Schattenstaffel, o Esquadrão Sombrio
11 Capítulo 11 - Em Breve: Hamburg
Notas iniciais
A maior parte da cerimônia foi usada nos discursos do Manstein e do Frieden, ambos exaltando o espirito alemão e as ações de nós, alunos da SS, além de diversos ataques aos rebeldes comunistas. O discurso da minha mãe foi bem rápido e objetivo:
— Um dia meu pai me perguntou se eu sabia o que era ser forte, eu respondi que era poder mais que outra pessoa de algum jeito. Depois de assumir como ministra de defesa ele me fez a mesma pergunta, dessa vez eu respondi que ser forte era não se abalar, seja por golpes fortes ou fracos, você sempre deve se manter firme, sempre se manter forte.
Estou em nome do chanceler e do presidente autorizando que os 13° Pelotões da Academia Militar de Oficiais de Assalto da Schutzstaffel de Berlim, se tornem uma unidade especial em treinamento de campo, e sejam reforçados por alunos do 3° ano da Academia Militar da Schutzstaffel de Frankfurt temporariamente. Já os reforços que chegaram da Academia de Munique irão entrar em treinamento imediatamente, mas não serão enviados a combate. Ao final desse golpe de estado, as tropas da Academia de Frankfurt voltarão a sua academia.
Rommel – Então esse era o seu plano?
Juliet – Desculpe Rommel, não consigo entender quando falam nesse tom comigo.
Rommel – Me desculpe, estava perguntando se era isso que você tinha planejado.
Juliet – Sim, os 13° Pelotões serão enviados para Hamburg e depois Oldenburg como o Franz no comando delas, e você como superior dele.
Rommel – Você não acha que está fazendo muita propaganda em cima deles?
Juliet – Não, a Alemanha precisa de símbolos, e esses símbolos vão decidir o futuro dela. Como eles já estão virando um desses símbolos, muitos jovens serão atraídos para a SS, em vez da Wehrmacht, além do apoio contra os comunistas.
Rommel – Ainda é muito cedo, a SS não pode lutar contra a Europa sozinha.
Juliet – Mas ela não está sozinha, nem a Alemanha.
Rommel – Como assim?
Juliet – O bom de ser influente é saber de coisas antes que outros possam desconfiar delas.
No final da cerimonia recebemos as medalhas e promoções; eu fui promovido a capitão e a Rebecca a Tenente. Depois da cerimônia, ela nos apresentou ao major-general Kurt Heerwagen, comandante da 1° Divisão Panzer, que estava responsável pela defesa de Hamburg e a retomada de Oldenburg, o pelotão da Rebecca está nessa divisão e vai nós acompanhar em nossas missões.
Ouvi rumores de que já estão criando o design de uma tal de “medalha da guerra civil alemã”. Acho que isso significa que os planos da minha mãe estão dando certo, bem... não lembro da última vez que ela falhou em algo.
Bernd – O que você acha que a Wehrmacht vai fazer agora?
Franz – Pelo que eu percebi, o tal de Heerwagen vai tentar acabar com os rebeldes em Hamburg antes de nós chagarmos lá, ou seja, nos próximos dois dias.
Frozty – E você acha que ele irá conseguir?
Franz – O único jeito dele conseguir é explodindo uma boa parte da cidade.
Bernd – Mas se ele fizer isso vai acabar com a imagem da divisão inteira, e da Wehrmacht junto, além de motivar muito mais pessoas a se tornarem comunistas e rebeldes.
Franz – Bem, é terrível para Hamburg, adoro aquela cidade, e sou contra destruir mais do que o necessário, porém, seria uma boa chance para nós.
Frozty – Acho que Munique já é uma boa oportunidade. O que será que a Juliet preparou para depois que terminarmos lá?
Bernd – Eu acho que mais entrevistas, talvez medalhas e promoções, vários discursos e uma ótima e curta visita, além de uma festa.
Franz – Acho que você esqueceu de um.
Bernd – Qual?
Franz – Uma boa caçada.
Frozty – Sempre deve haver uma depois de um golpe, ou de uma revolta.
Franz – Nesse caso, depois de uma guerra.
Bernd – Tudo o que temos que fazer é esperar dois dias.
Frozty – E depois, fazer o que nós sempre fazemos.
Franz – Dar o nosso melhor.
Durante a noite a Nicolle bateu na porta do meu quarto e me chamou, ela disse que queria melhorar sua liderança e me pediu ajudo. Passamos a noite mais rindo e conversando do que outra coisa. No dia seguinte ela recebeu a notícia que os nossos uniformes estariam prontos no dia 30, e seriam entregues para nós em Hamburg mesmo.
Rommel – Quando você me falou sobre os alunos de Frankfurt eu não acreditei, o comandante deles é um egoísta inflexível.
Franz – Inflexível sim, burro não, e outra, qualquer coisa pegaríamos os alunos da academia de Stuttgart, o comandante de lá é mais manso, porem são alunos também são.
Rommel – Sabe uma academia da SS que eu queria que existisse?
Franz – Me diga.
Rommel – Uma em Versalhes, adoraria transformar o palácio de lá em uma academia.
Franz – Realmente, bem, não é impossível, basta esperar até o dia em que tenhamos como fazer isso.
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