Save My Life
39 You are my clarity
Notas iniciais
(...)
–Anda Damon, finge um desmaio... – Elena sussurrou em meu ouvido
Isobel fechou os olhos. Rodava a cabeça como se estivesse louca. Na verdade, não desconfio que o choque de ter presenciado nosso beijo tenha mexido com os neurônios dela.
–Elena, acho que ela não está bem...
–Claro que ela não está bem, Damon. Ela acabou de descobrir sobre a gente. — Elena se remexia desesperada- Vamos, esse é um dos privilégios do câncer, finja logo um desmaio. – chutou minha canela. Gritei.
–Ai sua louca. Por que fez isso? – esfreguei o lugar machucada. Caramba, isso vai ficar roxo.
–Era para você cair, anda Damon finge logo que desmaiou...
–EU NÃO ACREDITO NISSO... — Isobel berrava. – Eu não vi isso. É uma alucinação, isso não está acontecendo. É UM PESADELO.
–Damon? Bate na cabeça dela com esse vaso. — Elena pegou o vaso de plantas e empurrou contra a minha mão.
–Lena, não vou bater na sua mãe com um vaso...
–Ela vai achar que desmaiou por causa de fraqueza, vai achar que tudo foi um pesadelo. É perfeito.
–não vou provocar um desmaio na sua mãe
–Para que você serve então?- Olhei incrédulo
–VOCÊ... -isobel apontou o dedo para mim
–Eu?
–Sim, você... VOCÊ SE APROVEITOU DA MINHA FILHA VITIMA DE UM ATROPELAMENTO
–Eu...
–Mãe, para de gritar. Aqui é um hospital, o hospício é do outro lado da rua.
–EU VOU MATAR VOCÊ... — Isobel correu atrás de mim. Tive que passar em cima de Elena para não ser pego, Agora estou encurralado contra a parede. Ótimo.
–Mãe para, okay? O que você acabou de ver foi...
–Esse órfão atacando minha filha doente...
–pensei que tivesse começado a tratar o Damon melhor. — Elena se sentou meio que tentando me tapar para que isobel não me ataque.
–Foi antes disso. Antes de ele começar a se aproveitar de você... -passou as mãos pelo rosto de Elena, mas ela se esquivou.
–Sente-se mãe. Nós vamos te explicar tudo.
–Não tem nada para ser explicado. JOHN, JOHNNNNNNNNNNNNN- Isobel gritou. Uma enfermeira logo entrou.
–Aconteceu alguma coisa com a Sr Gilbert?
–Você não é da família. Não se intrometa nos problemas. — Isobel empurrou a enfermeira que derrubou a bandeja com todas as seringas
–Senhora...
–SAI DAQUI AGORA...
–sim... — Pobre enfermeira. Além de aguentar os loucos, ainda tem que aguentar pais que nem Isobel.
–o que aconteceu?- Sr Gilbert chegou ofegante no quarto. — Elena, amor. Você está bem? O que dói? Vamos chamar o medico... Não pera, eu também sou medico.
–pai, eu estou bem...
–por que os gritos isobel... Damon, o que faz ai? Passe-me aquele aparelho de pressão, por favor? Acho que eu tenho o direito de usar, não é? Sou medico tenho licença...
–Damon estava agarrando Elena... — Isobel soltou
–Agarrando por quê? O que ela está sentindo? Você estava tendo uma convulsão querida? E ele agarrou seu braço? Damon não pode agarrar...
–PARA DE SER BESTA JOHN
–Isobel por que está gritando? Elena vai ficar bem...-sacudiu seus ombros
–Ele estava beijando ela. Na linguagem dos adolescentes isso que se chama agarrar...
–O que? Elena não estava conseguindo respirar e Damon fez respiração boca a boca? Damon, não sabia que você conhecia as técnicas de respiração boca a boca, mesmo que teve aquela vez que Alaric teve que fazer em você... -bati a mão na testa. Isso não está acontecendo.
–NÃOOOO- isobel gritou- Ele estava beijando ela. De LINGUA.
– o que?- John pareceu paralisar
–Pai, acho que estou sentindo alguma coisa no coração... — Elena fingiu, mas John nem se mexeu.
