School Dreams
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nunca imaginei que eu fosse escrever algum romancezinho assim algum dia na minha vida lotada de gayzisses e promiscuidades literárias, mas olhe só, eu escrevi -q.
Espero que gostem da proposta, é uma coisinha bem pra passar o tempo! :3
Hmm... Como eu deveria começar? Bem, meu nome é Chiharu Oda, tenho 15 anos e estou prestes a ser uma estudante colegial. Há alguns segundos disso, para falar a verdade.
Como toda a estudante, como toda a adolescente, eu estou indo para a escola com um sonho. Não o sonho de me tornar popular, ou o de arrumar um namorado, como a maioria das garotas, meu objetivo é maior!
Eu estou entrando na escola com o sonho de formar um harém! Não, eu não sou uma louca pervertida, talvez um pouco... mas, não é isso que me leva a querer um harém. Na realidade, apesar de ser linda e adorável, eu pertenço ao grupo da escória da sociedade, ou otakus. E, estando nesse grupo, tenho o sonho de criar o meu próprio Otome Game. O harém me serviria para caçar modelos de rapazes e me basear nos mesmos, apenas isso.
Além disso, não estou indo para uma escola comum. Estou indo para uma escola chamada Instituto Akemi, que foi criada para abrigar e ensinar as mais diversas espécies de criaturas mágicas a usarem seus poderes e conviver pacificamente entre si e entre os humanos. Só isso já daria um mangá maravilhoso, ou um jogo com as mais complicadas teorias, o que só me deixa mais animada para iniciar minha vida de estudante colegial!
Ah, sim. Eu também sou uma criatura mágica, descendente de anjos e fadas. Eu deveria ser um ser de luz extrema, e eu sou, todavia meus poderes não encaixam muito bem com minha personalidade. Isso provavelmente já ficou aparente, que péssimo. De qualquer forma, tenho a impressão de que será um ano maravilhoso e meu sonho será realizado até que eu entre no segundo ano.
—x-
Chiharu Oda, eu mesma, com meus longos e esvoaçantes cabelos loiros, atravessei o portão da escola em meio a multidão de alunos. Tropecei no meu pé e caí de cara, mas tudo bem, é vida que segue. Pensei em ficar jogada, mas não demorou a alguém se abaixar ao meu lado e me estender a mão. Reconheci aquelas longas unhas negras de imediato e sorri, aceitando a ajuda.
Tora-chan, minha melhor amiga desde que éramos crianças, estava ali. Tora-chan é alta e magra, tem lindos olhos verdes e um cabelo roxo enorme, sempre em duas tranças atrás de seu corpo. Ela parece uma nerd estudiosa, ainda mais com o uniforme novo que tinha aquela saia e blazer pretos combinando com a camisa azul-clara. A gravata dela era preta, diferente da minha que era branca. Diferenciação de classes entre luz e trevas, se eu bem havia entendido.
Tora-chan é descendente de bruxas e demônios, só pra constar, e ela não é nerd... na realidade, ela poderia chutar a cara de qualquer um que a irritasse em segundos. Segundo a lógica, deveríamos ser inimigas fervorosas, mas como meu irmão mais velho e o irmão mais velho de Tora-chan namoram tem bastante tempo, nos tornamos boas amigas!
— Olha pra onde anda, tonta! Se machucou? — Não, Tora-chan não consegue ser muito gentil, principalmente quando me fala isso com uma cara péssima e aqueles dentes pontíagudos a mostra.
— Haha, desculpe Tora-chan! Eu estou bem, obrigada por se importar. — Sorri gentil, vendo seu rosto corar de leve. Fofa, mesmo parecendo capaz de arrancar meu coração com as próprias mãos! — Está pronta pra começar a nossa missão?
— Que missão Chiharu? — Tora-chan levantou uma das sobrancelhas, me encarando com verdadeira curiosidade. Falei quase vinte vezes na noite anterior sobre meu sonho, é bem provável que ela tenha dormido no meio da ligação...
— A de encontrar homens! — Exclamei com animação, vendo-a revirar os olhos. Sempre tão desgostosa com tudo, nada de novo sob o sol. — Belos homens.
— Ah, isso... Tanto faz, se é o que você quer... — Ela deu de ombros, começando a andar. O sinal tinha tocado, e ainda precisávamos descobrir em que turma ficaríamos e ir para a cerimônia de abertura.
E foi o que fizemos. Me mantive atenta a todos os arredores, e sinceramente, era um festival de garotos bonitos! Eu estava no paraíso, o quase isso. Todos pareciam tão interessantes e legais, seria difícil selecionar rapazes para o meu harém, certamente.
—x-
Demorou um pouco, mas saímos da cerimônia. Ela ocorreu no auditório, e foi bem chatinha, pra falar a verdade. Antes de entrarmos no auditório, Tora-chan e eu encontramos o quadro com as turmas, e então descobrimos que seríamos colegas, e além disso, sentaríamos perto. Era perfeito!
No auditório a diretora falou sobre regras da escola e algumas coisas mais. O uso de todo e qualquer poder era proibido, a menos quando era solicitado por algum professor ou em casos de emergência. Também era obrigatória a entrada em algum clube, e por isso teríamos tempo durante a última aula para escolher um clube e ingressar no mesmo. Fora isso, não prestei a miníma atenção.
