Notas iniciais
Olaaaaaaaa leitoras maravilhosas, virão a capa nova? Gostaram? Foi a WFiction que fez, eu amei. Obrigada pelos comentarios do ultimo capitulo, ja respondi todas. Esse vai ser narrado pela Emma, boa leitura!

Alguns dias haviam passado desde que Regina me beijou, sentir os lábios dela nos meus novamente foi como ir ao céu e voltar. Infelizmente, eu estava atolada de serviços na oficina junto com meu pai, então não tinha tido tempo de ve-la depois daquele dia. Conversavamos todo os dias por mensagens, e sempre que dava eu ligava para ela, mas eu estava louca para abraçar seu corpo de novo.

Nesse momento já passava da meia noite, e eu aguardava por Killian na entrada do cemitério de Storybrook. Escutei o barulho da moto e logo meu amigo estacionou ao meu lado, ele desceu e retirou dois longos martelos que estavam pendurados ao lado de sua motocicleta.

– Tem certeza disso? — Ele me perguntou enquanto entregava-me um dos martelos.

– Absoluta. — Peguei o martelo, me aproximei do portão e comecei a escala-lo.

– Voce é louca, Swan. Completamente louca, já te disseram isso? — Killian disse enquanto escalava o portão atrás de mim.

Cai do outro lado com um baque sonoro, levantei rapidamente e bati em minhas roupas para afastar a poeira. Killian caiu em seguida, deu um gemido e dor e eu o ajudei a se levantar.

– Tudo bem? — Perguntei.

– Sim, tudo bem. — Disse quando começamos a andar adentrando cada vez mais o cemitério. Acendi a lanterna do celular para iluminar o caminho, nós passavamos por diversas lápides. — Essa é de longe a coisa mais bizarra que eu já fiz. — Killian resmungou.

– Onde voce disse que está mesmo a minha lápide? — Ignorei seu ultimo comentário e procurei com afinco o tumulo com o nome Emma Swan.

– Bem no final do cemitério, perto da entrada da floresta. — Informou.

Caminhamos por mais alguns interminaveis minutos, e chegando no fim do cemitério avistei a lápide com meu nome. Killian tinha razão, aquilo era muito bizarro.

– Vou perguntar mais uma vez, voce tem... — Ele ia começar a falar, mas o interrompi.

– Sim, Killian. Tenho certeza. Estou viva, não faz sentido ter um tumulo para mim no cemitério. Agora vamos terminar logo isso, quero tentar ver a Regina ainda hoje. — Eu disse e levantei o martelo acima da cabeça, depois baixei com toda a força que possuia e acertei a lápide, destruindo um pedaço.

– Não sei pra que continua com isso, a garota nem lembra de voce. — Killian disse e imitou o meu movimento, acertando a lápide em cheio.

–Ela vai se lembrar, voce vai ver. Ela vai. — Continuei a golpear a pedra, me concentrando naquele movimento. Ela vai se lembrar. Eu repetia aquilo dentro de minha cabeça como um mantra desde que soube do tratamento de Regina. Tudo indicava que ela havia me esquecido, esquecido de nós. Mas eu não podia deixa-la sem ao menos tentar. E mesmo que não conseguisse, eu a faria se apaixonar por mim novamente.

Somos almas gemeas, devemos ficar juntas.

Killian e eu martelamos a lápide até que ela estivesse reduzida a pó. Precisava fazer aquilo, era um passo para retomar a minha vida. Eu escapei com vida de um acidente quase fatal, e um tumulo com meu nome não era a melhor lembrança para se tirar daquilo.

Depois do pequeno delito que cometemos, nós dois saimos o mais rápido possivel do local. Se alguém nos pegasse lá, poderia chamar a policia, já que invadimos uma propriedade e destruimos patrimonio particular.

Pulamos o portão e caimos do outro lado, eu entreguei o martelo para Killian e avisei que não iria para casa e nem para a sede do clube. Iria tentar passar a noite com Regina, e depois iria direto trabalhar.

Montei na moto e dirigi em direção a residencia dos Mills, quando cheguei estacionei na rua de trás. Mesmo estando tarde, não queria correr o risco da bruxa velha me pegar no flagra. Andei até a casa e pulei o cercado, me esgueirei pelo jardim e avistei a janela do quarto de Regina. Merda, estava fechada. Mas o que eu esperava? Ela não se lembrava das coisas, logo não lembraria de deixar aberto para que eu entrasse.

Peguei um punhado de pedras do chão, mirei e comecei a taca-las na janela de Regina. Era arriscado e fazia barulho, mas talvez eu a acordasse assim.

