Scream! Welcome To The Game.

15 Capítulo 14 - [Beyond] atrás de você.


Notas iniciais
Olá! ^^ Estou sem a minha queria beta, então perdoem os erros. ): Capítulo dedicado a Lady May Phantomhive pela recomendação maravilhosa e por me ajudar a ter uma boa inspiração para o Lemon com a música Killers do Iron Maiden. :3 E inclusive, o título do capítulo foi uma brincadeirinha com uma parte da música. rs. E obrigada a todas as leitoras que estão acompanhando! Vi que ganhei algumas mais novas, então sejam Bem-vindas! Narração: Beyond. Boa Leitura!

Capítulo 14 — [ Beyond ] atrás de você.

“Em casa... Casa? Estou passando bem no meio de uma contradição ridícula; parte de mim queria ir embora daquele cubículo pequeno. A outra parte de mim queria ficar lá, mesmo ouvindo toda aquela baixaria, pois eu sabia o que iria acontecer assim que nós voltássemos para o galpão. Minhas feridas ainda não tinham cicatrizado. Dos pontos que levei quase todos ainda sangravam um pouco. Vivenciar tudo aquilo de novo. Tenho certeza de que não vai ser igual... Vai ser pior. As mãos dele me tocando. Suas unhas me arranhando. As lâminas geladas rasgando minha pele e o principal: O par de olhos famintos que implorarão pela tortura. Será que vou passar por isso até padecer acidentalmente? Aqui? Nesse lugar? Talvez eu jamais seja salvo. Então que assim seja. Esperar aflito... Pela morte...?”

Neve fria. Manhã nublada. Caminhávamos nós três até a enorme porta de cor gasta e acinzentada. A excitação já escorria pelos meus poros em forma de suor gelado.

— O que fazemos agora? – Hayato perguntou enquanto tirava o casaco.

— Esperamos.

— Por quanto tempo?

— Você é muito apressado!

— Eu sou apressado? Tem certeza? – com uma das sobrancelhas arqueadas em uma expressão sexy ele se aproximou de mim.

— Essa é a sua hora de ir. – recuei até a porta e a empurrei para o lado. Uma lufada de vento atingiu minha nuca e que junto ao meu suor me causou um arrepio.

Hayato sorriu. Gesticulei com as mãos insistindo em sua saída. Ele suspirou, olhando Near com repulsa.

— Parece que você tem coisas melhores para fazer.

— Ótimo! Que bom que você percebeu isso. – minha voz sarcástica o fez fechar os olhos.

E sem dizer mais nada ele pegou o casaco e se dirigiu até a porta. Sem se virar ele suspirou um “Me ligue assim que puder”, mas interpretei outras palavras que ele gostaria de ter falado. “Me ligue assim que puder... Ou assim que se sentir carente o suficiente de uma noite de puro sexo carnal sem contratempos e privações”. Não que noites como essa não me agradem, mas fazer esse jogo duro só aumenta o desejo. Near foge... Ele leva a expressão: “dominante e dominado” a outro nível. Eu sempre preciso dominá-lo.

Fechei a porta e ainda virado de costas para o albino, dei um sorriso de canto. Virei lentamente. Meu corpo já tremia em desespero. Eu precisava desfrutar cada segundo. A partir de agora sou um dependente químico viciado em uma absurda abstinência.

O sorriso que se formou no canto da minha boca logo foi desmanchado. Eu me virei e encarei a escuridão. Tudo estava do mesmo jeito de segundos atrás; as prateleiras, a minha poltrona favorita, a maca, as mesas de aço... Absolutamente tudo, mas ainda não estava certo. Faltava mais alguém ali no ambiente. Três é demais, por isso já me livrei do que estava sobrando – e por ora, atrapalhando – E agora me deparo com o nada, o que me leva a dizer “Um é pouco”.

You walk through the subway,

His eyes burn a hole in your back.

A footstep behind you,

He lunges prepared for attack.

— Near? – chamei.

Ele não estava lá.

Onde estaria então?

Segui até uma das gavetas da prateleira e tirei uma faca; uma faca comum de cozinha. Não podia usar a minha favorita, pois ela presencia somente assassinatos. Se Near fosse ferido com ela, pela tradição eu teria que matá-lo e não é isso que eu quero, pelo menos não agora.

