Save My Life
1 The strange boy
Notas iniciais
POV ELENA
Acordei ao som de I Knew You Were Trouble, arg, peguei o celular e taquei o mais longe possível, quem ousa me acorda OH MEU DEUS JÁ SÃO 2 DA TARDE, ELENA GILBERT ACHO QUE VOCÊ É UMA GAROTA MORTA! Tudo que me lembro da “ noitada “ de ontem é que comecei a dançar, e beber, e dançar de novo, arg minha cabeça. Acho que também lembro que briguei com o Stefan, não só briguei como terminei, coitadinho deve ta me odiando uma hora dessas, sendo sincera eu queria fazer isso algum tempo, eu amo o Stefan mas como um amigo, eu falei tantas coisas horríveis agora vou te que me desculpar uma coisa que não gosto de fazer! Porque tenho que ficar louca quando bebo? Por que eu tenho que ser assim? é meu jeito de fugir dos problemas mas ultimamente não ta ajudando muito. Já tive muito problema com álcool no passado, não só álcool como... é melhor não lembrar .
Levantei em um pulo, é nem me dei ao trabalho de ver quem estava me ligando, não seria nada simpática se retornasse a ligação. Tirei o vestido da noite passada, e me olhei no espelho, mas que cara feia em Elena, seu rímel ta todo borrado. Fui até o banheiro e passei uma água no rosto, bem melhor agora, só coloquei um vestidinho simples, e amarrei meu cabelo em um coque, coloquei uma sapatilha confortável, e agora sim, bem melhor. Sai do quarto e parei no meio da escada assim que vi minha mãe comendo uma tigela de cereal e passando os canais da TV, ela não tava com uma cara de bons amigos, ela certamente vai me matar por eu ter chegado depois da hora ontem. Minha mãe Isobel é o tipo de pessoa fútil que você não quer por perto, pra ela tudo tem que estar devidamente correto, e seus filhos tem que agir de acordo com a sociedade, mas o problema é, não somos assim. Há três maneiras de passar por essa situação, pedir desculpas e jurar que não vai fazer de novo, esse é o jeito que minha irmã mais velha Caroline toma, mas mesmo assim ela ficaria extremamente irritada. Sair de casa, e só aparecer para dormir ou comer alguma coisa escondido, assim como meu irmão Jeremy faria, ou fazer a lá Elena, fingir que nada aconteceu.
– oi mãe! — ela se virou pra mim, já saberia qual seria sua reação. Peguei um copo no armário e comecei a tomar o suco de laranja que estava na pia.
– oi mãe, oi mãe! — ela estava debochando da minha cara. – Você sai de casa ás 7 horas da noite e volta sabe lá Deus que hora, e me aparece com um oi mãe como se nada tivesse acontecido!
– é — falar o mínimo que eu posso é bom nessas horas
– Elena Gilbert eu bati na porta do seu quarto e você não me atendeu, você estava bêbada
– Acho que isso não foi uma pergunta
– é, não foi — Coloquei o copo na mesa e ia saindo quando ela puxou meu braço
– Eu não suporto mais isso você está de castigo e vai conversar com seu pai — Pronto problema resolvido, mal sabe minha mãe que meu pai John Gilbert é a melhor pessoa do mundo pra resolver problemas, ele finge que ta gritando com a gente, joga algumas coisas na parede, e diz que vai colocar eu e meus irmãos de castigo, mas ele não faz. Esse sim sabe oque é esta na droga da fase da adolescência. – Elena diz que você não estava saindo com aquele Stefan Pierce de novo — Minha mãe odiava o Stefan não sei se era pelo fato dele sempre está envolvido com coisas errados ou por ser mulherengo, o dinheiro não entrava nessa parte, Stefan era filho de um dos empresários mais ricos dos EUA.
– mãe eu tava saindo com o Stefan de novo — Ela me olhou com uma cara de quem se eu não saísse dali ia sofrer as conseqüências – mas não se preocupe eu terminei com ele — Ela fez uma cara de alivio, como se tirasse uma pedra das costas – mas eu vou pedir desculpas e tentar voltar assim que ver ele — é mentira eu não voltaria com o Stefan, mas não perdia a chance de mostrar pra minha mãe que eu posso sair com quem quisesse. Nessa hora nem sei mais se ela queria me bater ou me expulsar pela janela.
– Qual vai ser o próximo passo Elena, se drogar porque só isso ta faltando, se é que você não fez
– essa não sou eu, é o jer — meu irmão Jeremy não escondia mas de ninguém que já tinha “ experimentado de tudo “
– não fale assim do seu irmão
– mas é a verdade
– Elena sai daqui agora!
