Notas iniciais
Esse é uma fanfic original e todo seu conteúdo é de uso exclusivo meu. Caso queira usar algo, ou algum fator, por favor comunicar.
O Taxista

— Mas por quê?? Eu tinha acabado de arranjar amigos e vocês fazem isso de novo! Eu só queria poder morar em um lugar fixo pelo menos por mais de um ano! Essa já é a terceira vez em menos de um mês! – falava alto, interrompendo o jantar.

- Mikael, acalme-se! Comporte-se adequadamente, estamos numa mesa, durante o jantar. Saiba que não é fácil para nós também, mas o emprego do seu pai é o que nos sustenta e por isso não temos opção! – diz Carol, mãe de Mikael.

- É? Pois não parece! Eu nem me lembro qual foi nossa ultima casa fixa! Para vocês pode não alterar tanto, mas eu sou um estudante! Nunca irei perdoá-los se eu reprovar! – responde Mikael aos berros, fazendo com que sua mãe perdesse o controle.

- Pois muito bem, senhor Mikael Marco Miliard Silver, conseguiu uma passagem só de ida para seu quarto! Agora! E se ousar sair sem permissão, cortarei todas suas mordomias! – gritou Carol – Assim que seu pai chegar, tenha certeza que ele saberá de sua ingratidão!

- Que saiba! Não fará a mínima diferença, ele nem sabe da minha existência! – responde Mikael saindo correndo para seu quarto, se perdendo algumas vezes no caminho – Snif, snif, não posso mais morar com essas pessoas. Não importa como, vou fugir daqui – disse chorando com o rosto prensado no travesseiro.

Mikael sempre foi um garoto decidido e extrovertido, porém, quando completou quatorze anos, seu pai recebeu a proposta de um emprego no qual ganharia muito mais, mas para isso, teria que mudar constantemente de cidade o que fazia com que ele também precisasse mudar de colégio constantemente, causando muitos problemas para ele, como adaptação. O tempo máximo que havia ficado em uma cidade haviam sido duas semanas. Já estava para entrar de férias e como sempre foi um aluno muito inteligente, conseguiu passar na media mesmo tendo que mudar de cidade constantemente. Nunca se deu muito bem com a mãe, por isso discutia quase sempre que estavam juntos, já o pai só pensava em trabalho, por isso ele mesmo desconhecia e o pai e o pai desconhecia o filho.

Mikael levanta da cama e começa a jogar dentro de uma mala que estava no chão roupas, tênis, chinelo, diskman, bolachas e salgadinhos do seu estoque secreto, revistas de mulher pelada, barraca, lanterna, saco de dormir, etc. até estar completamente cheia. Abriu a janela de seu quarto, jogou a mala e foi descendo pela grade do andar de baixo. Tinha que fugir naquela noite, se não o sufocariam! Saiu, se escondendo do carro do pai que acabara de chegar. De longe ainda pode ver a luz de seu quarto sendo ligada. Apressou-se e pegou um táxi que rodava por pura coincidência:

- Então, para onde o garoto quer ir? – perguntou o taxista, um senhor já de idade.

- Para onde posso ir com, hum... Dez dólares – na verdade tinha no mínimo cem dólares, mas precisava economizar – Vai indo e me diz no caminho.

- Hum, está fugindo de casa?

- Não! Claro que não. Ninguém que fugiria de casa pegaria um táxi e faria uma pergunta como a minha. Estaria muito na cara.

- É por isso mesmo. É tão obvio que parece enganar alguém, meu filho, mas eu já tenho sessenta e sete anos, tenho experiência.

- Com essa idade não é proibido dirigir? – disse colocando o cinto de segurança.

- Ora, não se preocupe, tenho minha carteira atualizada todo ano. Alias, não adianta tentar me enganar nem enrolar, eu sei que você está fugindo de casa. Já tive sua idade e fiz essas coisas. Não precisa mentir! Se estiver fugindo, não irei cobrar você.

