Seaweed Brain

13 Bessie chega para ajudar


Notas iniciais
Ficou pequeno porque eu estava sem criatividade.

O plano de Clarisse consistia em, basicamente, tocar o terror na festa. Com direito a pessoas bêbadas, Grover cantando (com sua nada bela voz), Rachel como animadora, Tyson quebrando tudo com seu bastão, Blackjack e Arco-Íris finalizando a bagunça correndo feito dois hipocampos drogas e muito doidões. Né que funcionou! Sally e Paul saíram correndo juntamente com metade dos convidados, os pais de Clarisse e alguns guardas da corte de Poseidon. Enquanto Grover cantava Poker Face e Rachel tentava fazer com que os peixes-pônei fizessem uma coreográfica sincronizada estilo ginástica olímpica, Percy e Clarisse conseguiram fugir em meio a bagunça. Eles nadaram parecendo tartarugas (para quem não sabe, tartarugas nadam MUITO rápido) até uma das saídas do reino, encontrando Chris, o namorado de Clarisse.

— Vocês conseguiram! – ele exclamou ao vê-los.

— É! Graças aos hipocampos e as músicas doidas de Grover! – disse Percy ofegante.

Clarisse nadou mais rápido ainda e beijou Chris, que colocou as mãos na cintura dela, enquanto ela massageava os cabelos dele que flutuavam por estarem debaixo d’água. Percy desviou o olhar por educação e o rosto de Annabeth lhe veio à mente, será que algum dia ele conseguiria beijá-la?

— E então gênia, mais alguma ideia? Escapamos do casamento por hoje. – disse Percy emburrado.

Eles interromperam o beijo e Clarisse o fuzilou com o olhar, antes que alguém pudesse dizer algo um mugido ecoou e eles olharam para fora do arrecife, um animal vinha nadando até eles, a parte da frente era uma vaca e a detrás era uma calda de peixe verde.

— Bessie! – exclamou Percy e Bessie lambeu o rosto dele. – Que saudades! Achei que você estivesse morrido!

— Ah... – Clarisse estava mais do que assustada com Bessie. – Você conhece esse... híbrido?

— Muuu! – disse Bessie.

— É a Bessie! Era o animal de estimação do meu tio Netuno, quando ele morreu papai tomou conta dele, então eu nasci e ele me deu Bessie de presente. Uns dias depois do aniversário de quatro anos do Tyson, Bessie sumiu. Papai disse que ela havia ido para o Elísios. – explicou Percy brincando com a vaca peixe.

— Pelo visto Bessie está bem viva. Pera, é macho ou fêmea? – disse Chris espantado.

— Mu! – exclamou Bessie.

— É macho, meu tio deu o nome de Ofiotalro, mas eu não sabia falar esse nome quando criança então comecei a chamá-la de Bessie! – riu Percy.

Clarisse e Chris se entreolharam segurando o riso.

— Então... o que Bessie faz aqui? – perguntou Chris mordendo a própria mão para não ter um ataque de riso.

— MU! – mugiu Bessie

— Eu não sei, nunca consegui realmente entender o que ela diz. – falou Percy.

Chris e Clarisse voltaram a se entreolharem, dessa vez com uma cara de “estamos perdidos”. Então Tyson os alcançou, o que surpreendeu todos porque Tyson, Rachel e Grover deveriam continuar tocando o terror na festa.

— Tyson o que você está fazendo aqui? – exclamou Percy.

— Eu ouvi... Bessie... – ele disse ofegante. – Ele me... chamou...

Os três sereianos franziram o cenho, confusos, Bessie mugiu de novo. Poseidon havia ido com seus melhores monstros matar Gaia e Anfitrite ficou feliz de não ter que ir ao casamento do nada querido enteado.

— Bessie disse... que a filha da rainha Atena está correndo risco de vida... – disse Tyson sem ar.

O coração de Percy ficou do tamanho de um grão de feijão, Annabeth estava em perigo. Ele não queria saber como arrumaria pernas, mas iria ajuda-la, nem que fosse a última coisa que fizesse.

— Como assim Annabeth está em perigo, Bessie? – perguntou Percy, nervoso.

— MU!

