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4 Rotina
Notas iniciais
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Capítulo dedicado a Marcela e DéSouza pelo carinho com que recomendaram a Fic.
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
“Olhando de perto, um sonho não é uma coisa sem perigo. É como uma pistola com dois gatilhos. Se vive muito tempo acaba por ferir alguém”. — William Faulkner
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- Música sugerida (Paradis — Marc Broussard) —
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Os três dias sem Aro foram para Isabella dias de alivio, paz, e embora tivessem sempre olhos e mais olhos em cima dela ainda assim a moça sentia-se em paz, contudo um par de olhos em especial ainda a intrigava e sim ela ainda mantinha o estilo linha dura com o bonitão Cullen sem saber ao certo como agir com o rapaz... Na verdade nenhum dos dois estava fazendo esforço algum para mudar isso, antes Edward permanecia sua analise sobre tudo o que via sem ainda conseguir uma conclusão coerente, embora sentisse uma forte atração e esta era inegavel. A pequenina Kimberly permanecia sendo a Suíça nesse meio... O ex-agente sempre que possível aproximava-se da bebê e ela esboçando seus sons indecifráveis sorria-lhe em resposta... Sim nosso homem extremamente profissional e completamente distante de universos infantis se quer notava o quanto aquela bebezinha o estava encantava, mas Isabella percebia... Sim a mulher havia notado que o seu agora guarda costas mostrava-se naturalmente encantado por sua filha... Mas daí a ser mais amável com ele era algo com o qual ela ainda não conseguia lidar tendo em vista que não sentia-se totalmente segura.... Quem lhe garantiria que ele não era realmente nada além dos olhos comprados de seu marido? Por via das duvidas o melhor era manter distancia e permanecer com a rispidez... Os outros seguranças notavam a frieza da moça, algo natural para eles...
- Dia difícil chefe? Questionou Seth sorrindo depois de Isabella com Kimberly em seu colo distanciar-se tendo retornado de um pequeno passeio pelo jardim e o Cullen sorriu...
- Com este sol a pino eu não diria que o dia está sendo difícil Seth. Afirmou bem humorado e sim o verão estava realmente em seu melhor momento, e um terno não combinava em nada com o clima... Ossos do oficio... Para seus homens Edward era uma espécie de mestre, com ele aprenderam tudo que hoje sabiam sem contar a forma amigável e o tratamento de igualdade que sempre dispensava a eles.
- Desculpe senhor, mas é que a senhora Volturi às vezes é um tanto difícil, foi isso que quis dizer. Soltou sem graça e Edward aproximou-se.
- Já percebi Seth, já percebi... Agora me conte uma novidade... Por que será que ela é assim? Questionou como sempre direto e o rapaz empertigou-se em seu lugar.
- Bem com a vida que leva não poderia agir diferente. Soltou baixo.
- Seth... Repreendeu Embry e o Cullen notou o pisar de ovos de seus rapazes.
- Eu sou empregado do senhor Cullen, estou aqui prestando serviço então se meu patrão pergunta o que há que errado eu tenho que dizer. Devolveu um Seth bronqueado com o amigo e Embry abaixou o olhar sem graça.
- Ótimo Seth, fico satisfeito que pense assim... Agora sem rodeios me diga o que acontece... Qual o mistério aqui? Questionou agora sério e Embry suspirou alto olhando para o céu.
- Eu não sei muito senhor... Mas sabe... Bem, o senhor nos ensinou a ter olhos e usa-los... E o que vemos aqui é uma mulher, jovem, que não é feliz e... E...
- Seth... Disse mais uma vez Embry alertando o amigo.
- Vamos esclarecer uma coisa aqui, é impossível proteger alguém sem saber o que se passa na realidade com esse alguém... Fui claro Embry? Perguntou o Cullen quase duro e o rapaz assentiu mantendo a pose. – Seth... Chamou para que continuasse.
- Ela meio que vive presa aqui, o senhor Volturi não tem paciência com a filha, na verdade não a suporta e bem acho que também não gosta da esposa, porque se gostasse não sairia com... Com outras mulheres e talvez até a maltrate... Bem, não quero ser o fofoqueiro aqui, mas...
