Scared Of The Fire: Wandinha, Enid, and You
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Meu projeto é lançar somente duas histórias exclusivas de imagines aqui, e num sopro, sumir. Não tenho objetivo de me alongar em capítulos e tramas gigantescas, então para aqueles que vieram do Wattpad e/ou Spirit para ver tais obras originais, desejo-lhes boas-vindas (brevemente).
Boa leitura!
Mãe!– minha garganta não para de gritar isso enquanto tentava correr mais que o Rimac Nevera da imponente sra. Evectus— para a porra desse carro!
Alcancei a lataria e enfim descontei toda a frustração que sentia ali. Amassei o metal como papel enquanto os pneus gritavam no asfalto, a fumaça da borracha queimada lutando para se sobressair da garoa que caía.
E lá estava minha mãe, saindo do carro com seu motorista (supostamente amante) enquanto me repreendia com aquele olhar que dizia “detesto quando usa sua força descomunal para resolver as coisas”.
Esse carro custou dois milhões de euros, S/n–resmungou ela– a lataria que acabou de estragar é metade de tudo isso
Você tem tanto dinheiro que poderia dobrar com fumo e tragar–sibilei enraivecida– eu estou me fudendo pra tudo isso, eu quero saber por qual motivo está me abandonando nesse inferno de lugar
Nunca Mais é onde você deve está–retrucou– sabe que estou me divorciando de seu pai e me mudando de vez para Roma. Deve encontrar um lar para ficar enquanto me ajeito
Me trocou por Roma e está me abandonando? –indaguei– qual o problema de me levar com você, mãe?
Minha mãe procurou olhar para o chão enquanto tentava ver quais palavras eram menos doloridas para me responder. Mentir sobre uma pequena pausa antes de voltarmos para a estrada era mais um motivo de minha revolta.
Você é uma excluída, assim como seu pai e eu–sibilava ela de maneira cálida, mas minha carranca de fúria demonstrou que não valeria a pena todo aquele dialogo– Irá encontrar pessoas como você
Em todos esses anos eu quis que parasse de reparar em jóias e enfim olhasse para mim.
Estou olhando–avisou-me engolindo sua voz embargada– e é por estar preocupada consigo que estou lhe deixando aqui. Estará segura da fúria de frustração de seu pai.
Eu não quero... –insisti tentando dar mais um passo para frente– Mamãe, eu quero que você me lev...!
Bastou minha mãe levantar sua mão para meus pés pararem no meio do caminho. Manipulação corpórea era mais que uma especialidade para ela, era como um passatempo interessante.
Me solta! –vociferei– mamãe, eu tô avisando...
Nesse jogo eu prevaleço–retrucou– pode ter sua resistência e força, mas eu uso seu corpo contra si.
Meus dedos enroscaram-se em meu pescoço com uma pressão doída. Minha mãe estava tentando usar minhas próprias mãos para estrangular-me.
Volte para o portão e entre–exigiu enquanto aproximava-se de mim. Seus dedos abaixaram-se em punho e sentir a dor em minha garganta aumentar, as unhas tentando se afundar em minha carne enquanto eu lutava para me sobressair daquela tortura– eu ainda estou sendo boazinha consigo, S/n...
Foi somente a mão de minha mãe relaxar e enfim eu soltar todo o ar que queria sair de meus pulmões. Tossi atordoada enquanto caía de joelhos na estrada húmida. Ela aproveitou e entrou no carro junto de seu novo brinquedinho em forma de motorista. Sumiu deixando um potente rastro de fumaça para trás...
Fale com o autor