Save me

9 Salvação


Notas iniciais
Cá estou, pessoas que adoro! Estavam com saudades minhas? Porque eu estava, de verdade ♥ Então, vim explicar meu "sumiço" temporário para não causar alarde geral: o ano passado eu meio que machuquei o pé (feio, diga-se de passagem) e, há exata uma semana atrás, eu cai por cima do meu pé quase curado e acabei ferrando com ele tudo de novo. Gente, vocês não têm noção da dor e da fileira de remédios que eu estou tendo que ingerir, tá complicado. Mas, enfim, vim pedir desculpa pela demora do capítulo, pelo capítulo (que eu acho que ficou ruim :'( e pro fazer vocês esperarem tanto, mas é que dói mesmo ficar com o pé pra baixo, preciso ficar com ele pra cima, para o "latejar" parar um pouco :( Enfim, agora: Cara! Novas leitoras no pedaço! Novos comentários! Novos favoritos! Sério, eu vou ter um ataque cardíaco, pq vocês são demais! Quero agradecer as leitoras veteranas pelo apoio e as novatas por dar uma chance para Save Me, meu sincero obrigada ♥ Agora por último (e que quase me fez quebrar (mais ainda) o pé de novo de tanto pular de alegria): a linda, magnífica e bela recomendação da Sra. nathnightwish o/ Nath, nossa, muito, muito, mais muito mesmo, obrigada pela recomendação, você não faz ideia do tamanho da minha felicidade ao ver ela *-* Você não têm noção do quanto sua recomendação me emocionou, a cada linha eu sentia um sorriso maior nascer no meu rosto, obrigada *-* E, acredite, eu sou sua fã e te concederia de bom grado um rascunho meu kkk Cara, eu ri muito com a frase "e fique você sabendo que eu não vou mais largar do seu pé até conseguir mais Bellarke ou qualquer shipper", na hora eu olhei pro meu pé engessado e comecei a rir kkkk Agora, brincadeiras à parte, eu adoraria (de verdade) que você continuasse a pegar no pé, pq assim vou saber que estou agradando com a fanfic e, sinceramente, não há melhor coisa do que saber que vocês estão gostando da história. Isso me faz sentir plena e bem comigo mesma. Eu só tenho que agradecer você Nath, obrigada por tudo, vocês leitoras são a força motora da minha criatividade *-* Agora: espero que vocês não se desapontem com o capítulo. Não ficou tão bom quanto eu queria :( Um beijão, obrigada por tudo

P.O.V Clarke

Por muito tempo me permiti sentir.

Por muito tempo senti felicidade por ter Wells ao meu lado como amigo, meu pai como protetor e minha mãe como fiel escudeira.

Quando todos os três já não podiam me envolver em sua aura de conforto eu me vi pega pelo sentimento de proteção o qual se destinava à todos os jovens mandados para morrer em Terra.

Quando achei que nada mais me preencheria, o amor de Finn sutilmente me conquistou.

Senti mais sentimentos na Terra do que qualquer outro que já pude sentir no espaço.

A amizade de Wells era única, incólume.

Após semanas em Terra firme, percebi que todo esse afeto poderia se estender a mais de uma pessoa. A pessoas que jamais percebi ao meu redor. Pessoas como Monty, Octavia e Jasper.

Não demorou para que o ciúme ardesse em meu ser, apresentando-me a uma nova gama de sentimentos.

Como qualquer humano eu detestei constatar o quão bela e incrível era Raven. Odiei saber que ela amava Finn verdadeiramente e que esse amor era recíproco.

Achei, no instante em que os vi junto, que o ciúme era o maior dos sentimentos, o que tinha o poder de marcar mais do que qualquer outro.

Mas foi apenas depois da morte de Finn e de meu reconciliamento com Raven que me dei conta do sentimento mais puro e forte existente: o ódio.

Meu ódio nasceu por um semelhante.

Um passageiro e morador da Arca.