- Já entendi... Disse Edward voltando sua atenção para a suntuosa construção a sua frente, assimilando as palavras ouvidas... E os rapazes abaixaram a cabeça em silencio agora.
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Às sete horas da manhã Edward chegava à mansão e aproveitava para avaliar o desempenho de seus homens em suas atividades de rotina pelo perímetro da propriedade... Sendo chamado por Irina encaminhou-se para o interior da casa recebendo da mulher a informação de que Aro gostaria de vê-lo... Prontamente atendeu a solicitação...
- Assine todas as folhas... Dizia mantendo a imponência habitual, Isabella curvou-se em direção aos documentos com a caneta em punho e o Cullen na porta da biblioteca apenas assistia de forma analítica sem que Aro percebesse estar sendo analisado.
- Aro preciso comprar roupas para Kim... Soltou a moça despreocupada e o Volturi bufou impaciente.
- Eu não sei pra que um ser tão pequeno necessita tanto de roupas variadas, ela nem sai de casa direito... Vamos, ande logo com isso... Declarou contrariado e Isabella tentou ser mais rápida. – Edward... Disse sorrindo para o rapaz. – Isabella irá sair, mas não irá demorar não é mesmo querida? Disse ainda mantendo o sorriso. – Você sabe que quanto mais cuidados com a pequena mais atenção deve ser dispensada a mim querida esposa. Declarou bem baixinho no ouvido da moça que tremeu em revolta com as palavras e Edward em seu interior gritava a certeza de que ali existia algo mais do que o carinho e amor que deveria existir entre um homem e uma mulher, entre um pai e uma filha e de forma ainda incompreensível para o Cullen crescia a vontade de voar no pescoço do homem e esmaga-lo de forma instantânea... O sentimento mais uma vez assustava o Cullen que contendo-se manteve a passividade diante da cena, estranha por sinal, mas que se encaixava com perfeição aos comentários feitos por Seth no dia anterior... O que Isabella assinava, para que? As perguntas rondavam o cérebro ainda no modo FBI que Edward há tempos adquirira tendo em sua essência o tom investigativo...
- Enfim... Soltou Aro quase entediado. – Pode ir para suas fascinantes compras querida. Declarou e Isabella saiu rapidamente da biblioteca passando por Edward sem ao menos cumprimenta-lo.
- Como vai o trabalho Edward? Ela tem se mostrado irritada demais? Questionou sentando-se confortavelmente em sua alta poltrona ostentando um sorriso vitorioso e esse deu nos nervos do Cullen.
- Está tudo tranquilo Aro, sem problema algum. Declarou contido.
- Ótimo, mas fique alerta... Ela é geniosa e não a deixe manipula-lo ou lhe dar ordens... Lembre-se que o elo fraco aqui é sua mente frágil e depressiva... Minha Isabella, acredito já deva ter percebido, é bem instável e isso só prova o quanto ela precisa de proteção até dela mesma. Afirmava.
- Fique tranquilo, está tudo sob controle. Devolveu ainda contido, mas sua vontade e essa era quase doentia era de inquiri-lo com quase violência sobre algumas questões nubladas demais... Seu olhar clinico lhe dizia claramente que aquele casamento era uma fachada da qual o Volturi se beneficiava em todos os sentidos e em contra partida Isabella era extorquida também em todos os sentidos e essa conclusão não se devia aos comentários feitos por seus homens, não mesmo.
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- Bom dia senhora Volturi. Disse sorrindo ao vê-la aproximando-se do carro com Kimberly em seu colo.
