School Boxe
8 Capítulo 8: E o grupo aumenta...
Notas iniciais
espero que gostem mais do que eu *¬*
enfim...
casais estão por vir...e muta porrada também XD~
eu vou postar um especial de natal (SUUUPER atrasado o.o)
quando...eu ainda não sei
...
o nono capítulo vai demorar para sair ó.ò (eu sei eu sei, triste não é?) me deem ideias que eu escrevo mais rápido =3
BJs o/
Ps: lovi minha beta s2
O dia passava se arrastando. E o maior divertimento de Miyu e Hanajima era irritar ao máximo sua amiga vestida de menino. Entretanto, hoje Kisa não estava presente. A menina de semblante sonolento se manteve quieta e pensativa o dia inteiro. Hanajima soltava exclamações, mostrando claramente que estava entediada. E a mais nova integrante do grupo ainda não falara uma palavra.
- Yuna, já sabe que clube você vai entrar? – perguntou a loira quebrando o silêncio. Não perguntaria à Miyu, pois sabia que se o fizesse, seria ignorada.
- A... acho que economia doméstica... – na verdade, nem ela sabia. Apenas respondera a primeira coisa que lhe viera à mente. Queria conhecer mais sobre as meninas, então continuou: — Miyu, vai entrar em qual?
Miyu manteve-se calada, mas não houve diferença. Hanajima respondeu, entre risadinhas, no lugar da amiga que sempre entrava no mesmo clube:
- Kendô! Com absoluta certeza vai ser o de Kendô!
- E Kisa? Vai participar de qual? – Kurei perguntou, corando ao falar o nome de seu amor tão informalmente.
-Hum... não sei, normalmente Ki-chan entra em um clube diferente a cada ano.
- Ki-chan?
- É um apelido muito legal, e que Kisa ama muito. – Hanajima respondeu inocente, ocultando a brincadeira por trás do codinome. Inesperadamente, recebeu um gincotsu da amiga que, até então, estava calada como defunto.
- Não acha que é cedo demais para envenenar a mente de uma pessoa que acabamos de conhecer? – repreendendo Hanajima com um olhar de censura, Miyu voltou ao seu estado pensativo.
Yuna sorriu sem entender absolutamente nada. O sinal tocou, dando fim a breve conversa do grupo.
Na sala de aula, Sakeri estava com muito sono. O dia fora extremamente chato e a aula que estava era ainda mais monótona. Ela levantou a mão chamando a atenção do professor, esfregando o rosto com a outra.
- Sensei, posso ir no banheiro? – assim ela aproveitaria a chance de lavar o rosto e de dar uma acordada, com o consentimento do professor, Hanajima vai ao banheiro e dá uma boa lavada no rosto, na volta, resolve passar pelo caminho mais longo.
Hanajima andava distraidamente pelo corredor deserto, até sobressalta-se com os berros do diretor em sua sala.
- Eu não quero saber! Eu o mandei aí para se curar ainda neste ano! Ele NÃO ficou louco! Eu tenho certeza que é incompetência do seu pessoal! – a garota reconheceu a voz exaltada do homem, e curiosa, se agachou para ouvir mais. — Eu quero tira-lo daí o quanto antes! Essa história está arruinando os meus negócios! Quero resultados! Não importa, vou tira-lo daí o quanto antes!
O celular foi brutamente desligado, o diretor andava de um lado para o outro em sua sala, ardendo em fúria. Hanajima se levantou lentamente, no entanto, sua perna estava dormente e ela perdeu levemente o equilíbrio, esbarrando na porta e abrindo uma fresta. Para sua sorte, ela continuava, de certa forma, oculta.
- Quem está ai? – chamou o diretor em um tom grosseiro. A garota se levantou. Entraria na sala e diria que apenas queria falar com o homem. Estava prestes a tocar na porta quando foi atirada para trás de um grande vaso no corredor.
- Sou eu. – o diretor sorriu ansioso ao ver quem era. — Vim aqui para falar com o senhor.
- Ah, sim! E então? Conseguiu eliminar alguém? – Hanajima ficou alerta com o novo diálogo, ainda oculta atrás do vaso. Ela se remexeu, tentando mudar de posição para escutar melhor mas o movimento lhe causou dor. Havia torcido o tornozelo ao ser empurrada. Ela ignorou a dor, apurando os ouvidos.
