.
– An querida, vá para dentro que eu irei logo em seguida, tudo bem? – Sebastian pede a filha.
A garota obediente entra na casa sem fazer perguntas.
– O que está fazendo aqui? – Sebastian pergunta secamente.
– Você colocou o nome dela na garota... – o homem reflete.
– A garota é a minha filha e sim, Blaine e eu colocamos o nome da minha mãe nela. – Sebastian o encara furioso por estar ali. – Eu só vou repetir mais uma vez. O que está fazendo aqui?
– Acho que tenho o direito de visitar o meu filho no dia de Natal, não é mesmo? – Anthony diz.
– Você escolheu um péssimo dia para aparecer.
– Ao contrário. A data não podia ser mais oportuna. Natal é o dia em que passamos com a família. – o homem diz.
– Então deveria estar com a sua família. – Sebastian diz dando as costas para o homem.
– Ela me deixou. – Anthony diz alto para que o filho lhe ouça.
– Eu diria sinto muito, mas não sinto. Feliz Natal. – ele diz sem parar de andar.
– Claro que não e não é comigo que estou preocupado, é com a sua irmã.
Os passos de Sebastian diminuem, ao dar a meia volta ele vê dentro do carro do pai uma garota, sua meia irmã.
– Eu fracassei com você, eu sei disso. Fracassei como pai para você, mas essa garota não precisa passar pela mesma coisa que fiz você passar, filho. – Anthony diz, mas Sebastian o ignora por completo.
Sebastian anda até o carro e bate na vidro do carro, para que garota o abra.
– Oi – Sebastian diz.
– Oi – a menina que Sebastian nunca havia conhecido o cumprimenta. Ele não a conhece, mas tem compaixão por ela.
– Isso pode soar meio estranho, mas você sabe quem eu sou? – Sebastian tenta ser o mais amigável que consegue ser.
– Você é meu irmão. – a menina diz. Seus olhos estão inchados, provavelmente havia chorado por dias por causa da mãe. Sebastian já esteve em seu lugar antes, a mãe da garota deveria estar viva por aí enquanto a mãe dele não, mas ainda assim Sebastian consegue sentir empatia pela dor da menina.
– Isso, eu sou o seu irmão. – Sebastian esfrega as mãos por estarem congelando. – Olha, está muito frio aqui fora, será que você não gostaria de entrar e participar da ceia que meu marido fez? Ele é um cozinheiro de mão cheia.
A garota sorri abertamente para Sebastian.
– Você tem um marido? – ela solta risinhos.
– Eu tenho sim. – Sebastian afirma bondosamente.
– Isso é esquisito. – ela diz achando graça.
– Na verdade é mais normal do que você possa imaginar. – Sebastian sabe que ela não está falando por mau. – Você quer entrar?
A menina olha para o pai que os observa de longe.
– O papai pode ir com a gente também? – ela pergunta.
Sebastian respira fundo.
– Sim, ele pode. – ele diz pouco a vontade com aquilo.
A noite é harmoniosa e em todo canto da casa há felicidade, o antigo clube glee dos New Directions se reúne no centro da sala para cantar algumas canções inspiradoras de natal enquanto Blaine toca o piano. Sebastian e os outros adultos os observam e cantarolam juntos enquanto bebem gemada. As crianças tentam descobrir quais são os seus presentes sob a árvore de natal, mas Arthur afirma que todos são deles, por que noite passada ele colara adesivos com seu nome em todos os presentes sob a árvore. Thor dorme tranquilamente em frente a lareira que aquece a todos.
Sebastian Smythe nunca esteve tão feliz.
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