- Bom dia! Devolveu séria... Entraram no carro acomodaram-se como da outra vez e a moça saiu da propriedade logo em seguida... A 5Th Avenue foi o destino deles... Isabella levou o carro até o estacionamento mais próximo e em seguida ganhou a calça comercial mais famosa de Manhattan com sua pequenina em seu colo tendo Edward em seu encalço... A American Girl foi a primeira loja em que Isabella entrou... O Cullen nunca estivera ali, um universo completamente feminino e infantil... Mantendo sua pose de segurança permaneceu a uma distancia aceitável... A mamãe Bella separou peças e peças, mas o peso da pequena em seu colo não facilitava muito associado ao fato dela toda hora puxar uma ou outra peça... Bufou ao constatar que precisaria de ajuda e não apenas da vendedora que atenciosa a ajudava a escolher as peças... Olhou para Edward sem deixar de carregar a seriedade no olhar...
- Estou à disposição senhora. Afirmou também sério.
- Pode segura-la aqui próxima a mim enquanto escolho as peças? Questionou e Edward mantendo a seriedade aproximou-se... Kimberly não reclamou de ir para os braços do Cullen mesmo ele a pegando de forma um tanto desajeitada e isso foi notado por Isabella... A pequenina sorrindo mostrava a gengiva vermelhinha a Edward e a mãozinha babada foi parar em sua face, mas não... Edward não se incomodou, achou na verdade graça daquilo...
- Gosta de comprar gatinha? Uhm... Perguntava divertido e Isabella escondeu o sorriso que queria sair ao ver sua filha tendo uma interação tão natural com o rapaz, coisa que nunca havia acontecido, os outros seguranças sempre distantes jamais se dispuseram a algo próximo daquilo ou lançaram um sorriso para a bebê...
- Vou querer essas aqui... Essa numeração vai servir... Disse à vendedora que providenciando auxiliou as trocas na pequenina... Em dado momento Edward segurou uma Kimberly apenas de fralda e foi nessa hora que a cena mais fofa se materializou a frente de Isabella... A sua pequenina, já cansada encostou a cabecinha do ombro de Edward com a mãozinha em seu peito...
- Está cansada pequena? Perguntou o rapaz baixinho, mas Isabella ouviu e segurou-se para não mostrar-se emocionada diante da delicadeza daquele momento... A mamãe apressou-se em finalizar a compra e após pagar... Pegou de volta sua bebê que quase imediatamente adormeceu... Edward pegou as sacolas e acompanhou Isabella de volta ao carro, o encerramento antecipado das comprar fora dado pela pequenina Kimberly que não aguentou a maratona... – Posso dirigir se preferir, assim pode ficar com ela... Disse assim que chegaram ao carro e a moça sem responder sentou-se no banco de trás com Kimberly dando assim uma resposta muda ao rapaz... Mas uma vez, Edward e Isabella em silencio pensavam... Ele era bom, devia ser bom já que sem frescura alguma cuidou de Kim, a mente da moça dizia... Mas que conclusão ridícula Isabella, ridícula, pensava... Edward por sua vez se pegava inconformado com o fato do Volturi não dar a devida atenção à linda família que tinha, ao invés disso reclamava e tratava-as com desdém... Absurdo, pensava ele... Revoltante! Berrava sua mente...
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- Irá comigo ao lançamento de uma exposição no Metropolitan... Soltou Aro parado na porta do quarto da filha e a esposa o fitou por baixo dos longos cílios... A pequenina deu um gritinho em meio ao sorriso babado. – Esteja pronta às dezenove horas. Declarou olhando para Kimberly sem emoção alguma e logo em seguida retirou-se... Isabella teria mais uma daquelas intermináveis noites ao lado de pessoas e mais pessoas daquela fútil sociedade, restava-lhe então aproveitar o tempinho que ainda teria ao lado de sua bebê agradecida por hoje o marido parecer civilizado em demasia, algo anormal se tratando do Volturi e seus relacionamentos familiares...
- Vamos limpar essa boquinha meu docinho, vamos? Questionava passando o paninho de boca nos lábios delicados de Kimberly que permanecia aos sorrisos alegrando o coração da mamãe.
- Cun Cun... Disse abrindo e fechando as mãozinhas em direção ao cachorrinho de pelúcia... Sim, Cun Cun era o nome do brinquedo que Kim mais gostava, e a mesma o havia nominado sem auxilio algum...
