Save My Life

27 I believe there are angels among us


Notas iniciais
eu sei eu sei guys, demorei mas fazer o que se a vida tá tão corrida :/ (isso é tão irônico vindo de um ser humano de 16 anos que não tem nada pra fazer) kk mas em fim mas um capitulo pra vocês... Ah não posso esquecer de agradecer a babs pela recomendação maravilhosa :) se você queria que eu chorasse conseguiu, sou sensível porque vocês fazem isso com minha pessoa? kk muito obrigada msm ♥ ♥

P.O.V Elena

Acordei com uma claridade forte iluminando meus olhos. Abri eles com cuidados e com uma grande preguiça e percebi que não estava no meu quarto. Sorri, esses são os vestígios de que tudo que tive não foi apenas um sonho. Eu estava no quarto do Damon. Virei e passei minhas mãos do outro lado da cama mas não encontrei seu corpo quente lá. Levantei e peguei minhas roupas do chão, porque será que Damon tinha saído? Eu não ia ser paranoica e achar que ele não gostou por isso não ia querer me encontrar na cama de manha, mas esses pensamentos eram os únicos que estavam na minha cabeça agora. talvez ele só tenha saído pra disfarçar, mesmo com a porta fechada já pensou se alguém nós encontra juntos? Rose tinha a copia de chave de todos os quartos da casa mas ela nunca abriu nenhum sem nossas permissões.
Abri a porta devagarzinho e olhei por um canto da porta para não encontrar presenças desagradáveis por ali. Estava limpo não tinha ninguem no corredor. Fechei a porta de Damon e sai de calcinha e sutiã mesmo pelo corredor. Entrei no meu quarto e soltei um suspiro de alivio, me vesti rápido e desci para tomar café.
Era exatamente 10 horas, mais ou menos a hora que todos acordam naquela casa no sábado, exceto jeremy mas esse é um caso a parte. Quando cheguei na cozinha vi papai, Caroline e Damon sentados na mesa, os trés riam de alguma coisa que papai dizia.
–Bom dia Família linda...- Entrei sorrindo e dei um beijinho na cabeça de papai
–Bom dia querida...
–por que?- Caroline perguntou com uma careta estampada no rosto
–porque o que?
–por que você tá sorrindo em plena 10 horas de um sábado? você sempre acorda de mal humor. Tipo, todo dia...
–Caroline, eu tenho meus momentos, ok?- virei pra Damon que mantinha um sorrisinho — bom dia, Damon...
–Bom dia, lena... preparei seu café- Me entregou uma xícara que mesmo de longe já tinha um cheiro forte e ótimo de café
–obrigada...- quando peguei na asa da xícara meus dedos e os de damon se tocaram. Abri um sorriso maior ainda e ele sorriu de lado, aquele sorrido de lado!
–por que vocês saíram mais cedo da festa ontem, em?
–porque... er...- tomei um gole de café-...porque sim, caroline. Aquela festa estava chata.
–é, até que concordo, as festas do Kol já foram mais legais...
–eu acho que meu dever era comunicar para Esther e Mikael Mikaelson que o filho deles deu uma super festa enquanto estava fora...-papai olhou pra nós trés com uma cara super seria e depois gargalhou- é brincadeira... que pena que foi paradona, vocês deviam ter se divertido um montão
–tá vendo que tipo de pai é o nosso, damon?- olhei pra Damon revirando os olhos
–acho que Sr Gilbert é o tipo de pai que todos querem ter...-ele riu
–não fala isso se não vou ter uma crise de choro, querido
–acho que ninguém nessa família é normal...
–inclusive você, Caroline...- ela me deu a língua
–Damon, não sei se você vai se acostumar porque olha só... tem a Elena e o jeremy que não precisamos nem falar né?- Damon sorriu- tem o papai que meu Deus, parece que é completamente louco. O Ric mais parece uma criança que um adulto, Jenna acha que é uma adolescente num corpo de uma velha, e a vovó? ela é uma piriguetona de meia idade- Damon gargalhou...
–e tem você caroline...- continuei
–o que tem eu?
–ainda bem que é bonita porque no ramo inteligencia...
–papai, vai deixar a elena falar de mim assim?
