Save Me From Myself

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oi oi gente!
Espero que gostem... Eu acho que ficou bom t.t
Est bem... Dramtico, por assim dizer aushasuhashuash Mas, mesmo assim, espero que gostem.
Aproveitem o/

Nós nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Todo o resto é apenas uma bela ilusão.

A depressão é uma coisa boba para a maioria das pessoas; uma coisa que não vale a pena sua atenção. Até que elas começam a sentir na própria pele o que acontece.

É como se afogar. Você sente como se água preenchesse seus pulmões lentamente, em uma constante tortura. Sente o oxigênio aos poucos começando a faltar, enquanto assiste todos à sua volta respirarem normalmente. É como… Como gritar, sendo que ninguém ouve você. Você berra à plenos pulmões, mas é como se estivesse embaixo d’água. Ninguém te ouve, e você só… Só continua se afogando; lentamente, e dolorosamente. Há dias que você sente tudo de uma vez só; há outros dias, que você não sente nada. E você não sabe o que é pior: afogar-se entre as ondas ou morrer de sede. Você se pergunta o porque isso está acontecendo com você, mas não há nenhuma resposta. Só a fria e amarga verdade: você sempre esteve lá para salvar os outros, todas as vezes que alguém precisou, você estava lá. Você salva todo mundo, mas quem salva você?

Ninguém.

Ninguém vai estar lá para salvar você. E, se você não aprender a salvar a si mesmo, você perde a luta. Porque isso é uma luta e, ou você ganha, ou você perde. Se você ganhar, parabéns, você sobreviveu. Agora, se você perdeu, eu te dou meu parabéns duplo. Porque isso requer muita coragem. Tomar a decisão de acabar com sua vida é igual a pular do topo de um prédio: a decisão é a mais difícil de ser tomada, mas assim que está feito, não tem como voltar atrás. Você só tem que se deixar cair e esperar que tudo acabe. Não importa o quanto doa, uma hora vai acabar, e é isso que te deixa tranquila, porque é tudo que você quer: que acabe.

Monstros não dormem em baixo da nossa cama, como foi nos dito quando éramos pequenos; eles gritam na nossa cabeça.

Eles gritam, e gritam, e gritam, até que te levam a loucura. E, quando você atinge o ponto de loucura, não há como voltar. É um caminho com uma passagem só de ida. Você se torna uma vítima de sua própria mente; do seus próprios pensamentos. Você se sente como um vidro quebrado: cola pode grudar os pedaços de volta, mas nunca vai tampar as rachaduras e, qualquer distração, qualquer mínimo descuido, pode trazê-lo aos pedaços novamente.

Você começa a se perguntar como tudo chegou a esse ponto, como você pode deixar chegar a esse ponto. Ponto em que você não tem mais esperanças, o ponto em que… Tudo que você vê é o escuro. E você fica feliz com isso! A escuridão, ao contrário da luz, te dá paz, e você se senta mais louca ainda com isso. Porque, meu Deus, porque? E, por mais que você queira melhorar, ninguém ajuda você com isso. As pessoas veem seus erros, mas não veem as lágrimas silenciosas que escorrem pelo seu rosto durante a noite e molham o travesseiro branco que tem em sua cama. Não, claro que não, isso é a única coisa que elas percebem: seus erros. E adoram jogar isso na sua cara.

Quando uma pessoa está tentando mudar, a pior coisa que você pode sequer pensar em fazer é mencionar seus erros do passado. Fazer isso é como jogar pedras em alguém que está lutando para escalar uma montanha. E você não pode parar de pensar o quanto eles estão certos; o quanto eles… O quanto realmente parece que eles não querem que você melhore.

Normalmente, as pessoas que são a razão por qual você quer se matar, também são as que te impedem de fazer isso. Até que você passa a sentir nada. Você está vazia.

Completamente e totalmente, vazia.

Você sente que tudo é sua culpa, e sempre pede desculpas, mesmo que nada tenha haver com você. Mas chega um dia que você cansa de pedir desculpas.

Então você diz adeus e, simplesmente, se deixa cair.

Você pode escolher como contar a “história da sua vida”. Pode seguir pelas partes boas; aquelas que sempre lhe deixam com um sorriso no rosto quando se lembra, e que fizeram sua vida melhor. Você também pode seguir pelas partes ruins: aquelas que te dão vontade de chorar, e te estraçalham internamente quando voltam à sua mente. Ou você pode escolher o caminho realista; aquele em que você junta essas duas coisas e conta da sua própria maneira. Rindo, chorando, sorrindo, quebrando seu coração… As pessoas otimistas normalmente escolhem o primeiro; as pessimistas, o segundo. Mas eu escolhi o terceiro. E, se você chegou até aqui, parabéns. Agora, pense duas vezes antes de falar algo com alguém.

Porque é isso que pode acontecer.

Notas finais
Algum comentrio? :3
Obrigada por lerem ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!