Saving Regina

13 Capítulo 13


10 anos depois

Acordei tateando a cama a procura de um outro corpo ali, mas estava sozinha no quarto. Abri os olhos, virando a cabeça em todas as direções a procura de Emma, mas minha esposa não estava ali.

Era nosso primeiro dia na mansão 108 da rua Mifflin, nunca tinhamos voltado para Storybrook depois da fuga. Mas a dois meses tinha recebido uma ligação de meu pai, mantemos contato por telefone mesmo eu tendo ido embora, dizendo que Cora Mills havia falecido.

Fiquei meio perdida ao receber aquela noticia, afinal ela ainda era a minha mãe, mas fez tantas coisas ruins que me danificaram. Isso então acabou amortecendo a tristeza e eu aceitei bem a morte dela. Sem contar que com isso eu poderia voltar a minha cidade natal, e apresentar meu filho ao meu pai.

A porta do quarto se abriu e uma criança de cabelos castanhos entrou correndo no quarto, pulou na cama e me abraçou.

— Mamãe, acorda. Vai, vai, vai! — Meu filho subiu em minha barriga e começou a me sacudir.

— Calma, Henry. Já estou acordada. — Sorri e depositei um beijo em sua testa. Alisei seus cabelos castanhos, notando mais uma vez o quanto ele era parecido com Emma, principalmente nos olhos.

— Dormiu demais, amor. Meus pais já estão chegando para o almoço, e o seu pai também. — Emma estava encostada na porta com um sorriso nos lábios enquanto admirava nós dois.

Peguei Henry no colo e andei até Emma, puxando-a para um beijo.

— Parem voces duas, eu ainda to aqui. — O menino reclamou enquanto tampava os olhos.

— Venha rapazinho, vamos deixar a mamãe Regina se arrumar. A menos que ela queria almoçar com seus avós vestida apenas com a minha camiseta. — Emma provocou e pegou Henry, colocando-o no chão. — Apesar de que eu não me importaria. — Emma sussurrou essa ultima frase e se afastou.

Fechei a porta do quarto e fui em direção ao banheiro, me livrando da camiseta de Emma que eu sempre fazia de pijama e ficando nua. Entrei debaixo do chuveiro, liguei a água no mais fria possivel e deixei meus pensamentos vagar para a noite de nossa fuga.

FLASHBACK

Nova York

Dez anos trás

Estacionei o fusca em frente a um prédio de tres andares, não havia porteiro, apenas um portão que somente os moradores controlavam. Emma pegou o chaveiro e tentou usar uma das chaves, que logo abriu e entramos no prédio.

O apartamento que David nos deu ficava no segundo andar, era de um quarto só, mas mesmo assim amplo e todo mobiliado. Perfeito para um casal.

— Então, o que achou? — Emma perguntou, fechando a porta e trancando.

— Perfeito. — Sorri e enlacei seu pescoço com meus braços, puxando-a para um beijo cheio de paixão.

— Está feliz?

— Nunca estive tão feliz em toda a minha vida. — Voltei a beija-la, sem dar tempo para que me interrompesse. — Leve-me para o nosso quarto, vamos estrear a cama.

Emma me pegou no colo com seus braços fortes, me levando até nosso novo quarto e me jogando na cama. Livrou-se de sua camiseta e calça, ficando por cima e voltando a me beijar.

— Nós vamos ser tão felizes aqui. — Disse enquanto distribuia beijos pelo meu pescoço e me despia.

— Vou ser feliz em qualquer lugar, desde que seja com voce. — Respondi, ajudando-a a tirar minhas roupas.

Passamos a próximas horas nos amando, estreando cada comodo do apartamento. Emma fez de tudo para de passar segurança, e eu confiava nela quanto a aquilo. Estavamos começando uma nova vida.

FLASHBACK

Terminei meu banho e voltei para o quarto, notando vozes no andar de baixo. Nossos convidados já haviam chegado. Me troquei rapidamente e desci as escadas, encontrando minha esposa, seus pais e meu pai brincando com Henry em seu colo.

