Scream! Welcome To The Game.
13 Capítulo 12 - Heinz Kuznetsov, meu aliado.
Notas iniciais
Desculpem!! Eu me atrasei neste capítulo. Não tinha absolutamente nada escrito, mesmo já sabendo o que iria acontecer. Queria atualizá-la amanhã, mas para não demorar a atualizar, aqui estou eu!
Sem betagem! Somente uma rápida revisada. A Amane não pode mais betar de dia de semana, então... Desculpem os erros!
Estava pensando em dedicar esse capítulo para a Lady May Phantomhive pela recomendação maravilhosa, mas vou dedicar um capítulo melhor para ela pois esse aqui ficou meio chatinho. Muito obrigada pela recomendação que me deixou com um sorriso enorme no rosto!
E muito obrigada a todas as leitoras que estão acompanhando! *-*
Boa Leitura!!
Narração: Beyond.
Capítulo 12 — Heinz Kuznetsov, meu aliado.
“A madrugada fria passava lentamente. Sentado no banco de trás do veículo sentia os olhares de B em cima de mim. Ele comandava o volante e a cada quinze segundos cronometrados, certificava-se de que eu estava quieto e estático através do retrovisor. Permanecia hirto com minhas mãos presas e meu pescoço pinicava devido à coleira que tanto me importunava. Meu corpo ainda estava dolorido e minha mente se perdia em devaneios. Quem é esse homem que ocupa o banco de carona? Hayato, se não me engano... Devo admitir o quanto ele é bonito. Corpo definido, estatura alta e aparenta ser muito forte. Sua expressão facial era vaga. Os olhos castanho-claros davam destaque dos fios de cabelo negros e arrepiados. Tinha olhos profundos e tristes que se assemelhavam aos de B. Esboçavam um mistério sombrio. O jeito que ele tocou e beijou meu sequestrador sádico... Com tanto desejo... Tanta intimidade. B parou o carro com uma freada brusca. Estávamos no meio do nada, próximos a um alçapão entreaberto no chão árido. Os barulhos noturnos me davam calafrios e os olhos carmesins do moreno me intimidavam.”
O cubículo era minúsculo e pouco arejado. A escrivaninha encostada no canto da parede se encontrava repleta de papéis, calculadoras e materiais de escrita. O ambiente exalava um cheiro forte de cigarros, devido a isso meu pequeno tossia muito.
Heinz trajava uma roupa social toda amassada. Girava o assento em um gesto despreocupado e tedioso. Pousei meu olhar sobre Hayato e apontei para a janela. Minha ordem foi interpretada rápido e quando os vidros foram totalmente escancarados, puxei Near pela coleira até que ele pudesse pegar o ar purificado dos corredores.
– Você... – Heinz se pronunciou, arqueando uma das sobrancelhas, desconfiado. – Eu conheço você, agora, seus companheiros não me vêm à memória. Apresente-os. – pousou as mãos sobre a coxa e nos encarou esperando a cortesia.
– Apresentações formais não são necessárias. Esse aqui você pode chamar de Hayato – apontei para o moreno que sorriu de canto. – E esse... – puxei os cabelos de Near até tombar sua cabeça para traz. – Não te interessa.
Heinz riu. Uma risada forçada, tentando soar em tom intimidador. Mesmo ele não frequentando a maioria das reuniões, eu pude conhecê-lo muito bem.
– O que te traz aqui? Você costuma ter assuntos com Yonosuke, não comigo.
Deixei sua pergunta em aberto, e segui até a escrivaninha. Nada fora do comum: Lucros, mercadorias, exportação e importação, sócios, contatos... Muitas estatísticas. Confesso que ele seja muito organizado e profissional.
Comecei a folhear uma pasta cheia de informações. Talvez os dados mais atualizados dos negócios. Minha atitude deixou Heinz muito incomodado. Em um gesto rápido ele se levantou da cadeira e puxou a pasta das minhas mãos.
– Yonosuke sabe que você está aqui? – perguntou alterado, colocando a pasta em uma gaveta com tranca.
– Seu irmão? – ele odeia essa palavra, deu para notar em sua expressão facial. Parece que essa elocução é um tipo de tabu. – Não, ele não sabe, e não vai ficar sabendo.
– Chega! Eu cuido somente da parte financeira. Todo o resto é com o poderoso chefão! Tenho assuntos importantes para tratar, então se me dão licença... – Heinz abriu a porta do cubículo. Puxei-o pela gola da camisa branca e fiz um gesto para Hayato fechar e trancar a porta. – O que é isso? – vociferou.
– Sabe... – obriguei-o a sentar na cadeira de novo. – Acho que você está ocupando o lugar errado! – consegui prender sua atenção – Olhe para isso! Acha que seu irmão conseguiria fazer metade do seu trabalho? Nunca! Você merece mais, Heinz. Merece ser reconhecido!
– Aonde quer chegar com isso? – desconfiado, porém com o ego já inflado, perguntou.
– Simples. Preciso de um espião. – com cautela e naturalidade, iniciei minha proposta.
Bajulações devem ser o suficiente para conseguir a confiança de Heinz, mas caso isso não funcione, tenho a jogada perfeita para a situação.
Near ficava atento a cada palavra. Hayato foi ao seu lado e o puxou pela coleira se divertindo com a dor do meu pequeno. A atitude não me agradou nem um pouco, mas não pude intervir. Heinz era esperto; se eu demonstrar algum tipo de fraqueza em relação à Near, ele pode usar isso a seu favor.