–mas ela tem razão querida, sua mãe e eu caprichamos na beleza e esquecemos da inteligencia
–mas mas eu sou uma universitária
–sim, porque é rica- papai disse e Caroline deu a língua pra ele também
–já eu sou o pacote completo... bonita, inteligente, simpática, engraçada
–convencida e gorda...
–não sou gorda, car...- fiz biquinho- já disse que isso só é excesso de gostosura- rimos mas logos fomos interrompidos pela única e absoluta isobel
–Damon, por que sua camisa estava na sala?- mamãe apareceu com uma camisola curtissima. Ops
–por que er...porque...- Damon gaguejou. Pensa Elena, pensa
–porque quando chegamos da festa estava muito calor então chamei o Damon pra ficar um pouco na piscina e ele acabou esquecendo a camisa aqui quando subimos...- Que desculpa esfarrapada mas acho que tinha funcionado
–não quero ver suas coisas jogadas aqui de novo? ouviu garoto?
–desculp...
–mamãe menos- interrompi- jeremy larga suas coisas por qualquer lugar, da um tempo
–ok, eu só estou alertando...
–senta ai e vamos tomar café em paz, ta certo isobel?- papai disse de mal humor, mamãe acabava com a felicidade de qualquer um
–sim amor- deu um selinho nele. Eca
–eu já terminei meu café, então vou subir, com licença
–toda...- mamãe disse e Damon abaixou a cabeça e saiu, coitado tinha ficado com vergonha, mamãe também não tinha jeito. Empurrei meu prato contra a mesa e sai sem da satisfação pra ninguém. "Senhora isobel" conseguia acabar com meu dia apenas com uma palavra mas ela não ia conseguir isso hoje.
Pensei em ir até o quarto do Damon mas precisava pelo menos de uma desculpa. Olhei para os lados e vi o livro que Damon tinha me recomendado aquele dia jogado na escrivania. Ótimo, peguei o livro e corri até o quarto do Damon.
–Damon...- bati na porta sorrindo mas ele não respondeu- Damon, eu terminei de ler o livro que você me recomendou e achei ótimo, você pode abrir pra nós conversamos sobre ele...- não respondeu, de novo- Damon?- bati mais uma vez na porta vai que ele estava no banheiro e então não escutou- Damon, olha se está envergonhado pelo que mamãe falou lá em baixo, não se sinta, ela é assim mesmo, parece que precisa passar em cima das pessoas pra se sentir bem. Damon?- não adianta, ele não respondia- Damon, vou entrar...
Abri a porta antes de terminar minha frase e me assustei com o que vi. Damon estava jogado no chão com um dos livros que eu tinha lhe emprestado ao seu lado, é como se ele tivesse caído da cama. Fiquei apavorada, tentava gritar mas minha voz não saia.
–da...dam...damon- sussurrei- soco..socorro...papai...papai, socorro-gritei- papai me ajuda- comecei a chorar e joguei o livro que estava nas minhas mãos em cima da cama. Corri até o lado de Damon e peguei no seu rosto, ele estava pálido, parecia um anjo, mas estava tão gelado, como se estivesse... não!- papai...-gritei chorando
–o que foi, Elena?- senti os passos apressados de meu pai no corredor- céus!- se apavorou assim que viu Damon desmaiado, se ajoelhou ao seu lado e me empurrou um pouco para que pudesse olha-lo- Elena eu quero que você pegue as chaves do meu carro agora e me espere lá com a porta do banco de trás abertas, ouviu?
–sim...-me levantei com dificuldade, tremia muito.
Olhei para Damon mais uma vez antes de sair- Elena, querida vai logo, por favor...
–desculpa...- corri e fiz oque papai pediu. Logo ele chegou com Damon nos braços e colocou ele no banco de trás, aquilo me apavorou ainda mais
–gente...o que aconteceu?- caroline perguntou
–Caroline, não temos tempo agora mas por favor se eu ligar atenda- papai disse nervoso, nunca vi ele tão nervoso. Eu ainda chorava muito
–sim...- Car também olhava pra Damon com uma cara apavorada
–papai, posso ir com você?- perguntei
–sim, entre logo por favor- obedeci. Entrei no banco de carona e seguimos até o hospital. Olhava pra Damon a todo momento, nada me tirava da cabeça que isso tudo foi resultado da noite que tivemos, isso tudo é culpa minha.