Com toda aquela história de cerimônia, enfim fomos mandados para nossas salas. Segundo o horário que peguei, teríamos aula de história primeiro. Nada que eu fosse reclamar, claro. Queria ir pra aula logo aliás, imagina só se eu tivesse colegas bonitões? Seria o máximo!
Bom, acabou que eu e Tora-chan nos atrasamos porque uma garota de nariz em pé esbarrou nela e fez um comentário infeliz. Foi difícil segurar Tora-chan, uma vez que a diferença de forças e tamanhos era grande. Mas acabou tudo bem, a mimadinha saiu viva, eu só não garantia que continuaria assim até o fim da semana.
Quando entramos na sala de aula, o professor já escrevia o próprio nome no quadro e falava algo sobre apresentações. Era um homem jovem, e parecia simpático. Ele nos sorriu gentilmente e então nos convidou a entrar, fizemos isso e fomos diretamente para os nossos lugares ao fundo da sala.
Ao meu lado tinha um garoto de cabelos longos e olhos verdes, brilhantes e de cor semelhante à de seu cabelo, ele era lindo. Usava óculos, e sua gravata era branca. Ele encarava a janela, parecendo totalmente alheio a tudo e qualquer coisa, estando totalmente inexpressivo. Misterioso, verde e lindo! Prato cheio.
Já ao lado de Tora-chan, tinha um garoto baixinho— mas mais alto que eu, óbvio. Ele tinha cabelos e olhos cor-de-rosa, olhos enormes, diga-se de passagem. Seu rosto era afeminado, e até suas unhas estavam pintadas de rosa. Ele era uma gracinha e meu lado pecaminoso imaginou coisas ruins, péssimas. Tive que balançar a cabeça negativamente e me abanar, tentando manter a compostura. Enfim, o baixinho tinha uma gravata preta e o rosto corado, parecendo nervoso. Fofo!
— Me chamo Tanaka e leciono história, é um prazer conhecer a todos! — Disse o professor com um sorrisão, ao qual retribuí a altura. — Faremos as apresentações agora, então digam seus nomes, idades, do que descendem e algo a mais, se desejarem!
Então Tanaka-sensei começou a chamada, e pra falar a verdade, nenhum dos nossos colegas pareceu interessante. Chegou então a letra F, o nome Fujiwara Susumu sendo chamado e o rosinha ao lado de Tora-chan levantou em um salto. Eu pude ver que ele tremia, e seu rosto agora era quase da cor de seus cabelos.
— M-meu nome é... F-F-Fujiwara S-Susumu... Tenho 15 a-anos... E s-sou descendente de b-bruxos, é um p-prazer! — Alguns responderam sua apresentação com "o prazer é nosso", mas eu fui incapaz. Literalmente bati com a minha testa contra a mesa em sinal de reprovação a meus pensamentos sujos e pecaminosos. Aliás, o barulho foi tão alto que até o menino cor de erva do meu lado me olhou, saindo de seu transe.
Pedi desculpas e logo o baixinho voltou a sentar, o professor prosseguindo as apresentações até chegar no H. Harada Shinji, e o garoto de cabelo verde levantou. Ele era alto, na verdade, do tamanho da Tora-chan, que por sinal deveria ser a próxima da chamada.
— Shinji Harada, 15 anos, descendente de espíritos da natureza... — O garoto falou vagamente, voltando a se sentar em seguida. Sua voz era grave e leve, como o vento. Eu poderia ficar o dia inteiro ouvindo, uma pena que o infeliz parecia mudo.
Como pensei, Tora-chan era a próxima. Ela levantou bruscamente, jogando uma de suas tranças para trás com seu habitual ar superior. Tão linda, aposto que todos os caras que olhavam pra ela no momento pensaram o mesmo, incluindo o baixinho ao seu lado que parecia deslumbrado. Só serviu pra eu pensar mais coisas indevidas, confesso.
— Hazumiko Tora, 15 anos, descendente de bruxas e demônios de alta classe. Aconselho que não cruzem meu caminho ou incomodem, do contrário, as coisas irão se complicar um pouco. Obrigada. — Não evitei bater palmas, mesmo que a turma toda estivesse em um silêncio mortal. Tora-chan era maravilhosa, aos meus olhos.
Seguiu a chamada depois disso, até que enfim alcançamos a letra O e foi a minha vez de brilhar. Levantei em um pulo animado, ajeitando o laço cor-de-rosa em minha cabeça para impedí-lo de cair. Abri meu sorriso mais simpático e radiante e então respirei fundo, sem ter ideia do que falar, mas com esperanças de sair algo decente.
— Meu nome é Oda Chiharu, mas podem me chamar de Chi, ou Haru, ou Chiharu! Tenho 15 anos, sou descendente de fadas por parte de mãe e anjos por parte de pai. É um prazer conhecer a todos, espero que possamos ter um ótimo ano juntos! — Consegui dizer tudo em um só folego, sentindo minhas bochechas queimarem pelo ar perdido.
Tomei meu ar novamente e voltei a sentar, retribuindo todos os sorrisos que recebi da melhor forma que pude. O mais impressionante, no entanto, foi o sorriso que Harada-san, ao meu lado, me deu. Era um sorrisinho de canto, e tinha uma pontada de sensualidade que me atravessou como uma flecha. Aquele era o ínicio de um ótimo ano, eu sentia que sim!
Notas finais
Se gostou, seria daora que me deixassem opiniões yey~
Até o próximo, acredito -q.
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