Saving Regina

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Meninas, essa fanfic está chegando ao fim. Não sei se fico triste por este ser o penultimo capitulo, ou se fico feliz pois foi uma das melhores experiencias dividir essa história com voces. Espero que esse capítulo agrade a todas, e que atinjam suas expectativas. Bitizy, esse capítulo é dedicado a voce, que está sempre comentando e que fez uma recomendação magnifica pra história. Muito obrigada, esse tipo de retorno positivo me da cada vez mais vontade de criar fanfics para voces lerem. Boa leitura! ps: esse capítulo sera intercalado, narrado tanto por Emma quanto pela Regina.

Emma POV

Cora Mills era de longe o ser humano mais detestável e repugnante que eu já tive o desprazer de conhecer. Não bastava tudo o que ela tinha feito Regina passar, com as consultas, medicamentos e o tratamento, já fazia uma semana que a mantinha como uma verdadeira prisioneira dentro de casa.

Eu já havia tentando de tudo, mas seu celular só caia na caixa postal, e quando tentei escalar seu quarto durante a noite, notei barras de ferro na janela.

Aquela velha era realmente o demonio!

Tudo isso para manter Regina longe de mim. Será que ela não percebia que isso machucava cada vez mais a filha dela?

Nunca fui uma pessoa de chorar, em fato, nunca fiz isso na frente de ninguém. Tinha o habito de guardar as coisas para mim, e extravasar quando estivesse sozinha. Mas aquela situação toda estava me afetando de um modo tão grande, que até meu trabalho na oficina eu não conseguia fazer. Meu pai notou meu abatimento, e me chamou para uma conversa em particular.

– É sobre Regina, não é? — David me analisou. Eu estava mais pálida do que de costume, pois mal conseguia me alimentar, e tinha olheiras profundas devido as noite mal dormidas. — Cora nunca foi uma pessoa fácil, mas nunca imaginei que ela prenderia a própria filha.

– Voce a conhece? — Perguntei arregalando os olhos.

– Crescemos juntos. Na adolescencia tivemos uma espécie de... Hum, romance. — Arregalei ainda mais o olhos, sabia que meu pai e os Mills eram descendentes da cidade. Mas nunca, nem em meus mais macabros sonhos, imaginei que David e Cora já tivessem se relacionado daquela forma. — Foi uma paixão momentanea, e quando conheci sua mãe, percebi que nunca daria certo com Cora.

– Voce acha que eu e Regina não daremos certo? — Murmurei com a cabeça baixa, temendo que a história pudesse se repetir.

– Regina e a mãe são bem diferentes, Emma. — Meu pai segurou minha mão, dando um aperto forte. — Eu vejo o modo como Regina olha para voce, e voce para ela. Isso é amor, e é raro. Não deixe escapar.

– O que voce sugere que eu faça? Aquela mulher não me deixa chegar nem a quinze metros da Regina.

Meu pai suspirou como se estivesse decidindo se iria falar algo ou não.

– Eu sou seu pai, e não deveria sugerir isso, e sua mãe provavelmente vai querer arrancar a minha cabeça, mas eu não posso continuar a ver minha filhinha sendo infeliz desse jeito. — Ele se levantou e andou até um chaveiro que tinha em sua sala na oficina, pegou umas chaves com um pingente de NYC e me entrega. — Essas são as chaves de um apartamento que eu tenho em Nova York, tem uma filial do clube lá, eles vão te ajudar em tudo o que for necessário.

– Voce quer que eu fuja? — Perguntei assustada.

– Eu quero que voce pegue a sua garota e saia dessa cidade, porque enquanto voces duas estiverem ao alcance de Cora Mills nunca vão ser felizes. — Vi lágrimas nos olhos de meu pai, eu sabia o quanto devia ser dificil para ele me sugerir aquilo. Já quase havia me perdido para o acidente, e agora estava me perdendo para a minha própria felicidade. Sem hesitar, levantei e abracei meu pai. Suas lágrimas molharam minha camiseta, e eu chorei junto com ele.

– Tem certeza disso, pai? E a mamãe? — Perguntei entre soluços. Aquilo provavelmente era a coisa mais dificil que eu iria fazer, mas não conseguia imaginar a minha vida sem Regina.

– Irei conversar com ela, tudo vai se acertar. E depois que voces forem, quando a poeira abaixar, vamos visita-las. — David depositou um beijo em minha testa, ele não fazia isso desde que eu era pequena.

– Eu te amo, pai. E diga a mamão que também a amo. — Abracei-o com ainda mais força, querendo prolongar aquele minuto.

– Eu também te amo filha, e tome cuidado. — Nos abraçamos por mais um e depois nos despedimos, peguei a moto sai da oficina indo direto para casa.

