Seasons of Love
27 Everyone can see, nothing really matters to me.
–Finn-
Eu olhei para o Diretor Figgins como se ele fosse louco, nunca na minha vida eu iria confessar que o filho era meu.
_O filho é do Kurt, a Rachel é minha irmã postiça._ disse e Figgins sacudiu a cabeça.
_Fique tranquilo, eu não vou falar nada para ninguém. Eu vi você e Rachel de mãos dadas no shopping comprando o berço do bebê. Sua cara de bobo naquele dia, e a sua cara de muito bobo agora te entregaram. Eu me lembro que quando tive meu primeiro filho fiquei assim também. Não quero saber por qual motivo você e Rachel ficaram juntos e muito menos como ela terminou grávida, já que tenho certeza que você tem a ciência de quantas coisas ilegais tem nessa história toda, mas eu entendo que quando o amor chega, ele chega e pronto. Você está liberado por uma semana para ajudar sua namorada com seu filho, e Kurt também terá essa semana de folga para não levantar suspeitas._ Eu mal podia acreditar no que tinha ouvido, ele estava sendo muito legal comigo. Eu teria uma semana inteirinha para ficar com a minha família. Mal podia acreditar.
_Muito obrigada! E ela não é minha namorada não, é minha noiva._ Ele sorriu para mim e eu saí da sala.
–Rachel-
Acordei com Finn entrando no quarto, ele sorriu para mim e caminhou até minha cama.
_Meu amor, você não vai acreditar no que aconteceu!_ disse me contando tudo que tinha acontecido na sala de Figgins. Eu ri e Chris acordou chorando.
_Ele deve estar com fome, chama a enfermeira porque preciso dela aqui para dar a primeira mamada._ Finn assentiu e apertou o botão, em menos de 5 minutos a enfermeira chegou.
Eu estava dando de mamar pela primeira vez, era um momento mágico. Finn estava sentado ao meu lado sorrindo feito bobo.
_Acho tão linda essa relação de vocês._ a enfermeira disse e eu arregalei os olhos.
_Como assim?
_Minha irmã estuda lá na sua escola e ela me disse que você engravidou sem querer do seu amigo gay e que seu irmão aqui está te ajudando mais do que ele._ ela explicou e eu respirei mais aliviada olhando para Finn. _Como é o nome do bebê?
_Christopher Berry._ eu disse e Finn sacudiu a cabeça.
_Lindo o nome._ eu sorriu e terminei de amamentar Chris. A enfermeira saiu e Finn se levantou pegando o Chris no colo.
_O seu nome é Christopher Hudson, mamãe deve ter se confudido porque ela sabe muito bem disso._ ele disse e eu sorri.
_Você sabe muito bem que o Chris só vai poder ter seu sobrenome quando eu fizer 18 anos._ ele se sentou ao meu lado beijando meus lábios e fazendo carinho no nosso filho.
_Quando você fizer 18 anos quem vai ter meu sobrenome é você. Rachel Hudson, eu gosto._ eu ri, eu também gostava.
*4 meses depois*
Eu decidi voltar a escola para meu último mês de aula, eu queria muito formar com meus amigos. Finn ficou apreensivo, mas acabou por concordar quando Carole veio para tomar conta do Chris enquanto nós estávamos na escola.
Respirei fundo e entrei na minha sala, minha carteira continuava desocupada, me sentei e vi Santana chegar sorrindo.
_Hobbit!!! Nem acredito que você está de volta, essa escola estava um saco sem você aqui!_ eu sorri e me levantei a abraçando forte. Vi Jesse passar atrás de mim olhando para meu corpo. Eu ainda estava meio receosa em relação ao meu corpo, ele mudou um pouco depois da gravidez, como eu ainda estava amamentando meus seios continuavam grandes. Minha barriga já tinha voltado ao normal, mas a pele estava um pouco flácida, ainda não tinha tido coragem de dormir com Finn, nem de deixar ele me ver nua.
_Rachel, Rachel, você ficou com uma bundinha e umas pernas depois de ter seu bebê._ Jesse falou e eu ignorei o comentário, Santana o olhou com um olhar mortal. Ainda bem que Finn ainda não tinha entrado na sala. Quinn entrou logo em seguida e gargalhou.
_A baleiazinha voltou gente! Como está seu bastardo?_ respirei fundo e apenas sentei na cadeira. Finn entrou logo em seguida, glória a Deus.
–Finn-
Assim que entrei na sala percebi que Rachel não estava muito a vontade, eu sabia que isso ia acontecer, mas se ela queria formar com os amigos dela, esse era um direito que ela tinha.
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Na hora do intervalo fui até o refeitório e vi Santana com Chris nos braços. Kurt estava babando nele também, o que era normal já que todos achavam que ele era o pai. Eu caminhei até eles e Rachel sorriu quando me viu. Chris que já conseguia ficar sentado sozinho deu uma gargalhada quando me viu e esticou os bracinhos para que eu o pegasse. Realmente ele era a minha cara, mas tinha os olhos escuros feito os de Rachel. Eu o peguei no colo e ele encostou a cabeça no meu pescoço relaxando. Rachel sorriu, mas percebi que quase todas as pessoas na cafeteria estavam olhando para mim. Eu não podia dar bandeira, não agora. Entreguei Chris para Rachel e ele começou a chorar.
_Shhhh neném, tá tudo bem._ Rachel disse e ele continuou a chorar sentando no colo da mãe, olhando para mim com os bracinhos esticados. Me aproximei e peguei suas mãozinhas. Ele sacudiu a cabeça e pegou meu dedo colocando minha mão em cima da mão de Rachel que estava o abraçando para que ele não caísse de seu colo. Senti minhas bochechas corarem, mas o pior ainda estava por vir. Chris largou minha mão e puxou meu rosto pra perto do dele, eu o beijei e logo em seguida ele puxou meu rosto para o de Rachel, ele queria que eu a beijasse também, mas eu não podia fazer aquilo. Rach levantou o mais rápido que pôde e deu a desculpa que tinha que trocar a fralda de Chris.
Fiquei ali parado sem saber o que fazer e Santana se levantou para conversar comigo sobre um trabalho qualquer para que as outras pessoas parassem de prestar atenção em mim. Caminhamos até o corredor e eu entrei na minha sala o mais rápido que pude. Vi Rachel sentada na minha cadeira com o Chris chorando em seu colo e minha mãe ao lado dos dois. Ela não devia ter trazido o Chris para a escola de maneira nenhuma. Me aproximei de Rachel e ela olhou para mim com uma cara de desespero.
_Ele não para de chorar. Será que está com dor?_ perguntou e eu sacudi a cabeça. Peguei ele no meu colo e dei um selinho em Rachel.
_Garotão, você tem que se acalmar, a mamãe tem que estudar e o papai tem que trabalhar._ eu disse e Chris foi se acalmando aos poucos.
–narrador-
Do lado de fora da sala, com o ouvido encostado na porta, estava um Jesse St. James com o queixo caído. Finn era o pai do filho de Rachel?
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