Scrios An Soul
31 Eu vou mata-la, por que eu te amo...
Pov. Satoru.
Bufei com os pensamentos nada coerentes com isso.
Inferno! Maldição!
Eu odiava isso, minhas dúvidas sobre a minha irmã. Eu devia odiá-la, mas eu odiava não é? Bufei ao perceber esse pensamento errante em minha mente, como diabos eu posso pensar nisso? Eu não entendia, a nove anos atrás eu quis matar, mas eu...
Eu a amava.
Eu a amava?
Mas... Eu vou mata-la, por que eu a amava. Eu apenas passei a mão na maça do meu rosto, enquanto massageei o local em tensão com isso, inferno! Eu deveria está louco, resmunguei palavrões – irritado com isso, sou assassino cruel procurando em muitos lugares fora de Fiore, um deles era Regulus, bufei com a possibilidade de não matar Raisu, mas que diabos? Que pensamentos eram aqueles – enquanto mordi o meu lábio inferior com raiva de mim mesmo, por esses pensamentos insanos...
Mas eu a amo de verdade.
Eu bufei com isso, como diabos essa dúvida foi parar na minha mente? Maldita seja Raisu, apenas estava confuso, mas que diabos era tudo isso? Como? Durante os últimos dez anos eu apenas desejei a morte dela, porra? Diabos, inferno! Praguejei para mim mesmo com isso, era difícil vê-la sem sentir aquilo...
Mas ama-la era mais fácil, eu olhei para o lado, irritado, mas senti que aquilo era verdade...
Eu sabia que sim, mas agora, era tarde de alguma forma.
Eu a amava.
Aquele pensamento idiota repetiu-se em minha mente...
Diabos!
Mas do que tudo, enquanto observava o rosto dela que estava com marcas e cuidava, por que ainda fazia aquilo? Suspirei derrotado com esses pensamentos idiotas, dentre todas as mulheres tinha se justo ela, a garota que eu queria matar e dá de bandeja ao meu mestre, ótimo! Bufei olhando o rosto todo cortado pela maldita Yukino, enquanto limpei os lábios dela, apenas fitei a marca da guilda dela irritado, Diabos! Mas que merda, eu estava sendo coagido a isso.
Eu apenas revirei os olhos novamente com os pensamentos de um adolescente apaixonado que eu não era, naquele momento eu era apenas uma ferramenta de destruição usada por outra pessoa, Sho bufava irritado enquanto limpava os ferimentos de Lucy, mas minha irmã estava em pior estado...
Maldita Yukino!
Eu odiava – apenas peguei suas mechas escuras e sorri meio tenso com isso, observando os cabelos castanhos escuros que com os passos dos anos se tonrram maiores e mais bonitos – mas que inferno, eu amava, eu sabia disso, mas como? Eu apenas bufei novamente com isso, maldita Raisu! Maldita seja por isso.
Eu a amava.
Eu repetir isso em minha mente durante aqueles anos todos, mas ignorei por muito tempo, diabos! Eu precisava parar com isso, eu ia mata-la e dá-la para Zeref como provar de minha lealdade, mas demônios sejam esses que teimam com a minha missão...
Eu a amava.
Era errado, amar a sua irmã? Perguntei aquilo quando tinha 11 anos para Asga, malditos seja o meu pai, mas diabos? Eu sabia que ela não era minha irmã de sangue, mas aquele maldito dragão, ele a fez acredita que éramos realmente irmãos de sangue, por isso, aquela garota, ou melhor, mulher...
Por isso Asga me fez odiar a minha irmã, ou não irmã, eu amava não como minha irmã, não somos irmãos de verdade, ela só era uma mulher para mim, percebi os cortes e ferimentos dela, estavam abertos...
Maldita Yukino!
Praguejei contra aquela maldita que queimava nos quintos dos infernos assim como eu quando morrer, nem acreditava muito nisso. Apenas bufei, enquanto apenas limpei...
Estava com medo de sua reação, sua morte era a única escolha que eu tinha...
Eu a amava.
Eu não podia...
Ama-la daquele jeito, mas eu odiava não é?
-Eu vou mata-la, por que eu te amo... irmãzinha.
Sussurrei em seu ouvido. Eu rir para mim mesmo, eu sabia da verdade, eu e ela não eram realmente irmãos, bufei ao pensar que Asga mentira para ela, mas qual o problema dele? Por que mentir sobre nós, por que diabos eu que sou irmão dela de mentira tiver que fazer tudo isso? Questionei-me, mas apenas bufei, estava agindo como um adolescente apaixonado que eu não era novamente... Não pensei muito nisso, enquanto limpei o corte na perna dela – eu a amava mais do que tudo – depois de tantos anos, pensei que tinha arrancando o coração de mim, mas não, eu amava, eu me lembrava da primeira vez que a vi diferente... Porque depois de todo esse tempo... Eu ainda sentia algo forte, impuro segundo o maldito Asga, mas eu queria mais do que tudo, mas nunca poderia tê-la ao meu lado, nunca, eu a amava, enquanto ouvir sua voz soou rouca, rouca e suavemente preocupada, preocupada demais...
-Jellal...
Maldito! Filha da mãe! Porra mas que diabos aquele maldito ainda têm com ela! Será que eles eram amantes? Eu observava seu rosto se retorcesse numa careta, enquanto suavizou-se com um leve vinco em sua testa, eu sabia o significado, ela estava em dúvida.
-Gray...
Outro nome soou em sua voz suave, mas aquele nome havia um pouco mais de tensa, era apenas um choramingo dela, eu apenas apertei os punhos em fúria, como? Por que logo esses malditos? Filha de uma puta! Porra, eles tinha o coração dela!
Nunca pense nisso, Satoru, ela não lhe pertence...
Eu apenas dei um meio sorriso com isso, era a pura verdade que eu não podia tê-la, enquanto eu voltei aquele dia macabro, o dia que ela começou me odiar... Eu sorri irônico, enquanto pensei em mil formas naquilo – cuidei do ferimento dela, enquanto olhava para o rosto pálido, inferno! Eu a amava, mas que diabos? Voltei aquele dia, aquele dia... Em que a minha irmãzinha – de criação – começara realmente de me odiar...
Eu a amava.
Apenas bufei com isso, tentei ao máximo não pensar nisso, diabos! Foi quando ela abriu os olhos – deu um sorriso macabro para ela – ela ofegou para mim, seus olhos castanhos fixos nos meus olhos azuis.
-Ora, ora... Finalmente acordou, irmãzinha.
-Satoru...
A voz dela soou como um farfalhar em meus ouvidos, enquanto mexi nos cabelos dela, ela gemeu, seus olhos fixos em mim, ela olhou freneticamente ao redor, talvez tensa.
-Seja mais receptiva... Irmã.
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