Notas iniciais
Oi meninas, quero agradecer aos comentários maravilhosos do ultimo capítulo. Já disse que voces são fodas? Voces são fodas! Como eu disse, Emma vai aos pouquinhos tentar reconquistar a Regina, já que a mesma ta numa situação dificil sem a memoria dela. Sem mais delongas, boa leitura!

– Como foi o encontro com a garota motoqueira? — Ruby me perguntou assim que nos livramos das aulas naquele dia e saiamos da escola.

Sorri apenas de lembrar da noite anterior, de tudo o que Emma tinha feito e de como aquilo me deixou balançada.

– Ao dizer por esse sorriso bobo apaixonado, deve ter sido ótimo. — Ela comentou.

– Não estou apaixonada. — Tratei de parar de sorrir feito uma idiota. — É só que ninguém fez por mim o que ela fez, e mal nos conhecemos.

– O que exatamente ela fez? — Ruby perguntou curiosa.

Tratei de contar tudo nos minimos detalhes, desde as rosas e bilhetinhos deixados furtivamente no meu quarto, até o jantar romantico maravilhoso que ela havia preparado para mim. Tentei evitar, mas o sorriso idiota voltou a me contagiar. Até aquele momento não tinha me dado conta de como tinha gostado de estar perto de Emma Swan.

– Ai Re, voce já ta caidinha por ela. Dá pra ver nos seus olhos. — Ruby implicou, sabia que eu não era de me envolver com qualquer pessoa, e quando abria espaço para alguém como fiz com Emma, é porque estava sentindo algo.

– Nada haver, Ruby. Acabamos de nos conhecer, nem sei se vamos nos ver de novo.

– Pois eu acho que vão sim. — Ruby disse e apontou para a calçada da escola, onde Emma estava sentada confortavelmente com sua moto e sorria para nós duas.

Andei a passos largos até a loira e parei em sua frente, o sorriso sacana não saia de seus lábios.

– O que faz aqui? — Perguntei antes de qualquer coisa.

– Oi para voce também, princesinha. — Emma disse, ainda sorrindo. — E quanto a sua pergunta, vim cobrar o meu segundo encontro.

– Que? — Perguntei confusa.

– Ontem a noite voce disse que era melhor deixarmos para fazer "certa coisa" no segundo encontro. — Ela fez aspas com as mãos. — Vim te buscar para o segundo encontro.

– Primeiro: voce não pode simplesmente aparecer e exigir que eu saia contigo. Segundo: como sabe onde eu estudo? Está me perseguindo agora? E terceiro: eu já tenho compromisso. — Eu falei enquanto enumerava com os dedos.

– Primeiro: não estou exigindo, esquentadinha. — Emma abaixou um dos meus dedos, eliminando assim o primeiro argumento. — Segundo: Ruby estuda aqui, e sou amiga dela, por isso eu sei. E terceiro: Que compromisso seria mais importante que sair com uma loira maravilhosa?

– Mas voce é muito convencida mesmo, viu. — Reclamei. — Não que seja da sua conta, mas eu tenho uma consulta médica.

– Que tipo de consulta? — Hesitei em responder, não queria dizer que iria ao Dr. Hopper. Ela poderia achar que sou maluca.

–Do tipo que não é da sua conta. — Retruquei.

– Pare de ser chata, Regina. Me diga sobre o que é a sua consulta, eu te levo e depois podemos sair. — Emma voltou a sorrir como a perfeita idiota que era. Arrg, por que tem que ter um sorriso tão lindo? Maldita!

– Psiquiatra. — Murmurei baixinho, estava com medo do que ela iria pensar de mim.

– Dr. Hopper? É o unico da cidade, né? Sobe ai, eu te levo.

– Pera, como assim voce me leva? — Indaguei.

– Ué, voce sobe na moto, coloca o capacete e eu dirijo. — Emma disse já colocando o capacete na minha cabeça.

– Então não me acha louca?