- A mamãe dá o seu Cun Cun gostosa. Devolveu Isabella pegando o cachorrinho para a filha... E a pequenina de imediato levou a pelúcia à boca enchendo-a de baba fazendo Isabella sorrir...
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Para os rapazes estava sendo estranho ver o chefe portando-se como um simples guarda costas, entre eles já tinha até havido indagações sobre o motivo daquilo... “Será que é algum tipo de avaliação?” Perguntou um. O fato é que até mesmo para Edward estar naquela posição era estranho e hora ou outra ele se perguntava do porque de tudo aquilo e sua mente sussurrava uma frase de Gandhi “A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua...” Porém, ainda assim ele se perguntava sem ter uma resposta aceitável... A noite seria movimentada, Aro Volturi iria sair e levaria consigo sua esposa, sendo assim o guarda costas de sua esposa também iria...
- Fique próximo Edward, não quero ninguém estranho conversando com Isabella ou quem quer que seja fora de meu circulo de amizades. Disse assim que alcançou o Cullen já próximo do carro, o rapaz assentiu mantendo sua postura militar, Isabella vinha logo atrás de cabeça baixa trajando um longo azul turquesa de Tom Ford... Edward prontamente abriu a porta para a moça que mantendo seu olhar baixo entrou no Bentley Continental preto... A entrada do Metropolitan se via movimentada, carros e mais carros paravam a sua frente e deles desciam as mais requintadas e conhecidas personalidades de NYC... Isso será interessante! Pensou Edward... Estarei do outro lado hoje, constatou... Logo Aro encontrou conhecidos, cumprimentou-os tendo ao seu lado Isabella com seu sorriso fotográfico e próximos seus seguranças mantinham-se atentos, inclusive o Cullen... A moça passou a circular por entre as obras ali expostas e o Volturi tranquilo não deu atenção seguro de que Edward faria a parte que lhe cabia do combinado... A moça vez por outra olhava de soslaio certificando-se da presença próxima a si de Edward, mas algo saiu do controle do rapaz... Também diante da situação e do momento era algo de se esperar...
- Alice falou, mas eu não acreditei! Soltou o grandão parando na frente de Edward, seu irmão.
- Emm estou a serviço! Declarou firme e Isabella notando a situação fitou a cena...
- Edward. Disse Rosalie cumprimentando o cunhado.
- Oi Rose... Pessoal é sério, estou trabalhando. Soltou quase sem graça sem tirar os olhos de sua protegida e Isabella teve vontade de rir da situação e sem muito pensar...
- Algum problema? Questionou aproximando-se.
- Isabella Volturi. Disse Rosalie como se constatasse um fato.
- Boa noite. Soltou sorrindo.
- Desculpe senhora Volturi... Sinceramente isso é imperdoável... Dizia Edward envergonhado e Emmett tentava não rir ao perceber o grau de desconforto em que o irmão mais novo se encontrava.
- Emmett Cullen. Apresentou-se em antecipação. – E esta é minha esposa Rosalie Hale Cullen. Disse também sorrindo.
- Você tem uma visão diferente de arte... Eu confesso que nunca vou me esquecer de sua dissertação sobre a Arte do período Neolítico quando você ainda era solteira... Com certeza Sorbonne formou uma incrível profissional! Declarou Rosalie surpreendendo Isabella que há tempos não conversava com ninguém com cérebro de verdade sobre o universo que tanto a despertava... Arte!
- Ora... Obrigada... É muita gentileza sua... Rosalie. Devolveu discreta. – Então você é irmão de Edward? Disse sorrindo ainda mais e o Cullen coçando a cabeça não sabia como agir.
- Precisamente... Sou o mais velho... Você sabe, o primeiro é sempre o melhor! Soltou orgulhoso.
- Emmett... Advertiu Edward e Isabella teve vontade de rir da situação embaraçosa em que seu guarda costas estava.
- Me diga Rosalie... É apenas uma admiradora ou trabalha com arte? Perguntou tentando descontrair, sentindo-se muito a vontade ali.
- Tenho uma galeria de arte em TriBeCa. Respondeu Rosalie.
