Sayonaara Daarin

8 Identifiquem o culpado


Notas iniciais
Ta. Demorei bastante, mas tive uma boa razão. Enfim, to de volta. :3

Acordei com o barulho de gritos e passos rápidos, levantei-me e saí do quarto para ver o que se passava.

– É o pai, é o pai. – repetia Esel indo em direção ao quarto de Spitz-sensei.

Ele estava deitado na cama segurado por Valde, Liese e agora também por Esel, debatendo-se com o nada e gritando um monte de palavras numa língua que eu não reconheci. As suas veias estavam verdes e tão salientes que parecia que iam saltar-lhe da pele a qualquer momento. Os seus lindos olhos verdes estavam totalmente vermelhos, deixando lagrimas negras rolarem pelas suas bochechas.

O médico apareceu segundos depois, começando a preparar uma mistela azul e aplicando-a sobre os olhos de Spitz-sensei.

Tentei ajudar o máximo possível e algumas horas depois, ele dormia profundamente.

Que raios foi aquilo? – perguntei ao médico.

– Não sei… parece ser uma espécie de veneno.

– V-ve-veneno? – a voz de Heim quebrava por trás do véu de lagrimas que cobria seus olhos

Neste momento é o mais provável. – respondeu o médico arrumando as sus coisas – serei capaz de dar detalhes depois de analisar a amostra que recolhi.

E com isso o médico partiu.

……

– Tadaimaaaaa. – gritou Drako com o mesmo sorriso de sempre. Ficou sério ao ver a cara das pessoas a volta.

Tia? – virou para Heim – trousse tudo que me mandou comprar… tia?

Ajoelhou-se a frente de Heim e abraçou-a sem perguntar nada. Ele tinha esse dom de acalmar qualquer um, pelo que Heim adormeceu nos seus braços e Esel levou Liese para o quarto.

Já se fazia tarde quando um jovem alto e magro bateu a porta. Abri-a.

Boa noite. – disse sentando-se enquanto o resto vinha para a sala – já que estão todos aqui, serei direto.

Pela janela conseguia ver figuras movimentando-se de um lado para o outro, no nosso jardim.

O seu marido foi enfeitiçado. – disse o jovem.

Todos olhamos para ele, incrédulos. Os seres mágicos tinham um pacto com os humanos e humanos aprendendo magia negra, era algo impossível. Todos sabiam o que acontecia a quem ousasse fazer isso.

– O quê? – disse Liese – Impossível.

– Eu não acharia estranho se a culpada fosse Daarin. – disse Valde, exibindo o seus sorriso malicioso.

Cala-te! – ordenou Heim.

Como dizia…– continuou o moço – em humanos a magia deixa rasto e para esse tipo de rasto, nos temos um marcador.

Levantou-se e servindo-se de uma das nossas tijelas, misturou água e uns pós e pediu que cada um molhasse as mãos.

Em questão de segundo as pontas dos meus dedos ficaram roxas. Todos olharam para mim

– Não… só pode ter sido um engano.

Eu avisei – atirou Valde. Queria tanto poder quebrar aquele pescoço esguio.

Um apito soou a vários homens armados entraram em casa.

Foge! – era a voz do elfo – corre, já!

Virei-me por lado e desatei a correr em direção ao primeiro andar, entrei no meu quarto, peguei no meu arco e olhei pela janela. A queda era grande.

Debrucei-me virada para cima e segurando no topo da janela, como tantas vezes fiz quando pequena, subi ao teto, correndo pelo topo das casas. Encaixando as flechas no arco, fui derrubando os guardas que se aproximavam demais. Era o fim das casas, mais um salto e chagava as fronteiras, onde moravam os exilados.

Só mais um salto. – murmurei.

De repente, algo imobilizou a minha perna e senti-me cair no vão entre duas casas. Embati no chão e uma onda de dor percorreu o meu corpo.

Mais um salto. – pensei, vendo uma imagem nublada de pés caminhando na minha direção.

Perdi a consciência.

Notas finais
Este capitulo ta curtinho porque o tempo não deixou fazer melhor (não ê uma boa desculpa mas fazer o que). O próximo já será maior.