Saviour
16 Capítulo 16
- CC, Jake, leve as meninas pra lá, Nós vamos conversar aqui – Andy disse em um tom sério.
Eu e Emily nos encaramos e o desespero em nossos olhares era evidente. CC e Jake nos puxaram levando-nos para o lado de fora.
O Silencio permaneceu, acho que porque todos ainda estavam chocados com as notícias. Eu fiquei observando Andy falando e mexendo as mãos compulsivamente, dava pra ver certa raiva no modo que falava.
- Vocês estão bem? – Jake quebrou o silencio.
- Sinceramente, não sei como reagir a isso – respondeu Emily – vocês já sabiam de tudo isso?
- Sabíamos que a gravação estava próxima, mas não sabíamos a data e nem que vocês não poderiam ir junto. – CC disse sério.
Eu ignorava a conversa, e só prestava atenção na cena muda que eu via pela janela: Jinxx e Andy com uma expressão zangada, ambos falando raivosamente alguma coisa que eu não conseguia ouvir e o Ashley incrivelmente sério, discutindo com o empresário. Senti meus olhos marejarem.
- Helena – chamou Chris – Ta tudo bem?
Voltei meu olhar pra ele.
- Acho que sim, não sei, estou chocada.
- Todos estão. Ninguém esperava isso – Jake parecia realmente surpreso.
- Ele não tem direito de fazer isso. – disse Chris com indignação na voz.
- Mano, eu fugi de casa. Se eu sair daqui eu não tenho a mínima idéia pra onde eu vou ou o que eu vou fazer. – Eu afirmei segurando o choro.- Apesar de que, nós não temos direito algum de ficar no caminho de vocês. Não era nem pra gente estar aqui hoje. — me senti culpada por ser a razão de todo esse circo que tinha armado.
-Vai dar tudo certo. Vocês são importantes para nós e vocês sabem disso. – disse Jake me abraçando de lado – Nós vamos dar um jeito.
Permanecemos em silencio e eu fiquei imaginando o que aconteceria se eu voltassepara a minha casa. Talvez um chilique pela parte de todos. Talvez o Nick, meu irmão mais novo, iria gostar de me ver, ele era o único que eu gostava naquela casa.
Mas outro assunto já povoava minha mente. Como eu iria me sustentar? Eu teria que arranjar um trabalho. Talvez eu moraria junto com a Emily, e eu conversaria com o Andy pelo celular ou pela internet. Será difícil ficar longe dele, mas realmente não quero atrapalhar o trabalho deles, nem a vida de Em.
Sinto Jake tirar a mão do meu ombro e se afastar. Olhei, confusa, para frente e vi que o Andy estava vindo em nossa direção. Ele se aproximou sem dizer uma palavra e me abraçou. Eu apenas fechei os olhos e me aconcheguei em seu peito. Ele disse numa voz tremula:
- Eu não quero te deixar Helena.
- É para o seu próprio bem Andy – Tentei ser compreensiva – A gente pode se falar todo dia, Nós damos um jeito. Não quero ser um fardo pra vocês.
- Você jamais será um fardo, muito pelo contrario...
- Não é o que a gravadora pensa.
Ele abaixou a cabeça.
- Eu conversei com o empresário e ele disse que vocês poderiam morar em Hollywood, e então eu arranjo um apartamento pra vocês duas. – ele falava meio transtornado. — Ele disse que se vocês forem e ficarem no mesmo lugar que nós, isso iria atrapalhar a concentração, mas é claro que não é verdad...
- Andy, de verdade, eu não quero atrapalhar vocês. E eu tenho coisas não resolvidas na minha cidade – Cortei sua fala desesperada. Ouvindo ele falar soluções impossíveis pra isso estava cada vez mais difícil segurar as lagrimas. Respirei fundo. – Quando vocês partem?
- Amanha de manhã.
- Então amanha vamos ao aeroporto e eu vou para a minha cidade com a Emily.
- Você tem certeza que é isso que você quer? – Ele disse com uma voz triste.
- Tenho. Vamos para o quarto, lá a gente conversa melhor.
Olhei em volta e vi todos conversando baixo com caras tristes. Em estava a beira de lágrimas e o ar ali estava pesado. Puxei Andy pela mão ignorando a presença de todos os outros. Fomos a caminho do quarto. Assim que entrei me sentei na cama e ele veio ao meu lado.
- Por que você quer voltar pra lá? – Andy me perguntou sério.
- Eu sinto que deixei tudo inacabado com a minha família. Preciso falar com eles, mesmo que seja inútil pensar que eles me aceitaram de volta. Preciso deixar você trabalhar sem se preocupar comigo.