- Uhm... Interessante, estou falando com uma conhecedora então. Ficarei feliz em conhecer o que você vende. Disse sincera e Rosalie sorriu em resposta.
- Para mim será um prazer recebe-la. Declarou também sincera... Emmett agora fixava seus olhos no irmão tentando decifrar o motivo que o levaria a estar ali trabalhando como guarda costas e debochadamente sorriu para ele... Edward revirou os olhos já entendendo o recado.
- Nem verbalize! Disse firme, porém baixo... Mas Isabella ouviu voltando seu olhar para o rapaz que virou o seu em outra direção... A sensibilidade de Isabella a fez sentir outro olhar em cima de si e ao virar discretamente notou ao longe seu marido a observando e se retesou no mesmo instante, fato percebido pelo Cullen que voltando à posição militar direcionou seus olhos sem que ninguém notasse na direção que ela havia olhado e entendendo a situação, em parte...
- Bem, nos vemos por aí... Certo? Soltou e Emmett percebendo que a situação mudava, portando-se novamente como adulto...
- Cuide-se maninho e não faça nada que eu não faria. Disse tocando delicadamente no cotovelo da esposa, Edward entendendo o recado não demonstrou reação...
- Ok... Isabella foi um prazer conhece-la e espero sua visita a minha galeria... Edward sabe o endereço. Falou despedindo-se... Isabella voltou a caminhar sendo seguida por Edward.
- Tem só Emmett de irmão? Questionou sem voltar seu olhar ao rapaz, antes admirava um quadro e o ex-agente ainda que distante ouviu...
- Tenho também uma irmã, Alice... Respondeu e Isabella pensou como devia ser bom ter uma família grande, acolhedora... Como parecia ser o caso da família de Edward. – Me desculpe, pelo ocorrido. Declarou e a moça voltando o olhar para ele viu sinceridade ali...
- Não se desculpe... Gostei de conhecer seu irmão e cunhada... Ele é engraçado. Devolveu sorrindo e logo voltou-se para o quadro.
- Ele pode ser muito mais do que engraçado... Emmett faz o tipo sem papas na língua... Declarou divertido e Isabella soltou um discreto riso abafado fazendo o rapaz sentir-se vitorioso por vê-la descontraída, algo extremamente raro... Aro notara que a esposa conversava com um casal que não lhe era conhecido, mas tendo em vista que Edward estava por perto não irritou-se ou muito menos se incomodou antes deu atenção a Gianna que ao seu lado ostentava um vestido um tanto escandaloso por conta de seu decote extravagante para dizer o mínimo... A loira platinada insinuava-se sem puder algum para o Volturi que gostava do que via...
- Cézanne... Disse Isabella admirando o quadro que para alguns não passava de um mal pressagio, a imagem repleta de crânios dava a ideia de algo mórbido... – Uma vez ele disse que pintava como via, com sentia, e dizia que as sensações eram fortes... Declarava com um sorriso tristonho nos lábios e Edward sentia seu coração quebrar-se com as palavras, havia ali um ar de melancolia... – Para ele Courbet, Monet... Também sentiam na mesma intensidade, mas não ousavam como ele... Um tanto prepotente não acha? Perguntou.
- Não sou um profundo conhecedor, mas diria que esse quadro em particular mostra que o que ele via talvez fosse realmente forte demais e por isso, na opinião de outros grandes como Monet deveria ser editado antes de pintado... Divagava Edward.
- Existe uma frase de Cézanne sobre esse seu quadro... "Para mim, a vida começou a ser mortalmente monótona"... Em outra feita ele disse: “Eu poderia muito bem estar morto”...
- Triste... É acho que prefiro Monet ou Courbet e suas edições do que veem. Soltou sincero e a moça virou em sua direção.
- Você edita sua vida Edward? Perguntou olhando em seus olhos.
- Não... Nesse caso sou como Cézanne... Me atiro sem medo! Declarou seguro e Isabella suspirou.
- Queria ter essa coragem e segurança. Disse a moça baixinho voltando-se para o quadro... O rapaz mais uma vez teve a sensação desconfortável de ver aquele olhar na moça como que pedindo socorro.