Um dos nossos.

Bellamy.

Achei que ele seria a pessoa que eu mais gostaria de fazer sentir-se ruim. Destruída.

Mas tudo mudou.

Mas especificamente, Bellamy mudou.

Ele mudou meu conceito.

Mudou minha máscara de tranquilidade e retirou um grande peso de minhas costas.

Com ele éramos mais fortes.

Éramos mais humanos e possuidores de um instinto de sobrevivência o qual eu jamais pensara possuir.

Foi Bellamy que tomou a frente das coisas.

Foi ele que enfrentou de peito aberto qualquer um que se atreve-se nos fazer mal.

Bellamy já não era mais um "assassino".

Percebi, tardiamente, que ele jamais seria um assassino, que ele apenas estava tentando manter aqueles que amava a salvo.

E ele, de certo modo, me provou que se é possível mudar.

Que mesmo o mais parcial dos homens têm suas limitações, têm sentimentos.

E, agora, quando mais nada bate dentro de mim, quando minha alma se agarra ao desespero para manter-se respirando, mesmo que brevemente, percebo que nada nunca foi sobre o amor.

Os sentimentos são muito mais do que o tocar de mãos ou um sorriso caloroso.

Trata-se de sentir-se viva, não apenas pela outra pessoa em questão, mas sentir-se viva por si mesma, pois há sempre alguém por quem lutar.

Bellamy, de certa forma, me ensinou isso. Me deu esperanças para continuar acreditando que algo pode modificar-se dentro de mim.

Me fez acreditar que posso poder sentir novamente todos os sentimentos controversos existentes no planeta.

Basta que eu me permita isso.

P.O.V Autora

Clarke relaxou um pouco, enquanto percebia a figura de Lars se aproximar com um pequeno vaso acomodado em uma das mãos.

_Você deve estar com sede._falou ele se agachando de frente para a garota, o rosto afável como Clarke pensara nunca ver num Terra-firme.

As mãos de Lars pareciam indecisas se faziam o caminho até os lábios de Clarke, ou se apenas esperavam o sinal verde por parte da mesma.

Clarke olhou fundo nas íris amendoadas de Lars.

Ela observou intrigada a estranha semelhança entre ele e Finn.

Por mais que fisicamente em nada se parecessem, ainda assim Lars tinha algo que trazia a tona o melhor do que um dia fora o rapaz que roubara para si o coração da garota.

_Posso...?_a indecisão na voz de Lars foi o ponto crucial para fazer com que algo dentro dela se agitasse. Algo que ela detectou como gratidão.

Clarke assentiu brevemente com a cabeça, se inclinando mais para frente, afim de beber da água límpida contida no pequeno vaso.

Lars sorriu brevemente, enquanto percebia Clarke saciar sua sede.

Ela terminou e limpou a boca com as costas da mão, os pulsos ainda trancafiados por cordas fortes e firmes.

Clarke prendeu um suspiro quando as mãos de Lars se precipitaram até ela.

Seus olhos se esbugalharam, um oceano aberto em pânico.

Confiar. Ela precisava confiar, disse mentalmente a si mesma, enquanto afugentava um leve tremor.

Clarke continuou a encara Lars, seus olhos atentos ao do Terra-firme.

Quando a pele de Lars entrou em contato com a dela, Clarke manteve-se firme, mesmo que seu corpo todo gritasse em protesto.

Ela precisava confiar nele.

As mãos de Lars traçaram as linhas ao redor do pulso da garota.

Clarke se sentiu indefesa ao constatar o contrário: as mãos de Lars eram suaves, delicadas e atentas, em nada parecidas com a imagem dos terra-firmes de Lexa.

Logo o aperto de seus pulsos se tornara apenas uma leve lembrança.

Ela olhou para o colo e percebeu, atordoada, as cordas caídas ao lado de seu corpo.

