Se Puede Amar De Nuevo
27 Depois do Perigo
— é a polícia Vicente — Loreto fala assustado — o desgraçado chamou — ele arrasta Vicente para os fundos da casa — temos que sumir.
— o tiro não foi no garoto — fala desapontado — nunca errei o endereço da bala.
— deve ter a mesma sorte do idiota do pai.
— eu prometo que vou acabar com os dois um dia.
— mas agora temos que fugir Vicente.
Eles fogem e no mesmo momento a polícia entra na casa e encontra Alejandro em estado de choque junto a o tio e a Victor.
— rapaz você está bem? — se aproximando de Alejandro.
— meu pai tá vivo — mirava o vazio sem olhar o policial — não morreu.
— uma ambulância para os três homens — ele grita para os parceiros fora da casa — vai ficar tudo bem com você e com eles.
Horas depois no hospital Inês estava preocupada por não ter notícias dos homens da vida dela... Ana estava preocupada por Máximo e junto a amiga esperava notícias.
— parentes de Alejandro e Máximo Huerta? — pergunta o médico se aproximando
— eu sou mãe de Alejandro e irmã de Máximo — fala preocupada — como estão?
— o senhor Máximo acabou de acordar e quer falar com a senhorita — fica com uma feição preocupada — já seu filho teve um tipo de trauma psicológico por conta de tudo que passou no cativeiro.
— o que ele tem doutor? — fala preocupada — como ele está?
— o seu filho está sedado porque desde que chegou ao hospital gritava pelo pai dizendo que estava vivo.
— mas ele sabe que o pai morreu? Como isso é possível?
— um trauma forte pode deixar a pessoa confusa por um tempo e foi o que aconteceu a o seu filho.
— e o Victor? Como ele estar?
— ele está dormindo porque levou uma forte pancada na cabeça e precisou ser medicado depois dos curativos.
— eu quero ver o Máximo — o médico assente e a leva pro quarto a deixando sozinha com o irmão — você leva a sério as promessas Junior.
Ele sorri Ainda débil pela medicação e olha a irmã senta ao seu lado na cama.
— sou um homem de palavra irmanzinha — ele sorri ao ver a cara preocupada da irmã — eu tenho que te pedi perdão.
— por quase morrer e salvar meu filho? — ela passa a mão pelo rosto dele — você nunca foi tão irresponsável.
— sempre tem uma primeira vez Inês — sorri junto a irmã — mas foi o Victor que nos salvou de verdade.
— ele foi o grande herói do meu filho novamente — suspira triste — e seu também.
— e o Alejandro? Como ele está?
— sedado e muito assutado pelo que aconteceu com ele.
— foi terrível ver ele daquela forma todo amarrado e toda hora o Loreto falando que ia matar ele e o pai.
— mas o Victoriano ta morto.
— Inês — traga um pouco de saliva e fala preocupado — pó existir essa possibilidade — desvia o olhar do dela — antes só nosso pai morrer escutei uma conversa dele com outra pessoa em que ele dizia que o Victoriano estava vivo.
Inês fica pálida e logo depois perde os sentidos caindo por cima de Máximo.
— Inês acorda — balançava desesperado — Inês por Deus fala comigo — EI?!... SOCORRO... MÉDICO... ENFERMEIRA... ALGUÉM ME AJUDA...
Ninguém chegava e ele muito desesperado ao ver a irmã desacordada se levanta da cama e ajeita a irmã nela para ficar mais confortável e sai do quarto pra buscar ajuda.
No quarto Victor acabava de acordar e extranha o fato de um policial estar em seu quarto.
— que bom que o senhor acordou senhor Fernandes — ele se aproxima com um envelope — tenho algo que pertence a o senhor — entrega o envelope.
— de onde veio isso? — não entendia o que o policial estava fazendo em seu quarto e porque lhe entregou — o que é isso exatamente?
— isso é algo importante pro senhor — falou calmamente — pode mudar sua vida.
— eu não entendo, mas o que custa da uma olhada.
Ele abre o envelope e tira algumas folhas e começa a ler porem, nelas tinha algo que para ele foi como se voltasse ao passado se o seu presente finalmente recobrasse o passado perdido de forma tão brutal e cruel.
— eu vou dar licença porque já estive muito tempo aqui — ele se retira.
Victor não escutou o que o homem falou, porque na sua mente estava passando o filme do passado, aquilo que a mente tinha escondido tão bem, estava achado e ele tinha o que o coração dele já tinha confirmado:
— sou Victoriano Santos — coloca os papéis junto ao peito — pai de Alejandro, grande amor da vida da Inês — as lágrimas já desciam sem censura naquele momento ele sabia que a vida o colocou de volta no caminho que ele de forma violenta foi tirado — eu sou ele — olhava fixamente para o papel em suas mãos.
Ele já tinha a total certeza que era Victoriano e que Inês devia saber... ele rapidamente coloca sua roupa mesmo com a camisa melada um pouco de sangue e vai procurar Inês pelo hospital, perguntando por um Huerta ele acaba indo para no quarto de Alejandro.
— meu filho? — ele se aproxima com os batimentos cardíacos alterados — Ale?! — ao ver o filho tão grande, mas que naquela cama parecia tão frágil — me perdoa por não te ver nascer e crescer — as lágrimas caiam — perdoa teu pai meu menino — acariciando sua face com um olhar de encantamento.
— o que faz aqui Victor? — olhava ele perto de Alejandro — devia estar na cama.
— preciso falar com a Inês — estava angustiado — onde ela está Ana? Preciso falar algo urgente.
— no quarto de Máximo aqui do lado — olha como ele estava angustiado — é algo grave?
— algo que vai mudar a vida dos Huerta e Santos — da um beijo na testa dela e sai correndo até o quarto ao lado e encontra com o médico saindo — algo errado doutor?
— senhor Fernandes — sorri e o cumprimenta com um aperto de mão — lá dentro tem boas notícias, pode entrar.
Ele entra no quarto e vê que Máximo estava na cama e Inês parecia estar chorando no sofá.
— o que aconteceu Máximo?
— vocês precisam conversar — coloca um roby do hospital e sai do quarto.
— o que aconteceu Inês? — ele senta do lado dela — o que houve meu amor?
— você devia ta em repouso senhor Fernandes.
— devia, mas tenho algo muito importante pra falar — olha nos olhos dela — mas quero te ouvir primeiro morenita.
— to gravida Victor — já não conseguia segurar as lágrimas — você vai ser pai — da um sorriso tímido entre lagrimas.
— não sabe como está me fazendo o homem mais feliz do mundo pela segunda vez — coloca suas mãos no ventre dela — eu voltei pra vocês minha melodia — a olha e sorri — eu não morri, não fui eu que estava na cova de Victoriano Santos e sim outro homem.
— e todo esse tempo? Você sabia quem era?
— não sabia — fica pensativo — foram vinte anos no total esquecimento.
— Amnésia — ainda estava tentando entender — e nos encontramos vinte anos depois e me apaixonei por você de novo.
— eu vou ser pai pela segunda vez — segura o rosto dela entre as mãos — e estou com a mulher da minha vida e mãe dos meus filhos e a que escolhi amar eternamente — beija Inês apaixonadamente.
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