- É sempre tempo rever conceitos e encarar mudanças. Rebatou e Isabella olhou dele para o marido que ria de algo que havia ouvido, o Cullen teve a nítida impressão de ver, agora, medo nos olhos verdes que tanto o instigavam.
- Às vezes não temos escolha! Declarou baixo, ele respirou fundo.
- Com todo o respeito... Senhora Volturi... Você é linda e... Hoje está ainda mais linda... A moça fitou Edward surpresa por sua coragem e viu ali, mais uma vez, intensa sinceridade, em seu intimo ardeu uma estranha satisfação. – Sei que estou sendo ao extremo atrevido, mas esse quadro ou as frases que disse jamais deveriam ter qualquer proximidade com sua pessoa e...
- E quem disse que tem? Questionou altiva, contudo a intenção de longe alcançou o objetivo.
- Ok... Estou sendo abusado. Mas tente ao menos ver por esse ângulo, nada é permanente e algumas vezes, na maioria das vezes nossas escolhas quando feitas com coração e alma nos libertam. Declarou e a ultima palavra atingiu em cheio Isabella, a moça viu o marido aproximando-se e enrijeceu no lugar.
- Minha querida Isabella e seu gosto duvidoso... Declarou com empáfia ao chegar próximo ao quadro e observar o nome do artista. – Cézanne... Um lunático, porém, um artista... Soltou com quase deboche. – Gosta de arte Edward? Perguntou.
- Sou um admirador desinformado na verdade... Mas a senhora Volturi estava me explicando um pouco sobre esse artista. Disse formal.
- Não a deixe convence-lo a gostar disso... Não tem como gostar de algo assim... Isabella é dramática demais na maioria das vezes. Disse como se a moça não estivesse ali e ela manteve-se passiva aos comentários. – Bem está na nossa hora...
- Aro querido... Disse a loira achegando-se. – Isabella. Cumprimentou quase forçada e Isabella apenas assentiu, Gianna notou Edward com certo exagero.
- Está pronta? Perguntou o Volturi com impaciência percebendo que a loira platinada estava desviando sua atenção para o Cullen.
- Sim, sim... Estou pronta, podemos ir. Devolveu Gianna e Edward estranhou o fato... Aro moveu-se sendo acompanhado pela loira e Isabella seguiu logo atrás tendo como de costume Edward em seu encalço... Os três entraram no Bentley e Edward ao adentrar no carro dos seguranças ouviu...
- A noite na mansão vai ser movimentada. Soltou Seth com um sorriso debochado... O Cullen percebeu que algo estava errado, pensou que talvez Aro fosse dar uma carona a amiga, mas o caminho não teve desvios...
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- Quem era o casal que estava de conversa com você? Questionou Aro para uma Isabella distante, ao entrarem no carro o Volturi e Gianna beijaram-se como sempre sem importar-se com a esposa. – Isabella... Chamou em quase advertência.
- Ele é irmão do senhor Cullen e ela cunhada. Disse sem grande interesse, o que desejava de forma ardorosa era logo chegar em casa, não porque ver o marido com outra a afrontava, pelo contrario aquilo não lhe trazia incomodo a não ser a já ordinária constatação do quanto Aro era nojento.
- Realizou seu lado professora hoje ensinando arte ao Cullen... Soltou irônico e Gianna riu quase sentada no colo do Volturi, já Isabella não esboçou reação alguma...
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Logo chegavam à mansão... Edward pôs-se a abrir a porta do carro para que Isabella descesse e da mesma forma Seth o fez para Aro, o homem auxiliou a saída da loira.
- Boa noite cavalheiros, estão dispensados por hoje. Declarou o Volturi e logo se distanciaram... Edward permaneceu ali vendo Isabella seguir em direção à entrada da mansão de cabeça baixa como o habitual... Impaciente o ex-agente tentava controlar o instinto de invadir a mansão e ter a certeza de que sua protegida estava realmente bem... Deveria ir embora, era o correto, permaneceriam na mansão apenas os seguranças da casa...