- Ta, eu estou fugindo, mas com um bom motivo! Lá em casa estava insuportável. Não agüentava mais minha mãe e meu pai sempre está mudando de cidade. Não tenho amigos e quando tenho, logo tenho que me despedir. A garota pela qual havia me apaixonado me disse “Se fosse pra ir embora tão rápido, então não precisava ter vindo” quando disse que teria que ir embora. Eles não sabem o tamanho da minha dor.

- Eu entendo sua dor, sofri muito com isso quando era menor. Sei como te ajudar! Vou levá-lo até lá.

Minutos depois estavam na frente de um imenso aeroporto. Mikael olhava espantado para o lugar, não pelo tamanho, pois sua família era rica, mas sim pelo fato não conseguir imaginar o que poderia fazer ali. Quer dizer, sem dinheiro, em um lugar que provavelmente descobririam que estava fugindo e o levariam para casa e para o imenso castigo de nunca mais sair de casa. Olhou espantado o motorista:

- Não precisa me olhar assim. Aqui é um lugar em que varias pessoas que varias pessoas visitam diariamente, mas não um fugitivo.

- Você não conhece minha mãe...

- Não se preocupe, não te pegaram, tenho contatos lá dentro. O guiaram lá e dirão o que fazer.

- Mas eu não tenho dinheiro! E pra onde eu poderia ir? Se eu for pegar um avião, vou acabar saindo do estado, é muito longe!

- Acredite, o longe nunca é o bastante. E você não precisara gastar dinheiro! Assim que entrar o reconhecerão e o levarão para onde tem que ir.

- Como assim vão me reconhecer? Nunca me viram na vida!

- Você que pensa! Sabemos muito mais sobre você do que imagina. Estamos todos esperando por esse momento, o dia em que Mikael Marco Miliard Silver ingressara novamente no Colégio Divine Nightworld!

- Mas o qu...

Não conseguiu terminar a frase pois foi puxado por dois homens altos vestidos com calças de vinil coladas e camisas mais coladas ainda, as duas pretas. Cada um tinha um detalhe a mais na roupa, um tendo um casaco de jeans preto exuberante com plumas brancas com algumas partes cinza e o outro um sobretudo preto com detalhes vermelhos feito de um tecido que Mikael julgou ser bem macio. Foi arrastado pela saída de emergência onde não havia ninguém. Não sabia se gritava e era pego ou ficava quieto e se deixava ser levado. Optou por se deixar levar, não por ser mais seguro, mas tinha mais medo da mãe. Foi levado até a pista de decolagem onde agora já estava amordaçado, com as mãos presas sendo carregado no colo. Ele não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha. Mesmo que ninguém, além dos dois estivessem vendo, não conseguia parar de achar vergonhoso. Foi jogado junto com um monte de mala no avião, onde esperou por um bom tempo, sem ter noção de onde estava indo. Durante o vôo tentou se soltar, porém, nada conseguia quebrar ou arrebentar o que o prendia. Estava começando a se desesperar quando abriram uma porta e novamente o pegaram no colo. Foi vendado e colocado em um carro, pelo que deduziu após ouvir o barulho do motor. Parecia engraçado, porque o tempo inteiro havia sido tratado com delicadeza, embora fosse levado contra sua vontade. Sentiu o carro parado e novamente foi pego no colo. Era irritante e vergonhoso! Provavelmente havia mais gente ali! Queria ser invisível... Onde será que estava? E que colégio era esse tal Divine Nightworld? Eram perguntas que não saiam da cabeça. Quando deu por si já haviam tirado a venda e soltado ele. Olhou ao redor e se espantou! Ta certo que sua família era rica, mas aquilo parecia um quarto de rei! Tudo muito parecido com as imagens que via em seus livros. Viçou tão atordoado com a visão que não notou que era observado por um senhor de idade:

- Gostou? Esse será seu quarto apartir de hoje. Seja muito bem vindo ao Colégio Divine Nightworld. Você acaba de se tornar um aluno interno do colégio mais disputado deste país. Aqui só se pode entrar com uma indicação e precisa ter o nível de inteligência acima da tabela de aprovação. Como estamos no inicio das férias, ainda temos muitos alunos aqui, mas logo eles sairão para passar o fim de ano com suas famílias, por isso, só alunos com o nível de gratificação mais elevado poderão permanecer aqui, deixando o colégio meio deserto. Providenciei um guia para lhe mostrar o necessário do colégio, o resto você vai conhecendo com o tempo.

