Scream 5

2 Capítulo II - O Recomeço


Notas iniciais
Olá, tudo bem? Estamos de volta com o segundo capítulo de Scream 5, ele é breve, apresenta o retorno de alguns personagens e personagens novos, nada muito aprofundado, já que pretendo fazer isso no decorrer da história. Personagens dos filmes: Sidney Prescott (Neve Campbell), Gale (Courteney Cox) e Dewey (David Arquette), todos presentes nos quatro filmes da franquia. Lois (Rebecca Gayheart) de Scream 2 e Judy (Marley Shelton) de Scream 4. Personagens originais: Elza (Rutina Wesley), Esther (Jessica Lucas), Troyan (Jack Falahee), Megan (Teresa Palmer), Clair (Briana Evigan), Connor (Taron Egerton), Miranda (Sarah Jessica Parker) e Mitchel (Dylan O'Brien). Boa leitura!

O dia amanheceu ensolarado, mas ainda era possível sentir o cheiro de terra molhada, resultante da chuva que iniciou durante a noite anterior e seguiu pela madrugada daquela sexta-feira. Sidney acordou poucos minutos antes do seu aparelho despertador entrar em atividade, estava acostumada com aquela rotina e seguiu suas ações como de costume:

Espreguiçou-se ainda sentada na cama, levantou-se e foi para o banheiro, tomou uma ducha breve sem molhar os cabelos, para espantar a preguiça, em seguida parou nua, em frente ao espelho de corpo inteiro que havia em seu banheiro e observou suas cicatrizes, elas estavam por todos os lados, baços, pernas, costas e até mesmo no rosto. Mas, era a mais recente em sua barriga que sempre recebia mais atenção, a cicatriz resultante de uma facada desferida por sua prima Jill Roberts há cinco anos. Respirou fundo, deveria manter a calma, era uma sobrevivente, não era isso que afirmava em seu livro?

Depois do último ataque, Sidney entrou em uma depressão profunda, tendo de buscar ajuda profissional e, além de vários medicamentos, seu psiquiatra sugeriu que fizesse algumas atividades para recuperar seu cotidiano. Foi então que ela decidiu fazer parte da grade de professores de um curso de teatro local. Sidney firmou raízes em Woodsboro novamente, comprou uma casa, arrumou um novo emprego e seguiu, com muito mais força, as regras que ela mesma criou.

Enquanto preparava seu café da manhã, ouviu alguém batendo em sua porta, não costumava receber visitas tão cedo, então foi até a porta e olhou pelo olho mágico antes de abri-la, era Lois sua vizinha. As duas haviam se conhecido em 1997, durante a universidade, não eram amigas naquela época, apenas passaram a se conhecer melhor depois que Lois e sua namorada, Murphy, se mudaram para a casa ao lado.

—Bom dia – cumprimentou Sidney – aconteceu alguma coisa?

Sidney podia notar a aflição no semblante de Lois, a mulher nunca fora muito boa com seus sentimentos.

—Você não ficou sabendo? – questionou Lois, sem ao menos cumprimentar Sidney e ao notar que a mesma estava confusa, decidiu responder sua própria pergunta – Uma garota foi assassinada no estacionamento da Woodsboro High School, ontem à noite. E Murphy não voltou pra casa.

—Você acha que ela pode estar envolvida? – Sidney saiu de casa e juntou-se a Lois na varanda.

—Claro que não – respondeu Lois, tentando conter as lágrimas – entrei em contado com a policia, eles encontraram a bolsa dela na biblioteca, mas não possuem notícias dela. Eles não podem iniciar uma busca, porque a burocracia só pode da-la como desaparecida depois de vinte e quatro horas.

Lois mudou-se junto com Murphy para Woodsboro há três anos, quando aceitou a proposta de Gale para ser sua assessora de imprensa durante a publicação de seus novos livros, já Murphy largou sua carreira teatral para acompanhar a namorada e conseguiu uma vaga para trabalhar na biblioteca da escola.

