Scarlet Roses
9 Sweat
Notas iniciais
Syndra deixou o corpo ser totalmente dominado por Zed. Ainda que tivesse forças para se mexer e colocar-se sobre ele novamente, não pretendia fazer aquilo. Queria que ele a guiasse, do jeito bruto que já havia demonstrado ter. Por isso lançou-lhe um olhar inocente, marejado, como quem implora por misericórdia em seus últimos instantes de vida. — Zed…
Ele não a deixou concluir uma frase. Levou a mão que previamente massageava o clitóris à sua boca, deslizando dois dedos entre os lábios carnudos de Syndra. Ela fechou os olhos, deliciando-se com o gosto adstringente, e contornou os dedos com a língua. Quando eles ficaram umedecidos, Zed removeu-os de pronto, descendo-os por suas coxas quentes e pousando-os sobre sua virilha.
— Você acha que eu caibo aqui? — Ele perguntou.
A mulher arfou, sentindo o clitóris a ser massageado enquanto um dos dedos de Zed deslizou dentro de si. Teve que abrir os olhos e inclinar o rosto na direção dele, tentando contemplar a visão do braço musculoso entre suas pernas. Apertou-o com as coxas, desesperada, e sentiu o útero a pegar fogo conforme era lentamente penetrada.
Com a mão esquerda, Zed acariciou os cabelos de Syndra, afastando-os do rosto. E depois agarrou-lhe pelas bochechas, colocando o dedão sobre seus lábios e forçando-a a olhá-lo nos olhos. Ela resistiu ao contato e esticou os braços, desajeitada, buscando agarrá-lo de alguma forma e trazê-lo para perto de si, tomada pela ânsia de sentir sua tensão e tê-lo ali, teso, pressionado contra seu ventre.
— Hum? — Pressionou-a a responder.
Syndra abriu a boca, sentindo a língua dormente, e acenou a cabeça para cima e para baixo, completamente fraca, mas determinada a recebê-lo inteiramente dentro de si. Ele também acenou com a cabeça, satisfeito, e continuou a penetrá-la com um dos dedos, intensificando o ritmo com o qual o inseria. Acostumando-se com o desconforto que logo se transformou em prazer, Syndra deixou alguns gemidos escaparem e fechou os olhos com força, constrangida demais para olhá-lo nos olhos, principalmente na situação humilhante em que estava.
A mão esquerda de Zed deslizou entre seus seios, massageando-os com apreço, e então agarrou-lhe um dos mamilos com força, o que fez Syndra ganir de dor.
— Ah… — O suspiro doce do homem soou como um pedido de desculpas. — Assim não, não é?
Dedilhou-lhe o mamilo com cuidado, acariciando-o com delicadeza, e Syndra sentiu o coração disparar a cada toque, completamente vulnerável. Zed tomou um dos seios na boca com rapidez, ansioso para sentir seu gosto. A sensação quente e úmida de sua língua fez Syndra arquear as costas e abrir os olhos; desejava-o cada vez mais e, ao mesmo tempo que tinha vergonha, precisava assisti-lo, espectando a maneira como ele lhe causava tanto prazer e ansiosa para retribuí-lo.
Quando Zed ergueu os olhos para ela enquanto brincava com o mamilo sob a ponta da língua, Syndra arfou e recebeu mais um dedo dentro de si.
Com movimentos precisos, Zed pressionou seu quadril para baixo, desejando chegar fundo, tão fundo que Syndra nem sabia qual era aquela sensação. E ela tentou tapar a boca com as mãos, escondendo a vontade de gritar, mas ele agarrou seus pulsos com violência, comprimindo-os contra a cama. Syndra protestou, mordendo os lábios, e impulsionou o corpo para cima, enrolando as pernas no quadril de Zed na tentativa de puxá-lo contra si. Tomada pelo desejo, ela estava ainda mais curiosa para senti-lo de verdade, tão profundo quanto o par de dedos, de uma maneira que jamais havia desejado algo em toda a vida.
Presa naquele templo por anos, Syndra tinha tanto desejo reprimido dentro do corpo que se sentia prestes a explodir. E teria sido capaz de controlar e manter sua castidade se não fosse pela presença de Zed, tão assustadora quanto inebriante. Assim havia se percebido completamente atraída por ele, por cada movimento dos braços, pelo arquear de suas costas, pelo peitoral bem definido e pelo fino caminho de pelos que guiava os olhos até o provocante cós da calça.
Zed afastou as mãos do corpo de Syndra e ergueu o tronco. Conforme ele desceu os olhos por seu corpo desnudo, passou a língua sobre os lábios e Syndra sentiu o rosto enrubescer. Levou as mãos aos seios, querendo escondê-los, mas os mamilos ainda estavam sensíveis, o que a fez suspirar. E Zed, deleitando-se com a visão, afastou suas coxas com as mãos, aproveitando para admirar sua intimidade rósea, distensa e encharcada. Syndra sentiu uma corrente líquida escorrer por entre as coxas e instintivamente as fechou, ao passo que Zed afastou seus joelhos mais uma vez.
— Eu vou te foder agora. — Ele suspirou.
Syndra mordiscou os lábios e encolheu-se na cama, envergonhada. Zed desamarrou a fina faixa que segurava a calça nos quadris.
— Vai doer um pouco… Mas vai ser gostoso.