- Mas... como? O senhor...?

- Ora, minha idade não indica impossibilidade. Eu sou dono desse colégio e posso trazer para ele, quem eu quiser. Ainda sei fazer as mesmas coisas de quando era jovem, meu rapaz. Eu comprei aquele táxi de um homem que precisava de dinheiro e venho rondando sua casa desde que você cogitou a possibilidade de fugir de casa.

- E... por que eu?

- Porque eu escolhi você! Foi testado por um ano. Esteve mudando de cidade constantemente desde que tinha quatorze anos e mesmo assim agüentou e no fim passou de ano. De cem garotos você, coincidentemente quem eu queria trazer pra cá, foi o único a passar de ano. Se quiser pode descansar agora e quando quiser que o guia te leve pelo colégio, é só apertar o botão do guia. Ai também tem outros botões caso queira outra coisa – disse saindo do quarto.

- O que... – afundou o rosto no travesseiro e gritou – ahhhh, eu não acredito nisso!!

Sem que percebesse adormeceu e quando acordou estava na hora do almoço do dia seguinte. Do nada veio uma luz em sua mente e deu um salto da cama. Onde deixara sua mala? Ao levantar percebeu que sua mala estava no canto do quarto, vazia. Foi até ela e a chacoalhou até que caiu uma carta escrito:

- “Sabia que viria até sua mala obviamente vazia! Suas roupas estão no armário com outras que providenciei para você. Seu diskman e as outras coisas estão em cima da mesa para que você coloque onde quiser e acho que você não precisa mais daquelas revistas, não? Eu fiz o favor de tira-las daí, é proibido aqui no colégio ESSE tipo de conteudo, ok? Ass: o Taxista misterioso rs...”

- Esse cara ta tirando uma com a minha cara! Eu vou falar com ele agora mesmo! – disse Mikael, então escuta o ronco vindo de seu estomago – é melhor deixar para depois do lanche... hum... que horas são? – resmungou para si, olhando um relógio digital, marcando uma hora, no criado mudo ao lado de sua cama – é, pelo menos tem algum indicio de tecnologia aqui. Como posso comer algo descente por aqui? – disse dando uma olhada nos botões que tinham acima de sua cama – parece que pro almoço eu tenho que ir até o restaurante... Que saco! – disse indo para o banheiro.

Quando Mikael entrou no banheiro, ficou boquiaberto. Que banheira! Que banheiro! Aquele com certeza era O banheiro. Tinha a metade do tamanho do quarto, o que já era bastante. Tinha uma imensa banheira redonda em um canto, um espelho enorme ao lado da pia que era feita de granito e uma ducha no outro canto. Havia também um grande armário onde estavam guardados loções, cremes, pétalas de flores, sabonetes, óleos e tudo o que tinha direito. Claro, também tinha os lugares para fazer suas necessidades e um close. Achou melhor sair de seus desvaneios e se arrumar logo, pois não sabia até quando o restaurante ficaria aberto. Tomou uma ducha, se secou e amarrou a toalha na cintura. Não sabia se dava uma olhada no close ou ia no armário dentro do quarto. Resolveu abrir o close e tomou um susto, quantas roupas! Achou um bilhete dentro do close escrito:

- “Hahaha, acertei de novo! Sabia que não resistiria abrir o close. Para o almoço, coloque o uniforme do colégio que possui três modelos de acordo com classe. Ah, seu nível é o S e o maior por causa de quem te indicou, eu, então pode desprover de total liberdade! Só tome cuidado com os invejosos! Ass: eu”

- Esse velho! Ele me paga! Vamos ver essa tal roupa... – disse abrindo um embrulho com o nome “roupa do colégio” – ele quer que eu vista ISSO?