Não deu outra, na terceira pedrada Regina apareceu totalmente descabelada na janela pronta para matar quem estivesse fazendo isso. Masa ao notar a minha presença, ela abriu um sorriso. Antes que dissesse qualquer coisa, fiz um sinal de silencio e subi pela arvore que tinha ali.

Chegando lá em cima, dei um impulso e pulei para dentro do quarto, fechando a janela em seguida.

– O que está fazendo aqui? — Regina sussurrou, mas não dava para negar a felicidade estampada no seu rosto.

– Vim passar a noite com voce. — Respondi sorrindo.

– Que? Não, Emma...

– Só dormir, calma. — Vi a relutancia em seus olhos. — Por favor, não me manda embora. — Fiz uma cara de dar dó, talvez assim ela se comovesse.

– Minha mãe pode aparecer. — Regina disse assustada, ela sempre morreu de medo da mãe.

– Eu não vou fazer barulho. — Me aproximei, puxando-a pela cintura e beijando seus lábios. — Talvez eu faça um pouquinho de barulho enquanto te beijo.

– Voce é doida mesmo. — Ela sussurrou enquanto me beijava de volta.

– Isso quer dizer que eu posso ficar? — Arrastei Regina para a cama, subindo em cima dela e voltando a beija-la.

– Pode. Mas tem que ficar quieta, e prometer se comportar. — Ela disse indicando minhas mãos, que já passeavam livremente pelo seu corpo. Teria que me controlar, já que Regina não lembrava que já haviamos transado.

– Tudo bem, eu só vou te beijar. — Disse mais uma vez tomando seus lábios. — Te beijar muito. — Ela deu risada, e ficamos nessa por mais de uma hora.

Depois de conversas aos sussurros e muitos beijos roubados, nos acomodamos debaixo das cobertas e eu acomodei em meus braços. Regina podia ter se esquecido, mas eu lembrava muito bem o quanto ela amava quando dormiamos juntas. Fiz carinho em seus cabelos negros, e logo ela adormeceu.

Eu não dormi, sempre ficava acordada quando estava lá, para não correr o risco de perder a hora. No maximo tirava um cochilo. Mas aquela noite eu apenas a observei, sua respiração calma, o resmungar de hora em hora e o modo que se agarrava cada vez mais em mim enquanto a madrugada avançava. Será que em seus sonhos ela se lembrava?

Quando os primeiros raios de sol atingiram o quarto, eu me desvincilhei cuidadosamente de Regina, tentando não acorda-la. Ela se remexeu um pouco, mas permaneceu dormindo. Vesti minhas botas, abri a janela e pulei para a árvore, desci com cuidado e me esgueirei para fora do jardim.

Fui correndo até a rua de trás, peguei minha moto e parti em direção a oficina. Meu pai já estava a minha espera, ele sempre abria cedo.

– Posso saber onde minha filhinha passou a noite? — Ele me questionou em tom de brincadeira, meu pai já estava acostumado com eu passar a noite fora.

– Com Regina. — Sorri, evidenciando minha felicidade.

– Então voces estão juntas de novo? — David me perguntou como não queria nada, mas sabia que estava tentando arrancar informações. — Ela não tinha esquecido de tudo? — Voltou a me perguntar, dessa vez preocupado. Eu sabia que ele gostava e aprovava Regina, assim como minha mãe.

– Não sei se estamos juntas. — Resolvi desabafar. — Estamos saindo, e ela não se lembra de nada. Então é como se voltassemos a estaca zero, mas eu me esqueço disso as vezes e acabo deixando escapar alguma coisa.

– Voce gosta mesmo dela, não é?

– Eu a amo, pai. Amo como nunca imaginei amar alguém, por isso não posso deixa-la ir. Mesmo que nunca se lembre, eu sempre vou estar aqui por ela.

Meu pai e eu nos colocamos a trabalhar, era o que faziamos de melhor quando estavamos juntos. A maioria dos pais querem que suas filhas usem vestidinhos e encontrem o principe encantado, meu pai me preferia ali sujando as mãos de graxa e pilotando uma Harley. Eu estava feliz desse jeito.

Na hora do almoço minha mãe apareceu, nós demos uma parada para nos alimentar e descansar um pouco. Minha regata branca já estava toda suja, e a calça preta, embora não evidenciasse tanto, também estava.

Antes de conseguir começar a comer, vi uma coisa amarela extremamente chamativa entrando na oficina. Sorri na mesma hora ao me lembrar daquele carro.