A garota envolveu um pulso com a ponta dos dedos, trincando os dentes ao sentir as escoriações feitas pela corda bem presa.

_Me desculpe por isso. Não percebi que Tristan havia amarrado tão forte._admitiu Lars com um sorriso sem graça.

Clarke lembrou que sua boca estava levemente aberta pela surpresa e tornou a fecha-la. Seus olhos indo dos pulsos livres ao Terra-firme à sua frente.

_Você não têm medo? Não têm medo de mim?_perguntou em um suspiro sufocado.

Lars pareceu achar graça da pergunta, mas manteve a compostura.

_Desculpe desapontá-la, mas não fui criado para sentir medo._declarou solenemente.

Clarke arqueou uma sobrancelha, uma faísca de humor brincando em seus lábios ressecados.

_Isso explica tudo._ironizou, fazendo referência ao episódio em que quase matara Lars e ele nada fez a não ser esperar pelo tiro que arrancaria o último ar de seus pulmões.

O garoto riu, enquanto voltava a ficar de pé.

_Cuidado. Você pode ficar bastante pasma com o que eu sou capaz._brincou ele, os braços cruzados distraidamente em frente ao peito, uma postura que adotava quando estava confortável.

_Qual será o grande passo? Me alimentar e me devolver inteira aos meus?_perguntou Clarke de forma sarcástica.

Lars fingiu pensar um momento.

_Basicamente, você está correta.

O queixo de Clarke despencou.

_Você não pode estar falando sério._salientou.

Lars passou os dedos entre as madeixas de seus cabelos, um olhar profundo em direção à líder do povo do céu.

_Você se surpreenderia ao saber o quão sou sério.

E, sem mais nada falar, Lars saiu da cabana, deixando uma Clarke atordoada e livre para tentar fugir quando quisesse.

A garota se pós de pé com certa dificuldade, tentando se reacostumar ao peso de seu corpo e ao formigamento que pulsava em suas pernas.

Cuidadosamente, Clarke inspecionou o cômodo: era pequeno, bem fechado e livre de qualquer intrusão. Das frestas dava-se para ver o que acontecia do lado de fora da aldeia.

Clarke se surpreendeu ao ver dezenas de Terra-firmes trabalhando em conjunto e de forma simpática uns com os outros. Os murmúrios de conversa, as risadas abafadas e as gargalhadas estridentes denunciavam um novo modo de viver.

A garota percebeu os rostos, sempre selvagens, esbanjarem sorrisos estonteantes, enquanto tapinhas de congratulações eram dados uns nos outros quando realizavam suas tarefas com eficiência.

Com algo beirando ao espanto e a felicidade, Clarke percebeu que, diferentemente da aldeia onde Lexa comandava, em Condor tudo parecia menos dramático, menos perturbador e mais acolhedor.

Eles não eram um grupo com sede de sangue.

Um grupo que vivia apenas para lutar contra seus inimigos.

Eles eram uma aldeia, um sociedade, uma família...

Clarke, de forma nada natural, viu seus pensamentos se dispersarem para um garoto de cabelos escuros e olhos ônix, os quais levavam toda a sua negatividade para longe.

A imagem de Bellamy estava nítida em sua mente.

Bellamy, o qual havia feito de tudo para proteger sua irmã.

Proteger sua nova família.

Proteger Clarke.

E, pela primeira vez, ela entendeu: Condor era uma família, não como Clarke era ao lado de sua mãe ou de seu pai, mas como se tornou ao lado de Raven, Jasper, Monty, Octavia e Bellamy.

Naquele segundo um aperto muito forte se desfez em seu coração.

Clarke pode sentir uma parte de sua alma voltar.

Pode sentir algo dentro dela nascer novamente.

Pela primeira, vez no que parecia um conjunto significativo de semanas, ela percebeu que havia salvação para ela.

Havia salvação para todos, só se bastava permitisse a tal sentimento.

Notas finais
Grandes e sinceros beijos! Comentem ;*