A roupa era uma calça de couro preto justérrima, uma camisa preta de manga longa, um sobretudo longo sem manga preto com detalhes vermelho e uma corrente com um dragão para por no pescoço. Que tipo de uniforme era aquele? Isso se é que pode ser considerado um. A contragosto vestiu o “uniforme” passou um perfume e um desodorante, ambos muito cheirosos, também providenciados pelo “velho”. Se olhou no espelho e se espantou! Nem parecia ele! Estava... bonito. Arrumou o cabelo de uma forma que parecesse mais bonito e ele mesmo se espantou novamente.

Pegou a chave cartão de seu quarto, mais uma modernidade no meio da antiguidade, e um pequeno mapa que indicava os principais locais. Enquanto andava, percebeu que todos olhavam para ele e se sentiu incomodado com a situação, mas resolveu ignorar. Ao olhar pela janela deduziu estar no quinto andar. Também notou uma quadra enorme descoberta e outra coberta. Pode ver alguns alunos praticando vôlei na quadra descoberta. Desceu até o “T” pelo elevador e seguiu o caminho pelo mapa. Já estava cansado de levar surpresas, então nem ligava mais para o modernismo misturado com objetos de época e coisas chiques. Entrou no restaurante, também muito bonito, porém, apenas moderno. Foi até o balcão onde perguntou:

- Moço, como posso pegar comida aqui?

- Seu cartão de indentificação.

- Ahn?

- Passe-me seu cartão de indentificação para comer.

- Que cartão?

- O que você recebeu assim que ingressou nesse colégio, claro! Ande, me passe seu cartão.

- Mas eu não tenho cartão...

- O que? Qualquer um que não tenha cartão não pode permanecer nos limites do colégio – disse apertando um botão – segurança! Temos um aluno sem cartão aqui.

- Mas eu...

- Deixe-o em paz Leandro! Sabe muito bem que, como ele está com o uniforme ele faz parte desse colégio – se intromete Anne.

- Ah, você só está defendendo ele porque gostou dele! Você é muito chata, e alias, já chamei os seguranças. Não fique se achando só porque passou da classe C para a A, seu nível continua baixo!

- Ora seu abusado! Sou uma estudante, o que já é bem superior ao seu nível. Irei chamar o diretor agora mesmo! – retruca indo para a porta do restaurante e levando Mikael junto.

- Não precisa se incomodar, já estou aqui – diz o diretor aparecendo pela entrada do restaurante – o que houve senhorita Anne?

- Diretor, o Leandro está sendo mal educado comigo e com esse novato! Queria expulsar o novato do colégio e me esnobou! – dia Anne para o diretor, que no momento não prestava atenção pois não tirava os olhos do Mikael – erh... diretor? Está me escutando?

- Ah, sim, desculpe-me... – reponde o Diretor, saindo de seu transe – Leandro, é verdade o que ela disse?

- Claro que não senhor – mente com a maior cara de pau.

- Anne – fala o diretor – você mentiu?

- Eu... erh – tenta dizer Anne que ficou sem reação.

- Meu! Vai mentir assim lá na China! Que cara de pau! Acaba de chamar os seguranças – diz Mikael apontando para os seguranças que corriam em direção a eles – me disse que não posso ficar aqui porque estou sem um tal cartão...

- Leandro, depois de terminar seus serviços vá até minha sala. Agora ficou claro pra mim quem estava mentindo, sinto muito senhoria Anne.

- Tudo bem diretor... – diz Anne com a cara mais vermelha possível.

- E o senhor, é? – perguntou o diretor olhando para Mikael.

- Ah, eu nem sei o que faço aqui. Aquele velho que diz ser dono do colégio me trouxe pra cá ontem a noite dizendo que eu estudarei aqui, mas eu nem disse nada e ele já me arrumou os uniformes, o quarto e tudo mais...

- Oh, então você foi indicado pelo senhor Silver? – perguntou o diretor dando pouco caso – mas continuo sem saber seu nome...