— Ela disse que o rei Ares a prendeu no penhasco, como sacrifício para Gaia, em mando da rainha Atena. – disse Tyson. – Gaia usou magia para se parecer com Poseidon e exigiu o sacrifício da menina, Bessie não sabe por que Gaia quer que Annabeth morra, mas está tentando jogar humanos contra os seres do mar de novo.

— E você tirou tudo isso de um simples “mu”? – perguntou Chris.

— Como assim: de novo? – estranhou Percy.

— Sério cara, alguma vez você prestou atenção nas aulas de história? – disse Chris.

— Esse ai?! – zombou Clarisse. – Ficava babando no caderno durante T-O-D-A-S as aulas! Se o Percy prestou atenção em ao menos uma aula, então já foi muito!

— Ha, ha, ha... – disse Percy sarcástico. – Hilário Clarisse!

— Mu. – respondeu Bessie.

— Ele disse que precisamos ir logo, o monstro que Gaia mandou para matar Annabeth está quase chegando lá. – traduziu Tyson.

— Lá onde Tyson? – exclamou Percy.

— Hum... acho que ela disse: penhasco. – disse Tyson coçando os cabelos castanhos.

— Acho que sei onde é! Não conseguirei nadar a tempo, é muito longe! – disse Percy.

— MU! – gritou Bessie.

— Bessie disse que pode ajudar, ele pode te levar lá. – sorriu Tyson. – Em tempo para salvar a filha da rainha Atena.

O coração de Percy bateu muito mais rápido do que quando ele estava correndo. Bessie deveria estar morto e ainda assim estava ali querendo lhe ajudar.

— Obrigado Bessie. – Percy montou nele. – Vamos.

— Percy, tome cuidado. – disse Tyson choroso.

— É cara, os humanos são perigosos. – disse Chris.

— Não digo pelos humanos, digo pela rainha Atena. – disse Tyson.

— O um olho está certo, ela não é uma boa pessoa. – disse Clarisse.

— Como é que você pode ter tanta certeza disso hein? – Percy questionou.

— Porque ao contrário de você Persiana, eu presto atenção nas aulas de história. – disse Clarisse se exibindo como sempre.

— Prometa que tomará cuidado Percy. – choramingou Tyson.

— Eu prometo grandão, juro pelo Estige. Tenho que ir, Annabeth precisa de mim. Tyson... se eu... se eu não consegui manter minha promessa... por favor, ajude Grover a se declarar para Juníper...

— A nossa prima Juníper? – estranhou Tyson.

— Sim, a nossa prima Juníper. Ele tem uma quedinha por ela, mas nunca tentou se declarar. – Percy quase riu. – E também... diga ao papai que lamento e diga a minha mãe que a amo muito.

— Você também me ama não é?

— Claro que amo, grandão. Amo você, Grover, Rachel... vocês são os melhores amigos que alguém poderia querer. – Percy forçou um sorriso.

— Tem certeza do que está fazendo Percy? – interrompeu Chris.

Percy inspirou fundo, arrumando coragem, ele sabia que estava nadando até a morte.

— É a Annabeth, Chris. Eu morreria por ela.

Com isso, Bessie disparou rumo à cidade de Atenas enquanto Tyson soluçava.

— Ele vai morrer. – disse Clarisse com um pouco de compaixão.

— Vai. – concordou Chris.

— PERCY! – Tyson gritou chorando. – Por quê?

— Por amor. – disse Clarisse olhando para Chris e segurando a mão dele. – O amor é capaz de tudo, Tyson. De absolutamente tudo. Muda as pessoas e revelam seu melhor lado.

— O rei Poseidon irá nos dizimar por termos ajudado o Percy. – disse Chris.

— Isso não importa, ele está indo atrás de quem ama. – disse Clarisse perdida em pensamentos.

— Clarisse, a valentona do colégio é romântica? – disse Tyson parando de soluçar.

— Se contar isso a alguém, sua alteza irá apanhar tanto que seu único olho irá se dividir em três, entendeu? – disse Clarisse durona.

— Sim senhora. – Tyson respondeu assustado.

“Boa sorte Persiana, seja lá quem for essa tal de Annabeth, ela tem sorte de ter alguém que é capaz de enfrentar dois mundos por ela.” Pensou Clarisse.

Notas finais
Sem o mínimo de cinco comentários/reviews, sem novos capítulos.