– Espião? Seja mais claro.
Sentei em uma cama pequena, de frente para o assento de Heinz.
– Quero que me forneça todas as informações pessoais do seu irmão e sobre a máfia. Cada movimento, cada ideia, cada passo. Tudo.
Ele adquiriu uma expressão de desconfiança e dúvida. Abaixou a cabeça para pensar sobre a proposta. Não esperei uma resposta concreta.
– O que quer com isso?
Suspirei. Eu disse, não disse? Por que dificultam tanto?
– Seu irmão me aborreceu há muito tempo atrás. Eu prometi a mim mesmo que teria minha vingança. Plena, fria e criativa.
– O.K, mas o que EU tenho com isso? Por que eu? – ele gesticulava de um modo exagerado. Talvez essa seja a coisa que eu mais odeie nele.
– Ah, por favor, Heinz! – bati as palmas das mãos sobre minhas coxas, pegando impulso para levantar. – Você odeia seu irmão! Qualquer idiota é capaz de perceber isso! Se aceitar minha proposta, você também sairá ganhando.
Alguns segundos se passaram... O cubículo em silêncio. Cada um perdido em seus próprios pensamentos.
A calmaria foi quebrada. Heinz pigarreou.
– O que eu ganho com isso? – seu interesse e malícia finalmente despertaram.
Sorri ao perceber que daríamos continuidade.
– Tudo o que você mais quer: Assumir o posto do seu irmão.
Os olhos azulados do russo brilharam com uma intensidade única, mas a felicidade foi cortada e uma expressão séria deu lugar ao que antes era a chave do nosso acordo.
– O que acontece se eu recusar ou desistir? – perguntou.
– Ah, você não vai querer fazer uma coisa dessas... – sorri e pousei minhas mãos em seu ombro.
– E se...? – repetiu.
– Se você recusar ou desistir, seu irmão ficará sabendo de uma coisa. A coisa que você ainda luta para esconder...
Heinz ficou tenso.
– N-não sei do que você está falando... – ele afrouxou a gravata, e começou a suar frio.
– Ah, não sabe? – soltei uma gargalhada. – Talvez o nome Jekaterina refresque sua memória.
Heinz levantou da cadeira, puxando-me pela camiseta.
– Como sabe disso? – alterou o tom de voz.
Mantive-me calmo, com um leve sorriso debochado.
– Me solte. – disse bonançoso. Ele me obedeceu, sentindo a frieza do meu olhar. – Só um conselho: você deveria beber menos... É fraco para bebidas e quando ultrapassa o nível de álcool tolerado pelo seu organismo você acaba falando de mais. – pisquei para ele.
Heinz sentou novamente na cadeira, passando a mão pelos cabelos.
– Parece que temos um acordo, certo? – perguntei, estendendo a mão direita.
Ele ergueu os olhos e correspondeu ao aperto de mão.
– Não tente bancar o esperto, Heinz. Qualquer deslize ou indícios de traição, eu saberei.
– Eu entendi. Tenho assuntos pendentes a tratar com Yonosuke. Também quero ter minha vingança. – sorriu.
– Ótimo, é sempre bom ter alguém para compartilhar ideias. – fui até a janela e tomei a coleira das mãos de Hayato. – Vamos.
– Espere! – exclamou. Virei para trás antes de subir as escadas do alçapão. – Yonosuke desconfia de você, B. Tome cuidado.
– Já estou sabendo disso. Ele acha que tenho ligações com o meu irmão mais velho.
– O detetive, certo? – Heinz riu pelo fato irônico.
– Exatamente. Irmãos mais velhos são um incomodo.
– Amanhã teremos uma reunião. Somente nós. Provavelmente seu nome será citado.
– Te dou uma semana. – ordenei.
– Para...?
– Quero informações confidenciais e pessoais, além da gravação de toda a reunião. – vi que Heinz iria protestar, já imaginei, cortando sua fala. – Se vire. Quero gravações em vídeo.
Não esperei respostas. Empurrei Hayato para que ele subisse na frente e logo em seguida ajudei Near, apalpando suas nádegas discretamente.
***
O sol já empurrava a madrugada para bem longe. Entramos no carro estacionado no meio do nada. Estava com uma expressão fria em um misto de raiva e ansiedade.
Hayato percebeu assim que entramos no carro. Apertei as mãos no volante e trinquei os dentes.
– B...? – senti uma de suas mãos quentes pousando sobre meu ombro.
Sem pensar duas vezes castiguei Hayato com um tapa no rosto. Near se assustou no banco de trás e o moreno não obteve reação.
– Quem lhe deu o direito de machucá-lo? – apontei para o albino. – Quem você pensa que é para se divertir com a dor dele? – meu tom de voz já estava muito alterado, e sem perceber, já estava gritando. – Escute bem. Não quero que você encoste nesse garoto sem a minha permissão, entendeu? – não obtive resposta. – Você entendeu, Hayato? – insisti.
– Entendi. – respondeu baixo.
– Ótimo, agora vamos.
Dei a partida no carro, levantando uma poeira avermelhada, seguindo de volta para a estrada.
Pensava nas mais inimagináveis coisas para fazer com o meu pequeno assim que chegássemos em “casa”.
Notas finais
O próximo será uma surpresa... Na verdade um outro POV de outra pessoa. [=
O próximo Lemon também está próximo. *-* Como algumas leitoras pediram, vou detalhar bastante! ^^
Espero que tenham gostado!
Beijos, até o próximo!!
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