Save me...Take me... Hold me
13 Capítulo 12 parte II
Notas iniciais
Woa, prostituta, lógico que eu sabia que Beatrice Prior era prostituta, qual é, sou um dos caras mais ricos do país, nunca colocaria uma pessoa de baixo do eu teto sem antes saber tudo sobre ela, na verdade o que me surpreendeu foi o ato de Tris ter me dito tal coisa, sei que não é fácil para ela sair por ai ou chegar em mim e dizer "Eai Tobias, só queria te dizer que antes de nos conhecermos eu era uma prostituta". Mas se ela fez isso talvez seja porque realmente queira mudar de vida e ter algo comigo, ou ela apenas se faça de boazinha arrependida para te enganar, uma pequena vozinha diz em minha cabeça, sacudo de pé e só agora percebo que eu havia me levantado quando Beatrice me contou seu tão bem guardado "segredo", o que já não me era segredo há muito tempo.
— diz alguma coisa, por favor — Sua voz soa baixa, atraindo minha atenção.
Me viro para ela e a mesma me observa com olhos apreensivos, seus lábios em uma linha fina e uma ruguinha muito fofa se faz presente entre suas sobrancelhas, suas mãos se agredindo sobre seu colo, ela cutuca uma cotícula sem nem ao menos perceber e um filete de sangue escorre da mesma. Me sento ao seu lado pegando suas mãos nas minhas a fazendo parar de cutucar a cotícula.
— Hum, o que você quer que eu diga? — Pergunto baixo, eu poderia lhe dizer que já sabia de tudo, desde o começo, mas descarto a ideia sabendo que ela poderia ficar brava comigo por saber de uma coisa tão pessoal como essa e nunca ter dito nada a deixando se remoer, pensando se deveria ou não me contar.
— Não sei — Ela diz, seus ombros se curvando para baixo, ela puxa suas pernas até as mesmas estarem sobre o banco, tirando suas mãos das minhas ela abaixa sua cabeça loira sobre os joelhos abraçando suas pernas com os braços magros, se retraindo em um pequeno embrolho de Tris Prior.
Ficamos em um longo silêncio que só é quebrado por pequenas ondas do rio batendo nas madeiras do pier abaixo de nós.
— Eu não ligo — Falo baixo só para que Tris ouça.
Ela continua com sua cabeça abaixada sobre seus joelhos olhando para o horizonte.
— Mas deveria — Sua voz soa baixa e fraca.
— Por que? — Pergunto realmente surpreso com isso.
— Por que eu — Ela faz uma pausa parecendo escolher suas palavras — Por que eu sou uma puta, bom eu não me sinto uma puta, o que eu faço não é só por dinheiro, sim em grande parte é por dinheiro mas também é por prazer, eu amo o que eu faço, mas aos olhos de outras pessoas sou vista como puta, e você não merece muito menos precisa ser visto junto com uma puta — Ela termina sua fala com um leve suspiro, puxando uma respiração em seguida e nesse momento realmente não sei o que dizer.
— Tris olha pra mim — Peço tocando em seu braço.
Ela relutantemente vira seu rosto para mim, seus olhos brilham com lágrimas não derramadas, sinto meu coração apertar em meu peito com um sentimento que desconheço, eu não amo Beatrice.
Não ainda.
Mas o sentimento que queima em meu peito me impede de querer me afastar dela, de pensar em não ha ter por perto de mim ou de até mesmo me importar por algo que ela foi ou fez antes de me conhecer e é isso que digo á ela.
— Tris eu não ligo com o que as pessoas vão dizer ou pensar, não ligo se elas vão me olhar torto ou julgar ha nós dois com tanto que estejamos juntos, eu não amo você, não ainda e nunca mentiria ou mentirei para você sobre isso, mas gosto de você o suficiente para tentar ter algo com você pois não posso negar o desejo que sinto por você nunca senti por nenhuma outra antes e assim como ontem a noite estou disposto a tentar algo com você, se você ainda quiser é claro — Falo afastando uma mexa de cabelo que gruda em sua bochecha devido ha uma lágrima que escorreu ali.
— Mas eu ligo, não quero que você fique mal visto por minha causa — Tris fala baixo.