(...)
Esperei por mais de uma hora naquela sala pequena. Papai tinha levado Damon para a parte de emergência do hospital. Esse lugar me assustava por completo, a última vez que tive aqui foi procurando por Damon por ter dito coisas que não devia, por ter magoado ele, agora não é muito diferente, a culpa é toda minha de novo.
–Elena...-papai me chamou e levantei imediatamente
–Papai... como o Damon está?
–ele acabou de acordar...-soltei um suspiro de alivio- o certo seria não deixar você entrar pra ele poder descansar um pouco- revirei os olhos- mas eu sei que você vai da um jeito de entrar como da última vez então...
–te amo papai- corri e dei um beijo no rosto dele- mas tem que ser rapidinho ok, querida? ela ainda está fraco e tomando soro, então precisa descansar...
–ok, prometo- é mentira nunca ia deixar damon sozinho aqui mas queria que papai calasse a boca e deixasse eu entrar logo.
–vem comigo...-papai me puxou e fomos em direção a uma das últimas salas do corredor- Damon... tem alguém querendo te ver- papai abriu a porta por completo e eu entrei sorrindo, Damon parecia tão fraco mas retribuiu o sorriso assim que me viu
–Damon...oi
–oi, lena- sua voz rouca estava baixa e falha
–eu vou resolver algumas coisas aqui, ok? qualquer coisa me chame Damon
–tudo bem, sr Gilbert- papai saiu e deixou Damon e eu a sós
–pode pegar um pouco de água para mim, lena?
–claro...- peguei um pouco de água na jarra em cima da mesa perto da janela e entreguei pra Damon, ele bebeu um pouco e quase se engasgou
–calma...-sentei ao seu lado e passei minhas mãos por seus cabelos
–obrigado- entregou o copo e joguei no lixo perto daquela cama de hospital- essa cama deve ser tão desconfortável...
–é mesmo mas já acostumei- sorriu sem graça
–Damon, eu sinto muito
–tudo bem lena, foi só uma recaída- passou a mão no meu rosto
–a culpa foi toda minha, desculpa...
–o que?
–se eu... se a gente, não tivesse feito você sabe o que, isso não teria acontecido...
–elena...- Damon fez uma careta, parecia irritado
–você não podia ter feito muito esforço, foi o papai que disse
–Elena, eu não desmaiei porque a gente transou, eu desmaiei porque estava muito tempo sem o tratamento...
–e não podia ter feito muitos esforços...
–sim, eu não podia ter feito muito esforço mas isso não tem nada a ver... não se sinta culpada, céus você não tem nada a ver com isso- respirou fundo e pegou no meu rosto- foi um descuido, mas um descuido pelo qual não me arrependo, vou voltar a fazer o tratamento e vou ficar novinho em folha, e depois, na próxima vez eu não vou ter um surto e desmaiar- deu um sorrisinho forçado
–próxima vez?- abaixei a cabeça
–sim...
–vai ter proxima vez? quer dizer que você gostou?- sorri envergonhada, ele pegou no meu queixo e fez com que eu olhasse pra ele
–foi a melhor noite da minha vida!- sorri de canto a canto da boca
– mas Damon eu quase te matei...
–não...e não fale mais isso! pelo menos se eu tivesse morrido, ia morrer feliz- sorriu e eu fechei a cara
–você é um idiota...
–mas seu idiota preferido
–olha que eu conheço muitos idiotas- fiz uma cara pensativa- mas tem razão. Você é meu preferido!- gargalhou
–Damon... Elena...-papai entrou
–já papai?
–eu disse que tinha que ser rápido, Elena... Damon precisa descançar
–me sinto bem, Sr Gilbert
–eu sei querido mas passamos por um susto muito grande. A sorte foi que Elena encontrou você desmaiado- Damon olhou pra mim e sorriu. Ele pegou em minha mão que estava do lado da sua, acho que papai não percebeu.
–quando o Damon vai poder sair daqui, pai?
–acho que amanha bem cedo seu médico pode liberar...