— Near... – cantarolei seu nome, elevando meu tom de voz. – Onde você está?

Cauteloso, fui a passos lentos até adentrar a escuridão da sala, longe das janelas. Uma ponta de preocupação cresceu em mim. Aquela sensação gélida que ocupa o estômago, misturada a uma excitação enorme. A deliciosa explosão entre o frio e o quente dentro do meu próprio corpo me fez fechar os olhos por alguns instantes e soltar o ar pesado bem devagar.

— É um jogo que você quer? Adoro esse tipo de caçada e só para você ter uma noção eu nunca perdi nenhuma das minhas vítimas. O lugar não é grande e todas as suas possíveis saídas estão bloqueadas. Eu vou te achar, meu pequeno e nós dois iremos nos divertir pelo resto do dia. JUNTOS! – dei ênfase na última palavra.

Scream for mercy,

He laughs as he's watching you bleed.

Killer behind you,

His blood lust defies all his needs.

A atmosfera ao meu redor ficou densa e pesada. Para garantir, tranquei o cadeado da porta principal e fui para o primeiro cômodo que me veio à cabeça: O quarto. A claridade vinha aos poucos conforme os minutos iam se passando, meus olhos percorriam cada canto, mas minha visão por algum motivo estava turva. A realidade a minha volta era distorcida com pontos coloridos. Tenho quase certeza que é devido ao clima do momento e tudo isso só contribuiu para um jogo muito mais divertido.

As vozes que eu tanto queria esquecer... Que já me atormentavam há vários tempos...

“Me solte!”

“Eu quero sair daqui!”

“Por favor! Não!”

“Isso dói! Pelo amor de Deus, Pare! PARE!”

Eu fazia isso. Arrancava cada grito miserável. Isso é permitido? Eu já dei descanso para todos aqueles corpos. Por que não podem fazer o mesmo por mim?

My innocent victims

Are slaughtered with wrath and despise,

The mocking religion of hatred

That burns in the night.

— Te achei! – acendi a luz do quarto.

A cama estava revirada.

Algumas algemas estavam espalhadas pelo chão.

Apenas isso. Mais nada.

Ouvi um barulho de coisas metálicas caindo, mas levando em consideração meus preciosos utensílios macabros não consegui distinguir se o barulho vinha do salão principal ou da cozinha.

Corri como um animal selvagem prestes a fincar os dentes no pescoço de sua presa. Alguns bisturis e pinças estavam caídos pelo chão. A mesa de aço também estava em um ângulo diferente do que eu havia deixado.

Ele ainda estava dentro do galpão.

Dei uma gargalhada sádica.

— Sinto o cheiro do seu medo, pirralho.

Eu já sabia onde ele estava. Continuei em passos firmes até o cômodo sem luz.

— Posso ouvir sua respiração descompassada e com isso já até imagino seus olhos estampando medo. – acendi a luz da cozinha e o encontrei em desespero tentando abrir a porta da cozinha. – Te achei! – exclamei.

Ele se virou. Seus olhos estavam esgazeados e ele tentou correr. Puxei seu cabelo com força e ele gemeu de dor.

— B... B... Por favor, eu... – tentou explicar com a voz trêmula.

— Ah, que bonitinho... Você está tentando se explicar? – meu tom era doce e de pura ironia, logo se transformando em sussurros pesados – Pois não perca seu tempo! – empurrei sua cabeça para trás – Estava tentando fugir, Near? Devo lhe informar que foi um PÉSSIMO erro.

I have found you,

And now there is no place to run.

Excitement shakes me,

Oh God help me what have I done.

Yeah I've done it again!

Ele ainda usava a coleira então eu segurei a corrente e o puxei. O movimento brusco o fez cair no chão.

Sendo arrastado até o pé da escada ele se debatia, mas era muito fraco. A faca de cozinha estava comigo, então eu o levantei e pressionei o objeto em sua garganta. Ele engoliu um soluço e me encarou.

— Colabore. A brincadeira foi divertida, obrigado, mas isso me custou tempo.