- Eu não quero ficar 4 meses longe de você! – ele tinha a voz tremula.
- Você pode me ligar todo dia, podemos nos falar por skype, eu vou estar sempre com você. Eu também quero ganhar algum dinheiro, não posso viver as suas custas, tenho que aprender a sustentar meus luxos – eu sorri e o abracei – Podemos estar fisicamente separados, mas você sempre estará junto de mim.
- Assim que tudo isso acabar você volta comigo e nunca mais iremos nos separar.
- Era exatamente isso que eu tinha em mente – sorri para ele e me aconcheguei em seu peito.
Ficamos em silencio por alguns minutos apenas digerindo as novidades. Eu estava muito mais calma. Triste, sim. Mas aceitei que realmente teria que enfrentar a realidade mais cedo ou mais tarde. Olhei pra baixo e percebi que ainda tava com as roupas da festa.
- Acho que vou tomar um banho – disse torcendo a cara pra essas roupas de festa que não tão confortáveis.
- Tudo bem – respondeu Andy tirando os braços dos meus ombros.
Levantei-me e fui direto pro banheiro. Deixei a água quente correr pelo meu corpo enquanto imaginava como seria daqui pra frente. Os cortes ainda ardiam quando a água passava sobre eles. O arrependimento bateu novamente. Fiquei me lembrando de tudo o que aconteceu, desde o show na minha cidade até agora. As lembranças me deixaram feliz, está sendo a melhor época da minha vida, não quero que isso acabe. Fiquei uns 20 minutos no banheiro e só quando sai percebi que tinha esquecido minhas roupas lá fora. Enrolei-me em uma toalha e abri a porta lentamente. Olhei para a cama e vi Andy dormindo com uma expressão suave, tão fofo, eu poderia mordê-lo e isso não fosse o acordar, mas não pude deixar de perceber o quanto esse garoto dorme. Talvez a agenda da banda o exauste. Sai tentando fazer o mínimo possível de barulho e fui até a cômoda do outro lado do quarto. Vesti minhas roupas intimas, mas não conseguia achar meu pijama. Fui me virar e dei de cara com um par de olhos azuis me fitando da cama.
- Caralho que susto, eu te acordei? – perguntei, realmente me assustei com ele me olhando.
Ele se levantou da cama.
- Na verdade sim – ele sorriu malicioso, só ai me lembrei que eu estava de roupas intimas.
- E a quanto tempo você esta me observando? — Cruzei os braços arqueando uma sombrancelha, fingindo afronta, mas na verdade era apenas vergonha de ser pega apenas de roupas intimas, mesmo ele ja tendo me visto assim algumas vezes.
- Tempo suficiente pra perceber o quanto você é linda. – ele disse se aproximando de mim com uma malicia explicita no olhar.
Senti um arrepio percorrer toda a extensão do meu corpo quando suas mãos tocaram meus quadris e minha cintura. Ele me olhou mordendo os lábios e depois aproximou seu rosto do meu em um beijo lento, porem com desejo. Seus braços puxavam-me cada vez mais perto dele, como se ele não quisesse me soltar mais. Entrelacei meus dedos em seu cabelo fazendo disso um jeito de puxá-lo ainda mais pra perto. Ainda me beijando ele me guia através do quarto. Assim que bati a perna na beira da cama interrompi o beijo para me deitar na mesma. Olhei o Andy com um olhar que mostrava desejo. Eu nunca iria me acostumar com a beleza que ele me mostrava e o quanto eu esquecia minhas inibições e simplesmente me deixava levar. Ele rapidamente tirou a blusa e se juntou a mim me beijando intensamente. Ele tira meu sutiã com delicadeza e começa a beijar meus seios, e a cada toque dele eu sentia novamente arrepios. Rapidamente minha mente acaba por lembrar que essa seria nossa última noite juntos. Isso ao invés de me deixar triste ou coisa assim, acaba por me entusiasmar mais. Seguro, mais uma vez, seu cabelo e o faço ficar novamente cara a cara comigo. O beijo desesperadamente, o que, visivelmente, mostra um efeito imediato. Sinto o quão empolgado Andy realmente está quando ele se apoia em minha coxa para terminar de me despir com certa urgência. Eu estava completamente entregue a ele, até que eu tirei sua calça bem lentamente, apenas provocando, passando as mãos por sua coxa, o que faz ele me olhar de um jeito que pedia urgência. Foi a minha vez de sorrir maliciosa. Antes de ele tirar a cueca, ele volta a beijar meu pescoço e vai descendo pelo meu corpo, chegando às minhas partes intimas Andy faz movimentos com a língua, insinuando muito perfeitamente o que aconteceria logo, me fazendo ansiar mais ainda, e acabo por deixar escapar alguns sons que entregam o quanto estou gostando. Ele deve ter percebido isso, porque ele termina de se despir e, sem antes me olhar profundamente, me penetra lenta e precisamente alternando com movimentos rápidos e fortes me fazendo ir à loucura. Dessa vez era diferente. Eu queria fazer algo por ele, não ficar ali deixando-o fazer tudo. Eu me virei ficando sobre ele. Ele me encarava novamente mordendo os lábios com muito desejo no olhar, mas ao mesmo tempo curioso, afinal, eu não havia feito isso antes com ele. Então comecei a a mover sobre ele, que abriu os olhos mais ainda em surpresa pra logo depois fechá-los, deixando-se levar. Isso estava fazendo-o gemer cada vez mais enquanto ele passava a mão por todo o meu corpo. Ficamos assim até nossos corpos serem tomados pelo cansaço. Cai na cama ao seu lado e ele passou a mão pela minha cintura.