– Louca? — Ela terminou de prender o capacete em mim e me ajudou a subir na moto. — Um pouquinho brava e esquentadinha, mas não louca. Se segura em mim. — Emma pegou minhas mãos e passou em volta de sua cintura, eu a abracei de bom grado e ela deu partida na moto.

Menos de cinco minutos e já estavamos no consultório, Emma disse que iria me esperar ali fora e eu prometi não demorar.

Quando entrei, Dr. Hopper já estava me esperando, como sempre. O cumprimentei com um sorriso gigantesco.

– Como vai, Regina? Voce parece estar feliz. — Ele evidenciou o que estava estampado no meu rosto.

– Eu estou. — Apenas confirmei.

Começamos a conversar, ele com suas perguntas rotineiras e eu com as mesmas resposta, embora estivesse com o entusiasmo renovado por conta da loira que me esperava lá fora. Contei a ele tudo sobre a minha semana, apenas ocultando o que envolvia Emma. Ruby era a unica que sabia que estavamos saindo, e eu queria manter assim por enquanto.

– Regina, devo admitir que notei uma melhora impressionante no seu quadro. — Dr. Hopper disse enquanto anotava algumas coisas numa folha de papel. — Acho que voce está pronta para parar com a terapia. — Um brilho passou pelos meus olhos e eu sorri ainda mais com aquela noticia.

– Sério? — Perguntei apenas para confirmar que não estava sonhando.

– Muito serio, essa foi a sua ultima sessão. — Eu me levantei empolgada, não queria ficar mais nem um minuto ali. Queria sair e comemorar com Emma, e foi isso o que fiz.

Me despedi do médico e desci correndo as escadas do consultório, cheguei a rua e Emma me esperava encostada na moto.

– E ai, como foi? — Ela perguntou, mas antes de receber uma resposta me joguei em seus braços e a beijei. Emma com certeza foi pega de surpresa, mas não deixou de me corresponder. Me beijou com vontade, agarrando minha cintura e me puxando para si. Paramos quando o ar se fez necessário. — Suponho que tenha sido ótima.

– Essa foi minha ultima consulta, não vou precisar mais vir. — Sorri depois de me recuperar do beijo.

– Isso merece uma comemoração! — Emma disse e ainda segurava em minha cintura, percebi que ela se recusava a se afastar e eu queria que ela continuasse ali. — Quero te levar a um lugar, venha.

Subimos na moto de novo e logo Emma estava dirigindo sei lá para onde, eu apenas me preocupei em agarrar ela por trás e sentir o vento nos cabelos.

Paramos em frente a praia, descemos e Emma começou a procurar algo em um dos compartimentos ao lado da moto. Tirou de lá uma toalha de mesa e uma garrafa de tequila.

– Voce me trouxe a praia para ficarmos bebadas? — Perguntei arqueando uma sobrancelha.

– Voce bebe, eu vim mais para apreciar a visão perfeita que é essa morena na minha frente. — Emma disse enquanto agarrava minha mão e me puxava para a praia.

Andamos na areia fofa até encontrar um lugar adequado para estender a toalha e nos sentarmos. Abri a garrafa e comecei a beber, Emma deu alguns goles, mas por estar dirigindo, resolveu não exagerar.

– Então me conte, por que precisava de um psiquiatra? — Ela perguntou direta.

– Eu tive alguns problemas. — Respondi sem entrar em detalhes, mas isso só serviu para aumentar a curiosidade de Emma.

– Que problemas? — ela insistiu.

– Eu... Alguns problemas... — Passei a mão na minha testa sentindo um leve desconforto, as vezes a passagem de tempo ficava confusa para mim. Mamãe dizia que isso era normal. — Depressão...

– Voce está bem? — Ela levou as mãos até os meus cabelos.

– Sim, estou. Só um pouquinho de dor de cabeça.

– Deita aqui. — Emma se deitou na toalha e me puxou para cima dela, encostou minha cabeça em seu ombro e começou a acariciar meus cabelos. — Melhorou?

