Say Something
2 1 Bad Things
Notas iniciais
1
Bad Things
“De muitas maneiras verdadeiras, eu o amava.
Ele era meu conforto, meu porto seguro.
Naquele exato momento, eu preferia que ele me pertencesse.”
– Stephenie Meyer
Mystic Falls, Bar da Faculdade, 09:00pm
A loira passou pela porta com toda a sua impotência e frieza, algo raro em Caroline, mas não impossível. E, alguns tinham que admitir, ela ficava no auge de sua gloria. Os cachos dourados balançando livremente, o shorts curto revelando lindas e grossas cochas branquinhas e imaculadas, as blusa colada e negra contrastando perfeitamente com os olhos azuis vibrantes e o sorriso sarcástico.
Matt a olhava ao longe desejoso, a garota dos Forbes nunca esteve tão sexy e nem tão....brava. O sorriso frio poderia enganar a todos, menos aos amigos íntimos da loira.
Era extremamente fácil irritar a Barbie, mas era perigosamente difícil deixá-la com raiva. E, por Deus, quem quer que tenha conseguido a proeza de faze — lo, estaria morto agora. Ou comprando o caixão. Mas vivo com toda a certeza não ficaria.
A garota se aproximou do balcão onde Matt se encontrava, os olhos vasculhando por todo o local. Garantindo não encontrar nenhum cabelo espetado e loiro. Suspirando, encarou seu Ex.
– Algo forte.- Matt estreitou seus olhos, Car não era muito de beber, mas quando o fazia, ela enlouquecia.
– Não....até você me falar o que aconteceu.- Ela o encarou sarcástica, as sobrancelhas arqueadas.
– O. Que?- O loiro estremeceu. Merda! Ele deveria ter ficado quieto.
– É serio Car, você não costuma beber. O que aconteceu para te deixar desse jeito? – Ele sorriu, tentando amenizar os ânimos de Caroline.
– Dean Winchester foi o que aconteceu. – Ele rugiu, tacando o copo que estava a sua frente longe. – Aquele galinha minado, egocêntrico, nojento, porco, filho da mãe. – Ela rugia, batendo fortemente as mãos contra o balcão. Onde suas mãos encontravam, haviam grandes buracos e nacos de madeira. – Galinha burro. Droga, como eu o odeio.
Matt ria com gosto. Era obvio que Caroline não odiava o loiro. Mas ela ainda não sabia disso e não era ele que a faria abrir os olhos. Ela podia mata-lo por isso.
– Você esta rindo, Matt Donavan? – Ela se pendurou no balcão, tentando agarrar os ombros de Matt. – Você não sabe o que é ter que conviver com aquela peste! Não acredito que o deixei ficar no meu dormitório. Dean é nojento. Arrota feito um porco. E até cheira como um! – Ela franziu o nariz, e colocou as mãos na cabeça. – Eu tenho que ficar constantemente bêbada para não arrancar a cabeça daquele desgraçado.
– Dean não é tudo isso, Car. – Sam a abraçou por traz, beijando sua nuca. Eles se gostavam, não de um jeito intimo, mas sim como verdadeiros amigos. Caroline estava ajudando-o na sua adaptação ao mundo vampiro.
– Por favor, fala que seu irmão não veio com você? Ou eu vou mata-lo. – Ela se virou na cadeira, olhando no fundo dos olhos de Sam.
O moreno sorriu, apontando para uma mesa logo atrás dele.
Caroline fitava Dean de uma forma Maligna, ele pagaria pelo que fez. Ou ela não se chamava Caroline Forbes.
– Car...- Sam tinha os olhos presos na mentora, temendo que a mesma fizesse alguma merda. — Olha, Dean já não se desculpou? Deixa prá lá, garota. Rancor não faz bem a ninguém.
A vampira riu, os cachos balançando como molas soltas.
– Verdade, querido, não faz bem a ninguém...que é alvo dela. Agora, me deixe.- Ele suspirou, a Barbie era uma coisinha teimosa! Ele revirou os olhos.
– Car, era só uma bolsa. Não precisa desse farfalhar todo. – Ele a abraçou, o que foi uma má ideia, já que a mesma gritou no seu ouvido.
–Só uma bolsa, Sam Winchester?! – Ela estava indignada. – Não era só uma bolsa, era uma Dior. E eu vou matar o seu irmão por tela jogado no triturador de comida. Ah, mas eu vou!
Dean se encolheu levemente na cadeira, sentindo a silenciosa aproximação da, agora, raivosa Caroline.
–Dean....- Ele se assustou com o tom alegre da loira. Pensou que teria seu sangue drenado antes de poder dizer Sam. — Olha...eu te perdoou completamente pelo seu deslize! Ninguém tem culpa por você ser um asno. Não tem problema se a ciência não pode te estudar ainda. Não sei se eles iriam querer mesmo. A NASA não esta mais mandando macacos a lua.