Minha casa estava vazia, agradeci por minha mãe ter saido, não conseguiria fazer o que estava prestes a fazer se ela me visse. Corri até meu quarto e procurei uma mochila, enfiei algumas peças de roupas, apenas o necessário. Tirei o assoalho solto embaixo da minha cama que servia como esconderijo, de lá de dentro peguei um cofre em formato de pato que eu tinha desde os dez anos de idade. Quebrei ele e comecei a reunir todas as notas e moedas, um total de 700 dolares. Aquilo deveria bastar até que nos acertassemos em Nova York e eu arranjasse um emprego.

Coloquei tudo dentro da mochila, deu uma ultima olhada no meu quarto e fechei a porta.

Eu estava indo embora de vez.

Fiquei dando voltas pela cidade até que a madrugada chegasse, se eu iria invadir a residencia de Regina e tira-la de lá, que fosse quando todos estivessem dormindo.

Aquilo era extremamente perigoso, e com toda certeza o pior plano da face da terra. Mas eu não iria dar pra trás agora.

Quando deu meia noite, estacionei na esquinada casa de Regina. Me movi silenciosamente até a entrada da casa, e do bolso da calça tirei dois grampos de cabelo. Isso era bem cliche de filme americano, mas realmente funcionava para destrancar portas.

Depois de alguns minutos lutando com a fechadura, escutei o clique do outro lado e a porta se abriu. Entrei com cuidado, morrendo de medo de alguém me escutar. Todas as luzes estavam apagadas, o que era um bom sinal, pois significava que ninguém estava de pé aquele horario.

Me esgueirei pelo hall de entrada, olhando para todos os lados. Subi as escadas pé ante pé e me deparei com um corredor enorme, cheio de portas.

Mas que merda, qual era o quarto de Regina? Eu só estive dentro do quarto dela, então não conhecia o restante da casa.

Fiquei parada uns bons minutos no escuro, decidindo qual seria meu próximo passo. Quando eu finalmente ia me mexer e fazer algo, escutei o barulho de sirenes do lado de fora da casa, vi Cora saindo como um fantasma de um dos quartos e me agarrar pelos braços, me levando para fora da casa.

Regina veio logo atrás, ela chorava e gritava pedindo para a mãe me soltar. Henry também tentava dissuadi-la, dizendo para me deixar ir embora e que aquilo não iria voltar a acontecer. Mas Cora estava irredutivel.

Na porta de entrada, reconheci Graham, o xerife da cidade. Ele me algemou e me levou até a viaduta, me jogando no banco traseiro de qualquer jeito.

Cora sentou no banco do passageiro, e Graham no do motorista, dando partida em seguida. Olhei pelo vidro e vi Regina se desesperar, chorando e agarrando-se ao pai.

– Voce sabia que eu viria? — Perguntei para aquela mulher.

– Sabia que faria algo estúpido desse tipo, só não sabia quando. — Cora respondeu, demonstrando todo o desprezo que sentia por mim. — Agora voce vai pagar pelo que fez a minha filha.

Engoli em seco, imaginando as inúmeras coisas que ela poderia fazer. Fiquei quieta durante todo percurso, de nada adiantaria espernear. Eu estava algemada e presa, não tinha escapatoria.

Ao contrário do que pensei, não fomos para a delegacia. Graham dirigiu até uma parte afastada e arborizada da cidade, o que serviu apenas para me deixar mais amedrontada. Se ele não iria me prender, o que iria fazer? Cora provavelmente devia estar pagando uma grana alta para Graham obedece-la.

O carro encostou e logo fui puxada bruscamente para fora, caindo com tudo no asfalto gelado. Graham me arrastou pelos braços, me deixando em pé diante dele.

– Vai aprender uma lição agora, garotinha. — Cora cuspia as palavras, até onde a insanidade daquela mulher era capaz de ir?

Senti meu rosto arder, e novamente cai no chão com o golpe que me foi desferido. Não parou por ai, recebi chutes na barriga, e mais socos. Graham não parou até que eu estivesse sangrando.

– Vai ficar longe da minha filha, entendeu? — Ouvi a voz de Cora. Ela agarrou meu rosto e forçou-me a encara-la. — Voce entendeu?

Apenas consenti, se eu não fizesse aquilo provavelmente não sairia com vida dali. Os dois entraram no carro e deram partida, eu fiquei estirada no asfalto por um bom tempo.

***

Regina POV

Vi Emma ser arrastada de minha casa como uma criminosa. Agarrei meu pai e desabei a chorar, era só o que eu fazia na ultima semana. Chorar.

A manhã seguinte ao baile foi um desastre, voltei para casa e mamãe estava enlouquecida de raiva. Me proibiu de saiu, tirou meu celular e colocou grades na janela.

Emma estava ali naquela noite, ela havia ido me salvar mais uma vez. Era isso que Emma fazia de melhor, me salvava. Me salvou de mim mesma quando nos conhecemos, e me salvou das minha memórias quando eu tinha esquecido de tudo. Agora ela tinha ido me salvar de minha mãe.