–Isso mesmo, Damon estava colocando a língua na garganta da nossa filinha...
–o que? n-n-não...Deve ser um engano- sua respiração começo a falhar
–Engano?-Isobel riu- Eu vi com meus próprios olhos. Olha só a cara de culpado dele. — Sr Gilbert olhou para mim. Agachei a cabeça.
–Pai, acho que não estou conseguindo respirar... -Elena colocou a mão na garganta mas nada. John avaliou nos dois. Isobel tentou chamar sua atenção entrando em sua frente e abanando as mãos.
–Faça alguma coisa... Rápido.
–Isso é verdade?- Não desviava sua atenção. Olhava de Elena para mim.
O olhar de Elena me perguntava se devemos mentir? Já o meu dizia “não adianta. Ela viu tudo, não podemos esconder mais”. Elena entendeu. Era incrível como podíamos conversar apenas com o olhar.
–Elena?- John chamou
–Pai... é verdade- John arregalou os olhos e segurou na cama- Mas não foi desse jeito, como mamãe disse. Beijamos-nos sim, mas Damon não me agarrou, eu estou consciente do que faço.
–Elena, pare de falar besteiras. — isobel rodou a cabeça
–Mãe, por favor. Eu sei que é um choque para os dois, mas... -Elena agarrou minha mão e os olhos de seus pais foram direta para as mesmas. — Nos gostamos um do outro. De verdade. Amamos...
– O QUE????- Isobel gritou- ELENA GILBERT ESTÁ DIZENDO QUE ESSA NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE SE BEIJAM? JOHN EU VOU MORRER, NÃO CRIEI ESSA MENINA PARA NAMORAR ESSA GENTINHA...
–Isobel para... -Foi a primeira reação de Sr Gilbert. Um sussurro para Isobel. Estava ansioso para saber sua reação. – Acho que precisamos tomar um ar...
– O que? NÃO
–Isobel, vamos... — John empurrou Isobel para fora. Elena soltou um suspiro.
–Estou aliviada...
–O que? Elena você presenciou o mesmo que eu?- Parece que minha voz voltou
–sim, Damon parece difícil, na verdade, é difícil, mas estou feliz. Aliviada, feliz, como se tirasse um peso...
–Eu sei, mas o seu pai...
–Ele só está em choque. Meu pai é calmo, você sabe. Vai chamar a gente para uma conversa assim que chegar a casa. Está preparado?
–Na verdade não...
–Nem eu... Quer dizer, Eu sabia que um dia iriamos ter que enfrentar isso. Mas não tão rápido...
–A vida é confusa, Lena. A vida é confusa... — Deitei na cama, abraçando-a
(...)
–Papai descobriu tudo?- Caroline olhava de boca aberta para nós.
–Sim, Car. -Elena respirou fundo. Ela recebeu alta pouco tempo depois de Sr Gilbert conversar com o médico, benefícios de ter um pai no ramo da medicina. Sr Gilbert e Isobel não falaram nem uma letra durante o percurso de volta, parece que Sr gilbert passou uma ordem em Isobel.
–Vocês estão mortos- Jeremy riu. Sim riu.- Posso ficar com seu macbook, Elena?
–e eu posso ficar com seu quarto? Já moro aqui mesmo, praticamente- Rebekah sentou perto de Elena
–Sai piranha, não vê que eles estão numa enrascada? – Bonnie afagou o cabelo de Elena
–Era uma brincadeira, sua...
–Para as duas, agora... -Klaus foi liberado para uma visita. Ficou desesperado assim que descobriu que Elena foi atropelada. — Eles não precisam de mais drama do que isso. Posso ser adotado pelo Sr Gilbert assim que ele te matar por ter tirado a virgindade da filinha dele?
–Klaus...
–Vamos Damon, sou seu melhor amigo, não?
–Tio Ric chegou... — Ric entrou e Jenna veio atrás
–Por que estão com cara de morte? Elena está viva né? Ou eu que estou vendo fantasmas?- Jenna se jogou no sofá
–O que aconteceu?- Ric perguntou
–Papai e Mamãe descobriram sobre Damon e Elena...- Jeremy se jogou no sofá
–O QUE? – jenna gritou
–AHHHH, EU NÃO DISSE JENNA- Alaric pulou que nem uma garotinha. — EU DISSE, EU DISSE. ELES ESTÃO SE PEGANDO.