- Andy?
- Fala.
- Posso te pedir uma coisa tonta?
- O que você quiser meu anjo.
- Canta pra mim? Eu sei que é bobagem mais eu quero ouvir você cantar uma ultima vez antes de eu ir embora.
Então ele começou a cantar The mortician’s daughter. Era a musica perfeita para a situação. Devo estar parecendo àquelas garotinhas de 12 anos apaixonadas, mas a voz dele tinha um efeito sobre mim que eu não sei explicar. Fui me embalando ao som da voz de Andy e acabei dormindo.
Acordei e já estava claro. Andy ainda estava dormindo. Levantei-me novamente tentando não fazer barulho, procurei pelo menos minhas roupas intimas, me vesti e comecei a arrumar minhas malas. Terminei de arrumar tudo, me virei e lá estava mais uma vez um par de olhos azuis me observando.
- Virou seu hobbie me espionar agora, é? – disse rindo
- Só aos sábados – ele sorriu de volta.
- Que eu saiba, ontem foi sexta e você fez a mesma coisa — eu ri de novo e ele apenas piscou para mim, sorrindo.
– Que horas são?
- Não sei, deve ser perto da...
A porta se abre escandalosamente. Ashley surge gritando
- Andy, levanta, nós vamos pro aeroporto daqui uma hora! Nada de pregui...
Ele me olhou maliciosamente e só ai percebi que ainda estava de roupas intimas. De novo. Me cobri com a toalha que estava ali perto, eu devo estar parecendo um pimentão de vermelha.
- Qual o seu problema em bater na porta Ashley! – Disse Andy tacando travesseiro na cara dele, mas ele fechou a porta rapidamente.
- Desculpa. Ah entendi, você é sortudo em cara. – ele gritou do outro lado da porta.
Eu estava com vergonha, mas não contive o riso a ultima frase. Terminei de me vestir e Andy já estava pronto.
Saímos do quarto e todos já estavam nos esperando na porta do hotel, também tinha um carro nos esperando. Todos estavam quietos, em um clima estranhamente melancólico. Chegamos no aeroporto e compramos a passagem. Fui me despedir de todos com um abraço.
- Vamos sentir falta de vocês, uma voz feminina vai fazer falta no meio de um monte de machões – disse Ashley e todos riram.
- Que machões? Ah, você quis dizer vocês? — Tentei melhorar um pouco o clima. Todos riram e apesar de me olhar torto na brincadeira, ele também riu. — Tambem vamos sentir sua falta Ashley – respondi –Sabe? Espero que quando eu voltar você já tenha aprendido a bater na porta.
Ele voltou a rir. Fui me despedindo de todos, até chegar no Andy, onde ele se despediu com um beijo suave e apaixonado.
— I promisse you, I Will see you again – Andy sussurrou em meu ouvido.
Olhei para ele e sorri. Involuntariamente uma lagrima escorre pelo meu rosto. Dei-lhe um ultimo beijo e sai em direção ao avião.
Emily já estava me esperando ao pé da escada. Encaramo-nos sorrindo fraco. Virei-me e dei um ultimo aceno. Entrei no avião e sentei ao lado da janela. O Avião estava decolando, mas eu não consegui desgrudar os olhos deles. Assim que os perdi de vista fechei meus olhos. Não quero nem imaginar como vai ser olhar para a minha mãe novamente.
Notas finais
Mas eai, gostaram do capitulo?? deixem reviews o/
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