- Estou desistindo do serviço. – anunciou o assassino. O semblante do outro mudou.
- Como assim “desistindo do serviço”!? Falaram que você é a melhor neste ramo! – ele socou a mesa com força. Alguns papéis caíram no chão.
- Uma das melhores, mas isso não vem ao caso. – corrigiu-o — Não vou mais trabalhar para o senhor. No entanto, continuarei aqui, para me certificar que você não tentará nada contra as três.
- Mas é claro que eu vou tentar! Elas deixaram meu único filho louco! – esbravejou esmurrando o móvel novamente. A mesa tremeu. — Ele seria sucessor da maior empresa do oriente e dirigiria esta escola depois de mim! Aquelas fedelhas estragaram tudo!
O coração de Hanajima saltou. Ele estava falando de Kisa, ela e Miyu. E ainda havia contratado um assassino, que por alguma razão, desistira do serviço e as protegeria.
- Isso não me importa! – olhos azuis tremeram em fúria e o diretor se encolheu instintivamente. — Pode contratar outra pessoa se quiser, mas saiba que ela terá muitos problemas, ou até a eliminação dela própria.
— Você não pode fazer isso... — respondeu hesitante. Mas fora ignorado pelo som da porta batendo com força.
- Você está bem? – a voz de tom agora gentil mal chegara aos ouvidos de Hanajima e ela desmaiara.
Na sala de aula, um alerta de urgência percorreu o corpo de Miyu. Algo estava errado, onde estava sua amiga loira? A menina se repreendeu por pensar tanto na aluna nova que não prestara atenção em seus passos. O sinal da última aula do dia tocou. Os alunos dispararam apressados para fora da sala, deixando Yuna e Miyu sozinhas.
- Yuna, pode me fazer um favor? – pediu a morena, terminando de arrumar o material de Hanajima.
- Hum? Tá.
- Sabe onde fica a casa da Hanajima?
- Não.
Miyu arrancou a agenda da mochila, anotando o endereço em uma página qualquer e rasgando-a, para então entregar à Yuna.
- Só quero que você veja se ela já foi para casa. E aproveita e vê se Kisa está melhor. – essa seria uma boa oportunidade para Yuna ver Kisa. Rápida como era, Miyu logo percebeu que a menina gostava de sua amiga.
- T...Tá! – ela corou furiosamente, abaixando a cabeça.
- Ah! Este é o meu celular. – ela escreveu rapidamente na folha e saiu da sala.
Não havia tempo a perder, queria ter certeza de que Kisa estava segura. Miyu chegou na sala de depósito onde normalmente o clube de teatro deixava seus figurinos e partes cenários. Remexendo nas várias caixas que estavam espalhadas pelo chão, ela logo encontrou o que queria: uma katana. Retirou a espada da bainha para ver seu estado, provavelmente nunca fora usado antes. A lâmina estava afiadíssima e brilhante. Era estranho uma escola comprar armas de verdade, mas algumas vezes o teatro comprava artigos verdadeiros na correria das peças.
Sua mente procurava uma resposta do por quê de nunca poderem usar uma katana de verdade. Mas não era hora para isso. Miyu repôs a espada na bainha e saiu da sala com o objeto em mãos.
Passou por várias salas vazias, alguns alunos se encontravam no pátio da escola, indo embora para casa. As luzes já iam se apagando. Miyu estava prestes a subir as escadas para ver o próximo andar quando percebeu um pouco de luz saindo pela fresta da porta da enfermaria. Ela adentrou a sala no instante em que Kaoru colocava Hanajima na maca.
- O que você fez? — seu sangue ferveu e ela sacou a espada. Sua voz saíra assustadoramente controlada.
Kaoru por um momento sentiu medo, a ponta da lâmina foi pressionada contra seu pescoço quando ele se virou. E azuis puderam ver a aura maligna e raivosa que emanava da menina à sua frente.
- Eu posso explicar, ou vai me matar antes? – Ele ergueu as mãos, mostrando-se submisso.
- Comece.