– Pai, o que ela vai fazer com a Emma? — Chorei mais ainda.

– Eu não sei, meu anjo. Eu não sei. — Meu pai me acolheu em seus braços, afagando meus cabelos e tentando me acalmar.

– Preciso ir atrás delas, não posso deixar nada de ruim acontecer com Emma. — Olhei para meu pai com os olhos cheios de lágrimas.

– Regina...

– Por favor pai, não me impeça. — Implorei.

Henry suspirou fundo, ele geralmente era dominado por minha mãe, mas agora que estavamos sozinhos não iria negar o meu pedido.

– Vou te entregar as chaves do fusca. — Entramos pra dentro de casa e ele foi para seu quarto procurar as chaves, eu fui para o meu e troquei meu pijama por um jeans e uma camiseta qualquer, colocando em seguida a jaqueta vermelha de Emma.

Pouco tempo depois meu pai voltou com as chaves do meu carro e meu celular, eu sorri em agradecimento.

– Não se coloque em risco, Regina. E volte para casa logo. — Ele me alertou, mas assim que peguei as chaves e o celular sai correndo de casa.

Dirigi feito louca até a delegacia, era o lugar mais obvio para encontrar Emma. Se a minha mãe tinha mandado prende-la, ela devia estar ali.

Para a minha surpresa, o local estava todo apagado, dei voltas tentando encontrar uma entrada, mas estava trancado também. Se Graham não levou Emma para lá, onde ela estava?

O desespero me dominou, nunca perdoaria minha mãe se algo acontecesse com Emma.

Voltei para o fusca e procurei meu celular, ligando insistentemente para Emma. Mas só na terceira chamada que ela me atendeu.

– Onde voce está? — Perguntei desesperada.

– Estou... Na entrada da floresta. Como conseguiu o celular de volta? — Emma falava com dificuldade, senti que algo estava errado.

– Estou indo te buscar. — Desliguei sem dar explicações, quando a encontrasse acertariamos tudo.

Mais uma vez, sai em disparada dirigindo o carro pelas ruas da cidade, provavelmente infringi uma duzia de leis, mas não estava dando a minima. Em pouco tempo cheguei ao local, Emma estava sentada na beira da calçada com a cabeça baixa, corri até ela e a abracei, percebendo em seguida como seu rosto estava machucado.

– O que aconteceu? — Perguntei tentando limpar o sangue que escorria de um ferimento em sua boca.

– Presente da sua mãe. — Emma gemeu de dor. — Está tudo bem, os machucados são bem superficiais.

– Vou te levar ao hospital. — Ajudei ela a se levantar e a acomodei no banco do passageiro.

– Não preciso ir ao hospital. — Emma teimou.

– Precisa sim, está sangrando.

– Já disse que é superficial, olha pra mim. — Me virei para Emma, encarando-a do banco do motorista. — Vamos embora daqui.

– É o que eu estou tentando fazer. — Respondi.

– Não, vamos embora daqui, dessa cidade.

– Que? Enlouqueceu, Emma? Bateu com a cabeça foi? — Questionei, ela não devia estar raciocinando bem.

– Estou falando sério. — Emma remexeu no bolso de sua calça, puxou um chaveiro com um pingente de NYC e me mostrou. — Meu pai me entregou as chaves do apartamento que ele tem em Nova York, e eu tenho 700 dolares aqui comigo. Tem uma filial do clube lá que vai nos ajudar a recomeçar a vida.

– Emma, eu não posso. Meu pai... — Ela me interrompeu antes que eu continuasse.

– Voce me ama?

– É claro que eu amo, Emma.

– Então vamos embora, nunca vamos ser felizes aqui com Cora. — Ela suplicou enquanto seus olhos esverdeados brilhavam. Emma tinha razão, nunca conseguiriamos ficar juntas com minha mãe por perto.

– Eu preciso pelo menos avisar meu pai... — Comentei. Esse era meu maior medo, deixar meu pai pensando que algo ruim tinha acontecido.

– Podemos ligar pra ele de lá, mas se for pra dar certo temos que partir agora. — Emma aproximou-se de mim e beijou meu rosto, aquele simples gesto me encheu de coragem.

Sem espaço para repensar minha decisão, liguei o carro e comecei a dirigir para a saida da cidade.

Iria recomeçar a minha vida com Emma bem longe dali. Era a mulher que eu amava do meu lado, minha alma gemea, meu porto seguro. Eu iria até o fim do mundo se fosse preciso pra ficarmos juntas.

Notas finais
E então, o que acharam? Esse foi um capítulo de encerramento, pois o proximo vai mostrar a história delas no futuro e será o fim definitivo da fanfic. Não deixem de comentar, a opinião de cada uma é muito importante para mim. Beijos.