Scrios An Soul

12 Lados Opostos.


Notas iniciais
Mina-san, ai esta o novo capitulo...
Espero que gostem.

Lucy andava pela guilda, usando a capa negra, depois de ver sua equipe, sentia-se meio estranha, mas controlou-se. Ela andou atrás da azulada, ela estava fulminando, estavam as duas ali, num barco só com sua família, sua única família.

-Espere Levy... – chamou a loira com a voz baixa.

-Eu não quero ir... – diz a maga com a expressão franzida. – Não quero ir, estou muito irritada...

-Eu sei que não quer ir, mas não somos mais fortes? Somo-nos as Estrelas Negras Levy e Lucy, conseguimos como estes nomes... – Lucy murmurou fitando os olhos aveleiras. – Nos vamos conseguir, não somos mais as mesmas...

Levy fuzilou a loira, mas deu de ombros. Vira a fumaça ali, ele coçou a cabeça constrangida, sentindo a fúria de ambas.

-Yo, meninas... – diz ele sorrindo sedutoramente.

-O que quer de nos? – pergunta Levy sem rodeios.

-Que isso? E isso que pensar de mim... – diz ele fingindo este magoado.

-Kira, chegar de bajulação... – cortou Lucy com indiferença. – Você sempre e meio louco, mas quando esta com a voz ofendida, que algo de nos...

O mago sorriu largamente.

-Vocês me amam mesmo... – diz ele abraçando as duas.

Mesmo depois de tanto tempo juntos, como uma equipe, ele agia como um ser humano idiota que era, pensou Levy pelo ataque de Urso do Kira, que sorria com alegria, Lucy sentiu a sua emoção, ele gostava delas como suas irmãs.

-Bem, só um pedido formal... – diz ele sorrindo, recebendo olhares curiosos de ambas. –Quero que cuidem das meninas nesta lista, arrume-se, amanhã partimos para Soledar...

-Soledar não é uma cidade fantasma... – resmungou Lucy confusa.

-Por isso mesmo, fantasma... – repetiu a palavra da loira. – E perfeito para destruímos... Um lugar bem afastado, sem perigo nenhum...

-Ele esta certo, treinamento exigir isso... – diz Levy com a voz indiferente.

-Você achar? – indagar Lucy curiosa.

-Sim, nos precisamos de lugar grande e sem perigo... – diz Levy dando de ombros.

Lucy fitou Levy que não sorria só mantinha uma expressão indiferente no rosto pálido, ela suspirou formalidade não é? Pensou a loira com um suspiro. Era só isso, formalidades.

XXX

O sol já saia, mesmo ali, o lugar ganhou vida, todos com cara amassadas pelo sono e pela péssima noite que tiveram ali, naquele lugar, mesmo a noite, o lugar não parava, sempre com magos e magas saindo e entrando naquele lugar, além dos barulhos estranhos que ouviram, não podia reclamar. Ouviram gritos de dor, sabia que devia ser interrogatório, logo depois de tudo aquilo, Klaus os mandou para um lugar vazio, onde ninguém, ou nenhum mago fosse perturba-los. Raisu estava sentada, olhando tudo aquilo com estranheza, a ruiva vinha com uma grande quantidade de bagagens, tudo bem, era por três meses, mas aquilo era um exagero, pensou a morena olhando tudo, mesmo ali, tinha mais do que o necessário, mas não ia começar o dia assim, ia?

-Precisar de tudo isso? – indagar olhando a ruiva.

-Sim, gosto das minhas coisas... – diz a ruiva fitando a morena. – Me diga cadê o resto do seu pessoal?

Raisu ergueu a sobrancelha, normalmente ignoraria isso.

-Mas da metade já esta em Soledar, só precisamos esperar o Kira... – diz ela com indiferença. – E o Jellal, seremos-nos que cuidaremos de vocês...

-Nos não somos bebes sua maldita... – diz Natsu com empolgado.