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Isabella caminhou despreocupada seguindo em direção as escadas enquanto o marido acomodando-se na sala agarrava-se a Gianna sem o menor pudor... Passou pelo quarto de sua bebê que adormecida estava agarrada ao seu Cun Cun...
- Tudo bem por aqui? Questionou a Charlotte.
- Sim senhora, ela dormiu tem uns quarenta minutos e antes tomou uma mamadeira quase completa. Relatou tranquila e Isabella ainda fitando a filha respirava com tranquilidade mesmo ouvindo as altas risadas vindas do andar de baixo... Encaminhou-se em seguida para o seu quarto... Hoje ela não teria a companhia do marido o que era um refrigério, Aro iria divertir-se com Gianna e por sorte não havia cismado em exigir que ela ficasse... Quando o Volturi ficava com Gianna em sua casa sempre dispensava Isabella... A moça tomou uma ducha, vestiu uma longa camisola...
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Edward não conseguia ir embora... Ensaiou destravar a porta de seu Aston Martin por duas vezes desistindo no percurso... Coçou a cabeça tentando dissipar de sua mente o rosto e principalmente o olhar tristonho de Isabella...
- Céus... O que está acontecendo comigo? O que diabos estou fazendo aqui? Dizia andando de um lado a outro do gramado. — Por que me preocupo com ela, por que? Perguntava-se... Não se cabendo mais caminhou a passos firmes em direção à mansão... A entrada pela área de serviço era seu objetivo, já conhecia a casa, passou por um de seus homens e com um aceno de cabeça continuou seu caminho sem receber nenhum questionamento, a cozinha estava às escuras e a copa da mesma forma... A governanta não era vista por ali e essa era a preocupação do Cullen que de imediato foi sanada... Para ele a mesma era completamente devota a Volturi e já havia ouvido comentários até maldosos sobre essa devoção... A copa possuía um acesso direto a escada que levava ao andar de cima... Edward ouviu as risadas abafadas vindas da sala... Traiçoeiramente se esgueirou por ali e de forma estratégica conseguiu uma visão da sala e esta lhe dava a imagem de Aro quase deitado em cima de Gianna... A cena despertou repulsa ao Cullen que via na tal Gianna a proprietária de uma vulgaridade sem tamanho... Nada de Isabella concluiu... O ex-agente ainda de forma calculada refez seu trajeto agora se encaminhando para o andar de cima e com a precisão de um Puma alcançou o ultimo degrau no instante em que vislumbrava Isabella vestida em uma longa camisola negra aproximar-se do quarto da filha... A moça em choque parou no meio do caminho e Edward também estático não conseguiu esconder à admiração a imagem a sua frente...
Spoiler —
- Você tem medo... Medo de ser feliz... Dizia com uma impaciência incomum... – Está tão acostumada a viver em meio a angustia e ameaça que prefere se manter aí... Pelos cantos sofrendo... Lamentando o que não viveu... Mas céus... Isso é absurdo... Você é absurda... Lindamente absurda... Bella... Por favor, me deixe entrar? Pedia em suplica... Os olhos da moça piscavam insistentemente, com quase um terror aparente ao se quer imaginar o efeito que entregar-se aquele beijo causaria se seu marido descobrisse...
- Eu... Não posso... Você não entende? Não... Posso... Disse chorosa em desespero e no impulso correu deixando ali o Cullen...
Notas finais
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Bem estamos caminhando, nosso ex-agente está aos poucos enxergando o que realmente acontece e nesse caminho está deixando a cada momento mais e mais claro o quanto está interessado, instigado, intrigado e atraído... Isabella ainda está perdida em seu mundo rodeado de medo e tristeza... O que nos aguarda? O que vai acontecer nesse corredor? Edward e Isabella irão ser flagrados ali? O que vai acontecer? Me diga, por favor, qual sua teoria, qual sua conclusão de tudo isso... Estou ansiosa para ler.
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Mais uma vez obrigada por estarem aqui, bjos e até sexta com mais Save Me!
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