–PARA DE GRITAR RIC...-Elena se levantou e se jogou contra ele. Os dois caíram no sofá.
–VOCÊ TAMBÉM ESTÁ GRITANDO...
–não acredito isso é maravilhoso. — Jenna me abraçou- Estou muito feliz por vocês. Se sobreviverem, vou ser fã numero um desse casal...
–não, eu descobri primeiro. Eu que sou a Fã numero um. — Rebekah cruzou os braços
–Damon, Elena...-Isobel gritou do escritório- Aqui... Agora
–pena que não vão sobreviver... — Jenna riu- Depois prometo que tento falar com ela...
–Obrigada, jenna...-Elena se levantou- Vamos Damon...
–Deem as mãos- Bonnie bateu palma
–para que isso?- perguntei
–Não estrague Damon, a última luta de vocês tem que ser com tudo.
Elena estendeu a mão e eu peguei, entrelaçando nossos dedos...
–Estamos na torcida... — Ric disse- Até o Jeremy, não é mesmo?
–Pode ser... — jeremy não tirou os olhos da tv
Chegamos à porta do escritório. Elena ousou bater, mas a porta foi aberta antes. Isobel saiu com um ar de deboche.
–Depois conversamos... — Apontou o dedo para nos dois e saiu
–Pai?- Elena chamou
–Entrem... -Sr Gilbert apontou para as duas cadeiras
–Mamãe não vai participar?
–não, já conversei com ela. É melhor assim...
–Olha pai... — Elena começou mas Sr Gilbert estendeu a mão interrompendo.- Já ouvi o que você tem a dizer Elena...
–mas...
–Não tem, mas... Agora quero ouvir o Damon...- Olhou para mim. Eu estou congelado. Não consigo dizer nada. Se abrir a boca o mínimo que vai sair e o meu almoço de mais cedo.- Diga, Damon... O que isso significa para você...
–Sr... — Tremi
–Eu não posso acreditar que te considero como um filho. Coloco você na minha casa. Te dou uma família e você beija minha filha...
–eu...
–Papai... — Elena olhou incrédula- Não é nada disso...
–Já mandei ficar quieta, Elena. Vamos Damon, me diga. Está se aproveitando da minha filha...
–não...
–então, o que é isso?
Criei coragem. Se não falar nada, Sr Gilbert vai confirmar todas sua ideias, todas suas suspeitas erradas. Mesmo magoado com suas palavras, não posso deixar que pensasse isso de mim.
–Sr Gilbert... Eu amo sua filha. — Olhei para Elena que abriu um sorriso- Eu amo a Elena...
–Vocês não acham que são muito novos para saber o que é amor?- levantou a sobrancelha em tom de afronta
–Sim, o Senhor tem razão. Eu não sei se isso é amor, mas sei que é a coisa mais real e mais forte que já senti. Não sei se tudo que sinto pode ser resumido apenas nessa palavra. Segurei sua mão- Elena me da força Sr Gilbert. Eu agradeço tanto o Senhor por ter me dado uma família, é sério, nunca duvide disso. Mas Elena foi um bônus muito grande, tudo que eu podia pedir. Ela me faz feliz. Eu pensei que nunca poderia ser feliz, passei 17 anos nessa solidão que parecia não ter fim, mas agora, eu finalmente me sinto completo, como se nada pudesse me impedir.
Silencio. Senhor Gilbert me avaliava, mas vi um brilho diferente em seus olhos. -Damon... Elena... Estou feliz- O que?
–Feliz? Mas o senhor não está rindo papai...
–o Senhor está sendo sarcástico?- Perguntei. A mão de Elena suava mais que a minha, se isso é possível.
–não, não estou.
–o Senhor não parece feliz...
–Estou feliz. Mas estou magoado.
–Era bom demais para ser verdade- Elena soltou minha mão e abaixou a cabeça
–Vocês dois esconderam isso de mim. Dentro da minha própria casa
–não podíamos contar... -tentei justificar
–por que não?