Raisu olhou cética ele, por que não o deixara morrer? Mas sorri friamente, o moreno ao seu lado, fixou os olhos nela, ela não respondeu o olhar, mas viu que cada pessoa tinha uma pergunta para si?

-Podemos fazer perguntas, Raisu-san... –pigarreou Jura olhando-a de cima a baixo.

Ela fitou o mago, e deu de ombros.

-Desde quando esta na guilda? Quero dizer? – pergunta a mulher de cabelos rosa fitando.

-Nove anos... – diz com a voz distante.

-Satoru e mesmo seu irmão? – pergunta Jura serio.

Ela ergueu o olhar, e suspiraram, eles era parte da missão, pensou ela com cautela.

-Sim, ele e meu irmão velho... – resmungou com a voz baixa. – E o que tem isso?

-Nada não... – diz o mago encabulado com a frieza dela. – Você conheceu como o Jellal?

-Na prisão... – diz ela cética.

Gray olhou o rosto dela, levemente franzida. Ela olhou para ele, seus olhos castanhos insondáveis, não era normal, pensou consigo mesma. As perguntas vinham, ela respondia secamente a todos ate que os dois magos estavam ali, Kira aproximou-se com sorriso alegre, atrás vinha o outro que olhou Raisu com desculpas pela demora, ela olhou atentamente o rosto de ambos, havia discutido com alguém, ela tentou imaginar, mas foi logo informada.

-Teremos alguns problemas com Yume e Yuri... – diz Kira coçando a cabeça, seus olhos vermelhos na morena. – Yume esta mais sádica que o de costume... Yuri disse que quer arrancar a minha cabeça.

Ela sorri secamente para ele, rindo internamente da careta dele.

-Eu já previa isso. – suspirou com falsa surpresa. – Essas duas serão difíceis de controlar...

-O que esta havendo? – indagar o loiro olhando-a.

-Nada que seja do seu interesse... – diz Kira com sorriso largo. – Desculpe-me Lattes... Mas são as regras...

Lattes? Ela tentou se lembrar de onde havia visto esse sobrenome, mas não ligou muito, talvez fosse de revistas que constante estavam sem sua mesa, mas duvidava disso, não tinha certeza disso. Mas ela martelou em sua cabeça, seus olhos sondando aquele homem, que lera com facilidade, Jellal pegou em seu ombro, enquanto ela voltou-se surpresa, estava muito distraída.

-Parece que teremos ótimos magos Rank-A... – diz calmamente, mas Raisu ergueu a sobrancelha confusa, como assim?

Jellal sorri amargo, ela fechou a expressão, o que havia Jellal? Erza olhava os dois que se encaravam, percebia minimamente que Jellal e ela eram íntimos ao que parecia. Ela levantou-se e olhou todos.

-Vamos logo, temos que usar nosso tempo a favor de vocês... – diz Kira olhando o céu, parecia mesmo um dia normal. – Venham conosco, pessoal...

Jellal estava ao lado de Raisu, olhando o céu.

-O que houver? – pergunta sem rodeios.

-Parece que seu irmão esta atrás de você... – diz ele calmo, mas preocupação tingiu a sua voz. – Não deve sair da Guilda...

Ela olhou para o mago com a expressão incrédula.

-Quem lhe mandou dizer isso? – pergunta com a voz baixa.

Ele riu realmente ela não caia nisso, mas era ele quem dizia.

-Não seja desconfiada... – diz ele pegando no rosto com as mãos.

