Se fosse um filme

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Notas iniciais
Mais um para compensar haha Espero que gostem ! Bem-vindas novas leitoras *--* Se aprocheguem, não se acanhe!

"Quando você menos espera, a vida te surpreende e aquilo que você jamais imaginou que poderia acontecer, acontece."
(Keitty Sudre)

Quando saímos do aeroporto, Lissa mal podia conter sua emoção. Fiquei feliz por ela, pelo menos alguém estava se divertindo aqui. Chegamos ao hotel por volta das quatro horas da madrugada. O céu estava branco e eu cheguei a pensar que meu relógio estava tendo problema com o fuso horário, mas Yuri explicou que costumava amanhecer cedo por aqui no inverno.

O hotel era um verdadeiro luxo. Um jardim na frente, com fontes que jorravam água para um reservatório maior com luzes que deveriam fazer o maior show à noite.

Yuri nos deixou, alegando que precisava fazer algumas verificações, e nos encontraria mais tarde.

Lissa e eu dividimos o mesmo quarto. Pavel ficou em um quarto adjacente para que pudesse ficar com um olho em nós. O quarto era imenso e como todo o resto gritava dinheiro. Eu sorri com o pensamento. Meu pai com certeza já teria se hospedado aqui.

— Sabe Rose, a gente devia ir ver a catedral de Kazan mais tarde.

— Sério Liss? Com tanta coisa pra se ver, você pensa logo em igreja. Tenho certeza que são as mesmas que tem nos EUA. – provoquei.

— Não seja boba. – falou revirando os olhos com um sorriso. – As daqui são monumentos, são obras de arte de tempos que nós nem sonhávamos em nascer. – completou com uma expressão sonhadora. Ela sempre foi pirada nessas coisas da era medieval.

— Tudo bem. — falei jogando as mãos para cima em sinal de rendição. – Desde que você não comece com suas aulas de história e arquitetura clássica.

— Fechado. — disse com um sorriso maroto.

Acordamos sete horas mais tarde. Olhei com pesar para minha cama quentinha me chamando, enquanto Lissa literalmente me arrastava pra fora do quarto. Como prometido, Yuri nos aguardava no lobby para o café.

Fomos numa cafeteria próxima ao centro, perto de nossos pontos de visita. Como previsto, começamos pelas igrejas e tenho que admitir que elas eram realmente de tirar o fôlego. Depois, fomos para os palácios de mármore, de inverno. Eu já estava ficando tonta com tanta coisa. Lissa encontrou em Yuri um belo par para discutir sua "história clássica". Parei próximo à uma das fontes do jardim de Peterhof. Era a maior, a cascata enorme ia de encontro ao mar.

— É linda não é? — uma voz soou atrás de mim, com um forte sotaque, provocando arrepios em minha pele. É só o frio, eu decidi.

— É sim. — respondi sem nem olhar para o dono da voz, assustada com o efeito que tinha sobre mim. Era como uma melodia tocante.

— É um dos palácios mais antigos de St. Petersburgo. O principal do czar Pedro. — eu não via seu rosto, mas sua voz mostrava fascínio. Ele soava como Lissa. Seu sotaque era russo, percebi. Mas ele falava inglês. Como ele sabia que eu era americana?

— Impressionante como eles conseguem deixar tudo em perfeito estado. — ironizei, ignorando meus pensamentos loucos. Era verdade, em todos os lugares que estive tinham mais de 100 anos. E estavam todos impecáveis. Algumas das igrejas ainda eram usadas não só como museu, também realizavam missas.

Ele riu. — Nós valorizamos muito nosso patrimônio histórico.

— Notável. — eu disse.

— Rose , oh — Lissa tinha voltado e paralisou ao ver minha companhia. — É ..huh, devemos ir. — ela olhou desculpando-se. Eu revirei os olhos.

— Foi um prazer. — o cara desconhecido disse, e eu me permiti dar uma olhada nele. Eu paralizei.

Quando você sabe que conhece algo, tá ali na sua mente. Em algum lugar. Mas não consegue se lembrar. Era assim que eu me sentia. Eu jurava que conhecia aqueles olhos castanhos que agora me olhavam com um brilho estranho. Como se ele tivesse com... expectativa?!

— Rose, Rose! — Lissa puxou meu braço, com certeza não era a primeira vez que ela me chamava. Ela deu um risinho nervoso. – Vamos? Estão nos esperando.

— Oh sim, vamos. — senti meu rosto queimar. O que foi isso? Dei uma última olhada para ele. – Adeus.

Ele se aproximou, bem próximo. O que ele estava fazendo? — Do svidaniya Roza. — ele falou ao meu ouvido e tirou uma rosa vermelha. Hah? Olhei para trás, não tinha nenhuma roseira. Não havia nenhum tipo de flor plantada por perto. Só alguns arbustos e as diversas fontes espalhadas. E eu tinha certeza que ele não estava com ela na mão quando se aproximou. Ele piscou pra mim e se foi, deixando a rosa na minha mão.

— O que foi aquilo? — Lissa perguntou, enquanto íamos em direção á saída.

— Eu não sei. — respondi franzindo o cenho.

— Você praticamente babou nele. — ela falou perplexa e entusiasmada.

—O quê? Claro que não! Você viu o que ele fez com essa rosa?

Ela deu de ombros. – Ele gostou de você. Não acredito que você não pegou o número dele. — ela parecia exasperada, mas sorria. Eu sabia que ela estava achando graça de tudo.

— Hey, o que significa sidavay... aah esquece.

Ela riu ainda mais e nós entramos no carro.

Notas finais
Esse russo heein .. haha Será que Rose conhece ele? Ou é uma falsa memória? O próximo capítulo será maior, prometo. Do svidaniya ( até nosso próximo encontro ) XOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.