–Por que... O Senhor teria essa reação, a mesma que teve agora pouco.
–Não Damon, não teria...
–Claro que teria papai... — Elena estava teimosa agora. Como se tentasse ganhar a conversa.
–Eu amo o Damon, Elena. Desde sempre achei que vocês seriam grandes amigos, eu tentava te levar até o hospital, mas lembre-se que você nunca quis ir. Quando ele começou a morar aqui, sabia que amizade de vocês faz muito bem para o Damon. Acho você-apontou para mim- um garoto incrível. Amoroso, inteligente, positivo, bondoso, por que não aceitaria o namoro... Posso chamar isso de namoro?
Olhamos um para o outro- sim
–Por que não aceitaria o namoro de vocês?-completou- Acho que Damon é tudo o que você precisa Elena. Por que não aceitaria?
–isso nunca passou pela minha cabeça... — Elena pensou alto
–O Senhor ficaria decepcionado com a gente. Comigo. Como você mesmo disse me colocou dentro de sua casa, não posso dar em cima da sua filha...
–Estava apenas tentando te assustar, Damon. Sei que você nunca pensaria nada de mal da Elena, sei que respeita ela. Posso ver. Estou apenas magoado por não terem me contado. Ainda precisamos ter aquela conversa, sabe? A que eu tenho que me fingir de papai durão...
–A não... — Elena cobriu o rosto
–Então quer dizer que isso é mesmo, sério?- Agora sim. Ele abriu um sorriso de lado.
–sim... -Falamos os dois juntos e acabamos rindo, o três.
–Então, eu estou muito contente. Poderiam ter me contado antes, seus cabeções. Agora abraço em grupo... — Sr Gilbert se levantou e nos três tivemos um abraço desajeitado, mas caloroso.
–Amo vocês... Mas pensando bem é a Elena que vai acabar te magoado, tome cuidado Damon, você é bem sensível...
Elena gargalhou. — O que você viu nela, em Damon?
–pai, ainda sou sua filha...
–Ela é a garota mais incrível que conheço... -disse e sorri para Elena
–Vocês são bregas, não preciso ver isso. Mas pensei que fosse BV, Damon...
–Ele era, mais ou menos...
–Lena, não precisa contar...
–Aposto que o Alaric desconfiava disso... — Sr Gilbert bateu a mão na testa. – Por isso aquelas indiretas. Que tipo de melhor amigo não conta isso para o outro, em?
–Pai, não estamos esquecendo de algo?... e a mamãe? Ela vai matar a gente...
–já tive uma conversa com ela... — Nos soltou- Ela não vai concordar com isso tão cedo, mas Jenna, Alaric, Caroline, eu... Podemos tentar mudar a cabeça dela. Ela começou a tratar você melhor nos últimos dias, né Damon?- concordei- Demorou até ela aceitar você, mas aceitou. Isobel não é tão mau assim. Vai demorar, mas vocês vão aguentar algumas provocaçãozinha, isso não é nada.
–Ela chamou o Damon de “gentinha”....
–Ela só tem medo de perder você, Elena. Eu sei que dói dizer isso- abaixou a cabeça- mas não podemos ignorar que o Damon está doente, ela só tem medo que... -hesitou- que isso não acabe bem...
–ou seja, eu morra...
–Damon...-Elena sussurrou com a voz baixinha
–Ela não quer ver você magoada, Elena. Sugiro que tenha uma conversa com ela depois do jantar.
–sim...
–Apenas quero dizer queridos, que aqui, a última coisa que morre é a esperança. — Disse firme e nos abraçamos de novo.
–te amo, papai...
–Obrigado Sr Gilbert. Isso é muito importante para a gente.
–nada. Fico Feliz em ter você na família, Damon. Quer dizer, de novo. Você é membro da familia de duas formas diferentes. Pera ai, isso não é incesto né?- eu ri
–acho que não...
–Bom, não quero ser preso. Vou perder meu diploma.
– Que drama. Isso é porque vocês ainda não descobriram sobre o Klaus e a Caroline... — Elena sorriu e se jogou na cadeira colocando os pés sobre a mesa.
–O QUE?- Sr Gilbert gritou...
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