– é pra já — eu rapidamente me desviei dela e caminhei até a porta
– onde pensa que vai?
– você me mandou sair esqueceu
– sim mas para o seu quarto. ELENA... eu já estava longe
(...)
Cheguei ao meu lugar. Aqui era onde eu passava bastante tempo, sendo escrevendo, ou apenas observando aquela linda paisagem. Ninguém nunca tinha descoberto aqui antes, ou se descobriu nunca pisou porque nunca vi ninguém além de mim aqui. Eu descobri esse lugar ainda quando era criança. Sempre morei em Mystic Falls na mesma casa com meus pais e meus irmãos. Um dia quando eu tinha destruído “acidentalmente” o trabalho de final de ano da Caroline, eu meio que fugi de casa, não queria levar bronca, e encontrei esse lugar lindo atrás do parque, as vezes acho que é incapaz de nunca ninguém ter andado aqui !
Sentei — me e peguei meu caderninho e comecei a escrever. Amo escrever e desenhar é uma das únicas coisas que me fazem sair da realidade e eu amo isso. Assim que me formar vou fazer faculdade de literatura ou letras, é meu sonho... acabei me entretendo e nem vi a hora passar, só sai de meus sonhos quando ouvi uma voz falar
– O que uma menina tão linda faz aqui sozinha? eu me assustei e olhei rapidamente, me deparei com um par de olhos azuis, e um cabelo preto levemente bagunçado! eu sempre achei aqui um paraíso mas depois desse Deus Grego na minha frente eu tive certeza que estava nele. Mas calma, como ele descobriu aqui? como disse ninguém, ninguém... nunca vi ninguém aqui. – pode ser perigoso — ele falou com aquela voz rouca que me fez ir nas nuvens, deveria ser proibido ser tão lindo assim, mas o que pode ser perigoso? nem lembro mas sobre o que ele falava, perdi minha voz eu acho ! ah é mesmo o local, dei uma risada de leve
– não, eu sou acostumada vir aqui — Não sei como encontrei minha fala pra responder
– no meio do nada?
– é, isso nunca soou esquisito antes — Ele deu um leve sorriso de canto, e que sorriso em. ele se sentou ao meu lado perto da árvore, o vento levou o cheiro dele até min, será que era o seu perfume ou seu aroma era tão gostoso assim mesmo ? – e você ?- perguntei
– eu, o que?
– o que faz aqui?
– ah sim — aquele sorriso de novo,acho que não vou agüentar – meio que estou fugindo
– de quem?
– de tudo!
– acho que eu também, por isso sempre venho aqui. E fico observando essa paisagem linda
– é realmente bela! Mas não tão bela quanto a que eu estou vendo aqui do meu lado.- É isso mesmo? ele me jogou uma cantada ?
– mas que cantada mais broxante – falei e comecei a rir, ele me olhou com uma carinha triste! Meu coração se cortou nessa hora, ele ficou ofendido? era só uma brincadeira
– desculpe – respondeu ele ainda vergonhoso
– era brincadeira – dei um leve empurrão em seu ombro com o meu, isso causo faíscas onde tinha se encostado nossos ombros
– Acho que não estou acostumado com isso
– isso o que? – perguntei confusa
– sabe, nunca cheguei tão perto de uma garota assim – ele estava gozando com minha cara? mas ele falou tão serio que se não fosse esperta cairia fácil, eu sei de que tipo ele é. Não agüentei e comecei a rir
– desculpa mas você é péssimo, quem pensa que engana? tenho certeza que é um dos maiores mulherengos dessa cidade!
– vamos dizer que não – ele fez uma careta engraçada e começou a rir – você é legal, tava precisando disso, de me distrair
– aw obrigada! Acho que nem te falei meu nome
– não devia posso ser um estuprador – não agüentei e comecei a rir de novo, ele me acompanhou
– eu sou a ... – ia começar a falar meu nome quando ele me interrompeu
– eu preciso ir
– o que?
– eu tenho que ir agora. Foi bom falar com você
– é...
– não não não – ele me interrompeu de novo — vamos deixar assim, estranha
– mas..
– te vejo de novo, por aqui ?
– claro, eu sempre to aqui
– então até algum dia – ele se levantou e saiu, fiquei o observando. Mas o que tinha acontecido comigo, eu sei que ele era lindo mas ficar com todas essas borboletas no estomago não é legal, não sou assim.
Peguei minhas coisas e fui pra casa, estava na hora de encarar a realidade.
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