—Você tentou falar com o Dewey? – Sidney não conseguir evitar a preocupação, sentia que algo ainda pior estava por vir.

—Não consegui, ele deve estar ocupado com o caso – Lois baixou o olhar, estava agoniada – Nós tivemos uma discussão essa semana, receio que ela tenha me abandonado.

—Ela não seria capaz de fazer isso, seria?

—Prefiro pensar que sim. Ontem era nosso aniversário de namoro, nada justifica o fato dela não aparecer – Lois fez uma pausa – a não ser que algo grave tenha acontecido.

Sidney se propôs a levar Lois até a escola e Lois aceitou. Ao chegarem logo notaram uma grande movimentação de alunos e jornalistas e os boatos se espalhavam de boca-a-boca “ela foi morta a facadas”, informava uma garota ao seu grupo de amigos, “a bibliotecária esta desaparecida” dizia outra, “os olhos dela foram arrancados” comentou um rapaz. Era impossível chegar perto da cena do crime, ou até mesmo da biblioteca e a escola estava de portas fechadas, mais uma vez as aulas haviam sido suspensas, para a alegria da maioria dos alunos.

Ao longe Sidney avistou Dewey e se enfiou entre a multidão para conseguir chegar até ele.

—Dewey – chamou Sidney.

—Sid – falou ele, cumprimentando-a com um abraço.

—Você tem alguma notícia de Murphy? Lois esta desesperada procurando por ela.

Dewey puxou Sidney para longe da multidão e Lois se juntou a eles.

—Não temos nenhuma notícia dela. Ao que parece ela deixou o lugar às pressas – ele ponderou suas palavras, na tentativa de deixar Lois menos preocupada – Mas, ainda é cedo para tirar qualquer conclusão.

—Xerife – chamou Judy, antes que Gale ou Lois pudessem fazer mais perguntas – Precisamos de você aqui.

—Tentem evitar especulações, elas só irão causar mais preocupação – sugeriu Dewey – Assim que tivermos mais noticias, entrarei em contato com você Lois, enquanto isso volte para casa, talvez Murphy apareça por lá.

Dewey se afastou, deixando as mulheres para trás e cruzou para o outro lado da faixa de segurança, adentrando outra vez na cena do crime para receber a notícia de que as câmeras de vigilância haviam sido furtadas, quem teria cometido o crime, sabia que estava sendo filmado.

***

Seis xícaras de café estavam sobre a mesa de mogno no centro da sala de reuniões da CNW, a central de jornalismo de Woodsboro, e em torno da mesa estava Elza Rholland, a cabeça do documentário sobre os massacres de Woodsboro, Troyan Thompson e Esther Sawyer, seus assistentes de produção, além de Clair Ulmer, Megan Craine e Connor Strode alunos do curso de jornalismo. Todos estavam em silêncio, alguns ainda em choque com a notícia da morte de Brenda.

— Bom – iniciou Elza, recebendo a atenção de todos – Hoje nós recebemos uma triste notícia e decidi reunir vocês aqui para podemos conversar sobre isso. Eu sei que Brenda era importante para todos nós e que tivemos uma grande perda, mas temos que dar continuidade ao nosso projeto.

—O corpo dela ainda nem esfriou e você só se importa com o trabalho? – questionou Connor irritado.

—Pessoas morrem todos os dias, não podemos parar por causa disso – respondeu Elza.

—Mas, ela era da nossa equipe. Merece, no mínimo, respeito – rebateu Clair, antes de beber um gole da sua xícara de café.

—Nós temos prazos, queria – informou Esther, intrometendo-se na conversa – Brenda iria adiantar bastante trabalho com a pesquisa, que vocês se negaram a contribuir.

—Nós não nos negamos, tínhamos compromissos – disse Megan, enquanto observava Elza se levantar.