O tecido escorregou lentamente, revelando seu membro enrijecido. Syndra mal teve tempo para observá-lo, curiosa, já que Zed se posicionou entre suas pernas, empurrando-as na direção da cama para observar perfeitamente o seu ventre. Ela suspirou, assustada, mas ele estava tão concentrado em dominá-la que não a deu atenção. Com o auxílio de uma das mão roçou-se, umedecendo o pênis com o líquido desaguado por Syndra. E sorriu, tão satisfeito, enquanto o peito de Syndra batia tão forte que era capaz de desmaiar.
Zed inclinou-se sobre seu corpo pálido, apoiando-se na cabeceira da cama com as duas mãos. E parou a centímetros do seu rosto corado, deliciando-se com a expressão envergonhada da mulher. Syndra teria sentido medo se ele não tivesse cheirado seus cabelos e sua nuca, cauteloso, como um assassino que apenas elimina a presa enquanto ela dorme tranquila. Ele então respirou fundo, os dentes rangidos indicando seu frenesi.
— Você quer? — Perguntou.
Syndra sentiu a pressão exercida pelo membro de Zed. Ele parecia estar mobilizando todas as suas forças para não invadi-la o mais rápido possível. Ainda que o desejasse mais do que tudo, não conseguiu falar. Tinha a garganta seca, as mãos sobre os seios, pressionando-os contra si mesma, e apertava os olhos com força. Não parava de pensar na dor que sentiria ao tê-lo dentro de si, até que Zed a fez mudar de ideia.
Os lábios de Syndra foram tomados em um beijo apaixonante. Ela relaxou os ombros, deixando as mãos livres, e Zed passou uma delas sobre seus ombros. Agarrou-se a ele, perdida no beijo, e sentiu os interiores pegarem fogo quando Zed impulsionou o quadril para frente. A intimidade de Syndra foi inundada por calor, um calor prazeroso ainda que angustiante, e ela se libertou de seus lábios para soltar um gemido alto e tortuoso.
Zed mostrou um sorriso sádico, mas parecia levemente preocupado. Syndra então mordeu os lábios, agarrando-lhe pela nuca e forçando-o a beijá-la novamente. “Não pare”, era o que transmitia.
Os movimentos de Zed eram lentos, mas ele se inseriu tão profundamente que Syndra sentiu o útero vibrar ao toque. E assim continuaram por alguns instantes, até que Zed ergueu o tronco novamente. Syndra admirou o rosto rubro e as gotas de suor que escorriam pelo pescoço, e perdeu o controle dos gemidos quando ele passou a penetrá-la mais rápido. Quando ele subiu os olhos por seu abdômen, ela delirou de prazer, apertando os seios e unindo-os um ao outro, os mamilos capturados entre os dedos, um reflexo tão excitante que Zed se viu perto do ápice.
— Cacete. — Ele murmurou, desconcertado. Syndra manteve os olhos fixos em seu rosto, enlouquecida, deliciando-se com o fato de está-lo gerando tanto prazer. Zed jogou o rosto para trás, respirando fundo, comprimido entre as pernas de Syndra, tão dominado pelo tesão que não era capaz de raciocinar. — É tão apertada…
Syndra gemeu tão alto que escondeu a boca com as mãos, assustada, já que àquele ponto não conseguia controlar as pernas trêmulas, muito menos os braços, que mantinha rente ao corpo. E os ruídos abafados continuaram, até que Zed voltou a atenção a ela e arrancou ambas as mãos da frente do rosto. — Eu quero ouvir. — Demandou, agarrando-a pelas coxas para que mantivesse a posição antes de continuar a socar.
Uma sinfonia de clamores altos inundou o quarto, e Syndra viu-se prestes a chorar, arqueando o corpo para a frente. Um arrepio subiu-lhe do clitóris ao ventre, caminhando pelas costelas, e ela apertou as pernas contra o tronco do rapaz. Quando fechou os olhos e prendeu a respiração, a visão ficou tão clara que pensou que seria um sonho, e uivou o nome de Zed com desespero. O corpo tremeu por sucessivos segundos, mas o homem não parou de mergulhar dentro de si durante o clímax, não até que Syndra desfalecesse sobre a cama, perdendo a força nas pernas.
Ele aproveitou aquele instante para puxar seu quadril para cima, atingindo tão fundo que Syndra arregalou os olhos, gemendo e trêmula. — Assim… — Ele suspirou; tinha o olhar nublado, cravado nos lábios de Syndra, e conseguiu resistir por alguns instantes, até ser forçado a retirar-se de dentro dela, ofegante, e gozar sobre seu abdômen.
Syndra abriu os olhos, atônita por alguns instantes. Esticou a mão e tocou fluido claro, ainda sob o olhar rigoroso de Zed. Depois, levou a mão aos lábios, curiosa para experimentá-lo, e lambeu a ponta dos dedos. O rapaz ofegante mostrou um sorriso tão encantador que Syndra corou até a raiz dos cabelos, percebendo o que havia feito. Ele calmamente limpou seu abdômen com o tecido da calça e então agarrou seu corpo em um abraço.
— Me dá trinta minutos e eu te como de novo. — Ele sussurrou em seu ouvido.
E então Syndra jogou-se sobre ele, escondendo o rosto em seu pescoço e aconchegando-se sobre a cama. De maneira bem humorada, ela trilhou alguns beijos na clavícula de Zed.
— Eu espero.
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