- Você já deve ter suspeitado de mim, mas não foi capaz de encontrar nada, não é? Sou bom no que faço. Depois que vocês três torturaram o filho do diretor, ele me contratou para matá-las.
- Por quê?
- Ele não pode se envolver em qualquer tipo de crime. Ele se arriscou muito me contratando... O diretor é dono de várias empresas importantes no país. Kiyo foi declarado herdeiro de tudo depois que o pai dele fez um acordo com o chefe da máfia. Mas é óbvio que ele não tem noção de como controlar as empresas do papai.
- Ele serviria como uma marionete perfeita. – Miyu completou. — E por que não nos matou? – perguntou em um tom de desleixo.
- Eu ia matar Kisa primeiro. Mas acabei encontrando o diário dela e percebi que a vida dela não foi muito diferente da minha. No entanto, ela não seguiu o mesmo caminho que o meu.
- Um assassino?
-Não, alguém que parou de se ver como ser humano. Diferente de mim, ela ainda confia nas pessoas e não tem medo de se relacionar com elas. Eu já estava pensando em desistir desta vida antes mesmo de aceitar esse trabalho, mas foi a vida dela que me deu um empurrão.
Miyu abaixou a katana, guardando-a. O quebra-cabeça estava completo. O celular tocou, quebrando o silêncio e a tensão do momento.
- Alô?
- Miyu? É a Yuna, eu estou na casa da Hanajima,mas ela não está aqui.
- Já achei ela, onde você está?
- Na casa dela! Eu falei que só queria saber se Hanajima já havia voltado e se Kisa estava melhor, mas a mãe dela foi me convidando para comer, tomar um lanche... E eu acabei ficando.
- A mãe dela é assim mesmo. Mas tente ir embora antes de anoitecer, senão você vai ter que responder um monte de perguntas do pai dela.
- O quê?
- Ah, aproveita que você está ai e fala pra mãe dela que eu vou levar a Hanajima mais tarde tá?
- Tá.
- E como está Kisa?
-An... Já está bem melhor, a febre já passou e ele já está conseguindo comer um pouco... Mas continua vermelho.
- Yuna! Você está no quarto dele?!
- AH! Eu não, tô não!! Não mais...
- Bye bye, Yuna.
Miyu encarou Kaoru por algum tempo.
- Você ainda vai continuar como menina?
- Você percebeu, né?
- Tenho uma amiga que se veste de menino esqueceu? O contrário eu também percebo...
- Eu posso falar que eu ainda não tinha uniforme e fui obrigado a usar o da minha prima... – ele disse pensativo.
- Não vai colar.
- Eu sei, mas é melhor do que sair da escola e depois voltar, não acha?
- Vai ter que me ajudar a levar ela. — Miyu apontou para a amiga desacordada.
- Quem garante que não fui eu quem a deixou assim? – falou em um tom travesso.
- Não, não... Você provavelmente deve ter ajudado ela a se safar de uma enrascada, mas ela acabou torcendo o tornozelo e se assustando com você e desmaiado.
- Como voc....?
- Somos amigas há anos, como você acha que eu a conheci? – ela respondeu, lembrando-se vagamente.
- Ah...
- Agora me ajude aqui. – Miyu colocou Hanajima sentada na cama.
-Eu posso ir carregando ela. – Kaoru segurou a garota como se ela fosse um bebê.
-Vou pegar as coisas dela. — Miyu saiu da enfermaria deixando os dois sozinhos.
Kaoru olhou para a menina que agora caíra no sono. Os cachos estavam em seu rosto, a pele morena de Hanajima combinava perfeitamente com a cor de seu cabelo. Por instinto, ela se encolheu mais nos braços que a sustentavam.
- Kawaii... – ele corou.
Miyu voltou e os dois foram para a casa de Hanajima, Yuna já havia ido para casa. Sakeri foi deixada em sua cama, confortavelmente. Kaoru seguiu seu caminho e Miyu foi para casa.
Sentada em sua cama ela repassou os acontecimentos do dia. Seu yorkshire deitado em seu colo.
- O grupo cresceu, Mushu...
Notas finais
eu acho que ela dá dooorgas pra ele =D *apanha*
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