Subimos as escadas e somente lá em cima eu tirei a coleira dele. Near olhou apreensivo para as escadas e antes que pudesse fazer alguma coisa, eu o joguei na cama.

— Da última vez fomos rápido demais... – subi a camisa dele com delicadeza, aproveitando para percorrer minhas mãos pela sua barriga. – Hoje eu quero explorar seu corpo. Tatear cada pedacinho seu. Conhecer fisicamente o menino que mais tirou minha sanidade desde... – parei minha fala. Eu não pretendo continuar.

Sem me permitir continuar pensando no passado arranquei a blusa do pequeno. Seu corpo magro parecia tão frágil... Tão fácil de quebrar.

Minha boca salivou. Com as mãos prendi Near na cama pelos pulsos e com meus dentes, abaixei um pouco as calças dele. Percorri uma trilha com minha língua que começou um pouco abaixo do umbigo até seu queixo. Ele arfou e eu sorri bem perto do rosto dele, até tomar seus lábios.

Eu nunca fui fã de beijos muito calmos. Era necessário sentir o gosto do pequeno... Minha língua buscava pela dele e mesmo tentando se soltar ele correspondia à ferocidade do beijo como se quisesse demonstrar sua fúria.

A interrupção do intenso ósculo foi feita por mim. Arranquei minha camisa amassada e torta do corpo e com maestria tirei as calças de Near enquanto mordiscava seu pescoço vermelho.

Vários fios se desprendiam da cabeça do pequeno. Eu os puxava sem dó enquanto ele fechava os olhos e abafava os gritos.

Dei um tapa em seu rosto e ele não aguentou.

— Pare de segurar seus gritos! Eu quero ouvi-los! Quero todo o tipo de prova possível de que estou te machucando!

Lembrei de uma coisa que com certeza iria fazê-lo gritar.

O puxei pelos braços, levantando-o da cama. Iniciei um novo beijo, colando seu corpo junto ao meu e apalpando suas nádegas. Percorri as mãos até sua cintura e finquei minhas unhas no local, dando um impulso para ele ir para trás batendo suas costas na parede. Suas costas repletas de pontos...

Um grito que me fez sorrir.

Do jeito que eu gosto, choroso e estridente.

Não demorou muito para que nós dois estivéssemos apenas de roupas intimas. Meu corpo ainda o pressionava na parede enquanto ele tentava se esquivar.

Os beijos estavam molhados e salgados devido às lágrimas. Quando ele pensava em parar de corresponder eu mordia seus lábios até sentir o gosto do sangue.

— Eu... Que-quero... Quero que você... Me toque! – a ordem saiu em meio a minha respiração acelerada. Near me encarou confuso. – Não ouviu! Eu... Quero que você me toque, agora!

Conduzi as mãos do menor até minha própria cintura.

— Aperte!

Tímido e inexperiente, ele pressionou de leve os dedos como se estivesse com medo.

— Não tenha medo! Não quer descontar sua raiva em mim? Estou te dando uma chance.

Ele passou a língua pelos lábios e arranhou minhas costas. Senti a ardência viciante e ouvi o barulho das unhas enquanto passavam.

Gemi tombando a cabeça um pouco para trás.

— Parece que você está começando a me entender... – sorri.

Peguei duas algemas e o arrastei novamente para cama prendendo seus braços e tornozelos. Ele estava de bruços, com o rosto vermelho e molhado. Fiquei em cima dele e pressionei meu membro já ereto contra o dele, fazendo pressão.

— Até você precisa admitir o quanto isso é gostoso. – sussurrei em seu ouvido.

Ele não se pronunciou. Apenas ficou calado e com os olhos fechados. Eu ainda dedilhava cada canto de pele, marcando... Puxando... Mordendo. Saboreando mais e mais do corpo pálido.

A cama rangia e mesmo sendo de casal o espaço se tornara pequeno para nós dois. Os lençóis se embolavam enquanto Near mexia os pés. O barulho das algemas me fazia rir.

— Não tente fazer nenhuma gracinha. – ordenei ainda em sussurros. – Eu tenho uma faca a poucos metros e não hesitarei em te machucar.

Apanhei o objeto e fiz um corte em seu ombro direito e com o dedo indicador, espalhei o sangue que escorria.