Ela desviou do toque, e deu um sorriso duro, e voltou para o lado de Kira. Jellal olhava as costas dela, percebendo a irritação contida da maga, que salvara da escuridão, que dera a ele um mínimo de esperanças. Erza olhava Jellal atentamente, seus olhos analisando tal situação, ele tinha um sorriso triste e amargo no rosto, ela estava com leve irritação, talvez irritada com ele, a ruiva não parava de pensar sobre isso, Jellal, o que houver entre vocês? Aquilo martelava freneticamente em sua cabeça, mas viu o olhar de Jellal em si, ele olhava intensamente, e aproximou do lado da maga, manteve-se indiferente aquilo tudo, mas ela estava inquieta. Kira explicou o básico de algo que nenhum deles sabia o poder de tele transporte, todos receberam treinamento básico na guilda, mas poucas pessoas foram escolhidas para serem treinadas por Akemi Masuda.

-Nossa adorada Raisu e um deles... Poucas pessoas se tornaram aprendizes de Akemi-san... – diz Kira olhando atentamente à maga que não exibiu nenhuma emoção.

-Hm... – fora a única coisa que a jovem esboçara.

Jellal deu um leve sorriso, mas controlador.

-Akemi Masuda? Eu não tenho registros dela? – diz Hibiki olhando todos atentamente.

-E não os terá... – diz Kira coçando a cabeça. – Vamos logo, já falei o essencial.

Raisu o olhara serio, mas fixou os olhos nas próprias mãos, iam ser longos três meses com eles, pensou ela em sua cabeça, tentando pensar rapidamente, a fumaça tomou o local, os magos sumido com expectativa.

XXX

Cidade de Ônibus, Fiore.

O céu estava nublado, a chuva caia finamente sobre a cidade, dando um ar mais frio e sombrio para o lugar em especial. Lá estava ele, seus olhos azuis fixos nos papeis a sua frente, sobre a Destruição de Fiore, o chá borbulhava a sua frente, arranhou os dentes num sorriso ao ver a mulher ali, seus cabelos negros caiam e olhos castanhos o olhavam com interesse reprimido. Ela vestia uma roupa normalmente excêntrica, coloridas, seus olhos faiscando para o homem que olhava com interesse, seus olhos olhando os azuis com raiva.

-Esta ficando louco, Satoru? – a indagação era rude.

Ele ergueu a sobrancelha em divertimento, criaturinha idiota.

-Já esta mostrando as asinhas Selena... – diz ele rindo, irônica carregou a expressão usada. – Não seja tola de me chamar de louco, o único que pode fazer isso e Bruce...

Ela olhou incrédula, como aquele homem podia ser tão lindo ao mesmo tempo um idiota? Pensou, mas ela viu o divertimento de Satoru, ele usava uma habitual camisa branca e calças, dando um ar um tanto angelical para o assassino sangue frio que ele era.

-Mas me diga, por quê? Quer tanto a cabeça de sua irmã? – pergunta exaltada.

-Minha irmã e meu problema... – diz calmamente.

Ela olhou o homem a sua frente, e olhou a foto emoldurada com carinho ou ódio, pensou com ironia da jovem que se encontrava na foto, ela não era parecida a não a palidez excessiva. Seus olhos castanhos ingênuos e olhos azuis sagazes não se pareciam, como aquele homem podia ter uma irmã como ela? Selena tentava encontrar uma resposta plausível, para ficar atrás dessa garota, era uma garota na foto, mas pensou bem, mulher, assassina Raisu Senju.

-Não e só seu problema... – retrucou com raiva. – Satoru e a nossa missão que esta em risco... Não ouse botar tudo a perder, Sho-san não gostara.

-E o que aquele idiota sabe? – pergunta olhando de canto. – Pelo que eu saiba, ele quer a minha morte a qualquer custo...

Ela olhou incrédula, como aquele demônio sabia?

-Eu tenho as minhas fontes... – diz ele rindo, uma risada irônica. – Tentando passar a perna em Satoru, o Demônio das Trevas, Selena acha que deveria ser piadista...

Ela ficou vermelha de raiva, e avançou, mas antes que chegasse perto dele, sentiu algo vindo dele, e olhou com raiva, ódio e fúria, como aquele homem podia ser tão irritante? A pergunta vinha a mil em sua cabeça.