Me emocionei ao ver aquilo, fazia anos que não o via e meu pai continuava o mesmo. Corri para abraça-lo, e ele me recebeu com lágrimas nos olhos.

— Minha filha, como voce cresceu. — Meu pai acariciou meus cabelos e eu afundei a cabeça em seu pescoço, embora minha vida ao lado de Emma tenha sido o mais feliz possivel, não podia negar que senti saudades de meu pai.

— Como senti sua falta, pai. — Falei emocionada. Senti duas mãozinhas agarrarem minhas pernas, olhei para baixo e vi Henry pedindo para subir no meu colo.

— É o vovo, né? — Ele perguntou sorrindo e apontando para meu pai.

— Sim, esse é o seu avo. — Acarinhei os cabelos de meu filho, pelo que pude ver ele já tinha gostado de meu pai.

— Meu neto é uma graça, mistura perfeita de voce e Emma. — Ele comentou.

— O nomeamos em sua homenagem. — Emma disse se aproximando, me enlaçou pela cintura.

— Familia feliz, vamos almoçar? — Escutei a voz de Mary da sala de jantar, a mesa já estava pronta.

Nos acomodamos na mesa e logo todos estavam comendo, entre risadas descontraidas e conversas.

— Então, voces vão ficar na cidade de vez, né? — David perguntou. — Quer dizer, voces compraram uma casa aqui. Não pode ser só uma visita.

— Vamos ficar de vez. — Respondi, arrancando sorrisos de todos. — Vou mudar meu escritório de advocacia para cá, e Emma conseguiu uma transferencia da policia de Nova York para assumir a delegacia. — Expliquei, já que depois que saimos de Storybrook eu tinha me formado em direito e Emma tinha começado a trabalhar como policial.

Emma segurou minha mão por baixo da mesa.

— Também temos outra coisa para contar. — Emma tomou a palavra e eu apertei sua mão para que ela prosseguisse. — Nós vamos nos casar!

— Mas... Voces já não são casadas? — Mary perguntou confusa, comecei a dar risada e Emma logo tratou de explicar.

— Sim, mas queremos renovar os votos aqui na nossa cidade, com a familia toda presente.

— E quando vai ser o casório? — Meu pai perguntou.

— Dentro de uma semana, papai. Vamos fazer aqui mesmo na mansão. — Respondi.

O restante do dia passou de forma agradavel, meu filho e meu pai estavam cada vez mais próximos, o que me enchia de alegria. Emma estava perto de sua familia de novo, e tudo parecia perfeito.

A noite, depois que todos foram embora, me deitei na cama usando a costumeira camisa de Emma que eu fazia de pijama. Ela estava deitada ao meu lado lendo um livro, e eu a observava.

— Voce é tão linda. — Comentei. Tirei o livro de suas mãos e o coloquei ao lado da cama, sentei em suas pernas e me inclinei para frente. — Eu tenho tanta sorte por ter voce.

— Eu que tenho sorte por ter voce. — Colocou as mãos em minha cintura, arranhando de leve minhas costas e me puxando para beija-la. Aquele toque me arrepiou inteira.

Emma retirou a camiseta que eu usava, me deixando apenas de calcinha. Trocou nossas posições ficando por cima, sem parar de me beijar, me fazendo perder o folego.

Respondi me livrando logo de suas roupas e arranhando suas costas, marcando sua pele branca. Emma arrancou minha calcinha, unindo nossos sexos em seguida, me fazendo gemer em sua boca.

— Emma, mais rapido. — Implorei e ela logo atendeu minha necessidade, movendo seu quadril com destreza, e me fazendo chegar ao orgasmo em questão de minutos. Seu corpo desabou sobre o meu ainda ofegante, afaguei seus cabelos loiros e lhe dei um selinho.