–você é meu médico, Sr Gilbert
–então...- riu e passou as mãos pelos cabelos de damon, os assanhando
–não da pra liberar ele mais cedo? tipo, agora?
–não, Elena...
–por favor, você vai ficar em casa mesmo então a gente pode ficar de olho no Damon o dia todo, se ele sentir alguma coisa você vai está lá mesmo...
–sim, eu vou está lá Elena, mas os esquipamentos não, então nem pensar...- fiz uma careta chorosa- não reclama, já estou errado em liberar o damon amanha, ele não vai está completamente bem
–então eu vou ficar aqui- cruzei os braços- o dia todo...
–Elena, não precisa...
–mas eu quero ficar...
–e quem disse que eu vou deixar?- papai imitou meu gesto
–papai você é o chefe daqui. E também o tutor do Damon. Você quer que ele fique aqui sozinho? sem ninguém? na completa solidão?
–Elena é só um dia
–não, é mais um dia. Ele passou a vida todo aqui, não precisa ficar sozinho de novo
–mas Elena, não precisa perder seu sábado todinho aqui comigo
–Damon psiu, eu quero ficar ok? Eu não tenho absolutamente nada pra fazer hoje, não quero ficar vendo jeremy e kol jogando videogame na sala ou a caroline e a rebekah fuxicando na piscina. Eu posso ficar e ler pra você.Eu sei que você não quer ficar sozinho, não se faça de difícil...
–então já que é assim...por favor Sr Gilbert- Damon fez aquela carinha de gato de botas e fez gesto com as mãos pedindo por favor
–por favor papai- imitei. Papai olhou pro Damon, depois pra mim, e repetiu esse movimento um milhão de vezes. Já estava com a cara doendo de fazer pose de pobrezinha.
–ai, vocês não tem jeito...ok ok
–EEEEEE- damon e eu batemos as mãos
–mas só pro Damon não ficar sozinho- Papai foi em direção a porta- nunca pensei em um dia ver isso, Elena odiava aqui, não queria vir por nada no mundo, e agora ela me implora pra passar um dia aqui? nunca imaginei, nunca- papai falou olhando pro teto, isso era tão cômico...
(...)
Tiveram que fazer alguns exames em Damon então aproveitei o tempo que não podia ficar com ele pra voltar em casa e pegar alguns filmes, o livro que ele estava lendo, e o seu cobertor, queria que ele se sentisse confortável mais que tudo.
–voltei...-bati na porta e entrei. Damon estava deitado na cama todo pálido nem parecia o damon de antes- Damon...
–eu sei... Elena esses são os efeitos do tratamento. Até agora você nunca tinha me visto sobre efeito desses remédios, só que agora voltei a usar então se não quiser ficar aqui, eu entendo...- Damon sussurrou, sua voz saia totalmente fraca e seus olhos não tinham o brilho que e tanto amava, eles estavam tristes, não queria ver Damon assim. Confesso que me assustei um pouco por ver Damon tão fraco mas nunca que deixaria ele sozinho em uma hora dessas.
–não fale besteiras- joguei as coisas em cima da poltrona ao lado da cama e sentei ao seu lado- vou ficar com você o tempo todo, até enjoar de mim- fiz uma voz manhosa e ele sorriu fraco- vou cuidar de você.
–então você está condenada porque nunca vou enjoar de você Elena Gilbert...
–assim espero...- sorri e passei a mão por seu rosto. Damon fechou os olhos e se deixou levar por meu toque-agora vou cobrir a gente- peguei o cobertor que tinha trazido e coloquei sobre mim e damon chegando mais perto dele. Ele passou as mãos por minha cintura e deitei minha cabeça sobre seu colo- quer assistir um filme ou quer ler?
–quero que leia pra mim...- sorri. Peguei seu livro e assim passamos a tarde toda, as vezes eu parava a leitura para olhar pra ele e percebia seus olhos atentos o tempo todo sobre mim, Ele me olhava de um jeito tão diferente, me fazia sentir especial. Damon fazia tão bem pra mim, uma coisa era certa nunca me senti assim em toda minha vida!

Notas finais
Quero um Damon pra mim tipo agora :P ai esses dois... bjão gente :)) vou tentar não demorar kk