Sam e Matt não conseguiram conter a risada, que explodiu por todo o bar. Dean a olhou indignado, e nem teve seu direito a resposta, já que a loira saiu pisando firme do bar. Ela estava puta da vida.
Dean se virou, correndo atrás da menina. O ar de fora do bar era quente, aconchegante. Caroline andava calmamente a sua frente, olhando distraidamente ao redor.
– Hey, Barbie- Dean gritou, chamando a atenção de Caroline. A mesma se manteve firme e não se virou – Você sabe qual a diferença entre uma loira e uma Harley Davidson ? – Ele não esperou uma resposta, e sorrindo, disse — Nem todo mundo já montou numa Harley Davidson
Caroline se virou nos calcanhares, os lindos olhos azuis arregalados. Ele realmente havia dito que ela era uma puta? Ele havia feito à estupidez de dizer isso?
– O. Que. Você. Disse? — a voz assustadoramente calma. As mãos balançando livremente no ar, os lábios repuxados em um sorriso divertido. Quem realmente conhecesse Caroline sabia que, se ela gritasse por qualquer merda, você deveria se preocupar. Mas, se ela ficasse calma, você deveria correr e se esconder. Por que, definitivamente, o inferno viria a terra. E nem mesmo Klaus, o original lunático, se salvaria do furacão nível 7 chamado Caroline Forbes.
– Eu disse, caso você seja surda, que “por que a loira fica feliz quando vê um relâmpago ? Porque acha que está sendo fotografada”. — Dean sorriu, mas se afastou do olhar congelante da loira, os olhos estreitos. Caroline o mataria, não é? – Sabe, não é por nada, mas...
O riso sombrio da vampira o cortou, os lábios se comprimindo. Car deu passos calmos ate Dean. Até seus rostos ficarem colados. Estar tão próxima assim de Dean mexeu com Caroline em seu âmago, remexendo seu intimo tão profundamente, que a loira ofegou, tentando reestabelecer seu núcleo que parecia em pura e gostosa ebulição. Ela estava brava com ele? Estava, não estava?
O Winchester percebeu que o que havia feito à loira e um sorriso sacana manchou a face imaculada e aristocrática de Dean. Mas os olhos da loira.... assim, tão de perto, foi algo que mexeu tão profundamente com Dean , que ele viu-se odiando a menina. Era de um azul sombrio, cobrindo toda e qualquer bondade e malicia que seu rosto transmitia.
Caroline estava perdida nos lábios grossos e rosados de Dean. Em seu desenho, e em como eles pareciam tão.... beijáveis. Lindo era tudo que a mente desconexa da loira conseguia pensar ao observa-lo.
Ele sorriu, encurtando ainda mais a distancia displicente que separava-os, levantando sua mão para acariciar a face pálida da mulher a sua frente.
Car estranhamente não sentia tanto desconforto com o toque sedutor do loiro, mas estava a ponto de arrancar-lhe a mão. Ele desceu seus dedos pela mandíbula da menina, arrastando a ponta de seus dedos pelo pescoço liso e claro, tocando-a no ponto exato de pulsação. Ele voltou pelo mesmo caminho, deleitando-se em subir um pouco mais, para tocar-lhe os lábios escuros. Um filete mínimo de sangue, resultado de tanto que a garota mordera os lábios, escorria entre a boca suculenta. Dean entreabriu-os com o polegar, limpando o liquido. A respiração quente e almiscarada de Caroline acariciou os dedos de Dean.
Ele sorriu, inclinando levemente a cabeça, sua mão desceu pela lateral de Car até a cintura, apertando-a com desejo.
Os lábios tocaram-se em uma caricia manhosa, contida. Era um beijo calmo, mas mesmo assim, cheio de paixão. Ninguém poderia, ao olhar aquele beijo, negar que os dois se amavam. A maneira como se tocavam, como se o outro fosse feito de vidro e a qualquer momento pudesse quebrar. Mas, mesmo assim, cheio de paixão. Paixão quente, um fogo primitivo.
Dean se afastou um pouco, colando sua testa a de Caroline. O sorriso em seu rosto era bobo. O loiro nunca tinha experimentado o que era, verdadeiramente, amar. Mas sabia agora, ao ter a garota em seus braços. Era um fogo, um embaralhar no estomago, um frio na espinha. Dean sorriu, e se aproximou para beija-la novamente. Mas acabou beijando o ar. Caroline não estava mais ali.
Ele sorriu, por mais que a garota tentasse, não se livraria dele tão facilmente assim.
Bad Things
"When you came in the air went out.
And every shadow filled up with the doubt.
I don't know who you think you are,
But before the night is through,
I wanna do bad things with you.
I'm the kind to sit up in his room.
Heart sick an' eyes filled up with blue.
I don't know what you've done to me,
But I know this much is true:
I wanna do bad things with you."
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