—Fazer o cabelo não é uma desculpa relevante – disse Troyan referindo-se ao novo corte de cabelo de Megan.

—Eu precisei mudar meu corte, pra ficar parecida com aquela garota que foi assassinada em 2011. Nós vamos fazer uma reconstituição do caso, lembra?

—Já chega – esbravejou Elza – parem de discussão. Eu tenho que continuar com o andamento do documentário, mas quem não quiser continuar nessa equipe, pode sair agora. Mas lembrem-se vocês precisam desses créditos para garantir suas formações.

O grupo ficou em silêncio, todos sabiam da importância de conseguir uma graduação com o apoio de Elza, ninguém pularia fora naquele momento. A situação era delicada, eles ainda não tinham nenhuma certeza sobre a morte da jovem e, querendo ou não, Elza estava certa, estavam diante de mais uma eventualidade da vida: Pessoas vivem, pessoas morrem.

***

[...] O ambiente estava iluminado apenas pelas luzes da árvore de natal, que refletiam pelo cômodo e, normalmente, deixavam o lugar mais aconchegante, mas não naquela ocasião, nunca naquela ocasião. Fechou os olhos. Conteve as lágrimas. Abriu os olhos. Continuou olhando pelo teto até chegar ao ventilador, que não funcionava há anos, mas ainda assim era muito resistente, resistente o suficiente para aquela situação. Do ventilador seguiu para a corda, ela sabia o que estava por vir, já tinha visto tudo de relance, mas nunca estaria preparada para aquilo, viu os cabelos negros, do mesmo tom que os seus, o rosto com um tom de pele avermelhado, quase ficando roxo e a corda presa no pescoço de seu irmão mais velho [...].

Gale sentiu sua bexiga apertada e decidiu dar uma pausa em sua escrita para ir ao banheiro, estava satisfeita com o rumo que sua carreira como escrito havia tomado, o lançamento de seu primeiro livro de ficção, com enredo original e de suspense, tinha sido um sucesso. Ela também tinha acertado em contratar Lois como sua assessora, que exercia bem a função e tinha conseguido boas entrevistas em programas de renome.

Agora estava escrevendo um livro bônus para sua trilogia, que fora intitulada de No Covil (The Lair) e retrata a história de uma casa que esconde um terrível segredo, para o novo livro Gale acabou convidando sua prima Miranda para uma parceria, já que a mesma também era uma escritora de renome. Miranda passará alguns dias na casa de Gale, acompanhada de seu filho Mitchel. Mas, enquanto sua prima não chega, Gale decidiu adiantar algumas ideias para o enredo de seu próximo Best-seller.

Ao retonar para o computador, Gale percebeu uma notificação de um novo email, acessou a mensagem que era de um destinatário denominado Stabkiller, contendo um único link, primeiramente decidiu ignorar, mas seu instinto de jornalista despertou e levada pela curiosidade acabou acessando o link. Foi direcionada para um site, sem título com o template todo preto, no centro da página havia apenas um vídeo com o titule de #1. Gale deu play no vídeo e logo notou que o número de visualizações crescia rapidamente.

De inicio Gale não entedia o que se passava no vídeo, era apenas a filmagem de um corredor em frente a um estacionamento, em seguida o vídeo corta para outro ângulo que mostrava um estacionamento de ônibus escolares, depois um corte de outro ângulo mostrando uma garota saindo da biblioteca de Woodsboro. Logo Gale a reconheceu, era Brenda a garota que havia sido assassinada na noite anterior. E o vídeo seguiu rodando e mostrando Brenda sendo assassinada. Os comentários da publicação cresciam a cada instante, as pessoas estavam horrorizadas, em choque e Gale também.

Notas finais
O trecho do livro escrito por Gale na história, é na verdade o trecho de uma história escrita por mim, denominada Luz Negra e disponível aqui no nyah. No Covil também é o título de uma das minhas histórias, mas que foi excluída. O que acharam desse capítulo?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.