— Dizem que o sexo fica cansativo depois do casamento, ainda bem que conosco não foi assim. — Emma disse fazendo piada e eu lhe dei um tapa.

— Voce continua a mesma idiota de quando nos conhecemos. — Falei.

— Verdade, mas foi por isso que se apaixonou por mim.

Rimos e eu concordei com a cabeça, tinha sido exatamente aquele jeito palhaço que me conquistou nela.

***

O jardim de minha casa estava todo decorado, os poucos convidados já estavam acomodados e Emma junto de Henry me esperava no altar improvisado. Agarrei o braço de meu pai, indicando que eu estava pronta.

— Não pude fazer isso da primeira vez, mas pelo menos vou fazer agora. — Ele disse, se referindo a me levar até o altar. Eu sorri e nós começamos a caminhar.

Ao me ver, todos se levantaram. Notei Ruby com Killian, ela tinha superado sua paixonite com nossa amiga e se atado de vez ao moreno. Belle estava acompanhada do Sr. Gold, nosso antigo professor. Mary e David Swan estavam na primeira fila, sorrindo como os pais orgulhoso que eram. Alguns outros amigos próximos também estavam lá.

Meu pai me entregou a Emma, ela sorria e segurou minha mão, tremendo.

— Está nervosa?

— Mais do que da primeira vez. — Ela respondeu. — Vai que voce percebe com quem está e me diz não?

— Eu jamais faria isso, idiota. — Sorri de volta.

David se colocou entre nós duas, como se tratava apenas de uma renovação dos votos e não tinha questões legais envolvidas, ele insistiu em presidir.

— Boa tarde. — O homem começou. — Estamos aqui hoje reunidos para reafirmar o amor e companheirismo dessas duas almas, que realmente nasceram para estarem juntas. — Meu sorriso parecia que iria rasgar meu rosto de tão feliz que eu estava. — Vi voces duas crescerem, se conhecerem, se apaixonarem e vencerem desafios que ninguém esperava. Voces duas provaram que nada pode ficar no caminho do amor verdadeiro, e como resultado desse amor, tiveram o pequeno Henry.

Henry apontou para si mesmo, querendo indicar que estavam falando dele.

— Voces tem votos a dizer? — Nós duas concordamos e eu comecei.

— Emma, não acredito em destino, mas com voce é diferente. Tenho certeza que fomos feitas para ficarmos juntas, e digo isso devido ao fato de voce ser a minha salvadora. Me salvou quando nos conhecemos, e quando eu nem me lembrava de nós, voce não desistiu. Continuou a me salvar. Tivemos que vencer muitas barreiras, mas permanecemos juntas. Eu te amo, Emma Swan. Hoje e para sempre. — Finalizei, já deixando algumas lágrimas escapar.

— Voce está errada, Regina. Eu não te salvei, foi o contrário. Voce me devolveu a vida, de todas as formas possiveis. Me mostrou que é possivel amar intensamente, e esse amor que tenho dentro de mim por voce é tão forte, que me trouxe de volta depois do acidente e me deu forças para ir atrás de voce. Eu te amo, minha rainha. — Emma disse e beijou minhas mãos.

Trocamos alianças pela segunda vez em nossas vidas, e no meio de aplausos e assovios, Emma me puxou para um beijo de tirar um folego.

Eu estava de volta em casa.

Notas finais
Esse é o final, espero que tenha conseguido atingir as expectativas de todas vocês. Quero agradecer a quem acompanhou desde o inicio, quem pegou a história já na metade/final, e a quem começou, desistiu e depois voltou a ler. Obrigada a cada comentário, cada favorito, e cada recomendação que recebi. Não vou citar nomes, pois posso acabar esquecendo de alguém, mas todo mundo que acompanhou, chorou, sorriu e foi feliz com Regina e Emma é muito importante para mim. Essa história é muito importante para mim, assim como todo mundo que me incentivou a termina-la. Muito obrigada gente, vocês são leitores incríveis. Beijos e até a próxima fanfic.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!