— Mas eu não, você vai deixar com que as coisas que as pessoas que nem conhecemos afete sua felicidade e um relacionamento que ainda não temos mas queremos ter? Por um motivo que eles desconhecem? Ninguém sabe o que você fazia- Falo exasperado passando as mão por meus cabelos.
— Não sabem ainda, mas vão saber — Ela fala olhando para baixo.
— Mas eu não ligo porra, que se foda o que vão pensar, eu gosto de você e quero realmente tentar ter uma relação com você, mas que inferno será que é difícil para você perceber isso? — Falo alto de mais chamando a atenção de alguns casais a até mesmo crianças que estavam por perto e fazendo Tris arregalar os olhos cinzentos.
Uma menina corre para sua mãe uma mulher que estava ao nosso lado e diz.
— Mamãe ele disse coisa feia, ele disse porra igual o papai — Fala a menininha de no máximo cinco anos.
— Eu sei e não repita isso Emily Gabrielle se não você vai ficar de castigo — Sua mãe e repreende a puxando pela mão olhando torto para mim.
Olho para Tris e ela esta com os lábios prensados firmemente uns contra os outros, tentando segurar sua risada o que é inútil, já que a mesma gargalha ao olhar para mim e é impossível não rir junto com ela.
Do nada Beatrice sessa seu riso e me olha atentamente, quando ela vai abris sua boca para dizer algo somos interrompidos por uma voz feminina extremamente irritante.
— Tobyyyyyy amorzinhooo o que você está fazendo aqui? — Tori fala com sua voz irritante quase perfurando meus tímpanos, desvio meus olhos de Tris os levando a contragosto para Tori, não me surpreende em nada ela estar com um vestido mega curto e colado mais que vulgar e um casaco preto por cima, mesmo com o frio de gelar os dedos que faz hoje em Chicago e pergunto para Deus quando é que vou me livrar dessa mulher, eu devo ter jogado pedra com ciclete na cruz.
— Oi Tori — Digo sem emoção — Estou em um passeio com Tris — Agora falo sorrindo olhando para Tris que sorri também.
—Ah, Como você esta Tobysinho? — Ela pergunta com voz melosa que me dá arrepios no mais profundo da alma ignorando total e deliberadamente a presença de Tris.
— Bem — Respondo grosso, me ergo estendendo a mão para Tris. — Vamos Tris, esta ficando tarde e frio, não quero que fique doente — Digo já pegando sua mão, Tori faz uma careta.
— Mas você já vai? A gente poderia sair para jantar — Ela diz maliciosa.
— Oh não obrigada, vou levar Beatrice para casa -
— Ela sabe ir sozinha, não sabe mesmo docinho? — Tori se dirige a Tris pela primeira vez, toda falsa.
— Hm na verdade não — Tris fala segurando minha mão entrelaçando nossos dedos — E na verdade, Tobias jurou que me ajudaria com um problema meu hoje — Tris fala toda determinada.
— Aé? E que tipo de problemas é esse? — Tori fala sínica.
— Não obrigada, sua ajuda não vai me valer em nada —
— Tem certeza? Talvez e possa te ajudar outro dia, as mulheres tem que se ajudar hoje me dia não é mesmo? — Tori insiste.
— Oh não querida, acredite quando digo que você não pode ajudar, nesse problema só Tobias pode suprir minha dúvidas e necessidades, que é que você me entende queridinha — Tris diz, suas palavras todas cheias de segundas intenções.
Tori joga um olhar mortal para Beatrice.
— Bom tchau Tori — Tris fala já me puxando pela mão — Vaca — Ela murmura consigo mesma o que me faz rir.
— O que foi do que você ta rindo? — Ela me pergunta.
— Nada não, docinho — Digo e recebo um tapa leve no ombro.
Em vez de ir para casa fomos para a casa de Zeke que me mandou uma mensagem nos convidando para jantar o que prontamente aceitamos já que Beatrice se deu tão bem com Shauna mas nem isso me fez esquecer que Tris ainda não me disse se quer tentar algo ou simplesmente esquecer tudo e seguirmos em frente como se nada houvesse acontecido o que com certeza não seria o caso se ele escolher essa opção, vou ter Tris para mim nem que eu tenha que a seduzi-la para isso.
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