- Ah – fica vermelho – meu nome é Mikael Marco Miliard Silver, mas só Mikael ta bom... E o senhor disse senhor Silver? Igual ao meu sobrenome?

- Eehhhh??? – grita todos presentes no restaurante.

- Wah! O que foi?

- Você disse Miliard Silver? Quer dizer, o sobrenome do neto do dono do colégio? – Anne olhava assustada para Mikael.

- Neto? Como assim? Eu não tenho avós! Todos morreram antes de eu nascer! Devem estar me confundindo com outra pessoa.

- Talvez, mas porque não vamos passear pelo colégio, ainda não deve conhecer muitas coisas – opina o diretor – eu lhe acompanho.

- É que... – ronca a barriga de Mikael e ele fica vermelho – eu...

- Hahaha, claro, então almocemos primeiro. Senhorita Anne, gostaria de nos acompanhar?

- Claro!! Vamos – responde Anne com um brilho no olhar.

Mikael havia percebido, mas achou melhor ficar quieto. Desde que o diretor chegará, Anne ficara tímida, envergonhada e sempre olhava para o diretor com um brilho nos olhos. Sabia o nome disso, era amor, mas tinha um pouco de pena dela. Namorar o diretor com certeza era proibido.

O diretor era um homem alto, pele bem clara, cabelos negros, olhos cinzas que aparentava não ter mais que dezessete anos. Ninguém podia negar que era bonito e devia ter legiões de garotas caidinhas por ele pelo colégio. Achou melhor não atrapalhar Anne com sua conquista, afinal, devia isso a ela por ter ajudado ele:

- Ai! Me lembrei que eu tinha que falar com o... o... Senhor Silver – diz se afastando – até mais tarde!

- Mas... – tenta dizer o diretor.

- Espere! – tenta impedir que o garoto vá, seria muito vergonhoso ficar sozinha com o diretor.

- Tudo bem. Ainda está com fome? Pensei que já tivesse comido – diz o diretor se virando para Anne.

- Como o senhor sabe?! Quer dizer...

- Não se preocupe com isso, foi gentileza sua aceitar nos acompanhar. Eu já tinha passado aqui a alguns minutos e a vi almoçando. Bem, agora já estou de saída, tenho que falar com o senhor Silver – fala sorrindo.

- Não... Não ia almoçar.

- Eu também já almocei – responde com um misterioso sorriso e em seguida sai do restaurante, deixando Anne confusa.

Enquanto isso, Mikael retorna ao seu quarto sem muita dificuldade. Seu estomago roncava, estava confuso com tudo que estava acontecendo, então começou a imaginar o que poderia estar acontecendo no restaurante e deu uma leve risada. Basicamente não conhecia ninguém direito e mesmo assim já se sentia em casa. Não seria má idéia ficar naquele lugar, era bem aconchegante e não tinha nem uma mãe que o botasse de castigo. Levantou-se, pegou um pacote de bolacha em cima da mesa e começou comer até que escutou batidas na porta. Foi até a porta e ao abri-la deu de cara com o diretor:

- Diretor! – disse Mikael, já vermelho por lembrar da mentira que disse – o que faz aqui?

- Ora, como disse que tinha que ir falar com o senhor Silver resolvi acompanha-lo, mas quando dei por mim, percebi que tinha vindo para seu quarto. Posso entrar?

- Ah, claro, claro, entre. Sente-se onde quiser.

- Obrigado – disse sentando na cama.

- Hum, não quer sentar no sofá? Acho que é mais confortável.

- De modo algum, sua cama é muito macia e gostosa.

- Ah – sentiu seu rosto ferver – mas o que quer?

- Não quer passear? Eu vim lhe convidar, afinal, ia sair comigo depois do almoço.

- Sim – sentia-se um pimentão. Que insinuações eram aquelas? – o que aconteceu com a Anne?

- Ela já havia almoçado, então foi jogar vôlei com as amigas dela.

- E o senhor? Não almoçou?

- Não se preocupe, vamos? – disse saindo do quarto.

- Vamos – respondeu saindo atrás do diretor e trancando o quarto.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.