Apenas balancei a cabeça confirmando.

Passamos o restante da tarde entre conversas, beijos e caricias. Quando notei o sol já estava se pondo, e eu estava mais do que atrasada para voltar para casa.

– Emma, eu preciso ir. — Sussurrei enquanto ela me beijava.

– Não, Regina. Fica mais um pouco. — Emma prendeu minhas mãos em cima de minha cabeça e começou a distribuir beijos pelo meu pescoço, me deixando cada vez mais excitada.

– Emma... — Tentei protestar, mas senti sua mão invadir minha blusa e chegar até meu seio direito, massageando-o por cima do sutiã. — Emma, para. — A empurrei quando percebi que estavamos indo rápido demais.

– Caramba, Regina. — Ela reclamou enquanto passava amão na cabeça.

– Desculpa, Emma. Por favor, desculpa, é que eu nunca fiz isso antes. — Confessei como a garota inocente que era.

– Não, me desculpa eu. Apressei as coisas, voce merece bem mais do que uma transa na praia. — Ela disse enquanto pegava minha mão e a beijava. — Vamos, vou te levar em casa.

Sorri e a deixei me conduzir até o local onde estacionamos. Emma foi a primeira pessoa que não me julgou. Não me julgou por ser meio descontrolada, por ser uma doida com um terapeuta, e nem por ser uma virgem de dezessete anos. Ela apenas me aceitava como eu era, e aquilo me fascinava cada vez mais.

Emma estacionou na esquina de casa, eu insisti assim pois não queria que minha mãe nos pegasse no flagra.

Quando entrei em casa, mamãe veio correndo em minha direção, parecia que iria me engolir viva.

– Regina Mills, onde voce esteve a tarde inteira? — Ela exigiu saber assim que me viu.

– Calma mamãe. — Pedi com paciencia. — Fui a consulta com o Dr. Hopper, e depois fui estudar na casa de Ruby. — Inventei a primeira desculpa que me veio a cabeça, iria precisar começar a mudar, usar Ruby como álibi já estava ficando batido.

– Me avise da proxima vez, tem celular para que? Ficar de enfeite? — Suspirei com a sua ironia.

– Tudo bem mamãe, da proxima vez irei ligar.

– E não quero voce andando com essa Ruby, ela não é boa influencia. — Não me dei ao trabalho de responder, apenas fui para a cozinha comer algo, já que passei a tarde toda a base da tequila que Emma tinha levado. Não bebi o suficiente para ficar bebada, apenas para desestressar.

Depois de jantar, tomei um banho longo, novamente me lembrando de cada detalhe do dia com Emma. Já tinha percebido que teria que me acostumar com a ideia de ter Emma Swan sempre rondando meus pensamentos, mas talvez aquilo não fosse tão ruim.

Quando me deitei na cama, senti meu corpo todo relaxar. Alcancei meu celular para dar uma ultima checada antes de dormir, e me deparei com uma mensagem da minha loira. Minha loira. Comecei a chama-la assim em meus pensamentos.

Boa noite, meu amor.

Era tudo o que dizia, logo digitei uma resposta.

Seu amor? Desde quando sou seu amor, Swan?

A resposta veio menos de um minuto depois.

Desde que seus lábios encostaram nos meus, princesinha.

Sorri ao ler o apelido idiota que ela tinha me colocado.

Boa noite, Emma.

Mandei a mensagem e me virei para o lado, logo adormeci.

Notas finais
O que acharam desse encontro delas ein? Comentem o que estão achando, o que acham que falta e o que deve mudar. A opinião de cada uma é muito importante. Em breve pretendo fazer mais capitulos narrados pela Emma, assim voces podem entender o ponto de vista dela, já que ela se lembra de tudo. Beijos! ps: não, a Regina não é virgem. Mas como a primeira vez dela foi com a Emma, ela não se lembra. Pretendo fazer um flashback disso para voces saberem como foi.