Save me...Take me... Hold me
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Acordo e logo sinto a dor em todos os lugares de meu corpo, tento abrir meus olhos mas parece que estão colados com velcro.
Tento novamente e desse vez consigo abri — los.
A luz é tão forte e branca que os fecho de novo, pisco várias vezes só para depois consegui — los manter aberto, olho por todo lado e logo reconheço que estou em um hospital, tento me sentar o que foi um grande erro pois ao me mexer, puxei meu braço arrancando a agulha que ali estava, fazendo sangue vazar por boa parte do lençol super limpo do hospital e uma dor ardida subir por meu braço, um bip toca e cinco segundos apos, uma enfermeira entra no quarto, ela é baixa, tem cabelos grisalhos e bochechas rosadas, ela me olha um pouco se aproxima.
— Jesus criança, o que aconteceu com seu braço? — me pergunta.
— Uhm, eu... eu... que que eu to fazendo aqui? — pergunto.
— Ah, vamos cuidar do seu braço primeiro, eu sou a Marie e serei sua enfermeira enquanto você ficar aqui — ela fala — Como se sente? — me pergunta.
— Como se um caminhão tivesse me atropelado -respondo a fazendo rir, ela troca a bolsa de soro, trocou a agulha que quase abriu um mapa do brasil em meu braço.
— Prontinho querida, eu vou buscar algo pra você comer e já volto okay... — ela fala já saindo do quarto me deixando sozinha, olho para frente e só agora percebo a enorme janela de vidro que da de frente para a grande Chicago, posso ver os mais altos e sofisticados prédios daqui, e logo a frente do hospital tem um pequeno jardim, mas acho que aqui é a parte de traz porque tem um pequeno campo de futebol e um parquinho aonde várias crianças estão brincando, a alguma estão só sentadas em cadeiras de rodas ou no chão.
A porta se abre mas em vez de Marie, um homem entra pela porta, ele é alto, forte, tem pele bronzeada, seu cabelo esta um pouco bagunçado o que só lhe aumenta o charme.
Ele me olha dos pés a cabeça e quando seu olhar se encontra com o meu me perco em seus olhos de um azul escuro, o ar se prende em meu pulmão e parece que a temperatura aumentou uns bons vinte graus no quarto.
— Uhm, acho que você não é meu medico, acho que errou de quarto moço — é tudo que falo, pois como não tenho família e não conheço ninguém, ele só pode ter errado de quarto, mas em vez de ir embora ele sorri puxa uma cadeira e se senta ao lado de minha cama, e nesse momento Marie entra no quarto.
— Olá senhor Eaton, veio ver a nossa paciente??? — ela fala sorrindo.
— Sim, sim vim ver como ela está — ele responde, e eu não estou entendendo merda nenhuma.
— Umh, eu... Eu não te conheço. Quem é você??? — pergunto pro homem a minha frente.
— Ah sim, me desculpe, eu sou Tobias Eaton — ele fala — Eu te achei e te trouce pro hospital — ele fala me olhando e nesse momento as lembranças me acertam como um soco na cara.
Me lembro de "ele" me bater por eu ter estragado seu laboratório de drogas, de me negar a ter sexo com ele e apanhar muito por isso, lembro de escapar "dele", me lembro de ele me achando, me espancado e quase ter me estuprado, de seu corpo caindo em cima do meu, seu sangue escorrendo em meu pescoço e braços, sinto a bile subir por minha garganta, e em menos de um segundo eu estou com a cabeça pra fora da cama vomitando o que posso e o que não posso vomitar em um sapato de social que um dia foi caro.
Minha garganta queima, eu tusso e me engasgo com o meu próprio vomito, sinto alguém puxar meus cabelos pra traz, e fazer gestos de conforto em minhas costas, dando leves tapinha e fazendo movimentos circulares me acalmando,.
Depois de vomitar tudo de dentro de mim, me sento , respiração irregular, suor na testa, olhos fechados...
Um lenço branco com bordas douradas aparece em minha frente, e alguém limpa um pouco de meu vomito que escorreu pelo meu queixo, abro meus olhos encontrando um par de olhos azuis escuros preocupados.
— Você esta bem? — Tobias me pergunta.
Balanço a cabeça, afirmando.
— Acho que você deveria comer algo — fala Marie toda carinhosa.
— Posso ir me limpar antes??? — pergunto fazendo um sinal com a cabeça para minhas mãos e braços sujos de vomito.
— Ah sim, deve se limpar antes — ela fala sorrindo, me levanto e teria cado de cara no chão se dois braços mega fortes não tivessem me segurado.
—obrigado — falo sentindo minhas bochechas arderem, por quase ter caído de cara na frente de um homem gato como Tobias, parece até uma coisa infantil, mas vejamos, eu tenho só dezenove anos, o que me leva a pensar quantos anos Tobias tem.
Vou ao banheiro sentindo muita dor, e ao olhar no espelho quase tenho um treco, meu cabelo esta todo bagunçado, armado pros lados e pra sima, parecendo uma moita loira, tenho olheiras debaixo dos olhos, com a roupa ridícula do hospital pra ajudar, lavo meu rosto, braços e boca, arrumo meu cabelo, faço xixi e volto pro quarto, me deito novamente pois só de ir ao banheiro fiquei cansada, Marie põe uma bandeja com um caldo amarelo, umas coisas laranjas que achi ser cenouras umas coisas como pedaços de frango e me manda comer.
— Bom, tenho que te fazer umas perguntas — ela fala enquanto olho a comida com certo nojo — Primeira, qual seu nome???- ela pergunta me deixando surpresa.
— Hum, Beatrice — respondo.
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