— Adoro ver seu corpo coberto por sangue.

Eu sinto o medo... A dor... O pavor. Eu consigo pelo menos imaginar o que é e como é sentir tudo aquilo como deve ser sentido. Através dele e das suas lágrimas eu tenho uma noção de como a maioria dos seres humanos são fracos. Eu me alimento das emoções de Near.

Eu quero mais do Near.

I can see,

What a life's meant to be.

You'll never know,

How I came to foresee.

Tirei minha peça íntima às pressas sentindo uma onda de prazer me dominar.

— Agora será impossível para você não gritar, mas diferente de antes – o amordacei – você não vai poder gritar o suficiente para tentar espantar a dor.

Levantei um pouco suas pernas e posicionei meu membro em sua entrada.

Eu estava louco para senti-lo de novo.

Com cuidado o penetrei, mas não para poupá-lo de dor, mas sim aproveitar a sensação maravilhosa de ter meu membro envolvido em algo tão apertado.

O prazer foi me conduzindo e quando metade do meu membro já estava coberto o puxei pelos quadris enfiando o restante sem me preocupar.

Um grito abafado em meio ao meu gemido lento e rouco.

Isso não é um sonho.

The death call arises,

A scream breaks the still of the night.

Another tomorrow

Remember to walk in the light.

Minha pele ardia e meu corpo estava entrando em uma explosão de pequenos choques elétricos.

A cada estocada eu sentia o prazer e a luxúria que me cobriam em uma espécie de manto invisível.

Lembrei-me da caçada de pouco tempo atrás... Comparando com o tempo que levei até conseguir arrastar Near até aqui isso só contribuiu para deixar as coisas mais interessantes. Pela segunda vez tenho o prêmio em mãos...

Eu posso tocá-lo.

Eu sei que ele está aqui.

O suor que escorre, o barulho dos nossos corpos se chocando, os gritos e lagrimas. A pele dele marcada por hematomas e cortes é muito mais do que eu poderia desejar. É indescritível a sensação de olhá-lo vermelho de vergonha e raiva, com uma expressão chorosa e assustada.

E eu não queria parar. Jamais me cansaria dele.

Minhas mãos ainda trabalhavam pelo corpo do menor.

O que será que ele sentia, além é claro da dor?

Talvez uma chama pequena de prazer, pelo menos?

Sem diminuir o ritmo das estocadas agarrei um de seus mamilos e puxei para cima. Ele se contorceu e isso me fez soltar uma risada em forma de gemido rouco.

Minha vontade era de fazer sem cansar, pelo menos por mais algumas horas, mas até eu já estava chegando ao ápice.

Diminui a velocidade das estocadas o que no meio do clímax é nada mais nada menos que uma deliciosa tortura.

E em lentos e intensos impulsos me desmanchei dentro dele percebendo só agora o sangue que manchava o lençol.

Cai ao lado dele arfando. Percebi que o menor tremia assim como eu. Minhas pernas ainda estavam bambas.

Retirei a mordaça e com o polegar limpei um filete de saliva que escorria da sua boca.

Near passou os dedos pelos meus cabelos que estavam grudados na testa e eu apertei seu corte mais recente fazendo-o choramingar. Soltei uma gargalhada estridente.

— Você está idêntico a uma puta... – zombei. – Talvez algum dia desses eu ainda consiga fazer você gemer feito uma vadia.

Mordi seus lábios e depois levantei da cama vestindo minha peça íntima. Ele se virou de lado para me olhar.

— B... – chamou fraco. – Por favor... Me de um pouco de comida...

Não poderia me divertir mais com a cena patética.

— Não sei... Será que devo? – provoquei indo em sua direção. – Talvez... Se você for um bom menino. – sorri e caminhei até as escadas. – Não pense que acabamos, Near.

Isso é só o começo.

Scream for mercy,

He laughs as he's watching you bleed.

Killer behind you,

My blood lust defies all my needs.

Look out I'm coming for you!

Notas finais
Porque Near é outro nível! Desculpe, Hayato! ;) kk' E então? Ficou bom? o.o Espero que tenham gostado. Até o próximo. Beijos! ^^