School Love
5 Capítulo 5 - Uma pulseira
Enquanto me arrumava para ir a escola, tentei me acalmar, de nada adiantou e então sai de casa cedo de mais, o que me fez chegar na escola cedo de mais e ter que esperar tempo de mais para vê-la. Já estava angustiada a tempos, a tal ponto que seria capaz de a abraçar assim que a visse, ela com certeza me acharia uma pobre idiota, porém eu estaria menos preocupada e mais aliviada. Parece ate que a minha vida se restringia naquele espaço chamado escola, simplesmente não conseguia pensar em outro lugar pra ser feliz, ela não precisava fazer nada, não precisava nem ao menos falar, só precisava existir... ela existindo pra mim, já era o suficiente para amar loucamente.
Pois bem, eu já sabia que a amava mais do que a mim mesmo neste momento, mais isso não iria mudar muita coisa afinal ela nem mesmo sabia da minha inútil existência.
As horas se passaram, as aulas começaram e nada dela aparecer, meu coração se despedaçava com medo de algo ter acontecido a ela, minha mente não entrou em sintonia com a aula nem por alguns segundos, sentia como se na plenitude do tempo não tivesse quem amar, quem cuidar... sentia como se meu corpo não fosse agüentar.Até que na hora da saída a vi, como se nada tivesse acontecido, ela cantarolava algumas musicas chatas, que me lembravam um tipo de ópera, cheguei a me aproximar, cheguei tão perto que senti o cheiro inebriante que o cabelo dela emanava... mais meus olhos se depararam com algo que eu não esperava ver... algo que adorei ver, mais que me foi como um punhal de esperança cravado no estomago, como um soco forte que me fizesse acordar, simplesmente perdi toda a coragem e senti meu corpo inteiro tremer diante de tal coisa... não era nada de extraordinário, como alguns podem estar pensando, era somente uma pulseira... não uma pulseira qualquer, uma pulseira Gay, daquelas que possuem varias cores. Pensei comigo mesma que ela podia apenas gostar da moda gls, mais não pude negar que a sensação de a imaginar lésbica ou talvez bi, me fez feliz.
Sai as pressas da escola, queria chegar em casa o mais rápido possível, tentar reorganizar os pensamentos que estavam uma bagunça, e colocar em ordem algumas coisas que pareciam estar opostas a realidade. Como assim... será que realmente essa loucura era amor? Esse sentimento tão contraditório é o que todos querem sentir? Porque será que me sinto tão desorientada?... Essas eram algumas dar perguntas que precisavam de uma resposta, mais eu não tinha resposta para nenhuma delas. A vida já me ensinou muitas coisas, mais ninguém nunca me disse que seria tão difícil, em tese todos sabemos quando estamos apaixonados, bem, eu sei que estou louca... e se isso é amor, acho que o hospício foi um lugar projetado para mim.
Não adiantou muito estar em casa, sentia minha cabeça dar voltas e meu corpo ficava cada vez mais quente, junto com arrepios gelados que fazia meu corpo tremer, não conseguia mais ouvir nada além da musica que tocava ao radio,
“Cause if it\'s love you want
Then you won\'t mind
A little tenderness
That sometimes is so hard to find
(Lay it down)
Lay it down
Make it alright
(Lay it down)
Lay it down
I\'ll hold you so tight
(Lay it down)
Oh before the morning light
It\'s gonna be alright
Oh lay it down
Come and lay it down tonight
Tell me how you feel when we make love
Tell me is it real or just make believe
You will never know what you\'re made of
Til you open up your heart to recieve
Cause if the love you got\'s that same old crime
We\'re talkin\' tenderness
That\'s so hard to find
And I\'m getting behind you”
A musica não saia da minha cabeça. Tudo girava, meus pensamentos me atingiam de uma forma que me fazia enjoar, estava me sentindo totalmente doente, pensava que uma situação daquelas somente uma viciada poderia viver, talvez eu estivesse viciada nela, mais não a poderia ter, não sabia como a ter do meu lado e sentia medo de realmente nunca a ter e sempre estar assim.
Não sei mais o que aconteceu naquela tarde, pelo que me disseram desmaiei. Acordei no hospital com minha mãe acariciando meu rosto e me olhando com pena. Estava aliviada por estar sob efeitos de drogas que me fizeram esquecer das minhas conturbações e voltei logo a dormir, não fui a escola até o final da semana e estava bem sem a ver, achei ate que poderia esquecer dela e que só foi uma fase de uma adolescente em crise.
Fale com o autor