-Idiota... – resmungou sentando-se.

-Idiota? Não sou idiota... Selena eu sou o demônio, minha linda irmãzinha sofreu com isso... – diz ele sadicamente, riu da própria lembrança.

Selena engoliu a seco, aquele homem era insano. Ela andou pelo pequeno quarto, e depois suspirou longamente, a mulher saiu, não queria esta ali, ele começou a pensar, como não matará ela? A pergunta que fazia todas as noites, mesmo depois de nove anos, não sabia a resposta correta, amava, mas o ódio o consumiu, seus olhos olharam intensamente a foto, pegou a foto, a menina ali sorria doce e amavelmente, ele como sempre era diferente, sagaz e irônico, ambos diferentes, não havia nenhum tipo de ligação entre eles a não se o cabelo ou a palidez que ambos exibíamos naquela foto, os olhos diferentes, mas ao mesmo tempo com aquela sensação, queria ver esses olhos de novo, os castanhos chocolates que sorria doce para foto, mas ele morrera quando tortura-la ate quase ate a morte ao seu bel prazer, sorriu com isso.

Passado, nove anos atrás.

Ela olhava para ele, surpresa, os cabelos caiam sobre os olhos, enquanto o tapa ainda doía sobre a face estapeada com tal precisão, ele sorria sadicamente para ela. Ela segurou-se ali, seus olhos arregalados, os infantis e odiosos olhos ali, olhando para ele.

-Por quê? – ela diz levantando, os olhos castanhos fitando pálida.

Fazia um mês, ele odiava, pegou pelo braço, era fino e macio, ele a colocou contra a arvore, ela bateu forte a cabeça, e as caretas davam mais prazer ele. Ele viu a expressão ainda em choque, menina estupida, o pensou com malicia rindo da menina que agora estava em seu aperto de ferro, como era frágil a favorita de Asga, amarrou com todo o cuidado, e sacou algo de dentro das vestes. Ele segurou a faca próxima ao corpo infantil, mas bem desenvolvido, os olhos castanhos o olhavam assustada, ela estava deliciando ele com esse a olhar.

-Satoru... Satoru... O que esta fazendo? – ele a viu engolir a seco, seus olhos com as lagrimas, o rosto já bem marcado.

-Eu estou fazendo justiça... – ele riu levemente, sagaz.

Ela tentou se libertar, mas levou um chute certeiro na barriga, ela sentiu dor, mas acertou um chute em seu irmão com toda a sua força, o sangue brotou dos lábios dele, ele acertou um soco, ela sentiu o gosto de sangue, cuspiu e tossiu com dificuldade, o grito saiu de seus lábios.

-Para... – choramingou, ele não tinha mais alma, pensou alarmada. – Satoru o que houver?

-Eu te odeio... – ele diz acertando golpe nela, ela gritou, ele estava sendo cruel.

Ela sentiu a cabeça dolorida, viu o frasco enche-se de sangue, o seu sangue, como ele podia fazer isso? Pensou horrorizada. Mas a tortura continuar, ele acertou mais uma vez em sua barriga, contraiu-se com a dor, foi jogada no chão. Ele riu, e deixou ali, sangrando para morrer ate a morte.

-Espero mesmo que eu morra... – sussurrou, sabendo que ele ouviria.

-Eu espero tudo, irmãzinha, mas sua morte será uma gloria... – diz ele rindo, ela deixou o topo tomar a sua mente.

Era a sua sina, sua amargura, ele queria a morta. A chuva começou a cair finamente sobre ela, o sangue despiu sobre o solo, à mente apagar.

-Raisu, logo te matarei... – diz ele rindo levemente de si mesmo, pensando em mil formas de mata-la como uma mera distração para a sua cabeça.

Era só uma deliciosa e cruel vingança, pensou ele rindo, mas olhou a foto, porque a deixara viva? Isso não tinha resposta.

Notas finais
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