FLASHBACK

Storybrook — Maine

Sete meses atrás

Estavamos na rua da casa de Regina, ela estava sentada no banco do motorista de um fusca amarelo. Seu fusca amarelo. Ela já estava com dezesseis anos e ainda não tinha um carro, então eu juntei minhas economias e comprei aquele para ela. Era um pouco extravagante, mas Regina tinha adorado.

– O que eu faço agora? — Ela praticamente pulava no banco de tão animada que estava.

– Solta o freio de mão, devagar. — Levei sua mão até lá e ela obedeceu. — Agora engata a primeira marcha. — Regina obedecia tudo o que eu falava, logo ela acelerou e o carro começou a se mover.

Henry nos observava da calçada, sorrindo para o fato de Regina estar crescendo. Mas como tudo o que é bom dura pouco, logo o demonio em forma humana apareceu.

– Mas o que significa isso?! — Cora Mills gritava da calçada como se eu e Regina estivessemos cometendo algum tipo de crime.

– Melhor descermos antes que sua mãe decepe minha cabeça e pendure na sala de estar. — Murmurei para Regina.

– É, tem razão. — Ela concordou, desligou o carro e nós descemos. — Mamãe, olhe o que Emma comprou para mim. — Regina tentou contornar aquela situação quando chegamos até seus pais.

– Voce concordou com isso? — Cora perguntou a Henry enquanto gesticulava com as mãos.

– É claro. Emma fez um grande gesto ao comprar o carro e ainda estava ensinando Regina a dirigir. — Henry explicou.

– Voce é o pai ou o amiguinho dela? — Esbravejou, como essa mulher podia ser tão amargurada e insuportavel assim?

– Mamãe, o carro é otimo. Eu gostei muito, e Emma me ensinou direitinho.

– Não interessa, voce não vai dirigir essa monstruosidade amarela. — Ela apontou para o fusca. Mas que ofensa! Tudo bem, chamava bastante atenção, mas a filha dela tinha acabado de dizer que gostou.

– Me deixe ficar com ele, mamãe, por favor. — Regina implorou.

– Não! Sinto muito pelo transtorno, Srta. Swan, mas devolva o carro para a concessionaria. Regina não precisa disso. — Cora disse e saiu puxando Regina pelo braço, vi os olhos de minha namorada lacrimejarem. Ela tinha gostado mesmo do carro, mas a bruaca mais uma vez apareceu para estragar tudo.

Naquele dia devolvi o fusca para a concessionaria de carros usados, e felizmente consegui recuperar meu dinheiro.

FLASHBACK

Vi Regina estacionar o fusca amarelo dentro da oficina e sair correndo em minha direção. Ela pulou em meus braços e eu a acolhi.

– Sabia que é muito feio deixar uma garota sozinha na cama? — Ela brincou, se referindo a minha saida furtiva pela manhã.

– Dormiu bem? — Eu lhe dei um selinho rapido.

– Esplendidamente.

– O que é aquilo? — Fingi que não sabia de nada enquanto apontava para o fusca.

– Papai me levou hoje até a concessionaria, disse que já estava na hora de eu ter um carro. — Regina colocou os braços ao redor do meu pescoço. — Eu vi aquele ali e me apaixonei na hora, ele não é lindo?

– Muito lindo. — Dei risada. — Combina com voce.

– Achei parecido com a cor do seus cabelos. — Ela disse.

– E voce veio até aqui só para me ver toda suja de graxa ou tem algum motivo oculto?

– Pra te ver suja de graxa, mas também tem um motivo oculto. — Regina passou as mãos pelo meu cabelo, tirando alguns fios do meu rosto. — O carro é usado, então queria que voce desse uma olhada. Sabe, pra saber se está tudo no lugar.

– Essa é uma péssima desculpa, apenas admita que queria me ver. — Ela desferiu um tapa no meu ombro.

– Idiota, apenas de uma olhada no carro.

Dei risada e fui em direção ao fusca, eu sabia que estava tudo em ordem porque eu mesma tinha me certificado disso quando o comprei da primeira vez. Mas mesmo assim fiz uma checagem, para tranquilizar Regina.

Depois de assegurar que estava tudo bem com o carro, eu arrastei Regina para o banco traseiro e ficamos trocando beijos lá por um longo tempo, estreando seu "novo" carro.

Depois que Regina foi embora, meu pai veio me questionar sobre o carro, e eu confirmei que era o mesmo que eu havia comprado meses atrás.

Agora eu estava mais confiante ainda que Regina iria se lembrar.

Notas finais
Mds, tem como essa Emma Swan ser menos apaixonante? Acho que não auhsuahsuas Lindo demais ela comprando o fusca pra Regina né? Não esqueçam de dizer o que estão achando. Beijos.